março 11, 2008

Saltitei ...

... para aqui

Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:02 PM | Comentários (8) | TrackBack

novembro 29, 2006

da vanglória, ainda que defunta

Bem sei que isto está encerrado mas, nenhum empertigado autor de blogue (no activo ou não) poderia impedir este estertor da sua própria natureza vaidosa. Há efemérides que não podem passar ao lado. Para quem expõe aos outros a sua escrita, o exercício da quantificação dos leitores que já se debruçaram sobre as suas palavras é uma deliciosa carícia que, ainda que falsamente negada, nunca poderá ser deixada incógnita ao ego carente.

E este  é um n.º redondo como qualquer outro, mas é enorme.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:33 PM | Comentários (0)

outubro 06, 2006

Pá,

... estou tão orgulhoso!

E até já pareço outro. Quem olhar para os pneus que tenho na barriga nunca diria que sou o mesmo de há (este "há" tem "h"? troco-me sempre com isto) 4 meses atrás.

 

E deixo aqui mais esta exclamação de(ste) utente: Este Weblog não tem melhoras nenhumas ou este vagar desesperante é azar exclusivo deste blog? É que já nem apenas como "outdoor" de sinalização de tráfego se consegue usar caramba]

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:05 PM | Comentários (1)

setembro 12, 2006

Até já ia lá ao fundo, mas ainda assim voltei atrás

... só para deixar a porta entre-aberta. Pois, que de momento não faz nenhum sentido que aqui não exista a tal da caixa de comentários. Este blog é todo vosso (mas spam é que não, isso tenham lá paciência ó viagras)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:27 PM | Comentários (5)

setembro 07, 2006

Disso das salsichas, cada um que trate da sua

[ Favor não ligar. Eu não tenho aqui comentários e o destinatário desta pequena missiva também os tirou, por isso faz de conta que isto é uma conversa de natureza privada, devendo como tal ser ignorada pelos desprevenidos visitantes que deverão tomar em consideração a asserção (lindo! asserção) publicada antes deste poste pilarete.]

Há dois o quê? Olha lá, se te queres também finar então trata de arranjar uma salsicha só para ti, ai o … (lá dizia o Joaquim Pessoa)

E pronto, com esses abusos já estragaste a solenidade do meu desaparecimento. Assim como vou eu acreditar que de facto já não existo?

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:59 PM

setembro 05, 2006

3 Meses mais tarde

Regista-se um aumento de 4 kg conspicuamente localizados no abdómen;

Acentuado agravamento da irascibilidade já com visíveis estragos colaterais;

Manifestam-se vagas de ansiedade que ocorrem súbita e inesperadamente,
e que depois se alternam com momentos de apatia profunda;

Suave melhoria na capacidade de subir escadas, e em outras actividades aeróbias (aqui sem relato ou especificação), no que se pode constatar o desaparecimento quase total do efeito silvado na respiração;

Recuperação de alguma capacidade de concentração, embora se constate e lamente a perda absoluta (e receia-se q também irreversível), da inspiração;

A capacidade de compreender os blogues, de saber lê-los e neles porventura também escrever, e disso tirar prazer, essa esvaiu-se completamente

… enfim, coisa que já se sabia: sem cigarros não há vícios

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:16 AM

agosto 22, 2006

Tantos 'entretantos' e 'jágoras'

Mas certo é que - e isso é inevitável - este dia há-de finar-se estrangulado pelos ponteiros do relógio

E aí terei entrado de férias

Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:15 PM

agosto 21, 2006

Desabafo de férias

“ os meus pais devem achar que eu já sou adolescente; deixam-me para aqui sei lá quantos dias, não me vêm buscar, nem sequer me vêm ver … devem achar que eu já sou adolescente”

Mas não se pense que se trata de observação choramingada - será quanto muito lamúria de pésmolhadosàbeirad’água - porque a hipótese do retorno a Lisboa seria logo recebida com um “quem? eu? fazer o quê?"

(E eu aqui a fazer-me forte ... mais dois dias só)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:20 PM

agosto 16, 2006

… Folga, folga !!! Oh Manel, então tu não vês que essa manilha está mal armada?! Caramba, que nos ia caindo a Península toda só por causa dessas desatenções. Mais cuidado que o pessoal quando vier de férias ainda quer ter casa! E atenção aí a esse esticador sobre Monsanto, isso não está com tensão a mais? Não me ponham o raio do monte ainda mais bicudo do que ele já é! Atenção, atenção, aiii …

Gozai descansados essas vossas férias. Por aqui tudo controlado.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:36 AM

agosto 08, 2006

Neurótico e mal-criado

Já teve melhores dias este blog

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:12 AM

agosto 07, 2006

Dúvida ontológica

Pode-se falar aqui destas coisas de suicídios e tal, não se pode?

Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:10 PM

[Moleza #3] (*)

As dúvidas de um suicidário meticuloso

(Pronto, já decidi.) Os miúdos seguiram para baixo de camioneta, e por isso agora nem sentirão a minha falta. Depois há isto aqui, onde trabalho, e onde agora só estão mais duas pessoas que nem sequer pertencem ao departamento que dirijo, e por isso pouca falta lhes farei. E a Eufigénia, tal como eu, estará ocupada com os seus afazeres profissionais, e para já certamente não dará pela minha falta. É portanto o momento ideal para me suicidar. Na melhor das hipóteses só será notada a minha ausência logo à noite, e por essa altura já não precisarei de me justificar.

Agora só me falta decidir onde o devo fazer, (deveria escrever ‘cometer’, nestas ocasiões diz-se sempre ‘cometer’ embora eu não faça ideia da razão disso), e porquê.

Sim, é importante que arranje uma razão para me suicidar, mesmo que não tenha de informar ninguém sobre a mesma. Convenhamos, seria idiota não saber porque o faria. A menos que me suicidasse justamente por ser idiota, mas isso já seria uma explicação, o que faria de mim um não-idiota, apesar de poder suicidar-me na mesma, embora não veja para que quereria eu suicidar-me, mesmo tendo uma explicação, não sendo eu afinal um idiota. Já vi que terei de pensar melhor em tudo isto. Este assunto requer mais precaução. (Já decidi; se me suicidar será só amanhã.)

(*) fascículo em redondel, integrante da saga neo-depressiva dali debaixo e que ao que parece irá decorar as paredes deste blog durante todo o mês de Agosto, como processo autopunitivo, e que dá pelo título de “nunca mais se atreva a ficar quando os outros partem de férias, e se tiver de ficar evite almoçar sozinho!”

Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:51 PM

Porque Agosto é um bom mês para escrever estes dislates sobre a preguiça neo-depressiva

E porque, enquanto não tiver tempo para o ajeitar nem sítio onde o arrumar, este me parece local acertado para pousar isto, isto da pretensão da inépcia, esse sítio que há em nós, este nós onde tudo espera languidamente pelo que nunca virá a acontecer.

[Moleza #1]

Todos os homens têm em si esse buraco secreto onde vão cometendo o seu suicídio silencioso. Alguns, mais enérgicos, ainda vão entretanto dando sinais de si e construindo coisas em seu redor, supérfluas é bem verdade, mas contudo, algo. Os mais langorosos, como eu, esses já pouco mais procuram que um canto em si onde se possam acomodar para, sem pressas e comodamente, poderem manobrar essa lamina da indolência com a qual, um-por-um, como quem apara as unhas, vão arrancando todos os bocados da sua vontade. Uns mais fulgurantes e ostentosos, outros mais desencorajados e acanhados, hão espalhado por todo o lado bocados da vontade dessa tanta gente que, antes de se resignar, já foi homem.

[Moleza #2]

Devagarinho vou contando as horas, os dias, os anos
Devagarinho vou repetindo os gestos inúteis de todos os dias
Devagarinho vou perdendo o contacto com os meus amigos
Devagarinho vou deixando de fazer tudo aquilo que tanto queria fazer
Devagarinho vou esquecendo tudo aquilo que reuni à minha volta
Devagarinho espero já a minha vez, sem ilusão, sem curiosidade sequer
Mas sobretudo sem pressa, que já não tenho onde ir
Só este sítio, que sou eu, onde espero
Devagarinho
o fim

(está a começar bem, este mês de degredo, está-está)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:47 AM

agosto 03, 2006

Ou estou a ficar um velho carunchoso,

ou estou a ficar um hipocondríaco piegas, ou ando com um galo do caneco, mas que elas me estão a chegar todas ao mesmo tempo, ai disso ninguém duvide.

Fim da tarde e a sair pela cedinha do escritório, que a coisa já estava prometida aos miúdos desde ontem. Apesar do trânsito insuportável da 25 de Abril (já não estou habituado às bichas), acabou por saber bem chegar à Costa da Caparica, lá para os fundos (continuo a achar que é uma das melhores frentes de praia que eu conheço; que pena, assim; mas ainda assim). O bafo que corria do fechar da tarde e o afluxo de gente em sentido contrário eram premonitórios de um belo mergulho de fim do dia. Chegámos, eu, eles e mais dois primos, que nestas coisas de improviso há sempre balanço para mais. Como que por milagre, quase à beira mar, em dois segundos apareceu um monte emaranhado de roupa, e já as vozes deles lá ao fundo a chapinhar. Eu a querer acompanhar-lhes o passo mas logo a esmorecer. E recomendações a disfarçar o meu atraso na entrada bbrrrrrr, que não vão para tão longe brrrr, e que entrem devagar que água está gelada brrrr, “qual água?” - recebo em troca, assim mesmo, sem ironia. Vou entrando vagarosamente e não mais que pela linha dos joelhos. Enquanto eles chapinham, e se lançam em carreirinhas e mergulhos e perseguições eu vou vasculhando em mim a coragem suficiente para sair daquele impasse, ou melhor, para ir além da água pelas pernas. Acabo, em desespero de causa, por usar a técnica de sempre. Trata-se de uma decisão kamikaze, já que depois de os respingar (o que, note-se, para eles, molhados, é absolutamente indiferente) se torna praticamente impossível aplacar as suas réplicas, sobrando de recurso apenas dois ou três passos de corrida em fuga, antes do mergulho fatal. Assim faço, e como sempre arrependo-me e amaldiçoo-me enquanto largo a correr naquela maré vazada. Os joelhos a erguerem-se para melhor vencerem a água; uma passada, duas, puooock … que é isto, uma pedra? Que coisa é esta a bater-me na barriga da perna? Mas como pode ser uma pedra tão pesada se nem está corrente que a leve… e seguindo o ritmo das passadas, puoock … outra vez? Será peixe? Peixe, porra, ‘bora daqui, se é peixe é enorme …. mais uma passada a lançar-se e, nada. Nem barulho, nem pancada, nem sequer passada. A perna não voltou a mexer.  

Quando cheguei à praia eram 7 horas da tarde. Quando arrisquei entrar no banho seriam talvez umas 7.30h. Ora, meia hora depois já tinha conseguido arrastar-me até á esplanada junto ao passadiço da entrada na praia. Finalmente pelas 8.30h lá chegámos ao carro. Afinal os miúdos nem têm com que se queixar: uma hora e meia de praia ao fim do dia até que nem é nada mau. E lá seguimos devagarinho para casa e a fazer de conta que o carro até tinha umas mudanças semi-automáticas, daquelas que nem precisam ser desembraiadas.

Bem, vamos lá à CUF Descobertas buscar umas muletas.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:31 AM

agosto 01, 2006

Frente-e-verso (auto-colisão)

Como pode alguém manter um blog se cada linha que lê escrita por si o enfastia?

Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:45 PM

julho 29, 2006

51 dias e ainda assim

É primeira coisa que desejo todos os dias quando abro os olhos
E a ultima coisa por que anseio antes de os fechar à noite
É sempre a mesma

51 dias e ainda assim

Continuo a viver como se pairasse no intervalo de duas baforadas de fumo
dos cigarros que todos os dias acabo por não fumar, e tantos dias
E sempre o mesmo

51 dias e ainda assim

O cabrão do vício continua sem se despegar, alapado na minha vontade
sem me deixar ter o meu orgulho por inteiro - e eu a adulá-lo, dia após dia,
para ainda ser o mesmo de ontem

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:21 AM

julho 26, 2006

Uffff (as plantas já estão regadas e os peixes com comida)

Um post sobre mergulhos e vaidades (1), e um outro sobre as costumeiras mas inatacáveis trapalhices do Diogo e os nossos momentos de ócio (2), depois um outro sobre literatura e aqui a arriscar-me em terrenos que não são os próprios deste blog (3), e por ultimo a opinar sobre isto de blogo-escrever e as ansiedades que atravessa um dos seus ícones(4), e agora até este, a sumariar. Bem sei que a nenhum dispensei a atenção suficiente para poder ser agradavelmente 'audível', mas ainda assim, face a tanta variedade, acho que deve chegar para nova pausa. A ver se para mais uma semana.

(1)   realmente, quem é o gajo que não teve já aquele sonho de ser o maior da praia a mergulhar e a sair da água com o novo record do mundo perante a admiração e júbilo de todos os veraneantes que, claro, com excepção dos familiares a quem fica sempre bem impressionar, no resto são esculturais mulheres fascinadas com o feito?
(2)   Ainda não percebi se há realmente nele um problema de audição, mas o que é certo é que as confusões de fonética, nele, fazem sempre todo o sentido. Se este miúdo um dia escrever, acho que irá ser bem no género do Luandino
(3)   Mas a citação, isso do “Ele conhece os factos, o que ele não conhece é esta versão dos factos” que é afinal a razão de tudo, dos conflitos e dos pactos, da admiração e do horror, do admirável antagonismo humano
(4)   Sobre isto é melhor não falar mais, não vá ser envolvido em alguma acusação pública sobre blogs fantasmas e tal

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:52 PM

julho 14, 2006

A estação das morenas

(e das louras, de algumas louras; pronto, a estação das mulheres, fica assim)

Depois há a questão do calor. E as mulheres. As duas questões estão muito interligadas. Aliás, são uma e a mesma questão: a questão do desejo. Mas para isso o calor tem de ser tórrido e as mulheres de morenas formas, trigueiras … ou não

(depois continuo … que já tinha ido de férias … esta canícula que não se pode … ai)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:23 PM

julho 13, 2006

Ahhhhhhh pois

Este estabelecimento encerra durante a próxima semana por motivos de força maior (*).

 

(*) tenho uma forte expectativa de voltar curado - para ser franco já começo a ficar farto de tanto betadine e de tão mau feitio - pode ser que quando voltar já me possa sentar outra vez bem e talvez até voltar a merecer a família que tenho.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:43 PM

Da distância da morte

São mais cavadas as saudades daqueles a quem já não podemos tocar mais, (mesmo que ainda ontem o tenhamos feito), do que as saudades que sentimos por aqueles que sabemos poder sempre um dia voltar a ver, (mesmo que isso nunca venha a acontecer).

O que torna a ausência mais difícil de suportar não é a distância que a afasta, nem o tempo em que perdura, mas sim o sabê-la insuperável.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:50 PM

julho 10, 2006

[ Já vais ver se eu estava a gozar ]

Preciso de fotografia do Zidane, na final de ontem, no preciso instante em que este vê o cartão vermelho - de preferência captada pelo lado direito, e numa perspectiva a três/quartos; outras do mesmo desde que na altura pretendida também servem.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:33 PM

Pensamento político do dia

E assim sobre futebol não tenho mais nada a dizer. Ora vamos lá agora ver isso dos fogos.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:02 PM

julho 07, 2006

Dá-te folga pá, nem que seja por uns dias

e seria aqui, como sempre

Que ideia desvairada esta de querer resolver todos os males ao mesmo tempo. Como se um homem de repente pudesse entrar em obras. Tenho sido muito desajeitado comigo mesmo. Acho que o que agora precisava mesmo era de fazer férias desta obstinação violenta que não me larga. Que cansaço. Pstttt, oh ego que andas por aí, estou farto de ti. E olha que se eu rebentar, tu, pfffffff, dissolves-te na atmosfera e já não servirás para nada.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:58 AM

julho 06, 2006

Ai é assim, então toma lá com o “Priberam

Ainda há pouco, num blog cujo anonimato pretendo respeitar, disseram de mim que teria debilidades hermenêuticas. Na altura confesso que me engasguei um pouco, pois já se vê, a palavra não é simpática de resolver para um homem de cultura humilde como eu, e ainda para mais aplicada num contexto descontraído de caixa de comentários (espaço do qual aliás sou cada vez menos frequentador). Porém, depois de meditar sobre o assunto, e para que não se venham a alvitrar mais tarde qualquer tipo de reservas sobre o meu bom nome, venho agora afirmar, contrapor, e aqui o faço publicamente, que acho essa expressão uma desproporcionada, maliciosa e negligente exegese. Pronto, tenho dito.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:14 PM

julho 05, 2006

Do meu sofá (o suspiro final)

Bahhhhh

há coisas muito mais importantes que isso!

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:26 PM

Fatalismo o tanas, que eu é que sei

Um homem tenta deixar de fumar e arrisca-se a perder a família. Depois vai tirar um quisto e corre sérios riscos de perder o emprego. Hoje estava a pensar ir ao barbeiro mas, assim, já desisti. Nem quero pensar na hipótese de a casa ruir com o crédito ainda todo por pagar.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:21 PM

Ai que eu começo mesmo a ficar fartinho desta merda toda (*)

Quatro semanas, (faz amanhã), sem o cabrão do vício, e eis que volta a grande constatação desta nova vida: os cheiros! E não é que descobri que …. (como é que eu vou dizer isto sem me desmerecer muito) … não é que descobri que …

… cheiro mal!

(*) quero lá saber do jogo da selecção e dessas porras sem importância nenhuma. Eu nem sequer conheço o Figo de lado nenhum nem tão pouco tenho conta no BES !

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:01 PM

julho 04, 2006

Questões de mau humor e eu já outro homem (e se me estranho)

Esquecer a hipótese de algum dia, mesmo num caso de maior sufoco, poder vir a ser um jornalista desportivo. Ninguém está interessado em saber que o Obikwelu bateu a marca dos 100 metros deste ano (10,03s salvo erro) na véspera das meias-finais de um mundial. Para se escrever, até sobre desporto, é preciso ter algum sentido de oportunidade

Tenho um penso para mudar 3 vezes por dia, todos os dias, durante sei lá, talvez um mês. A dose desagradável dos quiproquo (é assim que se escreve? bah, nem sequer era isso que queria escrever, que se lixe, a seguir escreve-se alguma coisa sobre o deixar de fumar e a relação directa com o mau-feitio e está a andar) da vida de mulher, eu já a tive que chegue. Poupem-me, quero voltar a só ter de fazer a barba todos os dias e juro que não volto a comprar o record.

Fumar é um acto brutal. Não percebem? O que é que não percebem? Experimentem deixar de o fazer, deixem que o bicho saia cá para fora e depois digam-me o que não percebem. Fumar é um acto brutal. A menos que o sangue que todos os dias lavo dos nós dos dedos não seja meu.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:45 PM

junho 27, 2006

Provavelmente teria sido mais conveniente ter ficado por lá com a garrafinha de soro atrás e a fazer a coisa com mais calma

Oh pai, acho que a Tia M. ficou chateada comigo? Deve ter julgado que eu estava a brincar com ela. Ela ligou para o seu telemóvel e eu atendi claro, e depois das apresentações perguntou-me:

- E como está o teu pai?

- Está bem – mas fui logo esclarecendo – só que não está aqui

- Isso eu sei, nem podia estar não é? Então se foi operado ontem!

- Pois. Mas já veio

- Já veio? Já veio de onde? do Hospital?

- Sim

- Já? Mas … Não percebo nada. Se já veio do hospital como é que pode não estar aí?

- Porque foi ali ao café. Mas já vem. Quer que eu lhe diga que …

- Foi onde?

E depois desligou. Sabe, acho que ela deve ter achado que eu não estava a falar a sério. Se calhar é melhor ligar-lhe e explicar-lhe que as suas operações são assim mesmo, sem tempo para nada.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:29 PM

Creio que é a isto que as mulheres chamam d’as “mariquices dos homens”

Cheiro a éter por todo o lado, e tudo em mim é pegajoso, mas continuo a adiar o mais que recomendável banho. Devo dizer que passei por aquilo tudo sem qualquer agitação. Nem as luzes do corredor do hospital a caminharem muito rapidamente por cima de nós, de encontro à sala de operações, nem isso me alvoroçou. Depois, assim que me deram alta, meti-me num táxi e regressei para a vida de todos os dias, como se nada se tivesse passado, autónomo e silenciosamente, sem incómodo quase, assim espantando as vozes baixas que ao telefone me perguntavam cautelosamente do recobro do dia seguinte. Mas, neste momento, perante a possibilidade de ter de arrancar o enorme penso e constatar o que me fizeram, aí, confesso, já baqueio. Aguento a ferida, mas não me mostrem o sangue.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:06 PM

junho 24, 2006

387

E devo orgulhar-me deste orgulho  
[finalmente encontrei-lhe uma finalidade, e (a)proveito]

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:30 PM

junho 20, 2006

Pessimismo

Fechar isto antes que se torne um comprometedor resíduo testamental.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:27 AM

Optimismo

- E que tenho os pulmões de um homem de 80 anos q fume um maço por dia
- E tu ainda consegues estar com esse ar de agrado?
- Porque não haveria de estar. Já viste se me calhasse o peito da Tia Mª Luisa? Seria bem pior não?

Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:29 AM

junho 19, 2006

263

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:48 AM

junho 09, 2006

29

de cada vez que 'aquilo' me ocorre, agarro na garrafa de água. tento substituir os reflexos condicionados por outros mais adestrados. se for bem sucedido acabarei com uma vasilha de água na barriga. hoje descobri uma coisa nova: se fizermos movimentos súbitos conseguimos ouvir o entrechocar das ondas de água no nosso estômago. posso já começar a concluir sobre os primeiros efeitos desta abstinência: ganha-se mais ouvido, peso e imaginação.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:53 PM

22

até agora tudo sob controlo. o período de arranque do dia, justamente o que eu mais temia, passou-se sem grandes percalços. vigio-me agora em velocidade de cruzeiro. há em mim uma satisfação moderada - basta que olhe para o diante do dia, (tantos minutos a preencher) , para perceber o que me espera.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:33 AM

junho 08, 2006

Quando as palavras são catapultas da coragem que não temos

Não é preciso ser um bom homem para se escrever um bom texto, mas é certo que os maus homens só produzem maus textos. Escrevendo pode-se quase tudo, mas, se há coisa a que as palavras não resistem é ao cheiro a fel.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:15 AM

junho 07, 2006

E lá se foi o frigorífico novo por causa do raio dos hemogramas

Com 720 Euros de análises e exames médicos só não me encontrarão maleitas se forem completamente incompetentes. Acho que até me sentiria roubado se me dissessem que não padecia de nada.

(Mas oh sorte que daí me escutas, não te estiques. Que seja coisa pouca, assim uns pontinhos de castrol colesterol, daqueles que sugerem não mais que ligeira dieta e, vá lá, por um período de sacrifício não superior a dois meses.)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:58 AM

junho 05, 2006

Do que escrevo que digo quando digo o que escrevo

Confesso que acabo sempre por estranhar quando me dizem que escrevo com humor. Sinceramente. Eu olho para o que escrevo e o que vejo é nostálgico, arrependido, de um estilo confessionário até um pouco depressivo. Claro que nos intervalos tento o exercício de me trazer à superfície. Mas chamar humor a essas braçadas de sobrevivência?

Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:48 PM

Viva com orgulho: antecipe(-os)

Que mania esta. Ofendo-me. Como se ao fazê-lo primeiro comigo me desculpasse de tudo o resto, e perante todos os outros. Como se o que depois viesse já pouco relevante fosse. “eu sei, eu sei, já pedi desculpa”. Foi assim que sempre me escapei daqueles que me queriam dar bons conselhos. Imitava-os antes, antecipava-os, para não os ter de ouvir depois. Acho que ainda sou assim. Deve ser por isso que ainda tenho um carro de 1993 e um enorme mau feitio. O mais curioso é que ambos vão funcionando quase sem falhas. Enfim, talvez precise de uns estofos novos. E o carro, se calhar, também.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:28 PM

Um livro é um mero???

E um poema, talvez um pargo? Oh Hemingway, meu caro, manda aí uma dourada fáxavor! (ah, é mais pesca de alto mar, pois é verdade, atão pode ser um espadarte)

“Um livro é um mero”!? - Está bonito isto … está, está.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:53 PM

junho 02, 2006

Passo a imodéstia

Mas confesso que estou a obituar-me muito bem aqui. Sem textos grandes (demoram muito a escrever) e já poucas interioridades (demoram muito a pensar) é verdade, as caseirices (demoram muito a fotografar) são cada vez mais raras, e as nautiquices (demoram muito a descrever) nunca chegaram a ser. Em obituação é certo, mas ainda assim com todas as vírgulas e muito garbo.

(Pode não parecer, mas há modéstia num texto curto.)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:18 PM

Dos absurdos do vício

Vim só aqui dizer que agora não posso vir aqui. Estou cheio de pressa

(profusa prática bloguista)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:19 AM

Das antinomias da birra

Se não jogo não apito! Pronto

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:02 AM

maio 26, 2006

Pré-aviso da obituação

Acabei de perceber que não tenho, nem nunca irei ter, uma cópia dos textos que aqui escrevi. Sou incapaz de os desenraizar deste espaço, vá-se lá saber porquê. Talvez porque recuse admitir que haja vida nas palavras, que isso seria presumir que nelas houvesse óbito. Ambos os casos, já se vê, são imagens aterrorizantes. Acontece que de alguma forma isso sobrevaloriza o fim do blog, pois faz com que a perda se torne ainda mais fúnebre. Deixar ficar por aqui, e com ele extinguir-se, tudo o que nele deixei, nutrirá, lamentavelmente, toda a ocasião, de maior solenidade. Já me estou a ver com declarações amarrotadas do nervoso em papéis na algibeira, e de fato e gravata … e com este calor que se avizinha ...

Não me parece por isso que lhe cometa o suicídio tão brevemente, pelo menos nesta estação canicular. Ou se o decidir não o hei-de anunciar a mim próprio. É provável que, abrandecido, se vá vestindo cada vez mais com espaços em branco, até um dia alcançar um estado comatoso, depois a morte súbita, sem pré-aviso, sem deixar vestígios. Provavelmente faltará saldar uma anuidade, uma qualquer imponderável falha interbancária, quem sabe. Será um óbito determinado por razões de natureza administrativa – assim, deixando-se apagar, será mais uma espécie de obituação. Nesse fim não terá então de haver uma vontade declarada - tal como no seu início não houve - e eu terei justificadas razões para não estar presente.

 

[ E um dia, à pergunta recorrente, já poderei retorquir: fechou? Olha, não faço ideia. Eu cá fui-me obituando e por isso já nem reparei ... ]

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:06 AM

maio 23, 2006

“A terra onde fores ter, faz como vires fazer”

Este é, de todos os ditames que conheço, o mais idiota, mais retrógrado, mais não-estrilhes-pá-e-vai-para-o-meio-da-fila, mais conservador, mais acomodado, mais é-por-coisas-assim-que-esta-merda-não-anda-para-a-frente, mais prudente, mais eu-não-estou-cá-para-chatear-ninguém, mais cobarde, mais sonso, mais a-ver-se-ninguém-repara-em-mim, mais risco-ao-meio, mais amorfo, mais eu-também-acho, mais alinhadinho, mais pré-reforma, e provavelmente aquele

... a que esta mula teimosa mais deveria ter dado ouvidos  

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:42 AM

maio 19, 2006

Há alturas em que … é mais forte que eu, pronto

Eu a tentar mudar de assunto:
- E o tal problema da electricidade estática? Continua por aí?

Ele mantendo o mesmo tom monocórdico e cerimonial:
- Sr. engenheiro, já nem sei o que fazer. Se as senhoras do apoio administrativo vêm de solas de borracha então …
- E já mediram a terra?
- Ainda não, mas …
- Ora. Deixe lá. Daí não virá grande mal ao mundo.

E do outro lado, estranhando-se a ligeireza sobre assunto tão sério, o abuso de tanta leviandade mesmo
- Mas como assim?
- Sabe, o pior que pode acontecer é as suas colaboradoras aparecerem com o cabelo mais desfrisado …. Ah ah ah … desfrisado, compreende? … ah ah ah

O silêncio. A estupefacção certamente. Uma conscienciosa preocupação profissional ali ironizada por quem até agora sempre se tinha mostrado tão solícito ( a resolver as contratempos que ele não desenrascava)
- Desculpe? O sr. engenheiro está …
- Isso mesmo … ah ah ah … olhe que talvez fiquem melhor, assim de cabelo espigado, com mais volume, está a ver? … ah ah ah

Clinckkk !!!

(pronto, este hoje já não me chateia mais. Outroooooooo?)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:23 PM

maio 17, 2006

Com uma dobra nas palavras

Aqui não há gente; aqui as pessoas amontoam-se em números, visitas e audiências. Aqui não há realidade; aqui as palavras ostentam-se em outdoors com significados sofríveis mas cuidadosamente arredondados. Aqui não existo; aqui sou mero escriba do que eu julgo que sou. Nada aqui é fiel ao sentido que tem. É um logro da realidade praticado num gaveto que arrendei na internet e encenado no conluio entre a vontade de escrever, o interesse de ler e a compulsiva voracidade das palavras. Escrevo na expectativa que convencerei alguém, para que alguém me convença que sou eu assim. Escrevo interrogações que afirmo para obter respostas. E sigo palavreando por aqui este embuste de arquitectura ortográfica, de pormenores fantasiosos, de peças com que metodicamente constituo uma identidade e realidade que ignoro mas evoco ser a minha.

Poderia agora negar tudo, bastaria enumerar e asseverar todos os episódios que aqui se acumulam. Mas para isso teria de me consentir para além das palavras, e isto deixaria de ser um logro. E nem tenho a certeza que o quisesse fazer. Porque, convenhamos, pensar que nos podemos redesenhar é um logro delicioso.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:06 AM

maio 16, 2006

A mania de ser diferente sei lá

Eu acho que o governo tem tido uma acção positiva e decente e faço questão até de elogiar a mesma face ao passado político recente sem ter vergonha de o dizer

Eu gosto da selecção de futebol mas estou-me marimbando para que esta seja ou não campeã do mundo o que aliás acho improvável sendo que nem vejo que tipo de implicação grave ou ligeira daí possa advir para os portugueses 

Eu considero já agora que a minha opinião sobre as escolhas dos jogadores vale menos do que a do Scolari e não sei que sugestão ou crítica válida eu possa fazer junto de quem passou dois anos a estudar jogadores e tem por profissão o futebol no qual aliás já angariou o título máximo a que qualquer seleccionador pode aspirar

Eu adoro o trabalho que faço e admiro muitos dos meus colegas e não me sinto totó em o afirmar 

Eu admito que os portugueses têm algumas características especiais e que essas são mais importantes e estão para além do enquadramento macro-económico desta nação moribunda 

Eu não me lamento de ganhar menos do que gostaria e não acho que a culpa seja de alguém em especial e embora ande com um carro de 1996 nunca senti falta de nada que fosse absolutamente essencial para a minha felicidade e a dos meus filhos já que temos legos e podemos ir à praia e sempre temos um pátio e uma sala onde nos entretemos uns com os outros e não sentimos que algo mais que isto possa contribuir para a nossa felicidade

Eu estou mas é farto de tanta picuinhice presunção e pessimismo !!!
(Nota pessoal para autoleituras de lá de longe: entretanto, depois de experimentada, tirei a bonecada. Carinhas com icterícia a que hoje chamam imoticon - até a concatenação do nome 'cheira' a berloque - que punham em causa o ar circunspecto deste blog e era enganador quanto ao genuíno sentimento de irritação com que escrevi este post)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:52 PM

maio 15, 2006

Enervam-me as personalidades engravatadas e sem defeitos de fabrico

Eu cá meço a vivacidade da minha existência pela frequência com que alterno de temperamento. Gosto de saber que tenho amolgadelas no meu carácter - fazem-me sentir mais autêntico.

Já a distinta firmeza e a asseada coerência são para mim as características mais insalubres da nossa personalidade. Representam a ausência de humores,  o excesso do zelo no que parecemos, as certezas e convicções inabaláveis.  E nada mais para diante.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:49 PM

maio 12, 2006

Hoje

não estou

para grandes conversas

ou melhor

nem grandes nem pequenas ...

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:36 PM

maio 11, 2006

Fixem bem os olhos em mim!

Vou comer só uma tosta. Tenho de ganhar tempo para ir num pulinho estender uma máquina de roupa.

(Dispenso a piadinha sobre o estender a máquina? pois talvez não saibam mas esta é uma gíria que nós domésticos utilizamos frequentemente. Sim, que eu também vos ouço dizer vou calçar a máquina, e toda a gente sabe que a máquina não se calça. E pior, ainda têm a mania de dizer que a lâmpada se fundiu, quando toda a gente também sabe que quando elas pifam ninguém diz Olha, fundeu-se. Fiquem lá com as vossas que eu fico com as minhas que me dão já muito que fazer.)

Recado pós lides: Eufigénia, não pendurei as tuas meias. Tive receio que pudessem esgarçar (digo bem?)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:19 PM | Comentários (3)

maio 10, 2006

No fim de um cabo lançado ao mar (warmup)

Já tenho título e sei o que quero escrever. Falta-me o tempo e a oportunidade, e a expectativa de que hoje possa ocorrer a tal fase em que os dedos esvoaçam escravos das ideias (a tal da inspiração). Mas já tenho tudo programado - logo á noite, quando chegar da consulta com o cirurgião, telefono ao Bill e peço o contacto lá do tipo dos ‘dionísios’ (ou de outro bacante qualquer). Depois, vou esvoaçar por aí, ou seja, por aqui, ou melhor, por mim ...

Post post-scriptum do dia seguinte: Não deu. Ainda escrevi o fim, mas depois não encontrei os ombros para lhes pôr asas. (Seja como for, tenho um título e um final, o resto, o que falta, é só caminho.)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:28 PM | Comentários (7)

E isto ...

esta película: vidro ou espelho ?

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:39 PM | Comentários (4)

maio 02, 2006

Ganhei mais um dia, será isso?

Acabo de publicar o meu 1001º texto aqui.

Quem diria, eu Scheherazade?! Isto, artifício de sobrevivência?

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:48 PM | Comentários (9)

abril 17, 2006

... todos sabemos que a escrita é feita de interrupções, ela mesmo uma interrupção. Ela que aliás só tem sentido porque nos queremos interromper. E de momento, eu, não quero. Estou já suficientemente interrompido numa realidade que é maior que eu. E por isso é improvável que queira chamar-me para as palavras que me levam para fora dela. Pauso. Certamente por pouco tempo, que é como sempre se lançam aqui estes intervalos anunciados. E tantos já ... É tão bom poder ser incoerente.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:26 PM

abril 12, 2006

E assim de momento ...

... não me ocorre mesmo mais nada

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:08 PM

Assim de momento ...

... não me ocorre mais nada

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:10 PM

abril 04, 2006

Plim

E escusam de embravecer que isto não foi para chamar clientes. São 2h59m da manhã e aqui, a esta hora, não mora ninguém senão eu. Então porque foi? Porque estava farto de ver o calendário ali na direita ainda com a folha de Março, e não há nada pior do que ter uma coisa dessas com a playmate do mês já envelhecida. Como, não há playmate? Pois não. Mas isto também não é um cacifo, é só um blog ... 

(enfim, se calhar até é um cacifo, mas não tem calendários da playboy pronto)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:57 AM

março 24, 2006

Agora deu-me para a auto-citação ( puro onanismo, alguém já disse )


… Sou um mau conversador. São demasiadas as vezes em que faço perguntas das quais não espero respostas, e outras tantas em que me pergunto porque espero respostas.

... qualquer dia, quem sabe, com tanta presunção, e para melhor alarde, ainda criarei um blog.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:51 AM

março 20, 2006

Das vantagens de não ter caixa de comentários

É poder escrever um post cheio de pseudo-referências machistas (como esse aí de baixo) e não ter de me apoquentar na hora da publicação com receio de ser devorado pela indignação alheia. 

[ Posso bem poupar-me assim à ingrata tarefa de tentar justificar ser este uma honesta lamúria e não um bramido gutural de cromagnon, até porque isso, sendo sincero, é indefensável. (Já me basta o desencanto de me saber hoje capaz de discutir com propriedade o nome das várias marcas de cremes e até argumentar por que é que o D’Aveia é mais recomendável que qualquer outro. Não preciso de expor a minha intimidade ainda mais para além do razoável) ]

Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:53 PM

A maior afronta

       que se pode fazer a um blogger, desses mais fundamentalistas e convencidos , é dizer-lhe que “devias voltar a pôr os comentários activos …fica mais giro aquilo”. Subitamente, desvanece-se a ilusão de que o blog na sua matéria essencial valia apenas pelas palavras que nele se depunham, essas que são criação exclusiva do seu autor, eu. Basta apenas esta casual insinuação, relevando a importância do que até então se julgava acessório, para deitar por terra o mais presunçoso ego da escrita.

E isso claro levanta um dilema: é que sem vaidade não há blog que resista.

[não, não se trata de um anúncio de retorno aos comentários. Será quando muito uma desastrada justificação para a baixa actividade que aqui se vai fazendo sentir, uma temporária quebra de confiança fulgor - chamemos-lhe assim.]

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:35 AM

março 15, 2006

Olha

Descobri agora mesmo que a sala de jantar
vai muito bem com as novas cores deste blog

e ambos estão por servir

Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:46 PM

março 10, 2006

Estudo de mercado

Considera o período entre post’s o mais adequado?
Quanto ao teor do conteúdo, prefere um tom ligeiro ou com um piquinho?
Os textos são demasiado extensos e espessos ou deverão ser mantidas as vírgulas todas?
Sobre o seu autor, entende que este se passou de vez, ou que apenas está a passar por um período de ficção?
Acha que o seu blog deveria ser linkado mais vezes dentro das habituais trocas comerciais da blogosfera?
Ou, caso não tenha um blog, (e ainda assim), acha que o autor devia contar mais histórias da v. infância comum?
Ou em não o conhecendo, acha que o autor deveria realçar as suas visitas e enobrecer a sua fidelidade?
O que melhoraria neste blog: A coluna da direita, o boneco no cabeçalho ou o lettering?
Como o considera a este blog? Superior ou ao nível do Abrupto?
Promete que volta cá, caso o autor corresponda às suas propostas?

(Favor enviar respostas em papel de 25 linhas reconhecido notarialmente)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:34 PM

A verdade para ser escrita, tem de ser esculpida com suavidade e contar coisas que se possam vestir. É isso que lhe dá a credibilidade probabilística. Não importa a sinceridade do que escreve, mas tem de ser possível tocá-la. A autenticidade só existe se o leitor se puder sentar sossegadamente a desfolhar um-por-um cada episódio desses que também pode tomar como seu, e assim poder partilhar com o autor esse orgulho de ambos serem quase-anjos, banhados em elogios mútuos por entre as folgas de dois parágrafos. Já essa outra, feita de turbilhões, de hipopótamos com cornos e devaneios cósmicos, isso é pura ficção rebentada das entranhas. É a ‘mentira’ que se quer recatada. Que as coisas reais são bonitas e devem poder ser de todos. A realidade é uma escrita fisionómica, simples, que fala de coisas aconchegantes, com palavras a desenharem a ilusão do que julgamos ser. O resto não tem leitores, nem tem quem o escreva. É (o resto da) mentira que já ninguém quer.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:23 PM

fevereiro 08, 2006

Receituário da Felicidade (ou seja: em resumo ... )

A felicidade alcança-se quando todos os nossos sentidos estão focados em nós. As coisas que nos rodeiam, essas são meros estímulos para isso. Procurá-la no contexto inverso, (leia-se, centrá-la no mensurável que nos rodeia passível de ser consumido e procurando que daí ela se ateie em nós), é pouco sensato: é uma alternativa mais ‘económica’ mas provoca fastio a longo-prazo.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:20 PM | Comentários (6)

fevereiro 01, 2006

Não sei

mas só sei que hoje não me estou a sentir nada bem

Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:05 PM | Comentários (3)

janeiro 30, 2006

Uma boa razão para se ter um blog …

Será que um homem que dá por si acomodado no sofá às 3h da manhã de um dia do meio da semana de trabalho, e que ainda que morto de sono faz por seguir atentamente o desafio que se transmite na RTP Memória entre o Estrela da Amadora e o Sporting para o campeonato nacional de 1983, será que isso é coisa que reclame de cuidados terapêuticos especiais?

… é garantir que se evitam as alucinações nocturnas em frente da TV. E se é para espoliar horas de vida, ao menos que se as deixe lavradas em qualquer lado. E se houver falta de qualidade artística que se use a forma da letra. E em não encontrando murais que seja aqui.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:08 PM | Comentários (4)

E pronto,

Assim de momento não me ocorre mais nada para postar, confidenciar, mostrar, escarafunchar, suspirar, documentar, arquivar, ensimesmar, ajeitar, alombar, verberrar, esgaravatar ... caramba, é que não me ocorre mesmo o raio da palavra! (há tanto tempo já por aqui, quase mil post's e ainda não sei o que aqui ando a fazer)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:55 PM | Comentários (11)

janeiro 26, 2006

Ai ai ai ai

Quem me manda aos 43 anos

passar a manhã inteira a tratar de “fichas de não conformidade”?

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:08 PM | Comentários (13)

Os ritmos do dia

Os minutos da manhã são quase sempre contados, e histéricos, e cheios da pressa de fazer tudo. Já os minutos da noite são arrastados, atrelados a momentos infinitos onde se acomoda a gelatinosa semivontade de nada fazer. Uns são horas, outros segundos. Nuns sobramos, noutros faltamos.

[ Nota pessoal em letra miúda (não permitida a leitura por terceiros): aligeirar este trecho por forma a que não pareça tão pretensioso. Talvez resulte se colocado entre texto narrativo. Ver por exemplo hipótese de inserir na história do “lavatório”. Já agora, acabar aquela treta. Textos que ficam a meio não estão com nada, é quase como um tipo em pujante adolescência estar numa tarde amena a esgalhar o patife e entrar subitamente a avó pelo quarto adentro à procura das agulhas de croché. São coisas que não chegam a acontecer, percebes Eufigénio? ]

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:55 PM | Comentários (2)

janeiro 13, 2006

Pensamento do dia * - sobre o humor

* Para ser mais preciso: pensamento a seguir ao almoço – é importante referi-lo

O humor é universal! É talvez mesmo a única forma de expressão humana capaz de se manifestar para além (e não obstante) da imperceptibilidade dos diferentes idiomas dos homens.

(falo do humor nato, do que se baseia na realidade conceptual, e não daquele mais falacioso que se socorre enfaticamente do significado das palavras)

É para além disso a manifestação de inteligência que tem efeitos mais imediatos e mensuráveis em nós.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:08 PM | Comentários (23)

Talvez tenha exagerado no tamanho

ali do post debaixo (nem eu o consegui ler até ao fim). São demasiados estrépidos intestinais, odores flatulentos e tremelicanços telúricos ... devo ter levado com o epicentro na cabeça e nem dei pelo agitar do sismógrafo.

E este blog não está a ficar nada simpático, nem pelo conteúdo nem pelo tom. As minhas desculpas. Vou já penitenciar-me

Um post deve ser curto deve ser um post deve ser curto deve ser um post deve ser curto deve ser um post deve ser curto deve ser um post deve ser curto deve ser um post deve ser curto deve ser um post deve ser curto deve ser um post deve ser curto deve ser um post deve ser curto deve ser um post deve ser curto deve ser um post

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:30 AM | Comentários (7)

janeiro 12, 2006

Post-it

Era uma coisa sobre bufas no cinema … mas agora, escapou-me a estrutura da coisa … fica a ideia a ressoar (a ‘ressoar’ liga bem, não esquecer de fazer esta associação), mas vai-se o texto … estrondos? … ah, já recordo, era sobre terramotos e tal … já só me falta lembrar de que abalos queria falar e em que cinema se davam traques … e falta tempo … era isso, o tempo, os sismos e a desvairada sonoridade largada em plena cena de suspense no cinema, e como tudo tem a ver umas coisas com as outras (esta parte tem de ser bem explicada e sem cair no grotesco)  … a coisa está quase! … mas agora não posso, ora onde íamos nós, ah, relatório de validação, isso!

(Guardar isto em guião para logo. Onde … oh, aqui mesmo, pimba!)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:07 PM | Comentários (2)

janeiro 10, 2006

O perfeccionismo

Cumpra-se

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:11 AM | Comentários (2)

O rigor da profissionalização

Ando a escrever post’s muito extensos. Já li algures que a arte de blogar recomenda textos curtos pois caso contrário nem serão lidos. Tenho de ter mais contenção. Isto é mesmo coisa minha, ainda no  …

Clanckkk ! ...

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:09 AM | Comentários (7)

janeiro 09, 2006

O forro com que embalsamamos as memórias

Saber e não querer

Tive uma guerra com o lavatório lá de casa que muito gostaria de guardar aqui. Tem tudo para ser uma daquelas histórias que mais tarde me aprazeria reler. Sei até os exactos termos em que a iria descrever, mas percorre-me uma preguiça tal que cada palavra que teria de enfrentar, em vez de se fazer impulso, haveria de parecer um projecto laborioso de retórica, e os contornos de cada uma das suas letras, ao invés de uma hábil pincelada, reclamariam antes o horror de um minucioso exercício de relojoaria. Tenho pena, mas não creio que assim a venha a registar para breve. Depois, provavelmente, e porque é insignificante, esquecê-la-ei. Será mais uma neste sítio que é cada vez mais um cemitério das histórias que não cheguei a escrever.

Ora, deixemo-nos de coisas. A verdade é que um homem quando escreve é porque gosta de o poder ler depois, e nada mais.

Querer e não saber

Podem-se dar vivas à tecnologia, e badalarem-se os teclados entusiasmados que quase escrevem sozinhos e os ecrãs TFT com as placas gráficas mais rápidas que a luz, que nada disso me persuadirá. Bom mesmo seria deixarmo-nos ir ficando, a prolongar um serão mastigado no bordo da lareira tecido em boa companhia, e devagarinho, deixando-nos interromper com os travos de uma doce aguardente, lá ir escrevinhando as palavras numa morna conversa, calmamente, até ao último ponto parágrafo. Depois sem pressas, já no fim da noite, passávamos junto da mesinha do telefone e recolhíamos umas folhinhas amarelas meio amarrotadas, já com “o resumosinho”, para guardar.

Mas que diabo, nem tudo o que se diz se pode contar. Sobretudo quando não é o que se diz que importa, mas o momento que degustamos para o dizer que não se deixa embalsamar.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:15 PM | Comentários (3)

janeiro 07, 2006

Hoje acordei assim

 A família toda já se escapuliu para a rua, e com ela os berros de pavor e as lágrimas lançadas sobre esta minha agrura. À volta deles, lá fora, ter-se-á ajuntado um rol de gente, pois ouço-lhes o alvoroço das intenções e sugestões que lançam sobre o caso. Pouco me importa. A única coisa que verdadeiramente me interessa é comer. Já quase não me lembro do degustar do candeeiro da mesinha de cabeceira que ainda agora devorei. Quase todo o quarto já foi trincado, há estilhaços por todo o lado, e a fome não abranda. Ouvem-se agora sirenes. Mas de nada mais quero saber para além da cómoda, ali ainda, luzidia, a despertar-me o apetite.

Sinto-me cada vez mais forte, mas há esta voracidade desesperante que me leva a tragar tudo antes que possa tirar disso qualquer prazer. Há um rasto de serradura que deixo, enquanto evito pensar no momento próximo em que esta dentadura, à madeira preferirá os carnudos afectos.

... Nunca tinha reparado naquele quadro. Que bela moldura …

Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:10 PM | Comentários (9)

janeiro 04, 2006

O difícil princípio do entendimento

Para os outros, primeiro somos apenas as palavras que proferimos. Só depois passamos a ser também o significado que se traduz delas. Para os outros, já só muito depois, seremos sobretudo aquele que profere a palavra, esse já para além ela.

Para nós, perante os outros, tudo se passa na ordem inversa.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:55 AM | Comentários (0)

janeiro 03, 2006

Momento à LaPalice

Verdade científica

Há mais coisas que começam do que as que acabam

(não acreditem nessa coisa da entropia)
Verdade natural

Há mais coisas que se calam do que as que se dizem

(até mesmo nas mulheres)
Corolário somativo

Algumas coisas acabam porque se calam muitas vezes,

mas muito mais coisas começam quando - ainda que pouco- são ditas

(eu também não estou a ver bem onde quero chegar mas ainda um dia me darão razão)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:20 PM | Comentários (5)

dezembro 30, 2005

Os meus votos de …

[ E agora escrevia aqui uma coisa gira, daquelas que ainda ninguém tenha escrito sobre o reveillon, e o ano novo - vida nova e tal, e claro, os desejos de um grandessíssimo e intensamente desvairado ano de 2006 para todos os leitores deste álbum de cogitações em formato 126 x 324 ]

… que o imprevisto aconteça muitas vezes em 2006, e que
se deixem surpreender a vós mesmos pelo menos uma vez por semana.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:40 PM | Comentários (7)

dezembro 29, 2005

(porque isto hoje anda virado para os trocadilhos)

Às vezes um gajo escreve coisas que o põem a pensar

… “ que pena não ter pensado antes de as escrever”

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:41 PM | Comentários (4)

Sou no que digo, e no que digo que sou

Parte de nós realiza-se com o que somos, outra parte com o que nos ouvimos dizer. Muitos são os que vivem no hemisfério da ilusão onde se entretêm a inventar as palavras daquilo que querem parecer. Eu prefiro habitar o purgatório onde me divirto a desentrelaçar o que sou no que digo do que digo que sou.

(Nota para considerar em eventuais comentários: Não, não faço anos. Mas sei fazer um excelente borrego assado no forno)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:10 PM | Comentários (4)

dezembro 28, 2005

Olhó striptease, olhó artista que hoje tirou a tanga e tudo

Nunca, mas nunca supus que alguma vez na minha vida iria editar no espólio público da Internet textos de improviso sobre o amor. E o pior é que sempre achei essas pungentes declarações coisas pretensiosas e enfadonhas.

Gastei 5 anos da minha vida a estudar porcas e parafusos, e muitos mais para acentuar o meu resguardado racionalismo à custa de intrincados e orgulhosos raciocínios algébricos, e basta uma noite mal dormida para agora deitar tudo a perder.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:30 PM | Comentários (7)

dezembro 24, 2005

Aflição

[ Eu sei que não é um sentimento próprio do natal mas, e até porque o natal é das poucas coisas que não se vive num blogue e não vejo interesse por isso em trazê-lo para cá, deixo aqui um pensamento que me tem preocupado desde manhã cedo … neste quase dia de natal ]

Ora leio aqui que em 2010 poderão existir mil milhões de blogues!

Mas assim, com tanta gente a escrever … quem é que ainda terá tempo para me ler? E eu, que blogues vou ler? Desassossega-me só de saber que por cada um que escolha para passar a minha leitura haverá milhões de outros que mais a mereceriam … isto vai ficar tão diletante como a vida real!

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:55 PM | Comentários (6)

dezembro 23, 2005

Envelhecer é ter todos os dias mais, de coisas que não chegámos a ter

(Para além do que faço neles) os meus dias são também uma infinidade de oportunidades que perco em ser um profissional mais competente, um cidadão mais extremoso, um pai mais presente, um amante mais atento, um homem mais preenchido.

Mas há quem diga que isso é ganhar experiência. Pois deve ser isso, a experiência será talvez essa propriedade para saber mais … sobre as coisas que acabámos por não fazer.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:24 PM | Comentários (9)

dezembro 21, 2005

Força de vontade

É estar ainda em pijama a meio da manhã de um dia comum, com firmeza suficiente para contrariar o ímpeto que nos empurra a fazer o que não queremos, e entre dentes cerrados repetirmos para connosco: “não, hoje não irei trabalhar!... pelo menos para já

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:07 AM | Comentários (3)

dezembro 20, 2005

Slogans

Um aforismo não é um slogan. Nestes diz-se o que é óbvio, e obviamente mentira, como se fosse a primeira vez que o constatássemos. Num aforismo diz-se o que não é óbvio mas é obviamente verdade, com a petulância de quem julga que nunca ninguém antes o terá pensado. Essencialmente a diferença está na capacidade de um vender bens e o outro vaidade.

(este por exemplo não é um aforismo; tem mais de 3 linhas. Mas também não é um slogan porque aqui nada se consegue vender)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:50 PM | Comentários (10)

Técnicas para quando não se tem mais nada para dizer

Um aforismo para resultar não deve ter mais de duas* linhas. E para que se alcance nestes um maior esoterismo é conveniente que trate coisas sobre as quais nada se conhece. Falar sobre aforismos é sempre uma boa ideia. 

* enfim, se passar um bocadinho das duas linhas também não é nenhum ai Jesus

Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:27 PM | Comentários (6)

Efemérides ,

Nunca liguei a datas. É por isso, para provar que as ignoro, que há dias em que escrevo muito mais do que noutros.

Saudades,

As únicas datas que fixo são os dias em que sinto uma vontade absoluta de dizer o que nunca mais poderei voltar a escutar.

E precauções

Quando alguém se ‘desafronta’, e se o tentar num blog público, convém que antes se lembre de fechar a caixa de comentários.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:30 PM

Desperdício Preguiça

Verter em três aforismos tudo aquilo que há para escrever sobre este blog, quando se poderia tê-lo feito em cem demorados textos.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:00 PM | Comentários (8)

Esquizofrenia Incontinência

Escrever num blog as coisas que não dizemos aos outros, e depois ir dizer aos outros as coisas que escrevemos no blog.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:00 PM | Comentários (17)

Angústia

Tentar desesperadamente escrever um post intimista sobre o amor que tenho aos meus filhos, e os sacanas dos putos não pararem com o berreiro ali no quarto ao lado !

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:18 AM | Comentários (13)

dezembro 19, 2005

Decadência

Pensar que em tempos este já foi o melhor Blog de Análise e Reflexão Política

Publicado por Eufigénio Lagoa às 08:40 PM | Comentários (11)

dezembro 17, 2005

Parto e fico, para começar de novo e continuar

Isto seria um espaço de ficção onde banharia a minha vontade de escrever, sem fidelidades para com a realidade que vivo, nem tiques de franqueza, e apenas tendo por argumento a fantasia que me aprouvesse criar. Foi por isso que o vesti com anonimato, para o desprender de qualquer compromisso para comigo, para também eu, enquanto homem, me poder descomprometer dele.

Mas isso acabou também por arrastar uma outra perspectiva para além desse inventar (d)na escrita, à qual, por alguma razão obscura, tanto pertenço. Assim, oculto da realidade, das gentes que me conhecem, de mim, poderia também nele depositar coisas do indivíduo que sou na vida, e nas vidas dos que me rodeiam, sem pejo de me falar demais, assim livre para me escrever do que quisesse.

Tudo aqui faria parte de uma personalidade inventada, da qual, só eu, na posse de faculdades exclusivas, poderia extrair essa minha realidade, da ficção, ou misturá-la se assim me aprouvesse. A receita parecia excelente: amalgamar um espaço imaginário, anónimo, com a terapia da verdade, (afinal, os dois motes mais fortes que me impulsionam para a escrita), sem me sentir preso a correntes de sinceridade, e ao abrigo de um pseudónimo que esconderia nos confins da Internet a minha intimidade.

-//-

Entretanto, provavelmente a inevitável vaidade, fez com que este espaço se tornasse conhecido por quem me cruza na vida real, de perto e até de longe. De alguma forma isso condiciona-me - por mais coragem que me imponha, pois que é disso que se trata.

Quando me sinto olhado através do que escrevo, como sendo isso parte de mim, perco a liberdade com que o possa fazer. Tudo o que aqui escreva passará a fazer parte do juízo que os que me conhecem têm sobre mim. Nisto, surgem os constrangimentos habituais, e a escrita desimpedida que aqui me poderia ‘acrescentar’, com que ensaiaria extrair outras coisas de mim, acaba por ser afinal a imitação daquilo que julgo se espera de mim na realidade.

E depois há a outra parcela, a do Eufigénio, o tal que era livre de escrever e fantasiar o que lhe aprouvesse, sem condicionamentos de carácter, sem caras que se revelassem de ambos os lados da escrita. Mas há muito que este deixou de ser um pseudónimo para se alimentar da minha própria personalidade. Mesmo para com os leitores que não conheço na vida real também com eles estabeleci já um compromisso, ser eu. Deste personagem que inventei para a escrita já só resta o nome, nem sei aliás porque ainda o mantenho assim fantasiado. A verdade é que ele me imita tão fidedignamente, e se constrói de tal forma sob a minha realidade, que inventá-lo hoje é distorcer a minha própria personalidade, e escrevê-lo é violar a minha intimidade.

-//-

Isto seria um espaço de ficção, e de confissão. Mas o exercício de liberdade que primeiro ansiava transformou-se aos poucos numa coisa prosaica e constrangida com que me sinto compelido a manifestar apenas o que se espera que eu seja, ou algo assim tão frivolamente próximo da realidade. Este tornou-se um espaço onde ainda obtenho prazer em escrever, mas onde já estou preso ao que sou.

Vou criar outro blog, tentar de novo, esconder-me lá ao fundo, onde possa reinventar tudo. Este deixarei para ser assim, uma plácida e generosa imitação do que sou.

JNF

Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:12 PM | Comentários (19)

dezembro 13, 2005

Desculparão,

mas ainda que opine em casa própria cometerei a imodéstia de o dizer:  esta lição de bricolagem é infinitamente mais didáctica que esta, e na prática produz um maior enfeite efeito. Poderá é não ser tão útil.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:50 PM | Comentários (4)

dezembro 12, 2005

Mordeduras de blog

A ler os post’s do passado dia 9 …

O devaneio da libido, a impudência, prosápias de adolescente, públicas vaidades, que se adjective aquilo com todos os vitupérios da personalidade, pois que por aí (aqui), desgraçadamente, já se brama o falo e grita-se a virilidade. Vejo a réstia da minha dignidade ser varrida pela vontade alarde do auto-elogio, e logo nesse absurdo que acena com o desempenho dos genitais, essa púbere aspiração que se escreve retardada e sem pejo de me trair. Hoje, a vergonha consome-me, e até o meu ego se ensombra com tanto e tão incauto arremesso de si próprio.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:31 PM | Comentários (8)

dezembro 06, 2005

Mais dúvidas numa manhã já inevitavelmente perturbada

Poderá alegar-se dispensa do trabalho devido a indisposição provocada por indução do regurgitamento de um gato? Pode-se provar clinicamente que o ardor que era sentido na base do pé se desenvolveu comichosamente até á zona abdominal e que aí se tem feito sentir estimulando um forte efeito de náusea que indispõe o trabalhador para o uso pleno das suas capacidades profissionais? Poderá complementarmente evocar-se que o colaborador manifesta forte ansiedade ao pensar que se o vomitado pode ter este efeito nele poderá então neste momento estar a corroer-lhe o soalho de surupica? O atestado veterinário serve como documento comprovativo e justificativo da ausência ao trabalho? Que horas são, ainda falta muito?

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:30 AM | Comentários (4)

Dúvida numa manhã ainda não concertada

Poderá o vomitado de gato, mesmo depois de lavado … não sei, talvez pela acidez … provocar uma sensação de ardor na planta do pé?

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:05 AM | Comentários (9)

dezembro 01, 2005

Estendendo a pressa pela vida

Que horror

Já é dia 1 Dez. 2005

E eu ainda com tanto por fazer !

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:06 AM | Comentários (2)

novembro 30, 2005

Hidden Organization

Ainda agora, com pompa de conferencista, alguém dizia que as Learning Organizations são mais do que a soma dos conhecimentos dos seus colaboradores. O diagnóstico nesta nossa organização não se fez tardar - entre nós correu um olhar desconfiado: “quem raio me anda a esconder algo” pensámos logo todos em sussurro.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:20 AM | Comentários (0)

novembro 22, 2005

Já volto

espelho.JPG

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:00 AM | Comentários (9)

novembro 18, 2005

Debulhando

Agora apetecia-me improvisar assim

Mas infelizmente ninguém é bom aprendiz de si mesmo.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:25 AM | Comentários (3)

novembro 15, 2005

E o resto é conversa

Bem, já não tenho hipótese para esquiçar a estrutura. O verbo, as piadinhas entremeadas, as pausas a antecipar o chavão, isso fica para a inspiração do momento - que quando não sobra tempo para preparar o melhor é nem mexer -vai de improviso. Vou então pesquisar uns Gifts e preparar o Powerpoint* que sem isso é que não ... Ai esta bela maquilhagem para seminários!

* ouviste?

PS das 19h38mn:
O template já há
táquase.jpg
Estou todo orgulhoso! E agora só falta o que lhe vou escrever por cima, e ainda tenho uma noite inteira para isso ... assim é que é, no stress, pois claro.

PS das 19h59mn:
O primeiro acetato já está
táquase1.JPG
E parece-me bem o lettering amarelo não? A coisa está a correr sobre rodas!

PS das 20h11mn:
E pronto
táquase2.JPG
até saíu bem. Afinal tanto desassossego e a coisa fez-se! Talvez lhe dê só mais um pouco de contraste no fundo. Agora vou mas é jantar e dormir, perdão, reflectir, sobre o tema.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 08:11 PM | Comentários (14)

novembro 11, 2005

Terapia matinal

um dia de cada vez um dia de cada vez um dia de cada vez um dia de cada vez um dia de cada vez um dia de cada vez um dia de cada vez um dia de cada vez um dia de cada vez um dia de cada vez um dia de cada vez um dia de cada vez um dia de cada vez

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:17 AM

outubro 17, 2005

Amor no Messenger


Eufigénia diz: ah a propósito, penduraste a roupa
Eufigénio diz: Simmm, pendurei sim
Eufigénio diz: mas aquilo eram só lençóis e guardanapos

Eufigénia diz: Pois eram. Pronto, era só para saber
Eufigénio diz: para caberem ficaram todos ao atravessado
Eufigénia diz: não dobraste?
Eufigénio diz: pode-se dobrar? e depois como secam?
Eufigénia diz: demoram mais, mas secam
Eufigénio diz: ah, depois vês então

Maravilha, esta coisa das cartas de amor em tempo real

Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:24 PM | Comentários (7)

outubro 04, 2005

Aqui a pensar nestes pequenos pecados blogosféricos anúncios …

Isto já parece o correio da manhã!

Acho que vou aproveitar e … momento … ora nem mais:

trespasse.JPG

(assim é mais fácil e como já estou habituado a trespassar-me ...)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:51 PM | Comentários (11)

agosto 22, 2005

Delírios Náuticos ( ... 2!!! )

feriasmar2.JPG

Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:25 AM | Comentários (6)

agosto 19, 2005

Delírios Náuticos ( ... 5)

amarras-02.jpg

Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:04 PM | Comentários (0)

agosto 17, 2005

Delírios náuticos ( ... 7)

DSCN0418a.jpg

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:00 PM | Comentários (0)

agosto 16, 2005

Delírios náuticos ( ... 8)

rasar o ceu1.jpg

Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:50 PM | Comentários (3)

agosto 11, 2005

Está na altura dos postes amaricados

velho1.jpg
El tiempo pasa, nos vamos tornando viejos
Y el amor no lo reflecte, la razoonnnnnnnn

(não me consigo lembrar do nome do tipo que cantava isto.
Epá, a música era pirosa mas sei lá, punha-me com pele de galinha)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:50 PM | Comentários (0)

agosto 10, 2005

Esta noite

Umas abraçadeiras de plástico, o presente do Diogo, as compras do supermercado e um jantar à pressa.

(Não!)

Um jantar de plástico, as abraçadeiras para o Diogo, um presente no super-mercado e as compras à pressa.

(Ai, ainda não!)

Um plástico de presente, o jantar no supermercado, umas abraçadeiras à pressa, e as compras do Diogo.

(Assim também não!)

Um supermercado de plástico, um jantar de presente, as compras do Diogo, e as abraçadeiras à pressa.

(Agora é que é!)

As abraçadeiras de presente, umas compras de plástico, o Diogo à pressa, e um jantar de Supermercado.

(Deve ser assim (?)
É o mal de se resolver tudo debaixo do mesmo tecto: qualquer coisa serve!)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:37 AM | Comentários (0)

agosto 03, 2005

Acho indecente

1zombiegif.gif Sou quase o único que ainda posta em Agosto, aqui esforçado no meio da canícula só para animar a magra hoste que não está na praia, e mesmo assim não tenho leitores. Hão-de cá vir em Setembro … que sempre quero ver se aguentam a minha ausência.

Seis?! Palavra de honra que ainda agora vi 6 on-line!! Eu e esta miséria dos queixumes. Queiram desculpar caros leitores.

Sete !!! Agorinha mesmo! E nem estamos na hora de ponta. Deve ser dos gif's, tenho de pôr mais gif's destes. E trab..., traquê? Ah pois, já vi a resma. Com licença, que isto vai voltar a 6 até ao fim do dia

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:39 PM | Comentários (16)

agosto 01, 2005

Viva, entrei de férias !!!

fireworks.gif Como? Não, não fui para nenhum lado. Se vou fazer umas voltinhas e uma praizinha por aqui? Não vai dar, tenho trabalho. Mas o que não está a perceber? Eu não disse que “fui” de férias, disse que “entrei” de férias. Quem foi de “férias” foram os outros todos !!

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:05 AM | Comentários (6)

julho 27, 2005

Antevendo as férias

feriasmar1.JPG

De Dubrovnic
... mar mar mar mar mar mar mar mar mar mar mar mar mar mar...
... mar mar mar mar mar mar mar mar mar mar mar mar mar mar mar ...
a Lisboa

E sim, claro que é possível ser feliz por antecipação

Muito Bom dia a todos que o meu já é, olaré

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:48 PM | Comentários (13)

julho 20, 2005

Foi o bacalhau, estava salgado

Todos os dias me arrependo de não saber amar mais. Que eu amo, mas sofro sozinho esta inépcia de o mostrar. Como se nas coisas que se sentem houvesse o tempo para tratar disso depois. Não, não é um post romântico, falo de mim e de todos.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:35 PM | Comentários (28)

julho 19, 2005

Que um bom ócio requer sempre algum cuidado de programação

O domingo é indubitavelmente o melhor dia para a prática de um dos desportos que mais me entusiasma, o belo do ócio. Porventura, os menos experimentados, cairão facilmente no erro de considerar que esta é uma actividade apática e sem qualquer arte ou esforço por parte do seu promotor, e quase posso até presumir ouvi-los dizer que o ócio será todo igual, que mais não é que “deixar andar” o tempo. Nada de mais errado, só possível se ajuizado por alguém que se deixou enrodilhar num permanente e frenético estado ocupacional, que nos torna uns desmesurados dependentes funcionais, e que nos enche de evitável actividade interrogativa. E manda nisso a compostura que nos envergonhemos dos momentos em que por falta de compromissos não nos conseguimos sentir extenuados, atrasados e preocupados com tudo. Desses, receio que nunca venham a poder sentir o prazer supremo de nada fazer, e nisso deixarem de usufruir da forma mais grata e genuína de usar o tempo.

Já para aqueles que por distracção ou convicção encontram em momentos da sua vida algumas réstias de tempo para gastar - ai abençoados seres - importa talvez discorrer um pouco mais sobre isto do ócio. Não, não basta espojarmo-nos em cima do sofá e entretermo-nos a entreabrir e a fechar os olhos, abusando do tempor com brincadeiras que tentamos com as nuances do vermelho que o sol nos pinta nas pálpebras. Lamento decepcionar alguém, mas até o ócio, se se pretender que seja devidamente saboreado,requer cuidados disciplinados e uma treinada imaginação. Tudo tem de ser preparado com uma acérrima obstinação, ou caso contrário arriscaremos a ver esse tempo que queremos reinventar só para nós, mesmo que seja para o maltratar, ser interrompido por um contratempo menor, desses que nascem das coisas que alguém nos faz crer que temos de fazer hoje quando poderíamos bem fazê-las amanhã.

Enfim, o ócio não é uma simples disciplina da ronha, da qual julgamos poder usufruir gratuitamente. Para tirar pleno partido desta actividade de remanso é necessário uma férrea preparação prévia, acautelando para que nada lhe falte ou que venha intrometer-se. Pois já se sabe, assim que nos virmos reclamados de alguma actividade, dificilmente conseguiremos retornar ao estado hibernético que tão difícil é cultivar. Mas, ainda que possa parecer um paradozo, tenha presente contudo que para usufruir desta ancestral arte de lazer é preciso que a saibamos preencher com inúmeros compromissos. Não se assuste o indolente leitor, que esses compromissos, enquanto tal, ainda estão longe de cumprir. Na verdade eles apenas se formulam por nós justamente por sabermos de antemão não os querer cumprir, mas que, para deleite completo, simularemos que são encargo a que não nos poderemos escapar. Eis na prática algumas recomendações preciosas que aqui deixo com o intuito de fazer compreender melhor este tipo de planificação:

1. Nunca se levante cedo. Quando não resistir mais a este padrão mais comum do ócio procure conservar a névoa do sono até ao mais tarde possível – Não se esqueça que um quadro intelectual amorfo contribuirá e muito para os momentos que de seguida usufruirá
2. Respeite sempre a fase do ócio do roupão, e se possível conserve umas peúgas nos pés e o cabelo despenteado – o corrente erro da higiene matinal e do vestir, não só induz uma actividade exagerada e nociva como ainda o deixará vítima e sem argumentos para qualquer sugestão descarada que alguém se proponha fazer
3. Nunca almoce antes das 15h nem ingira alimentos pesados que impliquem actividade digestiva – esse efeito pode trazer-lhe um sintoma de vitalidade que poderá no limite sugerir a apetência pelo exercício físico
4. Por altura do almoço, se não conseguir convencer ninguém a preparar-lhe uma boa feijoada sugiro que não se predisponha a ir além de uma farinha cérelac – este produto lácteo contem glícidos que o fartarão de forma assaz razoável, e requer além disso poucos cuidados de preparação, resultando num acessível e interessante efeito de fastio
5. Inventarie as vezes que for possível os stocks do seu frigorífico e da sua despensa até conseguir elaborar uma lista extensa de coisas urgentes que deve adquirir urgentemente. Arrisque mesmo sugerir uma ida ao hipermercado – é fundamental assumir compromissos que depois não irá cumprir e isso terá ainda maior impacto quanto o grau de urgência dos mesmos
6. Comprometa-se sempre, consigo, com os seus familiares e com terceiros - se as coisas que escrupulosamente garantirá que não irá fazer não tiverem qualquer impacto, nunca poderá tirar partido do verdadeiro prazer que é poder adiar, cancelar, prorrogar ou ignorar esses contratempos enquanto se espreguiça no sofá da sala
7. Seja generoso. Diga sempre que sim a todos os pedidos de ajuda, propostas de visitas, ajudas na bricolagem, passeios com as crianças, tratar dos gatos e indiscriminadamente a qualquer outro tipo de combinação - não basta não cumprir, para aspirar ao ócio pleno é preciso que isso seja feito a troco de verdadeiras consequências para os outros. Só assim valorizará o descanso a que tnto aspira, dando-lhe valor de troca
8. Compre antecipadamente uma playstation e deixe que os seus filhos aluguem dois ou três DVD’s – irá comprovar que o burburinho que ressoa da sala da televisão não só provoca um excitante embalo como pode mesmo constituir um pólo de atenção para a mãe deles, desviando assim a atenção de si
9. Marque sempre horas para todas as coisas com que se comprometeu – e desfrute dos momentos únicos em que primeiro experimenta o incómodo de ter de fazer algo, depois a fase explosiva de sentir que se atrasou sem qualquer motivo aparente e finalmente desfrute do exaltante momento que é poder assumir que não quer saber dos compromissos para nada. Irá notar também que este gesto de indiferença trará um maior aconchego ao seu descanso
10. Saiba resistir aos apelos dos que o rodeiam para que faça algo que já tinha prometido - se necessário ligue o televisor suficientemente alto para que pareça estar interessado e suficientemente baixo para que possa dormitar o aconselhável
11. Se ainda não chegar diga que não tem nada para vestir ou arranje um compromisso atrasado que sabe que depois não cumprirá – guerreie por estes saborosos momentos de ócio que arranjou para si. O pior que lhe pode acontecer é que a família lhe saia porta fora, o que, tendo em conta o lazer pretendido, nem é mau
12. E não se esqueça, não fazer nada só por si não traz prazer, o deleite máximo vem do facto de nada fazer quando tem imensas coisas para fazer. Mantenha ao longo do dia um elevado nível de compromissos, mas evite que isso o faça sair do meio das almofadas.

Posto este rol de bons conselhos, deixarei para mais tarde, sobretudo pensando nos mais activos neófitos, alguns exemplos que poderão seguir.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:21 PM | Comentários (10)

Ora eles, olha quem

Prémio20043.jpg
Neste preciso momento, que mais não é aliás não do que um breve trecho do que têm sido os últimos dias, em que me arrasto por entre compromissos profissionais, que sei de antemão que não conseguirei cumprir (com todos) … venho aqui, só para espojar-me um bocadinho e dizer que: Mantenho, já fiz o meu pacto comigo há muito tempo, sei quais as doses que pretendo de cada parte da minha vida, não me deixo enganar outra vez, não se enganem !

E pronto, já estou bem melhor, vou voltar, com licença

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:20 PM | Comentários (9)

julho 12, 2005

Os complexos segredos da escrita

Raramente tenho algo para dizer. Para agravo meu prometi-me que nunca andaria por aqui a ecoar notícias, isto é, ou sai cá de dentro ou não sai (quase como o neo-realismo do post anterior). Ora, como sabereis nem sempre é fácil trazer algo para aqui só porque se quer. É um exercício que exige um certo método. É preciso deixar embalar os dedos até criar um ritmo de transe. Depois, no final, logo se atenta aos pormenores, mas antes é preciso que saia. Tentarei explicar melhor.

Começo normalmente por aqui, do lado esquerdo do topo da página. Agora deixo que os dedos vão pairando sobre as teclas - essa é a parte mais penosa, ainda se tivesse uns dedos delgados, mas assim, com estes trambolhos espalmados acabo por pisar nas outras teclas, e isso atrapalha-me, interrompe-me - até que o cursor se vá encostando cada vez mais à direita. É importante que tudo saia num ritmo frenético, que nos impeça de pensar, ou melhor, que quase consigamos escrever aquilo que pensamos. Quando já saíram caracteres suficientes para que a linha se quebre e retorne por baixo de novo encostada na esquerda, normalmente paro. Às vezes preciso de um pouco mais, pois é evidente que não posso interromper algo, que mesmo sem nada ser, ainda está a meio de ser alguma coisa. Como agora por exemplo, que já lá vão algumas linhas. Quando assim é, costumo usar o ponto final parágrafo,

que ajuda a arrumar o texto, torna-o mais afirmativo e normalmente não fica mal, pois forma um bloco de quatro ou cinco linhas que não assustará os leitores mais indolentes, que assim saberão que podem passar por cima sem que percam o sentido das coisas, isto claro quando as coisas que assim saem, como agora, não têm nenhum sentido, e mesmo quando não se usa o ponto final parágrafo deve procurar-se usar os pontos para que os leitores, coitados, possam recuperar o seu ritmo natural de respiração, pois que isto do estilo “saramaguiano” não é para todos, os leitores, digo, e ponto, aqui, aqui já convém pôr um ponto. Dizia eu portanto que primeiro que tudo há que procurar chegar ao primeiro parágrafo. Ajuda-nos a ganhar novas ideias, a voltar ao ponto onde estávamos, e além disso torna-se um bom indicador para as porções de texto que o estimado leitor pode saltar.

E pronto, depois lá sigo embalado com a ideia que entretanto surgiu. É evidente que nem sempre isso acontece. Quando assim é e nos vemos enganados pela falta de inspiração sugiro frases curtas. Usar pontos em todo o lado. Quase em vez de vírgulas. Reparem que isso faz parecer que tudo se escreve mais introspectivamente. E quando o leitor dá por ele já não sabe onde íamos. É bom truque e deixa tudo com um ar mais afirmativo. Mas se ainda assim se achar que a coisa está demasiado vazia é melhor apagar tudo e começar de novo. Tantas vezes quantas forem necessárias. Mas claro que há alturas em que não há tempo para novas tentativas. Quando assim é, passo o corrector ortográfico por cima disto e pimba, lá vai post.

Ah, muito importante! convém acabar sempre com um parágrafo curto e conclusivo. É ele que dá razão de ser ao texto, mesmo quando o texto não tem razão de ser (o trocadilho também vai sempre bem e ajuda a realçar algo, mesmo que nada haja para realçar).

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:26 PM | Comentários (11)

julho 11, 2005

O arroto
(um post menos próprio para os leitores mais impressionáveis)

Algures na madrugada acordamos os dois ao mesmo tempo, sobressaltados. Os nossos olhos entreabrem-se ainda moles um para o outro a procurar uma explicação. “Que foi isto?”, pergunto-lhe ainda estremunhado. Mas já ela se vira para o outro lado, balbuciando um “assustaste-me”. Assustei-a? Ainda insisto junto dela, mas já dorme. Que tenho eu a ver com tal atroada afinal? Começo a inquietar-me. Quando me apresto a levantar para ver se tudo está bem lá dentro, um desconforto enorme retém-me. Um rasto ardente queima-me a garganta. Aquela acidez … as malditas sardinhas!

Já só me resta esperar que a nebulosidade do sono apague, ou pelo menos desfoque, o estrondo que aquilo foi. Que vergonha! Sempre me avisaram para ter cuidado com o que sai da boca na hora do dormir, só não pensei que fosse tão audível.


[Para os leitores que porventura censurem a exposição desta tanta intimidade assim a cru (cru? é isso mesmo), eu, eu … este é um blogue neo-realista, pronto]

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:46 PM | Comentários (12)

julho 09, 2005

E para breve, um inédito

que se aguarda a todo o momento

... do Bill, o trovador

cooldude.gif

(manda lá isso pá, tu não me deixes ficar mal)

Adenda: 'tão?

Adenda a seguir à outra adenda e que não sei como se chama: Maricas!!

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:19 AM | Comentários (5)

julho 08, 2005

Falso alarme

snakecharmer.gif Palavra de honra que hoje me apetecia imenso ficar noite fora a escrever, escrever … mas nem sempre a vontade acompanha a arte. Ou nunca vos aconteceu ouvirem-se dizer “ desculpa, não sei o que tenho hoje” ?

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:52 PM | Comentários (6)

junho 30, 2005

Além-palavras

perf.jpg E por vezes fico assim, a constatar quantos estão on-line, e a fantasiar quem são. Dou-vos nomes até, invento-vos caras, depois tento perceber-vos o balanço e lá sigo a acompanhar-vos pelo último post, sílaba a sílaba. Há alturas em que tenho mesmo a sensação que ambos trilhamos o mesmo parágrafo, e quase consigo seguir-vos as pausas na acentuação das frases.

É normalmente assim, acompanhado, que releio os textos, já não me agrada fazê-lo sozinho. Se encontro um erro lá me lanço a corrigi-lo. Não é perfeccionismo, é apenas porque gosto de pensar que assim me posso revelar. Gosto de me sentir anfitrião invisível das palavras que lêem. E depois fico algum tempo por aqui, F5, F5 … às vezes falam, e aí confirmo quem