agosto 09, 2007
psttt
e achas que lá o pessoal, se der por nós, nos irá obrigar a pagar uma nova anuidade? só por dois postitos deste tamanho?
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:13 AM | Comentários (1) | TrackBack
e claro que os comentários continuam sem funcionar
Os meus comentos aqui nem sequer abrem, e os teus estão lá com ar todo sorridente mas quando vamos fazer publish vai tudo com os porcos. Olha, vai por aqui a resposta...
Não faço a minima ideia se a coisa se apaga ou não! hoje passei num blog que justificava assim um post desgarrado para que não lhe fechassem o blog, e como não custa nada e um gajo até já faz isto com uma mão atrás das costas, olha, pimba. (e já me rio só de pensar que a esta hora deve haver já por aí um ror de gente a empurrar as portas enferrujadas dos velhos blogs e a tirar as teias de aranha dos posts só para não deixarem que lhes levem a mobília toda. ahahah)
Mas olha que se estava mesmo bem nesse teu 100nada ainda agora. Sabes, eu nunca o quis confessar mas gosto mais deste nosso velho quarteirão do que aqueles bairros todos pomposos para onde me mudei. Tu ainda foste para a baixa, agora eu, naquele condomínio fechado de novos ricos em que um gajo nem pode mudar a cor das paredes, bahhh
Olha, e termino só para dizer que aqui se recebeu-se o teu post em boas condições, e que gostei muito de emitir daqui para aí, assim coisa a fazer lembrar já as velhas galenas
Beijos, volto para o pé dos patos bravos. ai, queria dizer, para o pé dos meus novos colegas de blog.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:05 AM | Comentários (6) | TrackBack
agosto 08, 2007
manutenção preventiva
Alguém sabe se é preciso de vez em vez vir aqui 'dar de comer ao bicho' para não me desactivarem o blog, ou se posso deixá-lo em paz para todo o sempre? é que receio que me o levem daqui um dia, e há para cima de 1000 textos aqui que nunca tive nem terei paciência e engenho para levar para outro lado qualquer.
E pronto. Era só isto.
clanncck
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:03 PM | Comentários (0) | TrackBack
novembro 29, 2006
da vanglória, ainda que defunta
Bem sei que isto está encerrado mas, nenhum empertigado autor de blogue (no activo ou não) poderia impedir este estertor da sua própria natureza vaidosa. Há efemérides que não podem passar ao lado. Para quem expõe aos outros a sua escrita, o exercício da quantificação dos leitores que já se debruçaram sobre as suas palavras é uma deliciosa carícia que, ainda que falsamente negada, nunca poderá ser deixada incógnita ao ego carente.
E este
é um n.º redondo como qualquer outro, mas é enorme.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:33 PM | Comentários (0)
outubro 30, 2006
(mas afinal quem é que anda a tirar este post sempre daqui? mau, mau)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:46 AM
setembro 29, 2006
Emissão simultânea
Isto de andar a mudar de plataformas de blogues faz-me lembrar as bichas na estrada: A nossa é sempre a mais lenta. A não ser que mudemos para a faixa do lado pois nesse caso passará a ser essa, a nossa, a mais lenta de todas.
Assim sigo agora, mas ocupando as duas faixas de rodagem.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:38 PM | Comentários (5)
setembro 18, 2006
o ultimo post para reprodução do ultimo comentário deste blog
"Seja como for, vou deixá-los aqui, aos textos. Não me apetece levá-los comigo, tipo armazem de palavras (...) Entretanto espero que o weblog, quem dele trata agora, conceda que este espaço assim fique, apenas visitável. É (já só) o minimo que espero."
Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:54 AM
setembro 15, 2006
Quem me ajuda a trasladar as ossadas por favor
Este blog acaba aqui.
E eu confesso-me aborrecido por não poder ter ficado pela pompa daquelas 4 palavras. É bonito aquilo do “este blog acaba aqui” - tem um ar rijo e marcial, como quem procura esconder com coragem a dor de anunciar a sua partida. Eu gosto, e sempre o tive guardado para este momento - se bem que seja a forma mais recorrente na blogosfera para anunciar o fim de um blog, mas nestas alturas as frases escolhem-se mais como quem escolhe se “o caixão vai ser em pinho ou em carvalho”. Mas se ainda balbucio alguma coisa agora, estragando e estalando a solenidade do tal (este) momento, em vez de simplesmente apagar a luz e fechar a porta, é pelas razões que a seguir explico.
Para se ter um blog é preciso que aconteçam duas condições: que o blog funcione, e que se tenha algo para escrever. Acontece que nenhuma delas se verifica presentemente. Quanto ao que escrevo, do impulso que me falta, que me tem faltado, dou-me bem com isso - assim ausente nem sinto a falta dele, e depois um dia voltará, e então hei-de precisar de um espaço para o escrever, um canto de uma folha ou um bocado de html, o que for - são já muitos anos neste ciclo que se interrompe permanentemente, e é assim que existe a minha necessidade de escrever, essa que nem me importa sequer compreender mas tão somente frui-la. Agora quanto à plataforma onde guardo este blog, já passei todos os limites da minha tolerância; pagar por um blog onde tudo funciona mal e empasteladamente não é algo que pretenda continuar a fazer. Aliás, nem de graça. Portanto, do escrever hei-de voltar, deste blog parto já.
Já ainda não… que chatice, esqueci-me mais uma vez das ossadas. Aliás é esta mesma a razão porque aqui me estendo com os tropeções contradizentes do costume. Tenho um problema técnico, e é aqui que preciso da vossa ajuda, em particular dos que são meus colegas na blogosfera e que disto certamente perceberão mais que eu. Tudo o que aqui deixei - e são mais de 1000 textos - nunca foi salvo. E se é verdade que nalguns casos tenho versões primitivas dos textos que escrevi, na maior parte dos casos isso não se verifica dado que os escrevi directamente em cima da plataforma e depois já na sua versão publica e editada, ainda aí os fui corrigindo e melhorando, como agora mesmo acabei de fazer (alguns leitores terão certamente reparado nisso e muitas vezes dei comigo a matutar que achariam nisso uma falta de ética; certo é que isto para mim foi acima de tudo um caderno de apontamentos onde as coisas que se escreviam ficavam com um ar mais bonito e arrumadinho).
Mas gostaria de os guardar, aos textos que aqui deixei, até porque penso que alguns deles serão um dia apreciados pelos meus filhos, para os quais e sobre os quais aqui fui deixando pedaços da nossa vida, vista por mim, o que no futuro provavelmente lhes trará algum contento de ler. Outros pouco me importam, são mais coisas minhas, ímpetos que logo ali se esgotaram, e essas bem podem ficar por aqui soterradas.
Mas vamos então à identificação do problema que suscita tantas palavras quando eu deveria estar a obituar-me silenciosamente: Não sei fazer backups deste blog; sei que há uma solução para isso, um botão de ‘Import/Export’ parece, que até já experimentei, mas daí obtenho um ficheiro txt muito pouco simpático e nada compatível com as definições e formatações originais. Haverá alguma outra forma alternativa, ou algum tratamento posterior sobre o ficheiro de texto, que volte a deixar aquilo com aspecto menos cifrado e mais próximo de parecer um texto?
Fico antecipadamente grato pelas vossas dicas nos comentários ou por mail.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:09 PM | Comentários (17)
setembro 12, 2006
Até já ia lá ao fundo, mas ainda assim voltei atrás
... só para deixar a porta entre-aberta. Pois, que de momento não faz nenhum sentido que aqui não exista a tal da caixa de comentários. Este blog é todo vosso (mas spam é que não, isso tenham lá paciência ó viagras)Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:27 PM | Comentários (5)
setembro 07, 2006
Disso das salsichas, cada um que trate da sua
[ Favor não ligar. Eu não tenho aqui comentários e o destinatário desta pequena missiva também os tirou, por isso faz de conta que isto é uma conversa de natureza privada, devendo como tal ser ignorada pelos desprevenidos visitantes que deverão tomar em consideração a asserção (lindo! asserção) publicada antes deste
postepilarete.]
Há dois o quê? Olha lá, se te queres também finar então trata de arranjar uma salsicha só para ti, ai o … (lá dizia o Joaquim Pessoa)
E pronto, com esses abusos já estragaste a solenidade do meu desaparecimento. Assim como vou eu acreditar que de facto já não existo?
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:59 PM
agosto 09, 2006
Esta é uma retractação pública, risível, mas sincera
Considerando que o uso da peúga branca é um direito que assiste a todos, e que denegrir ou escarnecer por alguma forma quem opta por essa tão, hummm, conspícua forma de calçar, por mais que esta possa parecer ridícula, por mais hilariantes momentos que essa visão nos possa propiciar, e por mais justificáveis que sejam os estados de irritabilidade que nos levam a transportar tais situações para o cómico do domínio público, nada pode despenalizar ou mesmo aligeirar a forma ‘escarnosa’ e acintosa como foi aqui a mesma referenciada, atitude aliás que muitas vezes e de forma assaz enérgica, tem aqui sido condenada e combatida quando observada em outros paralelos da blogosfera. Até porque - e agora sobre o busílis da questão - o termo “esposa”, podendo ainda assim ser classificado com algum paralelismo, revela contudo uma maior delicadeza e aplicabilidade social que a expressão “a minha patroa”, essa sim, verdadeiramente aborígene. Mas o que importa é que cada um chamará portanto a sua … como muito bem entender, e sugira esse tratamento um grau de possessão, uma insinuação de submissão ou simplesmente um chamamento piroso, o mesmo não compete a este espaço público (epá, fico todo inchado ao dizer estas coisas) aquilatar, nem tão-pouco arriscar a zombaria sobre o mesmo. Por estas explicitadas razões vem então o corpo editorial deste espaço (e éramos tantos que alguns até tiveram de ficar lá fora, na parte de trás do blog, ao pé dos bidons de html’s velhos), assim como a família mais chegada (que só não está aqui comigo porque foram a banhos pró Algarve, mas mandaram dizer que também eles estão muito afligidos com toda a situação ou lá o que é), lamentar o sucedido e manifestar o seu sincero arrependimento e profunda consternação com o provável impacto que as jocosas observações proferidas sobre as peúgas possam ter nas relações matrimoniais dos portugueses.
Apesar da irreversibilidade desta acção, reconhecendo-se que nada trará a remissão de tão lamentável lapso, mas ainda assim, e numa decisão inédita nos últimos meses, decidiu o corpo redactorial (lá está, aquela malta toda lá atrás a fumar uma cigarrada, (?) pelo menos parece, ao pé dos bidons dos fundos) disponibilizar aqui a sua caixa de reclamações comentários para assim se sujeitar ao apedrejamento com vitupérios e outro tipo de arremessos linguísticos que o estimado leitor, em particular o de peúga branca, entender. (Catarina, eu estou a fiar-me em ti, tu vê lá mas é se afinal aqui os comentos funcionam! Isso é que era uma granda bronca pá)
(e agora vou ver se preparo aquele post enorme para aqui pôr a seguir ao almoço e empurrar esta mania de armar ao Egas Moniz lá para baixo)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:19 AM | Comentários (16)
agosto 08, 2006
Isto é que é uma chatice ein. Nunca mais volto a tentar o humor negro
Mic, mic to all: Segue desmentido público - Era tanga pá! Insisto, era tudo tanga! Allô, allô, repito, eu nunca quis suicidar-me!
(Até porque, como diz o meu irmão: a vida são só dois dias, por isso nem vale a pena.)
Pese embora já o tenha esclarecido anteriormente, mas face às condoídas e atormentadas manifestações de carinho que continuam incessantemente a chegar, e pelo apreço que estas me merecem e que muito sensibilizadamente tenho recebido, e sobretudo por isso, é curial que não infunda falsas informações sobre os destinos pretendidos pelo homem por trás do Eufigénio. Por isso aqui afirmo, de forma veemente, na plena posse das minhas capacidades, e com a pujança física que os médicos, as entorses, os quistos, os enfizemas e demais maleitas ainda me deixaram ficar, repito, aqui afirmo, que não é nem nunca foi minha intenção por termo à minha existência carnal (a espiritual, essa já tem longevidade assegurada através deste blog, e só não arrisco falar da suprema eternidade porque receio, pelo andar da carruagem, que a plataforma weblog não se aguente até lá). E mais declaro, para maior sossego de todos, que em meu redor as únicas armas de aspecto mais letal que vislumbro são as duas canadianas que agora me acompanham para todo o lado mas que não constituem perigo, uma vez que se o pretendesse (atenção, eu disse se, eu disse se) nunca escolheria suicidar-me à bengalada, por se tratar de uma forma demorada, desgastante e dolorosa de o fazer.
Posto isto, e sobretudo àqueles que se sentiram ultrajados pela mentira que aqui fiz passar no blog, quero apresentar as minhas sinceras e arrependidas desculpas, dizendo ainda o seguinte: por favor, acreditem apenas no que o v. bom senso vos sugerir, e lembrem-se, aqui, onde me escrevo, vale tudo, e tudo vale o que vale. Mas aprendi a lição: afinal num blog pode-se falar sobre quase tudo, sendo que este quase faz toda a diferença. Do quase deve ser intuído como excepção o suicídio, mesmo que este assente numa tétrica experiência literária. Desse não se deve falar, e sobretudo se for o nosso. [Ah e também não se deve falar do problema da falsa réplica que ainda afronta o Pacheco Pereira e o seu Abrupto. Parece que com isso (porque dizem, é política) também não se pode brincar]. No resto, já se sabe, vale (quase) tudo.
(Uffffff, onde eu me fui meter)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:01 PM
Neurótico e mal-criado
Já teve melhores dias este blog
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:12 AM
Não sei. Mas não soa bem, pronto
Nunca mais lá volto! “A minha esposa”? Já ouvi-lo faz doer os ouvidos, mas alguém é obrigado a escrever “a minha esposa”? Não. Há limites para tudo, e havendo tantos, nem sequer sou obrigado a ler blogues de peúga branca.
(Mau-feitio? Arrogante e afectado? Olá, sou eu sim)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:27 AM
agosto 07, 2006
O cheiro da desgraça
É curioso. Um tipo inventa as mais diversas tolices que depois aqui edita. Reacção natural, amena, aparentemente sem se importar com os aspectos da credibilidade. Depois, numa outra variante, debita quase todas as dimensões e cores das suas emoções, e ao longo de vários meses destapa os mais diversos pormenores da sua intimidade, assim se deixando espalhar, às suas entranhas, pelos sete ventos da blogosfera. Recolhe apenas alguns comentários, mais até sobre a forma, a estética, que sobre o conteúdo, e vai anotando que também aqui o juízo sobre a veracidade do que escreve continua a não relevar nas diversas apreciações. Um dia, hoje, subitamente, num momento de fantasia mais idiota, revela então que se vai suicidar ao fim da tarde, pese embora ainda sem hora marcada. Os comentários estão inibidos mas apesar disso as ‘vozes saltam a cerca’, e quase de imediato, chovem mails (*) profundamente consternados, outros, repletos de humanidade, lançando apelos, e coragem incitam quase todos, solidários.
O tétrico, pois.
(*) esta parte dos mails é inventada também. Na verdade não recebi nenhum mail, mas faz parte da fantasia julgar que sim. Fazei o favor portanto de acreditar nisso também para que este post, mesmo que baseado numa verdade inventada, possa ter algum fundamento
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:55 PM
Dúvida ontológica
Pode-se falar aqui destas coisas de suicídios e tal, não se pode?
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:10 PM
agosto 01, 2006
Em compensação
Há tipos que me põem a rir desbragadamente em cada linha que leio escrita por eles. Não só pelo que escrevem, mas pela forma como põem a ridículo o sisudismo, a soberba, aquela coisa da superioridade intelectual que habita no lado mais poeirento desta blogosfera. Isto sim é blogar. É que eu também gosto muito de cinema mas levar com Ingmares Bergmanes todos os dias, Deus me livre. Viva a blogosfera dos tiros em carros às cambalhotas, dos cowboys, dos filmes pornográficos, dos monty-phytons, e dessas coisas assim com que tanto se exalta este meu espírito simples e plebeu … que se para autor já pouco dou, pelo menos como leitor disto, por cá me vou assim deixando ficar.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 08:44 PM
Frente-e-verso (auto-colisão)
Como pode alguém manter um blog se cada linha que lê escrita por si o enfastia?
Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:45 PM
julho 29, 2006
Bye Miss Vitriolica, Hello Blogzira
Aqui, neste universo volátil, já pouco me importam os nomes e os locais. Do que gosto, basta-me que não perca o seu endereço na Internet. Como é agora o caso: actualizando caminhos daqui para aqui, e lá sigo a saborear coisas assim como esta:

Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:53 PM
julho 26, 2006
Uffff (as plantas já estão regadas e os peixes com comida)
Um post sobre mergulhos e vaidades (1), e um outro sobre as costumeiras mas inatacáveis trapalhices do Diogo e os nossos momentos de ócio (2), depois um outro sobre literatura e aqui a arriscar-me em terrenos que não são os próprios deste blog (3), e por ultimo a opinar sobre isto de blogo-escrever e as ansiedades que atravessa um dos seus ícones(4), e agora até este, a sumariar. Bem sei que a nenhum dispensei a atenção suficiente para poder ser agradavelmente 'audível', mas ainda assim, face a tanta variedade, acho que deve chegar para nova pausa. A ver se para mais uma semana.
(1) realmente, quem é o gajo que não teve já aquele sonho de ser o maior da praia a mergulhar e a sair da água com o novo record do mundo perante a admiração e júbilo de todos os veraneantes que, claro, com excepção dos familiares a quem fica sempre bem impressionar, no resto são esculturais mulheres fascinadas com o feito?
(2) Ainda não percebi se há realmente nele um problema de audição, mas o que é certo é que as confusões de fonética, nele, fazem sempre todo o sentido. Se este miúdo um dia escrever, acho que irá ser bem no género do Luandino
(3) Mas a citação, isso do “Ele conhece os factos, o que ele não conhece é esta versão dos factos” que é afinal a razão de tudo, dos conflitos e dos pactos, da admiração e do horror, do admirável antagonismo humano
(4) Sobre isto é melhor não falar mais, não vá ser envolvido em alguma acusação pública sobre blogs fantasmas e tal
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:52 PM
Disto que afinal não somos nós
Tudo hoje é tão descaradamente on-line. Escreve-se arrebatadamente como se o que assim confidenciamos afinal não tivesse valor específico nem intimidade. Como se não nos importássemos com a pigmentação das nossas emoções assim entornadas num abstracto, ainda que coisa pública. Como se estas, assim transpostas em códigos ASCII, não fossem mais do que montículos de caracteres sem identidade, bastardos de nós, palavras volúveis vogando pela net sem origem própria.
E é tal a ilusão dessa distância que julgamos aqui intrometer, que só acabamos por nos surpreender quando súbita e imprevisivelmente testemunhamos trechos de quase angústia, um até estertor nervoso, nas palavras dos olímpicos destas andanças. Como se, subitamente, essa regra do distanciamento se quebrasse, e a solidariedade passasse a ser afinal um termo virtualmente plausível. Como se afinal isto pudesse ser como outro lugar qualquer, onde por vezes temos de falar uns com os outros, e para isso olhar-nos nos olhos.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:26 PM
junho 30, 2006
Desta vez interrompo a pausa
Apenas para vos recomendar, caso também tenham este hábito de um textito com o café da manhã, que hoje o tomem aqui. Delicioso!
… sem mais palavras
Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:12 AM
junho 08, 2006
Arranjem definitivamente esta treta !!!
Há outra coisa contra a qual as palavras nada podem: uma plataforma de blog que não as deixa editarem-se!!!
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:23 AM
Quando as palavras são catapultas da coragem que não temos
Não é preciso ser um bom homem para se escrever um bom texto, mas é certo que os maus homens só produzem maus textos. Escrevendo pode-se quase tudo, mas, se há coisa a que as palavras não resistem é ao cheiro a fel.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:15 AM
Blogambulando
Da cidade, ao fundo, só lá vou a compras de tempos a tempos, ou para assistir a um espectáculo, ou então para comprar jornais. Para passear prefiro aqui a rua, não mais de dez/doze casas por onde gosto de passar. Agora, até já me atrevo a alargar o raio de acção dos meus passeios. Volto a deambular pelo bairro e constato que já há persianas subidas e quintais de novo arranjados. Aos poucos a minha blogosfera vai voltando.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:08 AM
junho 05, 2006
Do que escrevo que digo quando digo o que escrevo
Confesso que acabo sempre por estranhar quando me dizem que escrevo com humor. Sinceramente. Eu olho para o que escrevo e o que vejo é nostálgico, arrependido, de um estilo confessionário até um pouco depressivo. Claro que nos intervalos tento o exercício de me trazer à superfície. Mas chamar humor a essas braçadas de sobrevivência?
Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:48 PM
Blogambulando
Caramba, não me conformo, fica sempre a faltar qualquer coisa nas minhas voltas oh seu grande mau feitio | Felizmente ainda há super-produções destas, senão já nem saía de casa | Ter um blog há três anos já não espanta, (embora ultrapasse já o prazo de validade normal), o que verdadeiramente espanta é ‘blogar’ e saber ‘blogar’ assim há 3 anos | Ah, nem sei com que propósito, mas lembrei-me agora: gosto do branco sujo. Fica aqui a nota pessoal
Acrescento: Vá lá, um belo acaso! Ao menos tu ainda consegues ser mais desobituada que eu.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:35 PM
junho 02, 2006
Passo a imodéstia
Mas confesso que estou a obituar-me muito bem aqui. Sem textos grandes (demoram muito a escrever) e já poucas interioridades (demoram muito a pensar) é verdade, as caseirices (demoram muito a fotografar) são cada vez mais raras, e as nautiquices (demoram muito a descrever) nunca chegaram a ser. Em obituação é certo, mas ainda assim com todas as vírgulas e muito garbo.
(Pode não parecer, mas há modéstia num texto curto.)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:18 PM
Da presunção de Aladino
Tinha coisas tão importantes para escrever ... desculpem, hoje não vos posso deixar nada. Mas estejam atentos.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:21 AM
Dos absurdos do vício
Vim só aqui dizer que agora não posso vir aqui. Estou cheio de pressa
(profusa prática bloguista)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:19 AM
maio 31, 2006
Decanos
Interessante e louvável este trabalho do apdeites:
Daqui da minha adolescência cansada, a vénia aos quase-eternos
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:39 AM
maio 30, 2006
Bilhetes para

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Dia 4 de Junho
vende-se |
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ou troca-se, sei lá, qualquer coisa o assunto é sério - está em causa a expropriação da minha paternidade ... |
| Dia 3 de Junho compra-se |
Red Hot quê ?? ah não sei de nada.
Para pormenores da agenda falar com Francisco Lagoa
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:09 PM
maio 26, 2006
Pré-aviso da obituação
Acabei de perceber que não tenho, nem nunca irei ter, uma cópia dos textos que aqui escrevi. Sou incapaz de os desenraizar deste espaço, vá-se lá saber porquê. Talvez porque recuse admitir que haja vida nas palavras, que isso seria presumir que nelas houvesse óbito. Ambos os casos, já se vê, são imagens aterrorizantes. Acontece que de alguma forma isso sobrevaloriza o fim do blog, pois faz com que a perda se torne ainda mais fúnebre. Deixar ficar por aqui, e com ele extinguir-se, tudo o que nele deixei, nutrirá, lamentavelmente, toda a ocasião, de maior solenidade. Já me estou a ver com declarações amarrotadas do nervoso em papéis na algibeira, e de fato e gravata … e com este calor que se avizinha ...
Não me parece por isso que lhe cometa o suicídio tão brevemente, pelo menos nesta estação canicular. Ou se o decidir não o hei-de anunciar a mim próprio. É provável que, abrandecido, se vá vestindo cada vez mais com espaços em branco, até um dia alcançar um estado comatoso, depois a morte súbita, sem pré-aviso, sem deixar vestígios. Provavelmente faltará saldar uma anuidade, uma qualquer imponderável falha interbancária, quem sabe. Será um óbito determinado por razões de natureza administrativa – assim, deixando-se apagar, será mais uma espécie de obituação. Nesse fim não terá então de haver uma vontade declarada - tal como no seu início não houve - e eu terei justificadas razões para não estar presente.
[ E um dia, à pergunta recorrente, já poderei retorquir: fechou? Olha, não faço ideia. Eu cá fui-me obituando e por isso já nem reparei ... ]
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:06 AM
maio 24, 2006
Impressos personalizados
Gosto de ler. Mas gosto sobretudo de o poder fazer. Gosto de escrever. Mas não gosto de ter de o fazer.
… e convém que não insista nesta compulsiva mania de “ter de o fazer”. Começo a ficar farto de ler esta série de panfletos de mim. Tanta definição, tanto gesto administrativo, tanta repetição pateta nesta obsessão que me impele a produzir sem fim esta espécie de impressos comprovativos da minha existência.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:04 AM
maio 19, 2006
três...entos Anos
Mesmo que aí os estores estejam agora corridos e as portas trancadas, deixo debaixo da porta os meus …
… Parabéns e agradecimentos pelo prodigioso tempo e modo da tua escrita
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:57 AM
maio 16, 2006
Obituação
(in 'Dicionário Inventalhado' - Aut: Tal de Lagoa)
do Lat. obituationev. tr.,
perder o hábito de existir;
realiviar-se; póscomatar-se;
exercitar o desaparecimento;
anunciar oficiosamente o seu falecimento;
partir dengosamente e sem estrilho;
falecer de forma inconspícua;
processo de habituação prévia ao óbito;
v. refl.,
amolecer-se;
desaparecer-se;
s. f.,
acção de obituar ou obituar-se;
Psic.,
desaparecimento progressivo de uma resposta a um estímulo repetido regularmente;
Sex.,
cessação de processo masturbatório de forma cautelosa visando a não estimulação de impactos psicológicos negativos;
Med.,
aumento gradual da resistência aos efeitos de determinada droga administrada durante longos períodos (observada tipicamente com substâncias que originam dependência- vd blogs).Casos patológicos registados =»
Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:00 PM
Circunflexões de mim
Aqui, ainda antes de agarrar no trabalho de novo, e a pensar:
quantas vezes usei eu as palavras “minhas”, “tenho”, “sou” e outros derivados do “eu”? Acho que mais que eu, na blogosfera, só mesmo aqui.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:55 PM
O estrelato internacional ... ok, ibérico, pronto
Incontido orgulho este de ver “obra” minha a emoldurar um post espanhol. E depois um outro, ainda de terras vizinhas, agora com foto das minhas “nautiquices”. Sou além do mais um artista polivalente. (isto já para não falar dos irrepreensíveis decalques da minha personalidade que a sr.ª directora continua a ensaiar)
Ai, soubessem eles do que escrevo …
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:41 PM
maio 15, 2006
Blogambulando
“O fim-de-semana
Uma ilha rodeada de tempo por todos os lados
Onde dá à praia o náufrago dos dias inúteis”
In “A Memória Inventada”
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:58 PM
maio 13, 2006
Sem comentários
Pouco me importa neste momento a forma da escrita, ou que desta transpareça uma permanente hesitação (tira-não-tira-comentários). Para o caso em nada me interessa agora a ortografia e as questões da minha personalidade instável. A verdade é que os textos que escrevo e os comentários que os sucedem, (a eles associados ou não), são duas formas distintas de me relacionar com (n)este espaço. E estas duas ligações que estabeleço são tão distintas entre si que chegam a tornar-se antagónicas. A primeira liga-me à minha escrita, a mim, seja lá o que isso for. A segunda … bem, prefiro a primeira. É por essa que (ainda) aqui estou. Não me levem a mal por favor.
[Zezé e Catarina, (sem links, que já não têm onde pousar) - prometi a mim mesmo não aludir nestas justificações ao outro elemento de ligação com tudo isto. O que se estabelece com o lado de fora de mim: O prazer da leitura, que agora, em boa parte, e de forma insubstituível, acabei de perder ]
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:03 AM
maio 11, 2006
Olha,
Se vais deixar de fumar também eu deixo. Um compromisso mútuo tem sempre mais força.
(Curioso. Hesitei na categoria onde deveria associar este post. Ainda agora estou na dúvida se nas "bloguices", se nas "proximidades", se nas "irritadices".)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:29 PM | Comentários (14)
maio 09, 2006
Vaidade e desconforto
Este blog atingiu as 150.000 visitas, tantas quanto os sócios do Benfica, só que não precisei de andar por terras de Cabo Verde e do Canadá para isso, nem do Simão. Viva a Internet … viva o Google, vivam os postes/chamariz de “gajas nuas”! E obrigado aos 5 visitantes que me têm acompanhado com os seus ‘clics’. De entre estes, um beijinho especial para si avó.
(os comentários voltam. o silêncio é higiénico mas faz muito barulho)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:54 AM | Comentários (33)
maio 04, 2006
Não há paciência, é que não há mesmo paciência
Há blogs que não leio há meses. Por vezes esqueço-me, e lá me reclino na sua direcção. Depois …
Façam favor, tirem lá os penduricalhos e mais as odes e os bonequinhos que dançam e riem, só para ver se por uma ou outra vez eu ainda vou sabendo o que por aí se escreve. Já agora, escreve-se?
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ADENDA (de remissão):Admito que me terei excedido neste post, sobretudo pelo tom, o que só posso justificar por uma momentânea irritação ou talvez um mais permanente (e arreliante) estado de irritabilidade. Manda a ética, assim, depois de tais agravos, que exponha o flanco e assim me sujeite à vossa justa indignação. Para tanto aqui (me) disponibilizo o acesso aos comentários. Mandai de v. justiça … se e no que vos aprouver.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:33 PM | Comentários (20)
Aviso (ok, é só para mim; lembrete então)
O d’antes, esse estado mental lastimoso, também aqui se vai esparramando. No dia em que forem mais os blogs listados na coluna da direita com o [!] (simbologia que assinala o seu estado defunto), do que os que o não têm, fecho a loja. Que aqui escreva o que normalmente calo, ou mesmo que me cale, daí nada interpreto; talvez lassidão, impedimento, não-vontade, nada, espera. Agora a última coisa que pretendo que isto pareça é a casa de um zombie - género fúnebre de gente que se ancora no que já foi - navegando por mares esvaziados.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:25 AM
maio 03, 2006
Mais um para «as minhas voltas»
Trago e destaco: Uma bela causa, com temas pertinentes e palavras acertadas
Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:22 PM
maio 02, 2006
Blogambulando ... ou mais que isso
Fecha-se um blog com um dos registos mais originais que aqui descobri. Também aqui os tempos são cada vez mais de normalidade Maria Árvore, mesmo para os indefectíveis como tu.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:06 PM
abril 28, 2006
(mais um) Andarilho
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:45 AM
abril 18, 2006
Interrompo a interrupção?
Mas uma interrupção destas poderá interromper a interrupção? Coisas destas não interrompem, ou melhor, interrompem. É por isso que nunca interrompem. Ah, e devem ser apanhadas de preferência logo que nos aparecem pela frente - porque as interrupções nascem sempre numa altura certa e podem perder qualidades se adiadas. Agradecendo essa tua breve interrupção Catarina, volto agora para a minha interrupção.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:21 AM
março 23, 2006
“Um jogo de bola é só um jogo de bola. O futebol não é importante” (*)
Pronto, o homem perdeu definitivamente as estribeiras. Fica-me a memória dos tempos sãos, da fortuna em ter privado na amizade com ele (amigo de quem ainda sou, que o serei para o resto da vida, entenda-se), da sua eloquência (que ainda a tem) mas sobretudo do seu discernimento. Que grande homem, que grande homem que era!
… dizem que foi por causa de uma benquerença(**) qualquer, calcule-se.
(*) sic Maschamba
(*) benquerença: afeição, amizade, amor, benevolência, estima, cordialidade, simpatia – de acordo com o dicionário de sinónimos do “Word 2003”, service pack 2
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:03 PM
março 21, 2006
Blogambulando
[e para acabar de vez com (a história) dos comentários]
Afinal os trackback’s funcionam JPT; toma lá um tu agora. E sobre o tema com que me linkas, perdão, queria dizer elas (elas?), porque haveria eu de ter os comentários abertos, e assim obrigar-me a essa etiqueta do comentarismo com que ambos concordamos, se tu com muito mais propriedade que eu, fazes o obséquio de atender aos mesmos. Eis a forma ociosa de comentar: sobre este post, o que eu poderia desenvolver nos comentários, está aqui. E sublinho, reforço, o que tu sublinhaste e reforçaste, a propósito do uso dos telemóveis; acho mesmo que devemos insistir nisto juntos, aqui já entrelaçados neste ping-pong de hiperligações: façamos disto uma cruzada como aquela que a Catarina quer empreender contra a caca dos donos dos cães da caca.
Mas já que estamos nos comentários, permito-me responder também a ti Jorge Morais (um tipo quase te perde o rasto, assim sempre a saltar de casa, não te cansas de tanto mudar a mobília?). Pois quanto à razão da inibição dos comentários deixa-me esclarecer-te que não há melindre nem constrangimento por trás. Não arranjei nenhuma má empatia com a blogosfera nem muito menos com os meus sempre simpáticos comentadores. Aliás, orgulho-me de aqui guardar comentários que são verdadeiras pérolas. A decisão trata apenas de encontrar um modo mais ocioso de me relacionar com este espaço, mais próprio à minha disponibilidade, talvez até mais identificado com o exercício que quero dele tirar. Hoje, mais ligeiro nisto de vir aqui, uso d’um toca-e-foge que não seria possível se, abertos os comentários, me sentisse na obrigação de os receber e retribuir. Lá está a tal etiqueta. Mas adiantas: “Porque acho que o teu blog é um blog de discurso directo, onde há alguma interacção entre ti e as pessoas que te lêem.” Pois, talvez, talvez seja esse o único modo da escrita que consigo experimentar, e sairá assim, para alguém no lado de lá. Mas eu sou mau conversador Jorge Morais, são demasiadas as vezes em que faço perguntas das quais não espero respostas, e outras tantas em que me pergunto porque espero respostas.
E nada disto afinal é assim tão importante. Escreve-se, tira-se disso prazer, e tudo o resto, os templates, as hiperligações, os comentários e as estatísticas, são apenas invólucro para a razão elementar de ter um blog. Hoje assim, amanhã de outra forma, as regras mudando, a incongruência a ressaltar em cada post, até ao dia em que se deixará de ter prazer em aqui escrever, e se o fará provavelmente noutro sítio qualquer. O resto, o que rodeia isso, é acessório. O próprio blogocírculo de onde nos dependuramos é algo suplementar, um espaço onde, se o quisermos, não temos de nos obrigar abrigar. Quando tacteio por entre blog’s (já menos, agora) leio coisas fabulosas, e outras que são completamente inócuas e gratuitamente agressivas (às vezes até muito bem escritas), na maior parte das vezes por culpa daquilo que assim tão bem descreve com a argúcia a que nos habituou a Mª Marques do Azul Cobalto: “Piu piu & cia: A blogosfera contribui, de forma exemplar, para a validação das teorias pavlovianas. Ainda que a campainha toque por acaso. “
Nuns desejo poder afirmar a minha admiração, nos outros sinto uma quase irresistível vontade de mandar o seu autor às urtigas. Não o fazendo, em nada se reduz o efeito dessa escrita. Ou seja, ter e não ter comentários, nada disso é afinal importante no prazer do que se escreve, e do que se lê.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:36 PM
março 15, 2006
Obras
Trincou-se o lábio, mudaram-se agulhas, e tiraram-se os comentários deste blog. Agora foram o grafismo e as cores. Gestos mais adestrados e um novo fato de fina talha.
E dá-lhe um ar mais intelectual … pode ser que agora até aprenda a escrever, e me deixe em paz.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:19 PM
março 13, 2006
A verdadeira noção do valor literário de um blog ocorre …
... quando o seu autor descobre que o post mais lido de todos, aquele que ainda hoje atrai a grande maioria dos seus leitores, e por uma margem avassaladora, é este!
E posto isto,
Sexo na mata
Gajas (morenas, loiras, carecas, …) mas nuas
Descubra como aumentar seu pénis sem dor (crédito Bes)
Cunilingus (nunca percebi a parte do “cu”)
A minha fantasia sexual com uma ovelha
Mamas (garantia de 3 anos para atmosferas de 1 bar)
Cavaco (esta também deve dar qualquer coisinha nos próximos quinze dias)
Sexo anal e vegetal
Pamela Anderson (faltam-me nomes … faltam-me nomes) Catarina Furtado (antes de estar grávida)
semeemos a ilusão.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:57 PM
março 10, 2006
7 - 5
... 7 - 6, com este.
(hoje estou convicto de que postarei mais que tu!)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:44 PM
Escrever é um acto solitário
(sobretudo quando se inibem os comentários)Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:42 PM
março 04, 2006
Blogambulando
Os parabéns. São 3 anos que se celebram num dos melhores espaços da blogosfera (antecipados, porque estarei por longe nesse dia – e aqui junto-me ao próprio autor desta memória inventada, o Vasco Barreto, já que é ele quem começa por cometer a heresia de anunciar antecipadamente o seu aniversário). Incontornável, mesmo sem a “bola nos olivais” …
A vergonha. Repito, a vergonha. A evidência de que este mundo virtual está longe de ter regras. A voracidade com que se alapam na caixa de comentários de um blog que se interrompeu pela razão mais dramática de todas, para ejacularem gracinhas e discorrimentos palermas. Tanta falta de discernimento, de sensibilidade, tanta vaidade e brutalidade. E não há ninguém que acabe com isto!?
O feminino. Sim, reconsidero, há escrita feminina. Nada dessa que resvala na fanática obrigação de se diferenciar, e na compulsiva necessidade de reclamar ao sexo feminino a superioridade, aqui vítima das suas próprias grilhetas, nas palavras que escrevem queixumes. Falo da escrita das palavras aveludadas, dos sentidos insinuados, dos ritmos da respiração que só das mãos de uma mulher podem brotar. Ela sendo no “como” diz, nisso mais que dizendo!
O espanto. Foram ultrapassadas há uns dias as 100.000 visitas (de acordo com o contador mais exigente). Talvez no mês passado, nem o terei notado. Aliás, faço gala nisso de não querer ligar a audiências, de não engalanar essa vaidade que contradiz os propósitos que tão insistente e excessivamente tenho aqui apregoado sobre o que me leva a escrever em público. Mas que diabo, 100.000? É um púlpito demasiado alto para as costumices que aqui se jorram. E assim quantificado, leva-me a pensar que sou muito mais desavergonhado do que alguma vez me julguei!
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:33 PM
fevereiro 18, 2006
- // -
Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:20 PM | Comentários (18)
fevereiro 16, 2006
À minha atenção:
Um belo conto,
e para os ensimesmados, também,
um belo conselho.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:51 PM | Comentários (4)
fevereiro 14, 2006
Pronto, agora é que está tudo estragado
Projectos profissionais, jornalismo on-line, receitas de culinária até consultas de astrologia, há espaço para tudo e para todos, embora eu (com este mau feitio que Deus me deu), já andasse de pé atrás quanto às tendências editoriais desta blogosfera. Mas agora “lojas de moda”! (*)
Francamente, já me chegava ter uma casa por cima de um restaurante pois agora tenho de ter um blogue ao lado de uma loja de roupa e 'pochettes'? Oh SaDona Gracinda peça aí aos senhores directores desta coisa para arranjarem condomínio mais digno para tal negócio, que isto aqui é bairro de habitação, e modesto. Olhe que aqui ninguém compra nada, é só mesmo para a palheta.
Vou mas é almoçar, (e vai ser a cantarolar Xutos):
“As saudades que eu já tinha
Da minha alegre casinha
Tão modesta quanto eu
Meu Deus como é bom morar
Num modesto primeiro andar
A contar vindo do céu”
(*) sempre gostava de ver agora soar as definições de blog que tantas linhas ocupam por essa net fora - isso de ser imprensa ou opinião pessoal, de ser lúdico e não negócio, e blá blá blá ...
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:53 PM | Comentários (6)
fevereiro 07, 2006
Vá lá
Na downtown da blogosfera, onde vão proliferando os arranha-céus que já confessei (e expliquei) na maior parte das vezes não me agradar ver germinar, afinal, também aparecem uns belos edifícios!
Já na cidade antiga, onde ainda existem as aprazíveis casinhas de um só inquilino, e por onde mais me apraz passear, constato que há casas que eram incontornáveis nas minhas voltas que se recuperam e se reabitam de novo: Esta por exemplo. E de que maneira!
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:16 PM | Comentários (3)
fevereiro 02, 2006
Aos três,
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:30 AM | Comentários (0)
fevereiro 01, 2006
O blog lá se vai mantendo
… só o título anda sobressaltado à procura de casaco que lhe sirva
Na sua presente versão ainda a dúvida, o desconforto dos últimos tempos:
Apenas (e só) um … blog deste autor?
Apenas (e só) um … autor deste blog?
E à medida que se interiorizam, a aumentar a complexidade das suas pendências:
Apenas (e só) um … blog neste blog?
Apenas (e só) um … autor neste autor?
E o tempo que passa. Já 13:09 p.m.
tosta mista?
bacalhau com grão?
(caramba, um homem também tem de saber interrogar-se de coisas plausíveis)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:09 PM | Comentários (5)
janeiro 14, 2006
BnO
Ontem acabou a série de post’s que mais me arrebatou nesta minha experiência da leitura blogosférica. Por isso aproveito para deixar aqui o melhor conselho que já foi arriscado neste sítio (em particular para a rapaziada): Leiam-na toda !
Ao autor, obrigado Vasco Barreto ... E agora vou ficando para o resto.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:43 AM | Comentários (0)
janeiro 10, 2006
Hoje andei a leste
Este humor eslovaco …
Drubrigadnia
(Diálogo)
- Bragandis gravafa zurpreke frasap!
(- Vou arrancar a faca do teu olho!)
- Bradav Izurk!
(- Uma parte corporal da senhora de reputação duvidosa tua ascendente directa!)
- Brasdig framat?
(- Mas porque não?)
- Izub gravafa serpt bragantis prozien, isdig forkuk gravafa!
(- Se me arrancas a faca do meu olho, fico sem olho!)
- Gravafa brik dev sirt!
(- O olho já está furado!)
- Brud ivare zorba.
(- Deixa-me reflectir primeiro.)… é de arromba. E vai já ali para os links !
Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:05 PM | Comentários (4)
Ainda o Miguel StrogonofStroganoff e a sua Natasha tradutora
Afinal parece que não passou tudo de um mal-entendido, com desculpas já trocadas.
E mais, aqui está a prova de que um bom insulto, mesmo que devido à ininterpretabilidade (traduz lá isto Pavlov) da gíria, pode levar-nos até um bom espaço de humor. Ora vejam lá o primor disto.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:16 PM | Comentários (8)
janeiro 09, 2006
Olha o novo DN !!! Olhá bela capinha do DN!
Ao ver o destaque que merece a nova maquilhagem do DN - e de como esse pormenor (que diria ser de pouco relevo mesmo para um leitor de jornais) é transversal e comum a quase toda a blogosfera desta manhã - compreendo melhor como eu, cidadão comum e aprendiz de trovador nos tempos livres, pouco tenho a ver com isto. É cada vez mais evidente, pelos temas das discussões entre blogues, pelo conteúdo quase comum (e às vezes tão enfastiadamente repetido), pela verve, pelos códigos, pelas encrespações, pelo estilo profissional da escrita dos seus autores, que esta blogosfera, pelo menos a mais conspícua, tem as suas raízes e interesses na comunicação social e na política.
É também por isso que me rio quando dizem que este é um formato próprio dos espaços individuais, habitado por escritores amadores que com a sua escrita caseira, (quase sempre pretensiosa), versam conteúdos intimistas. Talvez já tenha sido, talvez. Que gente dessa, diletante, desinteressada, tirando o prazer da ilusão que a escrita só por si lhe dá, inventando assuntos sem lhe ocorrer falar na notícia da manhã ou no candidato da noite passada, gente dessa já só vive nas longínquas margens anónimas deste espaço, que é cada vez mais a versão alternativa da comunicação social e da política on-line.
Ver a lista dos post’s do dia faz-me recordar quando em miúdo ouvia os ardinas no sinal luminoso da Av. de Roma, apregoando a primeira página do jornal ainda fresquinho da manhã.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:30 PM | Comentários (16)
[ Não sei se posso dizer que tenho um blog favorito, tal como seria difícil eleger “o” autor da minha preferência … mas sei é que há uns onde passei mais tempo do que em qualquer outro ]
"Vou indo
O meu texto favorito:
mas que raio é que estou eu aqui a fazer?Por aqui, leia-se Nova Zelândia, claro. Já cheguei.
Tá imenso calor e há imensos cangurus e também uns ursos brancos polares sentados em cima de uns glaciares. Os cangurus vêm comer à mão, vendem-se uns saquinhos de pipocas especiais para cangurus, com molho de atum e natas. Os ursos têm uns chapéus, são panamás, e na fita está escrito dont feed the bear, mate, oh-i!. Há umas barraquinhas giras onde se vendem bebidas geladas com palhinhas, creio que têm vodka dentro, mas não tenho a certeza. O homem que me atendeu era albanês e não falava inglês, mas tinha tatuada no braço a seguinte frase: ou me pagas ou levas nos cornos. Em português, donde concluí que é bem capaz de ter percebido quando lhe perguntei ó meu cabrão onde é que se pode mijar aqui? (era a frase que vinha no livro O Tuga em Férias, cortesia do suplemento de um jornal que li no avião, pensei que seria uma boa primeira abordagem às nuances da cultura maori, se o português faz parte do plano de estudos e essas coisas), porque iria jurar que me respondeu minha ganda cabra vai mijar para a puta que te pariu, mas foi entredentes e nessa altura, quando vi brilhar aquela boca dourada (ai Corto, a faltinha que me fazes, desde que partiste no teu veleiro branco pelo mar pintaste a minha vida de transparente...) percebi que era albanês. Estendeu-me um copo de plástico transparente e apontou para um placard pendurado na barraquinha, ao lado dos crocodilos de borracha e eu paguei o dólar que me pedia. A palhinha era azul escura (como o mar que nos separa, ai Corto, a faltinha que me fazes...) e a bebida transparente (como a vida), donde seria vodka, pois de gin não se tratava por não cheirar a perfume barato de galdérias suburbanas. Afastei-me, porque estavam a chegar dois dos ursos e, pelo ar sedento e transpirado, creio que a barraquinha terá fechado cedo.
Dei umas voltas pelas outras barraquinhas, mas tirando os dentes dos atendedores, era tudo mais ou menos o mesmo e aproveitei para comprar uns recuerdos. Mas não me recordo do que eram e perdi o saco quando virei a esquina e tropecei no coral reef. Não sabia que começava logo ali, à saída da rua das barraquinhas depois do aeroporto. Mas quando me voltei, a esquina tinha desaparecido e, no lugar dela, estava um hangar com uma porta aberta. Lá dentro, pilhas e pilhas de folhas brancas (ai Corto, tão pálidas como as velas do teu veleiro, esse que vi partir, embrulhada no xaile roxo das viúvas das marés...), perguntei a um canguru para que serviam, mas ele não me disse nada, ninguém me liga nenhuma desde que fiquei transparente...mas depois percebi quando vi os tucanos a dobrarem as folhas com os bicos. Em duas, depois em quatro, depois um chapéu e depois é só puxar as pontas...
Havia barquinhos com um toldo de um lado, ou com dois, um de cada lado. Escolhi um só com um toldo, pois não quero apanhar sol na cabeça. Visto que sou transparente no resto não faz mal. Agora vou navegar até ao fim do coral, depois lá diante mando outro postal.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:11 AM | Comentários (2)
janeiro 02, 2006
Os meus (já não) “links”
Há outras vias, mas os links que registo neste blog são os que mais uso para navegar nas minhas leituras. Coloco-os aqui quando prevejo que sejam pouso regular, galhos de uma gigantesca árvore por onde gosto de ‘passarar’. Ás vezes faço-o com alguma leviandade é certo, digamos que são sítios que coloco sob observação, mas outras é já pela utilidade (consagrada) que refiro acima.
Já quando os retiro ajo com muito mais fundamentação, e há até alguma solenidade nessa decisão. Sei exactamente que esses são sítios que não quero continuar a frequentar. Raramente isso acontece por perda de qualidade (literária ou outra). É quase sempre pelo mesmo motivo: são blogs que caíram nas trevas, no negrume da maledicência persistente, a viciosa necessidade de criticar de forma permanente e exclusiva os outros, sem espaço para mais nada. Mas não é só porque me sinto traído e irritado de cada vez que acorro a um novo post, é apenas porque nada justifica que perca o meu tempo a ler coisas intelectualmente empobrecidas e de onde não devo esperar nada de original, independentemente de estarem bem escritas. (Lamentavelmente, algumas dessas verborreias vêm de gente que escreve muito bem na blogosfera - um profundo desperdício de talento é o que é!)
O que traz fiabilidade e coerência à minha lista de links enquanto road map dos meus devaneios de leitura não são os que lá estão (e que estão lá muito bem), nem os que ainda não estão mas virão a estar … são os que de lá saíram.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:22 PM | Comentários (7)
dezembro 23, 2005
O Natal é bom porque ...
Ainda bem que chegou o Natal. Caso contrário, já sem debates na TV, desaparecida a oportunidade de os comentar, e a blogosfera pararia. Viva o Natal!Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:31 PM | Comentários (3)
dezembro 21, 2005
Afinal o que é um blog ?
– um pequeno e útil apontamento sobre a sua estrutura e processos de leitura
1) Para os mais neófitos importa começar por dizer que um blog se deve ler de cima para baixo (correspondendo o “cima” ao seu “fim” e o “baixo” ao seu “princípio", não sei se me fiz entender). É aliás provavelmente o único suporte de texto que se lê ao contrário da sequência natural da sua escrita. (Admito que possa haver uma excepção com os blog’s árabes, esses sim, deverão ler-se debaixo para cima, para seguirem a mesma lógica).
Alguns documentos históricos justificam isso pelo facto de os seus autores estarem compulsivamente a arrepender-se do que escrevem, e assim o poderem justificar, logo na entrada, ao desprevenido leitor.
2) Se procura uma escrita corrida e entrosada, perca as ilusões. Num blog não se devem escrever romances, porque ninguém gosta de saber o final da história antes de a ler primeiro. Enfim, se for um blog policial pode conceder-se isso, afinal não há ninguém que resista a ir vasculhar quem foi o assassino ou qual o móbil do crime.
Mas na generalidade um blog é constituído por pequenas manchas de texto (há quem lhes chame bolsados do ego, outros preferem o mais isento anglicismo de post’s que numa tradução liberal pode ser entendido como postas de pescada) e que raramente são conexas entre si. O seu conteúdo depende do estatuto e da imaginação do seu autor. Assim, é normal encontrar num blogger de menor notoriedade alguns recursos imaginativos, em texto ou imagem. Já nos bloggers mais famosos e obviamente mais enfadonhos é comum encontrar textos mais alongados, que reproduzem notícias da actualidade política sobre as quais normalmente opinam copiosamente (o termo aqui a significar abundantemente e não o censurável acto do plágio). Quando nada se passa no panorama noticioso, (o que pode ocorrer na época em que não há debates televisivos) podem-se também encontrar alguns textos explicativos, por exemplo, da estrutura e processos de leitura de um blog (não clique, não clique, era só para dar um exemplo)
3) Muitos têm sido aqueles que têm tentado ler um blog do princípio para o fim, sem contudo terem tido muito sucesso. Uma das técnicas mais ensaiadas baseia-se em virar o PC ao contrário aplicando depois sobre o seu ecrã um mecanismo previamente construído com um conjunto de três espelhos, através dos quais se procura obter um adequado sistema de refracção e inversão da imagem.
Contudo, caso pretenda arriscar-se nesta experiência, tenha presente alguns conselhos de ordem prática. Evite usar o espelho da casa de banho a menos que o lavatório onde terá de se anichar em posição fetal esteja convenientemente enxuto. Evite também usar como segundo espelho a parte de dentro da caixinha do que elas chamam a “máscara facial”; além de estar cheio daquele pó que faz espirrar, aquilo quando voa não se aproveita nada e evitará deixá-lo corado das coisas que ouvirá a seguir. Finalmente recomendamos que só extraia o mecanismo reflex do telescópio dos miúdos se tiver as instruções de montagem.
E pronto, estamos em crer que sobre blog’s não há assim mais nada de importante que importe saber para melhor os compreender.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:00 PM | Comentários (11)
Finalmente, a mim o que me é devido
Prémio gandula 2005: Análise Política
troféu orgulhosamente exposto (só) em 22.12.2005 devido a atraso nos correios, justificável face à azáfama própria desta quadra natalícia mas também ao longo transporte intercontinental a que teve de ser sujeito
Ainda há quem ouse afrontar os lobbies políticos da blogosfera. Obrigado JPT, pela ousada distinção que me concedes, e parabéns pela tua lucidez.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:00 PM | Comentários (13)
dezembro 19, 2005
Pronto, estava mesmo a ver-se …
Não me interessa, não devolvo e pronto! Seja Óscar ou Vitor, ou lá como ele se chama já daqui não sai! Está dado, está dado!
E depois dão-me em troca o título de Melhor blog Intimista ! Mas o que é isso? É para me calar, é? Intimista de sossegadinho, de não estrilhes muito, de olha lá fala baixinho, é? E agora com que cara eu vou encarar os meus visitantes? E ainda por cima Sectorial, já nem sequer é da parte toda … Bahh
Isto é uma afronta! Estimado JPP, acautele-se - há um processo de desacreditação para connosco, os blogs de conteúdo político de maior relevo. Hoje fui eu mas olhe que amanhã há-de chegar aí!
E caro Patrick Blese, era só o que faltava ainda ter de o ir lá levar; se o querem lá no Insurgente que o venham cá buscar! (já que são tantos há-de haver alguém que possa passar por aqui, que eu é que não vou lá, ora essa)
E o pessoal aí em baixo não se esteja a rir que eu estou a ver ein!!
Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:52 PM | Comentários (10)
Melhor Blog de Reflexão e Análise Política (ah pois, qual é o espanto?)
Informo que doravante só serão autorizados comentários que sejam considerados contributos ponderados e pertinentes no que concerne exclusivamente à questão política nacional. Todos os restantes comentários, de natureza lúdica, brejeira ou circunstancial, ou cujo conteúdo e forma possa deslustrar o estatuto deste blogue no âmbito da Reflexão e Análise Política serão liminarmente suprimidos. Mais informo que não permitirei a utilização de vernáculos e/ou o uso de tratamento abusivamente familiar para com o autor deste blog: Eu, o galardoado. Sim, eu.

E agora vou usufruir de mais esta reluzente estatueta enquanto no Anjos e Demónios não se dá pelo lapso
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:26 AM | Comentários (18)
dezembro 18, 2005
Comunicado editorial: aos maiores accionistas deste blog
Aproveitando a pausa dominical dos trabalhos redactoriais a gestão desta chafarica vem agora e por este meio agradecer publicamente aos 3 portais que mais têm contribuído com visitas a este humilde blog, conforme se pode confirmar da nossa lista de “agradecimentos”, no canto inferior direito desta página, e que para aqui transpomos para o merecido destaque:
Ao Google … a quem aproveitamos para manifestar a nossa estranheza por aí constarmos como referência de pesquisa para imagens de gajas boas; contudo, e para que os decepcionados leitores não se sintam mais intrujados devido a esta questão a que somos absolutamente alheios, comprometemo-nos doravante a criar um clima de teor mais lúbrico neste blog;
Ao Frescos … definitivamente a melhor lista de actualizações de blogs – pelo menos funciona, já que o mesmo não é possível assegurar de quase todos os outros telescópios da blogosfera;
E finalmente ao…
Blo.gs favorites for … 100Nada !!! este surpreendente veículo de visitantes, que tem por timoneiro a Catarina, e quiçá talvez um dos maiores portais de navegação da blogosfera !
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:55 PM | Comentários (8)
dezembro 16, 2005
Finalmente,
ao fim de pouco mais de um ano, a glória, a fama, o reconhecimento!!
"Melhor Blogue de Um Pai de Família"
Neste momento especial, e tendo presente o carácter do prémio, quero aqui publicamente dividir este mérito com os meus filhos, Francisco e Diogo, que muito têm contribuído para a causa deste blogue e também com a doce Eufigénia, que se tem sabido manter resignadamente calada apesar das mentiras atrozes que aqui se insinuam, e com os gatos, e as tartarugas, e o peixe que tinha problemas, e o lobo afilhado do Francisco, e o tigre que o Diogo então também queria apadrinhar mas não houve nenhuma alma caridosa que fosse capaz de se chegar à frente, e aos simpáticos comentadores que têm sabido demonstrar …. e não poderia ainda deixar de registar a isenção com que o JN distinguiu este blog e … este é um momento muito grato para mim … emociono-me … com licença
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:11 AM | Comentários (9)
dezembro 15, 2005
Finalmente …
… ascendes a blog colectivo !!
Cumpre-se a tua tão declamada aspiração, e logo com presença feminina, que isso tem os seus frutos no que toca a ter a casa mais composta. E aqui me trago compadecido, e (arrisco confessar) algo cobiçoso, desse novel estado da horta moçambicana, que assim mais apregoa o degredo da minha involuntária condição eremita, quase monja até.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:13 PM | Comentários (2)
dezembro 13, 2005
E crucifixos ...
( não me posso esquecer também de editar um post sobre crucifixos ! )
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:19 AM | Comentários (3)
Que belo debate, o desta noite
Quando parecia que um ia cilindrar o outro eis que este se alenta com novos argumentos. Mas depois dei pelo adiantado das horas e foi com muita pena minha que tive de os interromper para os mandar para a cama. Amanhã há escola cedo.
(este é um blog alinhado com as tendências mais audíveis da blogosfera, e se é de debates que se fala, falemos então de debates até ao fastio total ... blerckkk)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:14 AM | Comentários (0)
dezembro 12, 2005
Como criar um blog de sucesso
Reavendo uma rubrica antiga deste blog, vamos hoje tratar de mais uma disciplina da bricolagem, esta com particular utilidade para a construção de uma identidade digital, tão imprescindível nos dias que correm. O leitor será assim convidado a seguir alguns passos que o levarão ao âmago de uma actividade bloguista de sucesso.
1.Comece por criar o blog
clic clic
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Mau, já voltou? Isso quer dizer que não estará a seguir com rigor estas recomendações. Tudo bem, sente-se então confortavelmente e aproveite o melhor possível as restantes indicações que se seguem.
2. O título e o nickname, dois atributos fundamentais
Procure adoptar um nome atraente e que possa despertar um verdadeiro interesse intelectual aos seus futuros fãs. Poderíamos sugerir-lhe a título de exemplo a passarola, a pombinha ou qualquer outro nome assim mais chamativo, mas corre o risco de os ver a todos já escolhidos. Use da sua imaginação, mas não muito, porque ainda vai precisar do que lhe sobrar para os conteúdos (essa é a maior maçada) que vai ter que criar regularmente.
Se pretender ser um pouco mais arisco(a) – sobre o feminino ou o masculino do seu pseudónimo recomendamos desde já que escolha o primeiro, pois está provado que os homens são mais sensíveis ao sentido apelativo dos projectos femininos do que as mulheres no caso contrário; a verdade é que os homens se sentem mais atraídos por conteúdos íntimos criados por mulheres, e as mulheres também. A bisbilhotice aqui não escolhe sexos; aproveite os dois, e o sexo também - verá o quão valioso lhe será este tema. Mesmo que tratado superficialmente, ele tornar-se-á um recorrente termo de busca que levará (na intimidade dos seus PC's) os mais relutantes puritanos da Internet até ao seu blog, pese embora o possam vir a desmentir recorrentemente.
Mas dizíamos nós que se pretender soar de forma mais arisca, deve procurar um nome para o blogue que não seja demasiado evidente: luxúria em brasa, abraça-me toda, ou mesmo um já mais arriscado adoro pirilaus, são hipóteses já um pouco mais explícitas mas que ainda assim não hipotecam o carácter intelectual que possa querer associar ao seu projecto.
3. Não deixe de colocar a sua foto
Claro que o texto pode ser importante num blog, mas não exageremos. Para arrebatar uma babada exigente audiência será seguramente mais importante a imagem que possa sugerir. É fundamental criar um emblema de proximidade, sobre o qual os seus visitantes possam sempre projectar as suas fantasias. Não se esqueça por isso de colocar a sua foto, mesmo que não seja sua. Isso é absolutamente indiferente para os propósitos que levarão até si os visitantes - os internautas têm uma fabulosa capacidade de confundir o virtual com o real, pelo que para eles lhes é indiferente se a foto é verdadeiramente sua. Sobre esta: o tom de cabelo, a postura, o tamanho e forma dos seios, tudo isso são pormenores que ligarão esse caracter com a imagem literária que pretende adoptar. E seja sóbria: evite colocar uma foto de nu integral, ou qualquer outra que possa induzir um ar demasiado lascivo ao seu blog. Não se esqueça que se pretende criar um espaço de interesse intelectual e com claras aspirações literárias. A título de exemplo aqui deixamos esta hipótese:

Repare na preocupação em não apresentar nunca o gratuito das formas femininas, repare também no sorriso reservado, prenunciador de alguma seriedade, evitando que os embasbacados selectivos visitantes confundam o seu blog com outros de menos dignificantes propósitos. Mas isso não deve significar que não possa insinuar ligeiramente alguma exultação e desprendimento, que aqui ninguém está para coisas muito sérias e austeras. Os subentendidos são um excelente exercício de retórica e podem até fazer valer junto das suas alegres visitas mais do que aquilo que vc pode e consegue significar. Deixe correr meias palavras e meias imagens que eles tratam do resto. E sobretudo, nunca os desdiga, ou esclareça, verá como o vazio que lhe é familiar se tornará alvo das maiores fantasias.
4. Traga toda a blogosfera até junto de si
Como?, perguntará agora quando ainda nem sequer editou um único post. Ora, fazendo-se anunciar. A quem? A todos! Não vale a pena estar a linkar este ou aquele blog que provavelmente nem se dará ao trabalho de a visitar. Além disso, se ainda insistisse em estabelecer critérios de linkagem isso significaria que teria de visitar antes cada um dos potenciais blog’s e, mais grave, exercer o seu sentido crítico (que chatice que isso seria já viu). Linque toda a blogosfera! Ok, deixe de fora os blogs estrangeiros, linque só toda a blogosfera nacional. Dará um certo trabalho ao princípio é verdade, mas repare que há um bip bip que vai soar em casa de todos os felizardos que linkou, e que curiosos (estamos sempre a falar das coisas do ego aqui na blogosfera e não há quem resista a visitar quem o assinala) irão certamente retribuir-lhe a visita.
Agora é só esperar que eles cheguem, prepare-se. Oh … ainda não, ainda não! faltam os conteúdos (uma maçada, mas essenciais). Vamos então ver como.
5. Está na hora dos conteúdos
Esta é a parte mais complicada, naturalmente, pois exige ao estimado blogger que empreste o suficiente da sua qualidade literária e, mais grave, que empreste à blogosfera os seus saberes ortográficos (embaraçoso isso, bem sabemos, mas olhe, experimente usar os k's e os X's do telemóvel que assim ninguém repara). Porque esta é uma etapa de grande delicadeza, aqui optaremos por prescindir de expor as nossas recomendações de forma abstracta, para seguirmos algumas boas práticas que poderão por aí ser testemunhadas. De forma a não ferir susceptibilidades (eis outro aspecto que merece a maior atenção mas que só exploraremos no curso avançado de nível 2) iremos trazer um caso anónimo. Saliente-se que continuamos a alvejar um tipo de blog que vai recolhendo um absoluto sucesso por estas lides, como o comprova a forte adesão que todos os dias traz mais devotos e embalsamados entusiasmados admiradores:
E deste exemplo retiremos as excelentes ilações sobre uma prática de sucesso !!
6. Seja sempre cordial e não abuse nos conteúdos exageradamente intelectuais
Comecemos então por analisar a perícia que está por detrás do caso trazido. Irá o estimado leitor reparar como o post usa de uma linguagem simples para que todos o compreendam, e procura abordar assuntos comuns e de interesse generalizado, e como a autora suaviza a sua mais que provável vocação intelectual.
Repare agora como a autora, exímia protagonista deste tipo de blog, procura entrar em discurso directo com os seus fãs, através do género interrogativo que adopta no post, mote este de que se serve para convidar habilmente os seus adeptos a partilharem das suas dúvidas e convicções através da caixa de comentários. É fundamental que o/a blogger evite o pedestal em que os seus babados visitantes a pretendem colocar. Isso poderá manifestar-se uma tarefa árdua devido à libidinosa infinita admiração que os seus visitantes manifestam por si, mas é essencial para que estes possam alimentar a fantasia de um dia poderem até, numa oportunidade de felicidade suprema, vir a tocá-la, virtualmente, claro.
7. Entre sempre em discurso directo com os seus fãs
Repare na forma airosa como a blogger é capaz aqui de se misturar com os seus comentadores, onde há claramente um notório défice cultural. Ainda assim mantém a compostura, tratando o mesmo (na caixa de comentários) com elogiável elegância, e procurando cuidadosamente elucidá-lo sobre a personalidade a que se refere, evitando expô-lo ao lapso.
Numa curta troca de palavras é notória a preocupação da autora em não menosprezar os visitantes mais enfadonhos e que manifestam uma fraca bagagem intelectual. Quem assim actua sabe perfeitamente que o seu blog é algo de significativamente exigente para o comum dos mortais, e por isso manifesta a devida complacência para com as calinadas que lamentavelmente tem de suportar nos seus comentários.
8. Envolva a sua prole de admiradores nos seus dilemas e apoquentações
Claro que será pouco provável que alguém tenha algo a dizer contra este seu projecto cultural, mas o desdém e a cobiça existem por todo o lado não é verdade? Mas caso venha a ser vítima dessas invectivas maldosas não hesite em partilhar a sua indignação com a sua entusiasmada audiência, como é mais uma vez supremo exemplo o caso que aqui trazemos:
Repare então nas felicíssimas expressões utilizadas, no tratamento “mal criadinho” que não sendo ofensivo mantém (até com algum carinho) as distâncias, e isto apesar do execrável e gratuito insulto de que a autora fora alvo. Aqui a blogger terá talvez exagerado um pouco em utilizar palavras complexas como “hemisférico”, mas repare na elegância com que depois até se apresta a explicar a mesma, sem contudo se elevar na sua superior esfera de conhecimentos.
Caso duvide do sucesso deste género de técnica veja como desde logo a autora recolheu a complacência de um seu acólito.
9. Seja exigente consigo mesmo
Não deixe nunca de escrever o que lhe vier à cabeça. Mantenha sempre uma linha editorial consistente e conteúdos de elevada qualidade, e sobretudo não caia em futilidades. Que para desgraça de tão acarinháveis leitores já chegam esses blogs mortiços que por aí proliferam que só sabem falar das mãos a tremelicar do Cavaco, mais a postura olhos-nos-olhos do Louçã ou ainda lançar mera insinuação sobre a atitude menos democrática do Soares, quando não se põem a comentar a cor da gravata operária do Jerónimo, e outras mundanices assim.
E agora não se esqueça de ir por aí visitando todos os blogs que puder e de deixar comentários simpáticos. Bastará um “gosto muito do seu blog, venha conhecer o meu”. Vai ver que como essa simpatia lhe será rapidamente retribuída.
Votos de um grande e longo sucesso, e desforre-se da falta de popularidade que a vida real ainda não lhe quis reconhecer !
Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:32 PM | Comentários (36)
Esta postagem foi removida pelo autor
Acabou de ser banido um post daqui, porque ...
... desta àgua não beberei! ... ou assim coisa que o valha.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:40 PM | Comentários (13)
dezembro 09, 2005
Oferece-se / Procura-se
Que isto de emitir neste éter digital é quase auto-anúncio. São águas passadas, aspirações por cumprir, são gentes que já não víamos faz anos e outros que nunca chegámos a encontrar. A fantasia que se mistura com a realidade, e o de dentro com o de fora. Tudo aqui, mesmo o desconhecido, ganha foros familiares e nostalgicamente remotos. E mesmo quando só o parece, por vezes é !
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:10 PM | Comentários (4)
dezembro 05, 2005
Vitriolica Webb’s Ite
Este blog onde por vezes me refugio para desfrutar de traços como este,
é o vasto e admirável mundo da criatividade da Madge
e é,
justamente,
candidato a melhor blog europeu do ano.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:41 PM | Comentários (3)
Retractação
Caros leitores e comentadores (os poucos que restam …rs):
O post debaixo não pretendia ser um descarado convite aos v. comentários. Até porque para os mesmos, mandam as regras da minha boa educação …cof, cof … terei de ter a disponibilidade de retribuir, o que nos tempos de azáfama que por aqui correm é deveras um impeditivo de ordem prática.
Era apenas um daqueles bocejos de trabalho que por vezes se largam aqui, que aliviam mas que, não poucas vezes, trazem agarrados à escrita embaraçosos pensamentos. Não que os pensamentos sejam embaraçosos, entenda-se, só o são quando os formalizamos sem o menor cuidado na interpretação que outros deles fazem.
E prosseguindo dentro desta linha de raciocínio aloirado devo até acrescentar que, aqui onde me sento, e tendo presente as continuadas críticas que tenho tratado provindas do lado direito, os comentários que me chegam pela frente, e as observações que me alcançam do lado esquerdo, e já que nem sou capaz de imaginar o que se comenta por trás, considero até que este blog está um sítio muito sossegado e aprazível, assim descomentado como tem andado.
Fica então feito o reparo editorial
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:45 PM | Comentários (4)
Algumas anotações sobre (a falta de) comentários
A produção de comentários está directa e proporcionalmente associada às cavalgadas de que deixamos rasto em outros blog’s. É afinal e acima de tudo mera transacção de simpatias entre blog’s.
Bem, excepção talvez aos blogochats, ou aos blog’s onde costumo ler grandes textos, mas nesses normalmente não são permitidos comentários. Ok, eu redijo de novo, os comentários que recebemos aqui têm a ver directamente com o número de comentários que deixamos algures. A não ser que se trate de um bom blog.
Isso não devia importar a quem escreve um blog que se arregimenta em pensamentos pessoais, distorções da escrita e episódios caseiros. Neste blog tenho dito que é o escrever que me apraz. Mas importa.
Ver a caixa vazia após um post faz-me sentir como naquelas situações em que vou à conversa com alguém pelo passeio, e acabo de dizer algo que me parece interessante. Olho então, disfarçando algum orgulho nisso, para o meu companheiro do lado, e descubro que este ficou lá atrás a apertar o sapato.
Ao princípio julguei que conviveria mal com os comentários, agora vejo que convivo mal sem eles. Será que deixei de ser o autor de um blog centrado na escrita, para me tornar um ‘balconista’ sedento de vender rifinhas?
Já pensei em comentar como anónimo aqui neste blog. Deixava passar uns tempos até me esquecer disso, e depois já poderia responder com o entusiasmo que isso me daria. Mas receio que possa enquanto comentador ser demasiado agreste.
É lamentável como nos habituamos a só fitar a superfície das coisas. Este blog tem algumas centenas de visitas por dia (outra ilusão). A maior parte dos seus leitores não comenta nem nunca comentou. Contudo, o facto de agora ter menos comentários, afinal a manifestação (ou falta dela) de uma pequena minoria dos seus leitores, traz-me a distorcida sensação de não ser lido.
Por outro lado o facto de não ter comentários dá-nos uma sensação de impunidade, de invisibilidade, que é bom recato para se poder escrever levianamente todos os disparates que nos ocorrem, como estes aqui por exemplo.
E pronto, assim sobre experiências importantes e umbilicais não me ocorre mais nada para dizer agora.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:00 PM | Comentários (21)
novembro 29, 2005
PoisPublicado por Eufigénio Lagoa às 02:29 PM | Comentários (1)
novembro 25, 2005
A propósito de alguns blog’s onde vou assistindo ao seu encerramento
A qualidade é vaidosa.
Parte assim que se vê entre más companhias.
Uma lástima.
Mas ainda cá fico. Levantando pontas de textos.
Ainda há alguma, ainda há alguns,
E quem sabe não andem outros por aí mais distraídos.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:30 AM | Comentários (3)
novembro 17, 2005
Eu que tenho por profissão apertar parafusos,
cada vez me sinto mais deslocado nesta blogosfera, onde metade é juiz, quase outros tantos serão jornalistas, e pelas minhas contas sobrarão ainda uns 10% que não são nem uma coisa nem outra mas escrevem muito melhor do que eu. *
Nem uma chave de grifes por aí - só notícias, juízos e belos textos. Ao todo 90% de coisas que para nada me servem.
* ignoro propositadamente os blogs que escrevem sobre os blogs pois
nósesses são efeitos de réplica que como tal não relevam para contagens estatísticas
Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:15 PM | Comentários (13)
novembro 14, 2005
A Memória (re)Inventada
Isto sim, é um regresso que se saúda efusivamente
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:14 AM | Comentários (0)
novembro 10, 2005
Um blogue é isto
Longe de tudo, imune a todos, e tão próximo do que queremos realmente escrever.
Longe de todos, imune ao que realmente queremos escrever, e tão próximo de tudo.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:00 AM
novembro 07, 2005
Já que aqui se trata de amor sexo,
e assumido que está o risco deste blog se fazer avançar para tão polémico tema, recomendo vivamente este hilariante diálogo, o qual retrata a liberalização do discurso sobre a sexualidade, sentado na mesa de um ‘comum’ serão familiar.
(que aqui transcrevo na íntegra para a posteridade)
“Pais e filhos devem conversar abertamente sobre sexo?
Nada mais apavorante do que essa estória de que os pais devem conversar abertamente sobre sexo com seus filhos. Só de começar a pensar no assunto, sinto meus cabelos arrepiarem.
O que os pedagogos, os psicólogos, médicos, jornalistas, ou seja lá quem for que diz isso, querem dizer? Aonde o mundo vai parar?
Querem que conversem abertamente sobre sexo. Então vamos lá:
É de manhã, a família está à mesa. Todos estão comendo. O pai, enquanto passa a manteiga no pão, pergunta à sua filha:
- Chegou tarde ontem minha filha, você sabe que isso não é bom. Tem vestibular no final do ano. Você precisa estudar.
- Mas pai, eu também preciso de me divertir. E ontem eu só cheguei tarde porque meu namorado ejaculou antes de eu gozar. Então eu tive que esperar a segunda, foi quase uma hora para ele ficar excitado de novo. E não pensa que foi fácil. Foi só com boquete...~
- Sexo oral minha filha, olha o respeito, estamos à mesa.
- Ai, pai, deixa de ser careta.
- Minha filha, respeita seu pai - diz a mãe. Ele não quer escutar essas palavras feias em casa.
- Tá bom.
- E chupeta?
- Chupeta passa. Se quiser se referir ao sexo oral como chupeta, aí pode.
- Então, como eu tava dizendo, foi só com uma chupetinha que o bichinho ressuscitou.
- Aí você gozou, né minha filha? - diz a mãe, fitando a filha e piscando os olhos com ternura.
- Você acredita que não, mãe.
Nisso, o pai intervém, diz, balançando a cabeça com ar de reprovação:
- Já disse, minha filha, esse seu namorado é muito bonzinho, mas é ruim de serviço.
- Ai, pai, larga disso. Sexo não é tão importante assim. Eu amo ele.
Aqui, a família inteira cai na gargalhada. A filha fica brava:
- E você pai que tem que ficar usando viagra para dar conta da mamãe.
Ao escutar estas palavras, o filho mais velho vem em defesa do pai.
- Mentira. Você sabe que o papai come a mamãe toda a noite, não é verdade mamãe.
- É meu filho. E cada dia a gente varia a posição. Ontem mesmo nos passamos quase duas horas fazendo um sessenta e nove. Mas a posição que eu mais gosto é o frango assado. Mas ontem ficamos só nas preliminares até seu pai ejacular na minha garganta. Acho até que foi isso que deixou minha garganta meio inflamada hoje. Acho que vou prepara um chazinho para mim antes de visitar sua avó.
A filha mais nova, que também está na mesa, quer entrar na conversa.
- Eu dei a bunda ontem.
- Mas, minha filha, você não está muito nova para isso não.
- Não mamãe. Eu já tenho dez anos de idade e nunca fiz nem sexo anal. Todas as minhas amiguinhas já fizeram, menos eu.
O pai, depois de escutar isso, sussurra na orelha da mãe: "É melhor a gente estimular, senão depois ele vai ficar deslocada dos amiguinhos".
- Que legal filhinha. Depois eu vou te dar um KY novinho para você brincar com os seus amiguinhos.
- AÊÊ! Uipi! E o natal tá chegando. Eu quero um vibrador da XUXA, todo colorido.
Pelamor de Deus! Nem eu aguento mais continuar essa estória. E não adinta boquejar: isso é a verdadeira conversa franca entre pais e filhos. Espero não estar viva quando este dia chegar.”
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:43 PM | Comentários (0)
outubro 28, 2005
Cresce em mim um perturbante sentimento de desapreço para convosco sempre que aqui venho e deparo com vários visitantes ‘on-line’. Admito que alguns até estejam neste momento a viajar pelas catacumbas deste blog (como sucede comigo; e que gozo isso me tem dado), mas outros haverá que ainda desprevenidos - por falta de explicação da minha parte - estarão agora a procurar compreender o vazio desta página.
Por razões que me abstenho de justificar esta é na verdade uma suspensão por tempo indeterminado*, assumida de forma abrupta e deselegante, porquanto me terá falhado não vos ter explicitamente informado disso. Fica aqui o reparo, em forma de esclarecimento e desculpa.
Boas leituras
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:14 PM | Comentários (13)
outubro 27, 2005

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:16 PM
outubro 26, 2005
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:15 PM
outubro 24, 2005
Na blogosfera ou fora dela - Há coisas que um homem não aprende nunca
Deus me livre se me volto a meter com um blog repleto de mulheres (14 ?!!) – e não, não vou linkar, posso ser um imberbe inocente mas não caio duas vezes no mesmo erro.
Eu a julgar que era só uma gracinha, e fica aqui um comentariozinho que é simpático, e … pimba, toma lá pinhões! Um menino, é o que eu sou. Tanto treino e ainda … Menino!!
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:45 PM | Comentários (8)
Do sexo - estereótipos femininos que irritam e logótipos masculinos que envergonham
Diria que há outro tipo de homens para além desses que apenas anseiam pelo que está entre as pernas de uma mulher … por muito que isso custe reconhecer às mulheres que reduzem o sexo oposto a um exclusivo e permanente desejo de sexo-seja-lá-como-fôr. Serão estas apenas as margens, as duas margens opostas, e só lamento que não possam elas saborear a água que corre pelo meio do rio, esse belo caudal do prazer. (hoje ando cheio de alegorias; deve ser para esconder alguma irritação sei lá)
Ei!! … fora dessa guerra insana de papéis truncados do tipo “energúmeno-vítima” há muito mais e melhor que isso. O verdadeiro sexo por exemplo, a dois.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:52 PM | Comentários (13)
outubro 20, 2005
Isto hoje tornou-se ...
... um verdadeiro babyblog !
Já agora aproveito para lançar o Aviso: Este blogue encontra-se temporáriamente ocupado por crianças de tenra idade. Agradece-se o conveniente comedimento. Obrigado 
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:40 PM | Comentários (8)
outubro 19, 2005
Mulheres, blogue S.A.
Devem haver vários motivos que levam à constituição de blogues colectivos e à definição do seu conteúdo temático. Bom, na verdade a generalidade dos blogues colectivos começa por nem ter exactamente aquilo a que se pode chamar de conteúdo temático (e há blogue que tenha?) embora acabe por resvalar para a questão política, mas pronto, mantêm alguma universalidade na constituição do seu elenco. Bem, pensando bem, a verdade é que o tonzinho político dominante acaba por fazer as suas vítimas acabando por ‘unanimar’ o seu elenco redactorial. Mas pronto, aparte esse aspecto, nada mais encontramos nas características dos seus membros que seja uma qualidade determinante de selecção, e com mais ou menos amplitude nas suas preferências clubistas, e no seu género linguístico, encontramos por lá gente mais nova e mais velha, de perto e de longe, homens e mulheres (atentemos aqui neste pormenor).
Mas, e se o critério de selecção, a constituição desse blogue a várias mãos, implicasse que os seus autores fossem todos mulheres, como seria esse? Se deixarmos de fora deste exercício os blogues escritos por mulheres mas de conteúdo comum, universalista, diarístico, intimista, humorista, seja lá o que for - afinal com as mesmas idiossincrasias de todos os outros blogues - ainda assim, sobram dois tipos de blogues marginalmente “femininos”, e cujo teor pode ser extrapolável e (assustadoramente) magnificado para o que seria um blogue colectivo de mulheres. Sigo então por aí e invoco esses tipos de blogues que se assumem com tendência claramente feminina na sua escrita e no seu conteúdo.
No primeiro tipo, temos os baby blogues, mera necessidade fisiológica que eu respeito embora não tenha nenhuma curiosidade especial em saber se o bebé-mais-bonito-do-mundo já faz gugudádá. Se exceptuarmos honrosas excepções, sobre as quais confesso a minha vigília diária e enternecida sobre o que por lá se escreve, pensar num baby-blogue colectivo é resvalar para a terrível imagem de uma creche de palavras e fraldas, decorada com impulsivos e sensibilizados comentários de mães extremosas que dispensam vaidosamente os seus conselhos a torto e a direito.
Depois há os do outro tipo, mais guerrilheiros, emancipados, normalmente até com um picantezinho, embora não dispensem as habituais ‘cusquices’ que trazem da vida real. Nestes, um dos temas predilectos são os homens, esses animais produzidos em série, descuidados, ingénuos e desatenciosos e que têm por único fito dar quecas como quem lê o “record” e deixar o lençol de banho esparramado no chão da casa de banho. Mas faça-se justiça, há neles uma diversidade de conteúdos bem maior do que nos monocórdicos baby-blogues. Um blogue de mulheres constituído neste quadro mais aberto, provavelmente versaria diversos assuntos de interesse universal, como por exemplo: os tampões e as dietas, os temores da adolescência e os namorados imberbes que não deixaram saudades, os filhos pois claro, e os homens de que não há muito mais a dizer porque são todos iguais mas de quem há sempre qualquer coisa mais para dizer. Em suma, num blogue colectivo de mulheres, de tema aberto, haveria muito blá-blá-blá, perdão, matéria, para preencher vários anos de vida bloguiana.
Pensar num blogue colectivo de mulheres a partir dessa condição obrigatória, e presumi-lo como a forma amplificada do que atrás retrato, é atemorizador para um pobre leitor (homem) como eu. A menos que por lá se encontre uma refinada dose de humor, uma escrita dotada, e um elenco promissor. Ah, aí a coisa muda de figura. E este parece que tem tudo isso! É certo que, (ainda que pé-ante-pé), por lá hei-de andar.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:02 PM | Comentários (11)
Memo salomónico
Todos os motivos são válidos e nenhuma estratégia deve ser à partida censurável
(E pronto, está cumprida a minha boa-acção de hoje. Siga)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:45 AM | Comentários (7)
outubro 17, 2005
Uff, juro que não volto a fazer mais festas de aniversário
(nem mesmo com letras pequeninas)
Nunca tive jeito para receber parabéns. Fico logo acabrunhado, sei lá porquê, e acabo a balbuciar qualquer coisa com ares mal fingidos de quem não dá importância nenhuma. Será daqui e de longe que me vem a fama de mal-educado, de mau-feitio e de outras coisas mal-acabadas, como quando encravo no momento de abrir as prendas e deixo fugir para longe o mau olhar mariquinhas, ou ao levantar-me todo encaniçado no topo da mesa e por lá me fico a engasgar em gestos rápidos de agradecimento aos hip-hip-hurra’s.
Ainda assim a coisa escrita é mais fácil, escondem-se rubores, aclaram-se engasgos e há mais tempo para preparar o discurso - tirar-lhe as vírgulas de hesitação, as pausas e as petulâncias. Não foi portanto por tudo isso que antipaticamente me furtei a agradecer até agora as vossas amáveis palavras, mas apenas por um conjunto de circunstâncias que me levaram para longe do teclado. A verdade é que aqui, escondido dos olhares mais comprazidos que tanto me incomodam, vos devo confessar que é uma delícia receber e ler os vossos simpáticos e em não poucos casos exagerados comentários.
Mas se é verdade que o despudor da distância, do anonimato (cada vez para menos) e desta miraculosa capacidade revisiva da setinha do backspace que nos deixa retocar as hesitações e vestirmo-nos melhor do que o que na realidade somos é meio caminho andado, falta o resto. E o resto é a inspiração. E a inspiração (cá está) foge-me sempre nos momentos do discurso. Por isso não levem a mal que eu repesque coisas que por aqui fui deixando (e garanto-vos que me é mais custoso calcorrear este blogue que enchê-los de post's, pelo que gostaria que não considerassem isto como um gesto displicente para com as vossas palavras).
"E por vezes fico assim, a constatar quantos estão on-line, e a fantasiar quem são. Dou-vos nomes até, invento-vos caras, depois tento perceber-vos o balanço e lá sigo a acompanhar-vos pelo último post, sílaba a sílaba. Há alturas em que tenho mesmo a sensação que ambos trilhamos o mesmo parágrafo, e quase consigo seguir-vos as pausas na acentuação das frases.
É normalmente assim, acompanhado, que releio os textos. Já não me agrada fazê-lo sozinho. Se encontro um erro lá me lanço a corrigi-lo. Não é perfeccionismo, é apenas porque gosto de pensar que assim me posso revelar. Gosto de me sentir anfitrião invisível das palavras que lêem. E depois fico algum tempo por aqui, F5, F5 … às vezes falam, e aí confirmo quem são. Outras vezes não, falo só eu.
Não sei o que é, mas isto é mais que texto - se fosse só isso não teria coragem, que eu não sei escrever para tanto, nem tão pouco sei tirar prazer do escrever apenas. E não falo só do que daí se entrevê. Sei que é mais que texto visto daí, mas não sei o quê. Falo também do que daqui me deixa pressentir-vos, sei que é mais do que saber-vos a ler, mas também não sei o quê."
Sei apenas que se eu fosse texto nunca quereria ser um livro, aprumado, arrumado em tempo incerto. Antes blogue, que isso era saber que vos tinha ali por perto, habitando o mesmo tempo, comunicando-nos. Que um blogue é mais do que nele se escreve. Depois de escrito as suas palavras já nada valem, que ao blogue, já história, lhe falta a ilusão do que se sentiu. As suas palavras já não se lêem como se escreveram, ao som dos dias, e já não têm por quem ser lidas, lá na história já, quase livro, sem significado, sem vós.
Em jeito de agradecimento final, e com bem menos salamaleques, deixo-vos a melhor definição que alguma vez li de um blogue:
"a rapaziada não sabe que um blog é como bater uma punheta à janela com todo o bairro a olhar".
(cuja autoria, como na altura foi pedido, mantenho anónima, mas a quem não dispenso um pequeno apelo pessoal: vê se voltas depressa!)
Mais uma vez, muito obrigado
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:47 PM | Comentários (7)
outubro 14, 2005
Portugal ...
Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:10 AM | Comentários (0)
(vai agora que ninguém está a ver)
ontem este blogue fez um ano
ante-ontem passou a inexplicável barreira das 1000 visitas num dia
hoje irá chegar perto dos 5900 comentários
e convém não dar muito estrilho para não ter de pagar já a próxima anuidade
é por isso que estou a escrever 'baixinho'
e também porque não gosto de festas de anos (minhas)
anda até por aí quem pode testemunhar que já fui ao ponto de faltar à minha própria festa de aniversário
e sim, é verdade, isso de "eu estou aqui porque gosto de escrever e não ligo nada a essa coisa das visitas e da estatística" é uma bela patranha minha
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:40 AM | Comentários (32)
outubro 12, 2005
Meta-blogs
Alguém faça o favor de me dizer qual é o meu blogue que eu já me baralhei todo !!
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:34 PM | Comentários (6)
outubro 11, 2005
Só me rio
Micro-causas ... concursos ...
... Oh JPT, não queres experimentar agora uma votação? Olha que é uma bloguice irresistível!
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:25 PM | Comentários (4)
outubro 07, 2005
Analisando o espectro de visitas deste blogue …

É trazido à evidência que estamos perante uma ferramenta de óbvia relevância a que se acede com intuitos profissionais durante o período de trabalho. Já lá vai o tempo em que gente menos informada considerava um blogue como um mero exercício ocioso com que se preenchia os dias de descanso … cof cof
Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:43 AM | Comentários (3)
setembro 30, 2005
A Memória Inventada
Está mal Vasco. Partir assim é quase como se subitamente se esvaziassem parte das minhas Memórias. Ficam os meus sinceros agradecimentos pelas viagens em que essa escrita me lançou, e os desejos de voltar a sentar-me nessa deliciosa máquina do tempo (talvez lá para Janeiro? Eu espero). E tenho ainda tanto aí para ler … que não desfaço o caminho.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:56 AM | Comentários (6)
setembro 27, 2005
Nem mais !
(e bem oportuno dada a lamechice que por aqui anda)
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Acabadinho de roubar ao JPT que ao que parece já o tinha surripiado numa Tabacaria para onde teria sido trazido de um Castelo que … enfim, isto dos post’s é como as anedotas, quando têm piada começam a carambolar por aí fora e acabam por perder os direitos de autor
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:55 PM | Comentários (3)
agosto 19, 2005
O ritmo, o tempo e a vetustez na blogosfera
Com tanto blogue a fechar, começo a ficar receoso sobre a melhor atitude a tomar relativamente a esta casa. Uns porque aproveitaram a época de pousio para assim suavizarem o seu desaparecimento, os outros porque, quando voltarem, e dando de chofre com o resultado desta súbita fúria de eclipses, são bem capazes de se sentirem confrontados com o seu tempo, com a inevitável velhice, e verem nisso o relógio biológico da blogosfera a tiquetaquear o seu fim. Reconheço que, talvez porque fui assistindo a este fenómeno de apagamentos de forma espaçada neste mês, ou talvez porque este é ainda um espaço adolescente, não me sinto rebocado por esse fulgor de despedidas.
Mas tenho de me declarar apoquentado com tudo isto, especialmente com a altura escolhida pelos defuntos. É que está quase aí a vir o dia em que deixarei esta pequena parcela de terreno em pousio, e durante um longo mês, uma eternidade portanto aqui por estes lados. Ora, não seria nada agradável que quando voltasse a pôr as chaves na porta, descobrisse que o vilarejo onde a fundeei, a blogosfera, era agora sítio fantasma, cheio de novelos de palavras mortas a rebolarem ao vento, qual terra de cowboys abandonada. E é disso que muito receio que já se sabe que nestas coisas de debandar, nunca se é o primeiro, mas ninguém quer ser o último.
Mas depois constato, por quem nos traz as notícias de mais um abandono, que esse fenómeno, pelo menos na parte que mais aflige, é coisa que assola apenas os mais idosos, blogues ancestrais, com quase dois anos, calcule-se, ou ainda mais, coisa da pré-história afinal. Os mais antigos, resistentes, sítios criados por exemplo lá nos remotos inícios de 2003, falam, sem esconder uma ponta de nostalgia é certo, no natural e inevitável processo de regeneração. E aliviam-me referindo e identificando um leque bastante confortável e auspicioso de novos blogues, ainda neófitos é certo, mas onde seguramente já estará a germinar a semente que me regozijará no futuro, e de entre os quais certamente assistirei, com enorme alegria, a algumas ressuscitações.
Quando voltar, este blogue estará a fazer um ano. Ora, isso no ciclo de vida da blogosfera não fará de mim, pelos vistos, um enérgico jovem, mas também não me deve apontar ainda para o caminho dos meus últimos dias. A meio do que venho a constatar ser a “esperança de vida” na blogosfera, estarei por essa altura talvez a atingir a maioridade, ainda uma réstia de pujança, mas já miscida com alguma anciania que certamente maior distanciamento me há-de trazer para averigurar estes blogofenómenos.
Mas isso é mais tarde, que agora ainda não expulsei de mim completamente o receio de que, à velocidade com que o tempo aqui acontece, com que nos empurra para a velhice e nos cansa as palavras, não possa acontecer que, quando voltar, esteja a regressar tarde demais. É que aqui tudo se faz depressa demais, tudo se sente em excesso, e cada palavra que aqui se lavra acrescenta mais um trecho de idade. O meu receio caros leitores é que, quando voltar, venha de lá habituado a esse estranho tempo biológico, mais distendido, e que sem dar por isso, retorne aqui distraidamente a pousar palavras num sítio já moribundo, como um velho lunático que por aqui se debruça a tentar ainda pôr as ossadas de pé, no meio de um enorme cemitério que o rodeia.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:32 PM | Comentários (5)
agosto 17, 2005
Destacarei
“A Memória Inventada” é um blogue que só recentemente descobri, e onde escrevem o Tulius Detritus, o John Difool e o Ivan. Sem desmerecimento para os seus outros co-autores, é aqui, pelo Ivan, pelos seus textos, que me merece o destaque. E insistindo no abuso de lançar os filtros da minha preferência em textos alheios, queria ainda enfatizar de entre todos eles, aqueles que se guardam na categoria “A Bola no Olival”, e cujos posts são sempre titulados por ‘BnO’.
Tratam-se de deliciosas narrativas, contadas de uma forma tão especial que faz com que pareçam ter acontecido ontem, enquanto nos íamos juntando à rapaziada lá da rua, ‘abancando’ pela tarde fora, como sempre aconteceu todos os dias. E se, já o disse, a forma como se escrevem esses textos nos leva quase espontaneamente nessas digressões da memória, há ainda algo mais que delas me traz leitor cativo. Já não é apenas o deleite com que se lêem tais relatos; há naquelas fabulosas descrições futebolísticas tanta ‘proximidade’, que quase me sinto abusar dessas memórias inventadas partilhadas. Mas isso não será assim tão estranho, ou não fossem os tempos os mesmos, e o bairro de onde se contam o mesmo em que cresci. Quase que aposto que terão havido nessas tardes umas quantas ‘jogas’ organizadas contra nós, lá no ‘Maracangalha’, (jogatanas que, claro, teremos vencido – nem valerá a pena discutir isto, que nas minhas memórias ‘nós’ vencemos sempre).
Fica então aqui o destaque, com o respectivo caminho para estas memórias inventadas nos Olivais (à especial atenção do Zéze, do MB e do Bill),
Com as devidas saudações Olivalenses.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:50 PM | Comentários (6)
O efeito dos passadiços lançados pelos ‘hiperblogues’ no meu esbaforido contador de visitas
Como é que tu chamas àqueles blogues que lançam os tentáculos dos seus leitores sobre os outros mais pequeninos JPT? “turbo-leitores”?
Aposto que mesmo em plena
pasmaceira época de estival, se viesse um trackback de um desses porta-aviões, me encheria a casa de visitas, não? Pelo sim pelo não vou já pôr o ‘naperon’ na mesa.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:45 PM | Comentários (3)
agosto 11, 2005
E eu aqui com a história da judiciária por acabar ...
Mas deixem lá, estimadas leitoras de tal enredo policial, a vós digo o mesmo que tenho dito aqui ao pessoal: "não se preocupem que quando voltarem de férias notarão que não me esqueci de vós! Nem vão dar pela minha falta". JQ, a do matadouro é que não vai dar para acabar, que ando demasiado deprimido para reencarnar histórias dessas.
Ide todos para férias descansados, que eu e o "Culinária daqui ou seja lá de onde for", tomamos conta disto. Que ninguém pense que a blogosfera descansa. Enfim, mas só para a semana que isto aqui anda a dar forte agora (que ideia esta de inventarem trabalhos a entrar em Agosto).
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:54 PM | Comentários (7)
agosto 08, 2005
Comunicado editorial
Escrevo e depois clic, clic. Quando finalmente olho para o texto é do lado público que o vejo. Não há grande mal nisso, desde que o leitor conceda que nos cinco minutos seguintes (um toque aqui ou ali, um erro que passou e que agora se corrige), possa esse texto sofrer alterações cosméticas.
Mas, também há os que escrevo e depois clic, clic. E quando finalmente olho para o texto que escrevi … arrependo-me subitamente de o ter exposto. Foi o que aconteceu há cinco minutos atrás. Talvez tarde demais, pois já aqui se acercavam alguns leitores. A esses as minhas desculpas.
Infelizmente, não posso garantir que isso não volte a acontecer (como aliás já antes tinha acontecido). Este é um blogue volúvel. Nem eu o quero de outra forma. Escreve-se, e depois logo se vê. A inversa não me serviria para nada, partindo do princípio que é o desejo da escrita, acima de tudo, o que aqui me prende.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:00 PM | Comentários (6)
agosto 01, 2005
Imodestamente
Sou um gajo blogue importante, ponto! Quantos por aí têm um clube de associados como este? Pelas mãos da sua Presidenta, com tão reconhecida criatividade e empenho directivo, começo a temer que “o rato tenha parido uma montanha”(*).
(*) Eu sei que a expressão não é bonita e que pode dar azo a mal-entendidos, mas só me vinha aquela outra do “dá deus nozes a quem não tem dentes” e essa seria confissão a mais já.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:00 PM | Comentários (11)
julho 28, 2005
É só um Blogue (que caia a guilhotina)
O instante da expiação ocorre sempre de forma súbita e inesperada. O culposo é trazido até à praça pública, e as suas vergonhas são postas à vista de todos. Aos poucos vem fluindo a multidão que logo se apercebe e primeiro se abeira do justiceiro cortejo, e já depois acorre lesta, arquejante até. Segue altivo o homem que o leva pela ponta de uma corda, e vai sorrindo emproado às incitações da turba, é glória fazê-lo, e assim os trás exclamados, aos populares. Chegado ao palanque da penitência é lá no alto amarrado, não tão longe para que não lhe cheguem escarros e escárnios, que essa é a sua punição. Depois são lidas em voz alta, assim trazidas ao povo pelo dignitário da moral - homem eloquente que faz da palavra a razão, e que impante se mostra – uma por uma, as indignas prevaricações que cometeu. É aí que a turba mais se exalta, e já nada a acalma. Há sempre pedras por perto que são lançadas com nojo. Cada arremesso forja a fúria da lançadura seguinte. Aqui ou ali forma-se um redemoinho de gente, talvez incidente, que os há. Lá se a distingue, que é demência sempre, e alto grita o temerário que gesticula tais vitupérios. Mas já pela mole de gente enraivecida se vê calado. Há lá razão em escutar a quem não tem razão que lhe valha. E de novo, como a seara penteada pelo vento, logo a turba se inclina com mira no delinquente. O malvado criminoso que ao princípio ainda se arrojava de despique, pouco a pouco, sob tal metralha lancinante - e larga-se tudo, pedras, raiva, voz - às mãos da populaça se vai abandonando a tão penitente destino. Está mudo e quedo agora. Um ébrio ambiente se fermenta no silêncio que agora o sepulta. É o auge, e grita rouco o justiceiro, faz coro a grei, cada um, o povo todo, sentem em si a força de tantos e de tão justos tantos serem. Abaixo o transgressor, viva nós, viva a gente que a justiça está feita.
E tudo se acaba, que a pobre e pouca alma já nem estrebucha. Paulatinamente vão voltando os post’s que contam coisas do mundo, dos vizinhos, dos governos, do que se viu e ouviu. E segue o Blogue, que é só um blogue.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:39 PM | Comentários (29)
julho 22, 2005
As listinhas de navegação
Há dias perguntava-me um amigo, como é que tu guardas os teus blogues preferidos?. Lá fui explicando como era isso fácil, e que apenas se baseava no grau de preferência que atribuía ao blogue e na estimativa da frequência de visitas que eu previa fazer ao mesmo. Repara, dizia-lhe eu para concretizar, se for um blogue que encontrei ocasionalmente e onde fiquei deliciado com um dos seus postes, nesse caso, porque é apenas um primeiro contacto que merece uma nova visita, coloco-o numa fase de reserva aqui na barrinha dos favoritos do IE. Se esse blogue que já me confirmou que é coisa para acompanhar (e isso pode dever-se a imensos factores para além da qualidade da escrita) então uso o blo.gs, que traz a vantagem de me avisar quando este tem um post novo. Nos casos dos blogues de que sou fã e que frequento diariamente, então vou aqui e coloco-o nos meus links. Depois, ainda há ainda alguns que acompanho mais de longe e aos quais acedo a partir daqui, ou daqui, ou mesmo através de algumas listinhas de que abuso de outros bloggers, como esta aqui por exemplo. É simples, como vês.
Não contente com a explicação, ou talvez só para me acicatar, perguntava ele, mas então explica-me lá, quando tu queres mesmo ir a um blogue que conheces como é que fazes? Não percebi verdadeiramente o alcance da sua pergunta mas ainda assim, pacientemente lá fui respondendo: então, basta-me ir aqui, ali, ali, acolá e ali depois ou então aqui, num destes sítios há-de estar.
Ele ficou atónito a olhar para mim. Provavelmente nunca deve ter pensado que fosse assim tão simples. Percebo isso, é que há gente que complica tudo.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:59 AM | Comentários (12)
julho 20, 2005
É simples e gratuito (fica a sugestão)
(pelo interesse que pode suscitar em outros potenciais candidatos a bloggers decidi trazer este comentariozito para post)
Ontem recebi o meu primeiro comentário injurioso (estou todo vaidoso, finalmente sou um blogue-alvo). Quero saboreá-lo bem antes que ele se esconda lá para os confins do blogue, e por isso hoje voltei para o reler. É curioso que a atitude é agressiva e gratuita, mas há um cuidado enorme em não injuriar (já eu não tive tanta compostura, apesar do esforço, o que talvez se possa desculpar pela minha inexperiência em usar a vassoura). Ora isso requer uma atenção maior ao texto, o que aliás se confirma pelo rigor da sua construção e pelas expressões utilizadas. E fico assim a pensar: o que leva alguém que aparentemente não é uma criança sorrateira a divagar na net, nem um daqueles básicos ejaculadores de impropérios, para a altas horas da noite se dar ao trabalho de perder uns minutos a construir um comentário onde sugere que eu vá fazer outras coisas mais importantes que alisar egos, e ainda lançar lições oblíquas de moral? Depois de pensar melhor no assunto, fica aqui uma sugestão sincera: essa vontade assim de escrever disparates, o cuidado com que se trata as palavras, a quase obsessão por criticar alguém … é abrir um blogue!
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:40 AM | Comentários (8)
A asfixia do admirável
Enquanto fecho a noite revejo a volta que dei. Bela volta. Andei de bordo em bordo por sítios de que gosto, e que hoje pude saborear com mais calma. Confirmei que por lá se continuam a escrever coisas boas e bonitas. Em alguns nem resisti a comentar - há muito tempo que não comentava com tanto fervor e espontaneidade. Isso faz-me lembrar que é isso que aqui mais gosto, isso de ler. Há coisas muito boas aqui, porque aqui, em alguns sítios, se escreve bem. É por isso que gosto da blogosfera.
Antes era sempre assim, depois criei um blogue. E ter um blogue faz-me mais ‘surdo’. Tudo isso que por aí anda, e é tanto, tudo isso passa a ser vizinho do que aqui sou. Parto pelos sítios por onde sempre gostei de passar e leio-os com o fastio que trago do meu. A criatividade que por aí se escreve, o estilo, a pertinência, tudo isso se esbate no que agora sou aqui, no que hoje não sei escrever. Ter julgado alguma vez que ter um blogue me faria mais próximo daquilo que leio e gosto de ler foi um logro, que cultivei. Como se assim fizesse parte daquilo que admiro. Mas aquilo que admiro, por eu ser já parte, porque deixou de me transcender, deixou de ser aquilo que admiro, passou apenas a ser a outra parte daquilo que eu também sou. Não há espanto nisso, nem admiração, apenas um pouco mais do que aquilo que somos, e isso é quase nada, é apenas pouco mais do que nós.
Um dia ouvi alguém dizer que se tinha dois ouvidos e uma boca era porque deveria escutar mais do que falava. Aqui não vejo a analogia que possa haver, mas quase tenho a certeza de que é uma verdade que se aplica com propriedade. Ter um blogue não é desfrutar melhor da blogosfera e de tudo o que nela nos maravilha. Creio mesmo que é o contrário, é trazê-la confinada à dimensão do que aqui escrevemos, e do que isso (não) nos leva a ler . São coisas diferentes isto de escrever e ler. Acho até que pode ser antagónico.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:04 AM | Comentários (6)
julho 15, 2005
(re)primadesblog
Quando aqui editei o primeiro post, já no longínquo mês de Outubro, (este é um calendário apressado, várias vezes mais rápido que o nosso ritmo biológico) experimentei duas estranhas sensações. A primeira, mais repentista, e ainda para mim indescritível, foi uma mistura entre o desconforto de me saber poder ser lido por quem o quisesse e a sedução, um contraditório desejo, de o fazer e de também eu me poder ler – esse estranho impulso que ainda hoje me faz carregar esfomeadamente no “submit”. A segunda eclodiu mais tarde, com relevos “sociais”. Foi como se tivesse acabado de chegar a uma “festa” cheia de gente que não conhecia, e onde receava que alguém me perguntasse a que se devia esta minha intrusão. Um dias mais tarde veio de lá um dos convivas, saído subitamente do meio daquele turbilhão de gente quando me viu para ali especado, e com ar afável e tranquilo agarrou-me por um braço, como se fosse um velho amigo a quem ia apresentando aos outros convivas e mostrando onde estavam as bebidas, do que se falava, e do que poderia encontrar em cada canto.
Há pessoas assim. São os cicerones da blogosfera. Não porque se destaquem dos demais, talvez até mais pelo oposto, são calmos, circunspectos, disponíveis, e ao invés de se atrofiarem no seu blogue, tornam-se experimentados caminhantes deste universo tão amplo, e assim capazes de verem o que (quem) está para além dele. No dia em que os deixarmos de ter por cá, tenho a profunda convicção de que esta inchada blogosfera se desmoronará com um dominó de bytes, reduzindo-se a texto e egos. Não que seja necessário aqui recriar um mundo de afectos, mas a verdade é que para além do que aqui nos liga ao nosso próprio mundo, aquele que aqui queremos acrescentar, é necessário também que algo nos ligue aqui. E isso não é algo a que ancoremos apenas com as palavras que aqui cuidadosamente pousamos. Aqui não há letra morta, há acima de tudo quem escreve e lê, e essa interacção não é fictícia, é real, é relacional, e não se esgota na forma das letras.
Sem alguém que seja capaz de tricotar essas pontes, a blogosfera resumir-se-á a trechos de livros, na maioria das vezes escritos por autores sem mérito. Mas disso não devemos recear. Essas pessoas que lidam com isso, quase desapercebidamente, diz-se que são eternos, alguns já atingiram mesmo o seu terceiro milénio de vida.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:28 PM | Comentários (22)
julho 14, 2005
WEBCEDÁRIO

Foi assim, já tão atrasado, que hoje me deparei com o anúncio do termo (por período indeterminado) do “Webcedário”. Só se compreende isto pelo facto de não ser um leitor assíduo. Não o era. Na verdade, como quem espera que caia gota-a-gota antes de beber um gole de água da cava da mão, também eu preferia matar a sede deste blogue fazendo correr o cursor pela meia dúzia de letras que por lá entretanto tinham ganho vida. Que delícia, que prazer isso me dava.
Fico triste por saber que se conclui aqui um dos melhores projectos da blogosfera que conheço. (Faço questão de falar de um projecto porque neste blogue encontrei uma intenção - a arte de brincar com as letras, dar-lhes vida, rodeá-las de imaginação e fazer com que as suas perninhas e os seus desabafos nos destapassem risos, com um humor impar). Receava que um dia isto pudesse acontecer, afinal, o abecedário é bem limitado. Mas ao mesmo tempo esperava que não. Depois de constatar post após post o que era possível criar com cada uma delas, fui-me convencendo de que não haveria limites para tanta imaginação e humor.
Deixo dois desejos, que voltem depressa, e que se transformem em livro (*). Num país sorumbático que trata o ensino como uma obrigação ao invés de o basear no prazer e na criatividade que deve ser o processo de aprendizagem, fazem tanta falta "coisas" assim. Que possam chegar a todos, sobretudo às crianças, elas que têm o direito de descobrir que aprender é acima de tudo um desafio à imaginação, à nossa capacidade de inventar, e que isso pode ser melhor ainda se o soubermos fazer com humor e prazer.
Só me resta agradecer pelos momentos de criatividade e humor com que me deliciaram nestes últimos meses. E mantenho que deveriam pensar sinceramente neste desafio de se editarem. Porque a vida já é demasiado séria e chata para que desperdicemos 'coisas' destas.
(*) Distraído como sou, posso admitir que esteja para aqui a sugerir o que já é uma realidade. Caso assim seja, isto é, se estas letrinhas já tiverem ido à estampa, muito agradecia que algum leitor mais avisado me informasse disso.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:40 AM | Comentários (9)
julho 13, 2005
Destacarei
Não são muitos os fotoblogues que visito, e poucos são os que fazem parte da minha rotina diária, mas este será seguramente um deles. Para além da evidente qualidade fotográfica, surpreendente às vezes, pelos olhos do Benjamim há uma visão tão nítida da realidade, e capturada de forma tão espontânea e natural, que olhar para o seu trabalho é quase como abeirar-me da janela para dar uma espiada lá fora, no preciso instante em que ele parou o mundo.
Ele apresenta assim o seu projecto: “Desde o início do mês de Abril de 2005 que estou a fazer uma foto por dia. Em jeito de desafio pessoal, e em parte por culpa do meu amigo José Nunes, resolvi tentar colocar on-line diariamente uma foto que me pareça digna de ser apresentada, a quem se lembrar de me visitar, em http://fotoben.blogspot.com/”
Eu lembro-me, todos os dias.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:08 PM | Comentários (3)
julho 12, 2005
Que aconteceu com o Malapata ???
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:11 PM | Comentários (13)
julho 08, 2005
Isto é já imparável - amanhã a “Times”!
Ainda hesitei, por modéstia, em trazer até aqui mais este reconhecimento. Mas essa é fraqueza que não tenho, e isso nem seria honesto para convosco que aqui me acompanhais desde os tempos em que este era um blogue anónimo. Decidi assim partilhar convosco mais este indesmentível sinal de notoriedade, que já não apenas uma citação de rodapé numa revista de distribuição gratuita. Agora é nos “media” a sério que tudo se passa já.
Olhem lá aqui para mim n’O Comércio do Porto! Ai o prazer da fama logo na terra que me viu nascer. Haverá al go que possa realizar mais um homem que poder voltar um dia assim gigante até junto das suas raízes, e talvez até por lá abrir uma Fundação, sei lá, um dia destes!
Mas ao ler ali a referência em baixo (que cuidadosamente sublinhei a vermelho) fico já apoquentado, a pensar na próxima fase, a que incontornavelmente levará esta justa fama até à sua coroada internacionalização. E se um dia que me veja citado na “Times”, e eles lá com aquela mania de trocarem tudo de trás para a frente, será que me vão referenciar com um “Just another blog”? E saberá alguém assim dar com o caminho até aqui, ou será que ficarei por causa de um absurdo linguístico reduzido ao anonimato, e já tão perto do estrelato mundial?
E numa palavra mais séria: Relevo a gentileza do Miguel Bardot que me avisou da referência, e agradeço o link e a chamada de atenção para a citação de um post, que infelizmente, e apesar de escrito com o humor espontâneo que colhemos das crianças, revela muito do que se vai passando com as nossas artes e ofícios, para ficarmos só por aí.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:26 PM | Comentários (13)
junho 28, 2005
Bem-vindo à saison
- vem mesmo a calhar para dar uma ajudinha ao estado em que ando
E tu deixa-te de assustar gente inocente
- que eu já carreguei no botão e aquilo não dá nada
Ah, e boa viagem para ti
- cá ando a apressar o toldo e a engordar os caracóis com orégãos.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:11 PM | Comentários (2)
junho 23, 2005
Se um tipo tem um blog também há-de conseguir pôr um toldo
Caro leitor
Dirijo-me a si para pôr a seguinte questão prática. Quero colocar um toldo no meu pátio. (favor agora ver o desenho com o alçado)
De um lado tenho um muro com cerca de 2.10m de altura, só que do lado da fachada da casa, por culpa da porta e de algum desnível, já a cota é bem mais alta. Ligar as duas alturas (a vermelho) é naturalmente possível só que isso daria um “tecto” muito alto o que torna o espaço deselegante e pouco eficiente. Como não posso baixar a cota do lado da fachada (porque não ficaria agradável para quem se confrontasse ao sair de casa com um toldo pela frente) pensei no seguinte: Em vez de lançar 4 cabos de aço aos quais se amarrariam as telas, substituía-os por cabo de escota (corda se quisermos), e isto porque o cabo de aço tem de trabalhar bem tendido à tracção o que segundo a minha ideia (a azul) não aconteceria. Depois colocaria ao atravessado, a um terço do comprimento dos cabos, um varão de inox amarrado a cada um deles. Assim, o varão criaria uma carga que faria com que os cabos tivessem duas inclinações diferentes. Junto à porta faria uma pala inclinada onde ficaria uma secção de toldo separada da outra. Do lado do muro ficaria uma outra secção cuja inclinação (horizontalidade) eu controlaria através de uma maior tensão ou alívio do cabo. E este paleio todo porquê? Claro que lá em casa já disse que de certeza que era boa ideia e tal, mas a verdade é que apesar de achar que a ideia pode funcionar, tenho receio de estar a menosprezar alguma coisa. E aquilo é uma área de 4,5m por 4,5m pelo que, como devem calcular, não me apetecia estar a deitar uma não irrelevante verba (e orgulho) para o lixo só por culpa de uma ideia mal engendrada.
Por isso fico aqui a aguardar os v. comentários ou ideias, que agradecia fossem tão céleres quanto possível … que isto está um calor do caraças !
(Com tanta internet quem sabe se alguem não ouvirá este apelo?)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:56 PM | Comentários (23)
junho 22, 2005
Se o calor não for suficiente
… para vos fazer sentir que o verão chegou, leiam isto.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:00 PM | Comentários (8)
junho 21, 2005
Blogues defuntos
Tem algo de doloroso o descobrir um blogue extinto. Ao contrário de outros cadáveres, um blogue não sofre de putrefacção - ou simplesmente se esfuma ou mantém a sua pele intacta para a posteridade. Essa virtude (virtualidade?) é o que torna possível conhecermos coisas que existiram antes de nós, (quase) exactamente como se elas ainda hoje permanecessem. Mas suplantar assim as leis da natureza pode ser doloroso para quem cá fica, nós, leitores, porque o desaparecimento já não é algo que se esbate na memória, e se atenua, mas sim algo que assim está continuamente a (des)acontecer. Toda a imagem pode estar, perene, mesmo ali, e contudo sabemos que o que vemos (lemos) é já matéria finda - não a tez que essa mantém-se, mas a sua capacidade de nos surpreender amanhã, essa que para mim é o blogue. Já antes o tinha dito, um blog não é só o que nele se posta, é também o seu autor, e é sobretudo aquilo que ainda nos há-de dar a ler. Tem passado, presente e futuro. E isso faz com que quando olhamos assim para um blog defunto o notemos inexplicavelmente desabitado e inacabado. Bem sei que racionalmente isto não é aceitável, nem dizível, mas quando caminhamos pelos seus post’s e depois pelos seus comentários, sentimos um silêncio mórbido. Quase podemos aperceber-nos da opinião viva que por lá terá havido, das discussões, da exaltação talvez, da compreensão cúmplice que se abriu dos dois lados, do estabelecimento de relações intangíveis entre eles, das inimizades, mas agora tudo ali soterrado, quase sinistro, já nada é além de texto. É bom isto dos blogs serem para além da sua extinção, memória do que foram, mas acentua o sentimento de perda. Afinal as palavras continuam ali, mas falta-lhes a ilusão, já não se lêem como se escreveram, ao som dos dias.
E isto vem a propósito de um blog que conheci hoje, na deriva de um link onde me perdi. Um post de que gostei muito, sobre isto da “Blogosfera ser um Bazar”, de Junho de 2003 (!!). Depois subi por ali fora, a ler cada vez mais entusiasmado, até que descobri que estava em cima da sua lápide, onde o autor se despediu, ainda antes de eu ter começado nestas lides. E senti-me ali de forma tão estranha, como se não houvesse razão para lá estar, apesar de ser texto, apesar de poder ser lido. Faltaria o sobressalto do post de amanhã, a chamar o barulho exaltado da controvérsia, ou talvez apenas o seu autor, intempestivo, a expurgar os humores do dia?
Eu não gostaria de ser assim. Para ser assim, se fosse blogue, para ser assim, se fosse eterno, quereria antes ser livro. Só livro, sem passado, nem presente nem futuro interrompido.
E assim já te percebo melhor Catarina. Porque há blogs, alguns, que não merecem um dia ser cadáver.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:42 PM | Comentários (6)
Acedilhamentos excessivos - à vossa atencão
Não sou mesmo nada de ligar a isso. Aliás, ando sempre a alisar as ondinhas vermelhas que o Word vai lavrando pelos meus textos fora. Mas voçês não me levem a mal se desta vez chamar a atenção para um pequeno lapso ortográfico que noto cada vez mais recorrentemente na blogosfera. Não é o tratamento do “voçês” em si - embora a minha mãe me tenha enfiado na cabeça que não é bonito dizer voçês, mas isso foi no tempo em que ainda se podia tratar alguém por “senhor” sem correr o risco de passarmos por marciano ou tótó. Portanto, que seja “voçês”.
Já o que aqui quero trazer a voçês é a parte ortográfica da questão, embora como já disse nem perceba nada disso e nem sequer seja um fundamentalista linguístico. Mas voçês desta vez terão de desculpar-me a petulância da coisa, o pormenorzinho irritante, o excessivo estertor com que exponho tanto, afinal tão pouco, mas, ali, aquela cedilhazinha no voçês, aquilo não é preciso, não faz mesmo falta. E é que vejo tantos de voçês a usarem o rabinho por baixo do “c” que receio ser epidemia que possa chegar até este Blog.
Como é óbvio espero reciprocidade, e claro que vos dou o direito de doravante me chamarem a atencão para alguma cedilha que também aqui se exceda, o que desde já agradeco.
Bom almoco
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:30 PM | Comentários (10)
junho 20, 2005
Dúvida bloguista (ainda a privação do tabaco)
Quando um tipo começa a ver o blog linkado noutros lados (ufa, há alguns que ainda nem conhecia) mas não vê nenhum post linkado, isto quer dizer que é um blog que se está a institucionalizar sem grande mérito não é? isto deve querer dizer que é mais abrir caminho do que querer chegar a algum lado não é? que a capa convence mas logo se desfolheia mais tarde é isso? Como? não se pode dizer estas coisas? Ah
Agora num registo mais sério. Sou demasiado preguiçoso (para não me qualificar de petulante que era o que merecia) para deixar comentários nos sítios que me linkam, mas agora, fazendo jus à educação que a minha mãezinha me deu, não queria deixar passar a oportunidade para agradecer a todos os que desta forma destacam esta tasca e generosamente abrem no seu blog caminho para aqui se chegar.
Obrigado
Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:25 PM | Comentários (8)
Hoje vai haver festa
Ao fim da tarde, lá no Weblog a ver os post’s de receitas a pingarem um-a-um:
Paté de Sardinha
Fígado de coentrada
Moelas
Orelha de porco (...)
Batido de chocolate (?)
Batido de coco com rum (??)
Batido de pêssego (…)
Bloody Mary (??)
Caipirinha (??!)
Margarita (?!!)
Cuba livre (!!!)
Mojito Cubano (!!!!)
Eu sabia ! Eu sabia que este excelente “Culinária daqui e d’ali” estava cá para nos reservar algumas surpresas. Agora é que vai mesmo linkadela que essa parte “d'ali” já dá outro ânimo sim senhor. Venham mais post’s, venham mais post’s!
E agora vou mas é para casa ... (ai que calor) ... compromissos importantes hoje.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:48 PM
junho 16, 2005
Destacarei
Agora, quando aqui o referencio, vai no “Problema 680”. Desde o primeiro dia em que o visitei que vai avançando uma por uma nas suas equações da vida, num blog meio fugido da azáfama, quase silencioso, recheado de um humor ameno que pode bem enganar o mais desprevenido leitor.
Lá, tudo em nós pode ser desmontado em “EneProblemas”. E tal como na vida, poderemos ficar-nos pela ironia suave, hilariante às vezes, com que desenha os pequenos pormenores do dia-a-dia, e não ir além. Mas tal como na vida, se quisermos, também poderemos imergir até mais fundo, em pequenos percursos exclamativos, como aqui por exemplo: “O meu coração quer poesia, quer fazer de conta. O resto é supermercado” que por lá vai deixando dissimulados.
... Como se entre episódios caricatos e cáusticas constatações do quotidiano quisesse esconder esse intuito, quase necessidade, de interrogar e “desarmar” a vida.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:42 PM | Comentários (6)
junho 15, 2005
Como é que eu posso explicar …
… linko os sítios por onde gosto de andar com mais frequência, não linko quem me linka por mera reciprocidade. Acho mesmo, apesar da delicadeza dos mails que me têm sido dirigidos que é um absurdo alguém dizer que “gosto do seu blog, proponho-me linká-lo, se entender linkar-me também”. Como é que eu posso explicar … gosta linka, se não o quiser não linka. Eu faço o mesmo, e fica-se assim, é simples e é honesto. Como é que eu posso explicar … Isto para mim não é um jogo de multidões, é apenas um sítio que gosto ter e onde gosto de estar. Não está no mercado, e nem penso cotá-lo na bolsa. E a inversa também é verdade, não espero que me linkem por eu ter linkado alguém. Como é que eu posso explicar … aprecio que me linkem apenas porque nesse gesto está implícito o agrado em vir até aqui, e só isso considero relevante. Como é que eu posso explicar … não gosto de listas, nem de pavilhões multiusos, gosto de casinhas, conversas amenas, ler um bom texto, rever-me nas histórias dos outros, ouvir uma opinião, e também gosto de escrever, apenas isso. Como é que eu posso explicar … essas pequenas coisas, independentemente do tamanho, merecem-me o maior respeito, que a estima não se consegue com produções série e o reconhecimento não é um alvo estatístico. Como é que eu posso explicar ... ficamos assim talvez.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:52 PM | Comentários (20)
junho 05, 2005
Ahh ...
... estás aqui !!
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:33 PM | Comentários (3)
junho 04, 2005
Mas está bem, assim também está bem
Qualquer dia acho que vou subcontratar alguém só para me fazer a manutenção dos links. Ora hoje deslinko, ora amanhã relinko - vcs têm de estar sempre a fechar e a reabrir blogs? Mas no meio deste mau feitio não me custa confessar que me dá um certo gozo essa parte do reabrir, sobretudo se é para voltar com essa força toda. Dá-le aí mulher !!
E as melhoras da tua rotolototorititi (é assim que se diz?). Bem vinda ao clube. Já agora aproveito para actualizar com notícias frescas: acabei de receber hoje a prescrição para 20 sessões de fisioterapia. (Não há azar, há quem tenha para mais. E alem disso eu já estou por tudo)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:44 AM | Comentários (1)
maio 30, 2005
Odores
Ultimamente a blogosfera cheira-me a refogados e a bolinhos de amêndoa, só ainda não percebi de onde vem tanto odor culinário
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:59 PM | Comentários (2)
maio 29, 2005
Prevenindo o descanso
Fatigado, a fechar estores e a despejar cinzeiros, faço-me recordar de algo que devo usar amanhã caso eles voltem a acordar-me cedo:
“Se vocês continuarem a fazer este chinfrim e não me deixarem dormir, ponho-vos na caixa de comentários do Murcon durante o resto da manhã”
Soletro a ameaça mais duas ou três vezes. Parece-me suficientemente intimidadora. Vou então deitar-me.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:41 AM | Comentários (15)
maio 27, 2005
Vaidades
Isto de estar no BlogRating (bem sei que temporariamente) acima de um blog que se chama Casada no Cio e que ainda por cima é brasileiro, é para mim um momento de glória, mesmo que efémero.
Actualização das 14.11h: Já subi a 38º e estou quase a apanhar um blog que se chama Chupado. Começo a acreditar que há no nome deste blog algo de lascivo.
Actualização das 14.37h: Com a supreendente escalada no ranking (o pessoal do Blog de Esquerda que se acautele) fiquei a saber que Viver é F***. Dou-me por feliz, eu que por vezes tenho a sorte de acordar noutra sintonia que não essa, e nem valorizo a sorte que tenho.
Actualização das 14.51h: Apenas para informar que neste momento atingi a briosa 33ª posição do ranking. A partir daqui temo que a minha trajectória neste quadro estatístico venha a mostrar tendência para alguma convexidade, ou seja, que agora venha por aí abaixo para o lugar que me é devido. Entretanto, não avisto à minha frente mais nenhum blog daqueles cujo título vende laranjadas e outras coisas dessas que saciam, pelo que, a hipótese que ainda levantei, numa agressiva visão de marketing, de mudar o nome deste blog de “Apenas mais um” para “Só mais uma” já não se justificará. Assim sendo, e porque não vejo qualquer utilidade em continuar a comunicar a minha (mais do que previsível) descida no ranking, dou por findo o meu relato.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:05 PM | Comentários (13)
maio 26, 2005
É o seu autor que parte quando um blog se fecha, por issonão é do que li que sinto a perca, é do que ainda queria ler dele
Hoje, finalmente, assumi que teria de enfrentar o desaparecimento de alguns blogs que tenho n’as minhas voltas, e ousar quebrar-lhes os links (elos aqui julgo serem definitivamente mais apropriados de aplicar - acho que agora consigo atingir o verdadeiro significado que lhe queres dar JPT). E nesta renitência em desfazer as ligações a blogs que desaparecem permanece a sensação de que, mais do que os textos que perco, (que perderei), é o caminho até ao seu autor que encerro, e assim, é o homem que faço desaparecer. Como se ao mantê-los aqui ainda conseguisse suspender o seu eclipse.
Escrever aqui é mais do que o saber fazer bem, com acutilância, ou ironia, ou estética, ou rigor, em registos mais culturais ou jornalísticas, ou diarísticos, ou seja lá o que for. É fazer passar algo de nós - não o que escrupulosamente pretendemos passar, nada de tão cuidado e organizado - neste momento, com as nossas contradições, as nossas variâncias de espírito, os nossos humores, a nossa imaginação, os nossos repentes. Não é só o texto que aqui pomos, é também a parte do aqui estar.
Por isso, quando se fecha um blog, não lamentamos apenas as palavras que iremos perder, mas também o “desaparecimento” do seu autor, ou seguramente mais do que isso, que há um homem ali por trás, já não apenas autor. Por isso, mais do que os textos ou as imagens que li, é o que ainda teria para ler, para descobrir, que lamento perder. E nisto tudo há saudade. E sim, pode-se falar verdadeiramente de despedidas, não se trata da (tão propalada) imatura e excessiva afectividade virtual, essa juvenilidade da net. Aqui as deixo, então às despedidas, a estes homens:
* Onan da Seita de Fénix
* (?) da Revolta das palavras
* NTC do Arcabuz
* Unstress do Stress
* Zeca Telhado do Tá de Chuva
Que estendo a todos os que antes já houvera delinkado
Serve para agradecer, e manter aqui os caminhos até lá, que há sempre a possibilidade, a esperança, de um irrefreável regresso
Obrigado
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E ocorre-me agora
e sem mais, neste contexto, justificar-me da volta do Afixe , que é blog que continuo a ver nas minhas voltas, que há lá muita gente que gosto de ler, que é blog onde espero pelas coisas que "ainda se irão lá escrever". E que por isso, para além de tudo, não o poderei fazer (fingir) desaparecido por esta ou aquela razão (já explicadas). Esta é mais umas das minhas contradições, ou sinceridades, ou puerilidades. Este é o meu blog afinal. Ou eu.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:20 PM | Comentários (9)
maio 25, 2005
Pronto, já fiz a minha boa acção do dia.
Ei pessoal, já nada há a temer aqui.
E JPT, vai lá jantar homem que deves estar cansado.
Admirável o estoicismo filosófico presente nesses vossos comentários.
![]()
Fiquei tão impressionado que não descansei enquanto não encontrei a verdadeira imagem, aquela que desmentisse tanta obstipação nos caminhos. Ei-la:
Podeis então dormir mais descansados, que aqui já foi passagem afinal.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:30 PM | Comentários (10)
A importância de um Post Matinal para a auto-confiança
De vez em quando pôr um post antes das 9h da manhã, pode ter um efeito muito positivo.
* Primeiro dá-nos um ar madrugador, o que sugere logo alguma disciplina na higiene pessoal
* Em segundo,tem-se que há aqui gente trabalhadora, que cumpre horários e disso pode derivar um certo rigor, que contribuirá para uma maior aceitação das coisas sérias (se um dia as houver) que aqui se escreverem
* Por último e mais importante, porque manifesta uma clara preocupação em não misturar este conhaque com o trabalho, podendo levar a deduzir que é possível manter, desde que com algum método, actividades paralelas ao blog.
Tudo isto, por simpatia, dá-nos a sensação de que controlamos o bicho, que há aqui disciplina, que o tempo se gerido com rigor dá para tudo, e que as coisas podem estar sempre arrumadas (até as buzinas lá fora parecem acertadinhas ao toque do beethoven)
(até mais logo, que agora só no intervalo do almoço, pois claro)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 08:50 AM | Comentários (8)
maio 24, 2005
Post escrito com a mão esquerda
Nem consegui dormir hoje, tal as dores, o desconforto. De manhã não aguentei mais e lá fui ouvir o que o médico tinha para dizer. Uma calcificação. “Ah bom pensei, sendo assim não há-de ser nada de grave”. Raio X ao ombro direito e ele a mostrar-me, todo vaidoso do prognóstico acertado. Eu nem queria acreditar, faltava um naco de osso na base do úmero, assim coisa para uma cereja, ou melhor, um espaço onde faltaria uma “cereja” de osso, não-osso portanto. Eu já apoquentado e ele sem dar tempo para respirar: “não admira que tenha tido essas dores todas, isto é como partir o osso por dentro, e por fora. E a cura igual. Agora vamos fazer uma infiltraçãozinha aí na articulação e depois vai ter com um colega meu à CUF para iniciarmos (gosto quando eles falem em nós, deve doer-lhes com’ó caraças) umas sessões de fisioterapia. Depois lá foi a dita infiltração, filha da mãe, a escarafunchar até lá ao fundo (só por isto acho que nunca seria capaz de ser jogador de futebol). Volto inválido, a descobrir uma a uma as coisas que me são vedadas e que a gente nem dá por isso em condições normais. O pessoal lá na xafarica ao ver-me assusta-se, a perguntarem pela minha saúde mas já a pensar que vão sobrar reuniões, brefings diários e todas as outras coisas que agora posso fazer longe do PC. Depois sento-me, e olho inquieto para a dezena de mails a exigirem resposta. Solta-se-me um queixume só de pensar no trabalho que tinha deixado para a última hora no preparar a importante reunião de amanhã, e nos outros que se seguem, ou não seguem assim. Seguem-se os outros gestos de arranque. Abro o IE, e com um clique desajeitado com a esquerda, chego ao blog. Fico ali impotente a olhar para ele. E vou pensando que nem tudo é assim tão mau nestas merdices do destino - que há coisas que ele determina quando nós obtusos não o somos capazes de fazer. É óbvio que estavam a ser precisas férias aqui neste sítio. Ele encarregou-se de as forçar. Agora já percebo o que é isso da calcificação, e fico contente por ele (ainda o destino) não se ter lembrado de argumento mais dramático para forçar a esta interrupção.
Até breve então. Pelo menos até aprender a escrever (e a pensar?) com a esquerda.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:12 PM | Comentários (18)
maio 21, 2005
Limpezas de fim-de-semana
Só para informar que desta vez foi a agenda cultural o Gato Fedorento que se descolou da minha lista de links elos (desculpa o deslize JPT). (Prefiro usar o destacável do "Expresso")
Nesta hora de despedida (do elo) não quero deixar de lhes endereçar as maiores felicidades e desejar que continuem como são, e que nunca se vejam na infelicidade contingência de acabar com o cabelo louro a apresentar um programa de televisão ao domingo à noite onde entrevistam cantores "pimba" e encantadoras de serpentes com mamas ao léu.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:56 PM | Comentários (13)
maio 20, 2005
Impressionante
Este trabalho em Flash:
Cliquem na figura e vão até lá. É imperdível. Depois é só manobrar com o rato e seguir numa viagem absolutamente alucinante !! Um "mergulho", como diz o Andy nos comentários, é isso mesmo.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:15 AM | Comentários (6)
maio 19, 2005
Blogando
(que isto hoje está mais para ler que para escrever)
1 – O talento pode aparecer com muitas formas
Chamo a v. atenção para este blog: o Malapata, que acabei de adicionar aos meus links. Não se precipitem, como aconteceu comigo. Pairem por lá um pouco e verão como o primeiro choque com tanto erro de escrita se pode transformar na admiração por quem consegue escrever assim, e com humor soberbo!
2 – E só para descontrair um pouco
E porque sei que duas das qualidades que nos distinguem como sportinguistas são a serenidade e o humor, aqui publicito as novas promoções “pingo doce”.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:35 PM | Comentários (8)
Dois anos ComTudo !!
" ... nunca sei onde vão parar os meus posts. São escritos na ponta dos dedos ... É que, até agora, tudo isto sempre teve uma característica que a mim me agrada: é imediato e efémero, é um risco na areia molhada, um desenho que se desenha sabendo que passa e que se pode arriscar … Curioso. As coisas que acontecem em dois anos e que passaram também por este blog."
Parabéns Catarina,
e obrigado por teres acontecido nestes dois anos.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:55 AM | Comentários (4)
maio 18, 2005
Abrir parêntesis
Só para dizer que estou encantado.
O meu blog preferido (ok, pronto, os vossos também são) foi destacado como blog do dia no DN, e tenho um amigo que escreve coisas destas.
Agora só me falta logo à noite cumprimentar o Pedro Barbosa.
(fechar parêntesis)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:41 PM | Comentários (2)
Precisa-se comissionista
Reparei que nos dias em que não saio por aí a comentar tenho muito menos visitas. Mas ando com tão pouco tempo que estou a pensar contratar um comentador agente comercial.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:57 PM | Comentários (14)
maio 15, 2005
Eu passo-me com os textos
... desta Senhora Árvore
(só para tirar dúvidas: alguém põe uma folhita de louro na feijoada?)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:53 PM | Comentários (12)
Bem, vou mas é repousar
Foi um dia duro,
e além disso já não aguento ver a dor desvairada deste homem
Adenda das 15:35 - JPT, lá naquele estertor todo, deu-me um arrepio qual Gabriel Garcia Marquez, talvez melhor, e deixei comentário sobre o Pinto da Costa que aqui transcrevo, para o caso de te encontrares tão atarefado a responder a legítimas imprecações que isso te impossibilite de o ler:
- "adoro as begónias que estão a despontar no meu pátio"
E pronto, era só isto. Bonito não?! quase a parecer diário íntimo ein?
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:29 AM | Comentários (4)
maio 14, 2005
A minha pretensa imunidade aos “chain-post’s” (que aqui não há livros, nem filmes, nem as músicas que certamente aí virão)
Amigo Carriço,
Escrevo esta carta começando por agradecer e manifestando o enorme orgulho que senti ao receber este amável questionário dessas terras distantes, afinal, as minhas. E agora permite-me alguma justificação prévia, antes de abordarmos o assunto em apreço.
Há uns dias, quando toda a blogosfera se vestia de igual com um tal modelo “Fahrenheit 451” (certamente peça de roupa parisiense, a qual aliás também pude apreciar em ti vestida), fui também eu agraciado com a dita por via de pessoa amiga. Com a obstinação e a indelicadeza que me reconheço, ainda que baptizado e criado com atenta educação, logo rispidamente, grosseiro até, fiz-me rogado em vesti-la. A tal escusa me justifiquei na altura argumentando a minha renitência para com a uniformização dos blogs, e também os maléficos efeitos epidémicos das correntes de resposta, e patati patata, afinal, não mais que recusas para justificar este ingrato e antinómico feitio, e também, confesso, para não ver exposta a minha lamentável míngua de leitura.
E eis-me agora por ti confrontado com nova peça de vestuário, relutante já se vê, mas ainda assim já sem coragem para me recusar outra vez. Para mal dos meus pecados, agrava ainda o facto de também nada ter de cinéfilo, que se já pouco eram os meus dotes para responder no plano da literatura menos o serão ainda no que toca a filmologias. Não sou teleadepto já o tenho dito, aliás, àquela caixinha ouço-lhe esporadicamente o tom de fundo nos meus serões enormes e nada mais, que é assim sem ela que nestes me gasto, sem escrúpulos e enorme deleite. Não é por aí portanto que possa provir grande competência para aquilo que aqui me convidas. Aos cinemas já pouco vou, que sempre há a televisão (a tal que não vejo) e se for caso disso, há ainda o clube vídeo mesmo por baixo do quarto dos miúdos (de que sou cliente frequente e mimado mas apenas para renovar o meu stock de cigarrilhas). Como vês, no essencial, desperdiço-me por outros sabores.
Mas caro Carriço, como me poderia eu negar segunda vez àquilo que já antes tanto me custara, que quase me estraçalhou de remorsos mais tarde? Ter-me-ás então aqui à prova, sem pejo de me humilhar, pois isso nada é, nada vale, se assim corresponde ao teu afectuoso desafio. Vamos então às perguntinhas, mas, permite-me contudo que o possa esconder nas caves fundas deste post. E como por lá as escondo na esperança que o leitor mais indolente não se dê ao trabalho de as ir ver, consente que aqui deixe então as minhas despedidas, e apelo final.
Ou muito me engano ou depois de mais esta vaga epidémica, depressa outra esvoaçará por este profícuo mundo virtual. E ora, se já se viu a roupagem com que vestimos o nossos LIVROS, e agora a experimentamos com os nossos FILMES, é quase óbvio deduzir que aí vem a das nossas MÚSICAS. E é aqui, estimados leitores, amigo Carriço, que vos recomendo para não arriscardes endereçar a mim nada mais. Digo eu, que nem trautear uma música dos Xutos sou capaz, que já mal me recordo que o ultimo álbum que comprei se chamava “all you need is love” de um grupo inglês famoso na altura que confesso já não me lembro com precisão. Talvez fosse por isso sensato fazer passar essa peça de alfaiataria por fora deste blog, e fica aqui bom conselho.
Perguntareis então, se já poucos livros, quase nem filmes, nem música até, com que entretenho então esta vida? Pois essa é também pergunta que me faço frequentemente. Acho mesmo que é justamente assim, a perguntar-me do que não faço, com que mais tenho usufruído desta vida. E o mais curioso é que me dou muito bem assim com ela.
Concluo, sem mais, e reafirmando o orgulho com que recebi esta tua carta, na esperança de que os meus humildes conhecimentos cinéfilos não tenham defraudado as tuas expectativas
Subscrevo-me com elevada estima e consideração
Eufigénio Lagoa
E segue o tal inquéritozinho
1. Qual o último filme que viste no cinema?
Não tenho a certeza. Talvez o “Quo Vadis” ou o “Ben-Hur”. Ainda me lembro da beleza daquela “Panamacolor”, com aquelas cores todas.
2. Qual a tua sessão preferida?
As últimas que frequentei eram as sessões duplas do quarteto. Lembro-me até que um dia, folgando assim do estudo desesperado com que me confrontava em cima dos exames, e por isso auto-exilado em casa da minha avó, vim a constatar que metade da polícia de Lisboa me procurava. Eu já homem, ainda tentei convencê-la que sim, que havia sessões de cinema até às 4h da manhã, e ela de apoquentada a transfigurar-se numa avó incrédula e decepcionada com o seu neto quase engenheiro.
3. Qual o primeiro filme que te fascinou?
Bem, contigo devo ser franco. Recordo-me particularmente de um que vi no Olímpia, (cinema que aqui no Sul tinha reputação de casa intelectual), na minha puberdade. Nunca cheguei a perceber como era aquilo possível. Trouxe dessa experiência interrogações que ainda hoje não resolvi e que levantam enorme mistério no meu imaginário. O nome? Sei que metia “húmidas” em qualquer sítio da frase, mas para mais não chega esta fraca memória.
4. Para que filme gostarias de te ver transportado(a)?
Ah, essa já tenho mais facilidade a responder. Sempre admirei o ambiente da “Alice no país das maravilhas”. Saltar para o outro lado do espelho, mas não para lado qualquer. Queria mesmo ser o relógio do coelhinho apressado (como se chama ele?), pois que afinal não escondo esta vocação, quase fixação, para a cronometria do tempo, eu no “então? Olha que já estamos atrasados”, e nos “ai que é desta que não chegamos a tempo” – os coelhinhos note-se são aqui a minha família chegada.
5. E já agora, qual a personagem de filme que terias gostado de conhecer um dia?
Conhecer como? Pessoalmente? Olha, o Ford dizia que toda a gente poderia comprar o carro da cor que quisesse, desde que fosse preto. Pois eu diria que qualquer personagem conviria aqui, desde que fosse interpretada pela Michele Pfeifer
6. E que actor(actriz)/realizador(a)/argumentista/produtor(a) gostarias de convidar para jantar?
Talvez o Manuel de Oliveira (gosto de comer compassadamente) . E a Michel Pfeifer, claro está, para os intervalos da conversa em que o respeitável conviva pudesse vir a adormecer.
7. A quem vou passar isto?
E achas que depois da indelicadeza com que te respondi haveria de arriscar passar a mais alguém. Para ser assim confrontado com algum animal como eu? Além disso, mantenho, dá-me um especial prazer cortar as correntes epidémicas num assim “oh, desculpem, escorreguei”. Mas bem, sejamos humanos: passo a quem o quiser agarrar na caixa de comentários, desde que, ouvi oh melómanos, a próxima vaga não passe por esta inculta casa.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:40 PM | Comentários (12)
maio 11, 2005
Reflexões blogosféricas (para pendurar por cima da mesinha de cabeceira)
[Tem juízo Eufigénio]
A blogosfera são dois mundos, o (nosso) mundo em que se escreve e o mundo que se lê (dos outros). Cruzá-los - exige prudência - pode provocar choques planetários. Podem daí surgir novos mundos, mas também podem só restar meteoritos e outros dejectos cósmicos.
[E vê se não te esqueces]
Blogar é também saber ser duas pessoas posturas. Aquela que escreve no seu blog, e aquela que comenta no blog dos outros. Trocar estes papéis pode alterar radicalmente o metabolismo da caneta. No limite pode mesmo levar a …
[Poinck … a desconectar as tubagens de novo]
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:47 PM | Comentários (20)
maio 06, 2005
Quando mudarem a agenda avisem sim?
Acabei de “deslinkar” o Afixe. Não que isso tenha importância, mas ainda assim considero que os link’s que aqui tenho são de algum modo recomendações aos leitores que aqui passam, mesmo que poucos, mesmo que para eles sejam irrelevantes tais indicações. Mas gosto de saber que recomendo o que gosto de ler. Ora, eu não gosto de ler coisas como esta que dá pelo nome de “cromos difíceis da blogosfera”, (que aparentemente é para ter continuação) e que apenas visa o humor gratuito à custa do achincalhamento dos outros, sejam eles quem forem. Lamento, pois sou fã do blog, aprecio o que lá se escreve e a forma como lá se escreve, e sou um admirador da generalidade dos seus autores.
Adenda de 08 Maio de 2005: avisado por 3 dos autores do Afixe, retirei o link ao post "cromos difíceis da blogosfera (2)", inicialmente linkado, e assumindo o erro de o ter interpretado de forma errada. No resto, e porque para mim continua a fazer sentido, e porque é desse (meu) sentido que se trata, mantenho o post.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:05 PM | Comentários (19)
Bloguices
A planar por aí. Vejo cada vez mais ser tratada na blogosfera … ela mesma(!), senhora vaidosa de si mesma. Comenta-se a postura de (alguns) bloggers, as suas capacidades, o exagero da popularidade, os comentários fechados, critica-se, contrapõe-se, elenca-se, argumenta-se, linka-se, cita-se, enfim, usam-se de todas as capacidades tecnológicas e narrativas dos blogs para escudo e espada nesta liça.
Nisto há desperdício quanto a mim. É reduzir a incomensurável dimensão da escrita ao “outro”. Resultam conversas circulares, engalfinhadas umas nas outras, fica em espera o “tanto” que terá o autor (e que bons autores andam por aqui) para nos dizer. E desprezam-se os leitores não ‘bloggers’, apagam-se os motivos que possam ter interesse para esse/nós - o “livro” afinal, repetitivamente, acaba a contar-se a si mesmo, deixa de ter história, morre nas suas próprias páginas.
Pessoalmente, acho que a riqueza de um blog, (por mais modéstia ou ilusão com que o seu autor o contradiga), é ser um espaço onde nos sentimos ecoar no mundo, mesmo que só com estalinhos de carnaval, mesmo que isso se trate apenas de uma simpática ilusão que nos leve a escrever(nos). Concentrar os motivos da minha escrita apenas no que o outro escreve, é reduzir a minha visão das coisas ao que afinal apenas devia ser cais de partida. E fica uma comunidade (concordo, não a devo chamar assim), que se fecha sobre si mesma. É, como abaixo se cita, reduzir-nos a uns “velhinhos à conversa no café”. E versar aí os assuntos que se relacionam exclusivamente com a blogosfera, é reduzir a conversa desses velhinhos às paredes do café, sem nada mais, lá fora.
E sobre isto encontro numa mesma caixa de comentários de um blog (que omito, porque não me parece relevante tê-lo por contexto, nem ao blog visado), duas reflexões, que de forma muito mais apta, tratam do que até aqui escrevi. Que me desculpem a Catarina e o JQ se aqui abuso dos comentários que eles, com o talento, a inteligência e a sensibilidade que jorram do que escrevem, se dão ao luxo de ir deixando por aí. É que para mim, essas “coisinhas soltas” que lhes vou lendo, e de que aqui me aproprio descaradamente, podem muito bem atalhar o que aqui ando a tentar dizer sei lá há quanto tempo letras atrás. Então, deles acrescento (e espero que não haja inconfidência nisto):
"… só posso acrescentar que está cada vez mais difícil para todos os blogs com caixa de comentários aberta, escapar à criação de 'quintais' de blogs. O tempo de cada um para semear comentários nesta floresta de milhares é mesmo limitado. A consequência mais negativa deste processo parece-me esta: uma vez criado o tal círculo de relações (quase sempre bloggers), os comentadores não-bloggers sentem-se menos à vontade e nem tentam 'penetrar' nesse círculo. (*)
Espero que concordem quando afirmo que, sem os comentadores-comentadores, isto tem muito menos piada. Acabamos por ficar umas criaturas muito urbanas que, à distância, mimetizamos os velhinhos que vão encontrar os amigos no café da esquina …"
Bem, e para que daqui não destile óbvia incoerência e contradição - eu afinal a escrever sobre o que acho não justifica ser escrito, - fecho já este capítulo. Até logo.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:00 PM | Comentários (8)
maio 05, 2005
Dois Abruptos anos
Independentemente de tudo o que já verberei sobre o Abrupto, daqui a minha homenagem ao JPP
[e aqui, por deferência, omito a incontornável alusão/comparação aos ‘Technorati’, afinal, também lá, os mesmos (desnecessários) radares umbilicais]
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:10 AM | Comentários (3)
maio 03, 2005
Que uma pila se guarda do lado esquerdo
Há uns tempos, aqui nesta posta do já famoso fórum de discussão do Charquinho, discutía-se para que lado se arrumava a pila. Logo eu saí a terreiro, garantindo que sem sombra de duvida seria para a esquerda, maioritariamente para a esquerda. A Maria Árvore levou a coisa a peito (salvo seja) e dispôs-se a lançar um escrutínio. Os resultados apresenta-os hoje aqui. É com orgulho que constato ter sido vencedora a minha tese, por maioria absoluta, e ainda assim com manipulação de votos, como em comentário sintético lá deixo explicado.
E agora perguntarão: e em que é que isso é importante? Ora , porque se assim se confirma (83%!!!), sou eu já quem pergunta, e sem esconder alguma raiva, porque raio as calças não se fazem assimétricas, a garantir o justo conforto?
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:07 AM | Comentários (18)
abril 22, 2005
E para terminar de vez com a questão da do Papa
Seguindo pelos mares navegados do C.A.A. (e que boa carta marítima nos é oferecida!), cheguei até enseada que desconhecia. Desconfio sempre quando vou parar a post recomendado. Chego contido, desconfiado, mais exigente. Mas face a isto, logo fiquei desarmado destes meus tiques. Só posso dizer que a este elejo como o post que encerra mais um capítulo da blogosfera, o da "gula" papal, assim mesmo, a bater a porta com sublime estardalhaço.
O dia ganho, que pelo caminho acabei ainda por descobrir um desconcertante blog … clic … este dragão já para “as minhas voltas”
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:15 PM | Comentários (10)
abril 19, 2005
Xupemos então
Muito me agrada poder voltar a descansar estes olhos por lá. Eu sabia que havia alguma razão para não tirar este link desta Chafarica.
(E já agora bem vindo ao clube dos "vou ali e já volto", também conhecido por "Maj-bamg", de que nunca me lembro do que quer dizer, mas que pode ser esclarecido aqui)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:45 PM | Comentários (4)
Stress
... é queremos ir tomar a nossa dosezita diária, e não a encontrarmos na gaveta do costume.
(e ao seu dono, em desespero se pergunta aqui, acidente ou algo mais?)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:28 AM | Comentários (7)
abril 18, 2005
Que se passa afinal com estes belos templates vermelhos?
Aqui a partilhar esta minha preocupação convosco.
Nas minhas voltinhas habituais passo sempre por aqui e por aqui. Ainda há pouco lá fui, a cada um deles, e nada !!!! tudo em branco, nada de post's. Nem pelos arquivos chego aos post's que sei ainda há poucas horas lá existiam. Isso preocupa-me. Afinal, são um dos primeiros e um dos meus últimos blogs favoritos. Têm isso em comum, ainda por cima.
Mas aqui confesso também que outra razão me inquieta (e esta mais egoísta ainda). Já olharam bem para os templates deles? Não notam mais nada em comum? e se afinal tudo isto mais não é do que um efeito epidémico que afecta essencialmente aquele tipo de templates? E se ....glup (a fazer backup's, já volto)
[Já agora, aos ilustres agricultores de tais terras, pergunto sinceramente apoquentado, há problemas por aí, ou é apenas o meu windows corrompido, qual PC do JPT, homem que afiança ver a blogosfera apenas por metade?]
PS: O Maschamba já retornou, com a legibilidade de sempre. Falta o Stress, que já segunda-feira e ainda nada
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:18 AM | Comentários (3)
abril 17, 2005
Belos contributos culturais recebi hoje nos comentários
Estive a apagar um bombardeamento de ‘spam’: desse mails torpedeantes contei uns 116!!
Fiquei verdadeiramente espantado com as múltiplas alternativas e possibilidades do sexo, (animais, viagras e ‘alargadores’ de pénis, J Lo ou Pamela, mais os anais do sexo,…), extraordinária a panóplia de serviços e produtos que aqui se oferecem.
E alem disso fez-me subir surpreendentemente nas estatísticas dos comentários. E agora vou ali ver como é um tipo sentir-se o topo dos blogs mais comentados, aproveitar este momento de glória, ainda que por um dia apenas.
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PS: ora ... descobri que ao apagá-los eles desaparecem também do registo estatístico. Voltei à minha posição habitual. Lá está, afinal aquela coisa dos "5 minutos de fama" a que todos temos direito, segundo o Warhol, era para ser levada com rigor. Nem mais 1 minuto, foi o que foi.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:36 PM | Comentários (15)
abril 15, 2005
O sexo deste blog
Leio algures que este é um “blog (porreiro) para gajas”. Não desgosto, mas fico ligeiramente transtornado, que assim me presumo intelectualmente efeminado, ou senão, talvez pior ainda …. Reflicto por aí, o de este ser de facto um blog para gajas, ou de o ser para gajos - um de entre os dois, que a definição exclui a simultaneidade, ou se se quiser, a assexualidade, ou ainda, a transexualidade, seja o que fôr. Ou se é varão e se diz um ‘foda-se’, ou se é pró-gaja e aí contam-se as líricas historiazinhas do jantar.
Resolvo-me por uma solução airosa. Já que não digo ‘foda-se’ de vez em quando, mas também não quero ficar do lado de lá, eis a quem interesse a definição que lhe dou:
Este blog é (tenta) “o que eu sou hoje quando os meus filhos me lerem amanhã” (bem sei que falar aqui de filhos me faz resvalar para um dos lados, mas para atenuar acabo então com um grande ‘foda-se’!!)
PS: Não esquecer lá para 2010 de tirar tamanha obscenidade, ou deixar instruções para tal, caso então não me seja já possível
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:32 PM | Comentários (7)
abril 13, 2005
"Crie o seu blogue em 3 minutos"
O amigo Carriço aventurou-se a tirar as aspas ao seu Fragmagens, institucionalizando assim um dos nomes mais bem conseguidos para blogues. É esta a minha opinião, e gostei de saber das razões que estiveram na sua origem e que ele lá expressa.
Por isso, há alguns minutos atrás, dou por mim a comentar a esse propósito. Que concordava inteiramente, pois claro, e a elogiar, tudo isso com sinceridade. Mas depois lá fui derivando, como de costume, e isso levou-me até à remota origem do meu blog, e nisso, indelicadamente, porque em casa alheia, lá fui discorrendo. Ia descrevendo a minha origem aqui, e achava engraçado que nunca tivesse pensado nisso. Não porque o tivesse de fazer, não por abuso do ego, mas porque a origem deste blog é tão surpreendente quanto desajeitada.
Faz exactamente hoje 6 meses (não pretendo com isto recolher os parabéns, por favor, eu que desde miúdo rejeitei essa coisa de inventar dias especiais, não era agora que ia mudar este mau feitio). Nessa altura era um assíduo leitor de blogues, e já suficientemente astucioso para me servir do weblog como trampolim de mergulho nos novos post’s. Mas dessa vez deparei no topo da página (onde certamente sempre deve ter estado) , com este “placard”:

Ora 3 minutos não são nada (muito mais tempo que isso demoro eu a abrir alguns blogues), e depois, esta mania insana do “clic”, ainda a ler a referida caixa e já o dedo inquieto a fazer-me entrar compulsivamente por ali adentro. Deparo-me com um “free trial”, nem hesito, clico outra vez. E por esta altura a minha progressão era já alimentada pela enorme bisbilhotice no saber como era tudo aquilo por dentro, aqueles mundos que eu tanto admirava, e que tanto me consumiam como leitor.
Com a mesma espontaneidade do início fui avançando, tudo era facilitado ali. Já do meu lado, irreflectido, sempre aquela marotice de querer “ espreitar por baixo das saias”. E mantinha para mim mesmo que era só um “free tour” , que no fim da experiência se haveria de encostar a máquina outra vez em qualquer lado. Que nada ali era condicionante.
Porém, quando começaram a atravessar-se à minha frente algumas perguntas que mereciam no mínimo respostas congruentes, continuei sem hesitar. Quando me foi pedido um nome para o blog avancei de imediato para …para… olha, “apenas mais um”, e continuava frenético já. Agora era já outra que me impedia de chegar finalmente à casa das máquinas para meu desespero – nome do utilizador? Utilizador: eu …eu ??? naaaaaa, põe-se para aqui qualquer coisa, ora deixa lá ver e pimba, que aqui vai um “Eu…figénio Lagoa”.
E a pressa de seguir em frente já pouco mais se apoquentou desde aí. Havia chegado finalmente às entranhas de tudo aquilo. Sentia-me agora como a andar pelos bastidores do teatro, ufano, a fingir-me parte de um elenco shakesperiano. Foi tão pouca a fleuma, tanta já a vontade de ir um pouco mais longe, só um pouco, que quando dei por mim estava a postar, desesperando por um texto qualquer, a caneta ainda presa na algibeira. Até hoje.
E foi assim que apareceu "apenas mais” este blog, para o resto da sua existência amaldiçoado com o nome mais foleiro que conheço na blogosfera. E por trás dele, este autor, com um nickname de cheirar a mofo. Mas de uma coisa eu sei, agora não mudo - nasci feio e feio hei-de morrer. Talvez quando muito, um dia, lhe ponha umas aspas, as que o amigo Carriço já não precisa e certamente me poderá dispensar !!
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:50 AM | Comentários (17)
abril 12, 2005
Ufff....
De repente fiquei com a sensação que tinha deixado cair um jarrão da dinastia Ming!
(foram os 12 comentários mais rápidos que alguma vez aqui entraram)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:45 AM | Comentários (13)
abril 11, 2005
A limpar links que já não uso
Oopsss........prlimpimpim
ui, ui, ui ...catrapástáspás
aiaiaiai .....Olha, lá caíu abruptamente o "Abrupto" !!?
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:54 PM | Comentários (26)
abril 09, 2005
Ganda speed meu !
Instalaram-me ontem o "speed on". Devo dizer que estava um pouco céptico com a solução da netcabo, mas tenho de reconhecer que isto agora está um tirinho!
Claro que isso trouxe algumas implicações aos meus hábitos de navegação. Por exemplo, antes eu costumava aproveitar para fazer café enquanto esperava que as Ruínas abrissem, e agora quase nem tenho tempo para acender uma cigarilha que aquilo Zkcccc, já lá está.
Resultado: passei a conseguir clicar nos links certos já quase sem tremer o ponteirinho do mouse, (lá se foi a descoberta de novos blogs por acidente), e a deitar-me antes das 3h da manhã por falta da cafeína. (Receio que esta velocidade toda se possa vir a tornar enfadonha)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:50 PM | Comentários (5)
abril 08, 2005
Continuando a intervalar cafés (está difícil o despertar hoje)
Admitindo que porventura possa existir algum leitor distraído que aqui chegue sem ter ainda passado pelo Afixe, chamo a v. atenção para esta bela homenagem aos homens, da Isabel, uma mulher que pelos vistos nos conhece muito bem.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:32 AM | Comentários (9)
abril 07, 2005
Isto, afinal o “SimCity” das palavras
Não foi há muito tempo que dei conta que o Maschambeiro já se tinha lançado na lavoura do Olival. Só que quem lá tentasse chegar haveria de ficar pelo cercado com

já que afinal era terra ainda em pousio.
Pois fui lá agora e já dei com

Sementeira feita!!
[E eu cá a pensar que isto de criar blogs/comunidades em velocidade acelerada já parece o SIMCity]
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:18 PM | Comentários (5)
abril 05, 2005
Olivais
A coisa começou a espreitar da troca de comentários, alguns já muito distantes, e depois já mais recente tomou-se de desgarradas desafios : que era giro semear um Olival, que gente para trabalhar essa terra não faltaria. E o meu enérgico amigo pimba, homem de agri(doce)culturas vai de adquirir logo um hectare . Até já começou a contar espingardas . Daqui me junto ao JPT, esteja ele onde estiver com toque a reunir. Há gente por aqui, (bloguistas, leitores e comentadores - esses sei que há), para se pôr ali também?
Ó Zé Flávio, aquilo aguenta com quantos?
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:19 PM | Comentários (7)
março 18, 2005
Finalmente
A mostra internacional de talentos foi inaugurada. Queiram por favor levar este convite. Se encontrarem alguma obstrução à entrada é só dizer que vão daqui
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:20 AM | Comentários (1)
março 16, 2005
Mas tu não páras quieto?
Já faz parte da rotina diária ir ver onde é que ele (JPT) passou a noite. Com o intuito de poupar algumas blogocaminhadas vou já informando que o Maschamba agora se encontra por aqui.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:53 AM | Comentários (4)
março 15, 2005
Eu um template do da Mar?
Estou profundamente sensibilizado Mar, é a primeira vez que me honram com um template de um blog. Isto já não é pôr um poster nosso na parede, é fazer um enorme graffitti pela casa toda!
Mas ponho-me a pensar,
- a pensar se o molde das palavras pode escrever outro homem que não nós,
- e a pensar se isso não lhe traz a cobiça de si mesmo
- a pensar também que esse, assim agraciado, com mais do que sou, não poderá nunca por isso agradecer devidamente
- e a pensar ainda, ao ver o delicioso desenho com que me prendaste …

... se aqui se escreve “solidão”?
Os nossos agradecimentos
deste que aqui escreve, e do que o cobiça :)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:25 AM | Comentários (4)
março 09, 2005
Recomendo
... este excelente estudo sobre os blogs
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:44 AM | Comentários (1)
março 08, 2005
Já temos uma bela equipa de Futebol
Tenho acompanhado com interesse o fenómeno de prosperidade desta famosa Cooperativa das Letras, e por isso não quero deixar de desejar as maiores ‘postecidades’ aos seus 3 novos membros, o Jorge Morais, a Isabel e a Susana
(a ver se acalmam aí a rapaziada. E já agora, se encontrarem por aí uma bicicleta enfiada em algum post antigo agradecia que avisassem, que ela tem sapo, perdão, dono aqui).
E lá estou eu a rir …que uma casa com tantas assoalhadas traz-me sempre esta imagem
(eu se fosse ao Paulo Querido ia pensando num servidor dedicado só para as Afixeções)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:25 PM
março 07, 2005
O Post ... Scriptum
Nunca me senti tão babado lisonjeado – um homem interrompe-se para ir ali beber um cafezinho, enfim, desentorpecer os dedos, e acha por bem justificar-se, e quando volta tem os melhores ‘bloggers’ de todos a apaparicá-lo encorajá-lo. (Se calhar abusei um pouco com aquele “sincero abraço” a cores)
Olhem que me estão a deixar à rasca atormentado, que com essa pompa toda fico quase defunto, e logo eu que não sou tipo para me saber ressuscitar. E agora com que cara escrevo quando me “apetecer escrever”? (com cara de cadáver provavelmente)
Num registo mais sério: Olho para a v. reacção e receio que desastradamente tenha acabado por cometer um logro, que esta mania de desabafar em voz alta (ainda que desabafo honesto) talvez tenha saído amplificada. E se assim foi, sinto-me desmerecedor das palavras que ali em baixo me deixaram. E estas, que belas palavras as vossas!!
M.to Obrigado
Publicado por Eufigénio Lagoa às 08:40 PM | Comentários (26)
março 04, 2005
Um ano de Azenhas do Mar
Ontem, quase nem tive tempo nem disposição para vir aqui. Desancado por quilómetros de viagem e por quilómetros estéreis de reunião, ainda assim não queria deixar de vir aqui para dar duas notícias, afinal uma, de um blogue que muito aprecio. Assim tentei, mas … “o serviço está(va) parado para manutenção”e não me foi permitido oportunamente assinalar o acontecimento. Porque ontem o Azenhas do Mar fez um ano (essa eternidade blogosférica). E ontem mudou de casa (favor actualizar o link).
O Pedro teve a amabilidade de citar um dos comentários que por lá deixei há uns tempos e que mais tarde trouxe para post aqui. Gosto naturalmente de saber que esse texto também faz parte das memórias que agora comemora, e correndo o risco da presunção devo dizer que o achei bem escolhido. Porque manifesta a minha sincera admiração pelo homem e pelas suas batalhas.
(Mas esse texto, originalmente, tem ligações que são importantes e que reforçam o que nele pretendo dizer, por isso, e para que melhor seja percebido, aqui vos deixo caminho até ele.)
Da minha janela …
Parabéns Pedro,
obrigado D. Quixote
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:36 AM | Comentários (6)
março 02, 2005
Ora aqui está mais um bom galho para pousar estas garras
É com enorme expectativa que acompanharei este Murcon. Confesso-me um apreciador do que diz (e de como o diz) o Julio Machado Vaz, um comunicador por excelência, daqueles para ouvir num serão de lareira, ou como diria o Manuel da Fonseca, para “cigarrear uma conversa”. Vamos ver como ele se dá com a palavra escrita no improviso dos blogs. Para já não me desilude … nada!
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:39 PM | Comentários (3)
março 01, 2005
Tenho quase a certeza que ...
... o link que mais circula hoje pela blogosfera é este.
E fica tudo dito!
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:46 AM | Comentários (5)
As circulares ruinosas do meu contentamento
Vou voltar a ter de acrescentar mais meia-hora às minhas voltas diárias. De qualquer forma, nunca tinha chegado a preenchê-la, pois ... eu já sabia que:
Sejas bem (re)aparecido JPC
Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:54 AM | Comentários (3)
fevereiro 23, 2005
Há quem escreva o nosso desassossego
Tu despes-te e deixas-nos nus! Começa a ser demasiado inquietante ler esse teu blogue.
Esta incómoda sensação quando te lemos de nos sentirmos nós expostos ao mundo, este feitiço que as tuas palavras honestas retiradas em cru lá de dentro têm, de fazerem os outros ler como se o tivessem escrito, isso não é coisa para se arriscar todos os dias.
Terei de deixar de ir aí com tanta frequência. Torna-se doloroso esgravatar assim tanto em mim. Ou então, terei de saber fingir o sossego, de quem lê apenas, de quem não se sente escrito assim.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:30 PM | Comentários (18)
Confirmada desconexão neste “letroduto”

Admite-se que os trabalhos curativos nas tubagens de escrita se possam prolongar por tempo ainda não determinado. O Piquete de canetas de emergência entretanto emitiu um comunicado onde fez saber que tudo fará para assegurar os serviços mínimos.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:59 PM | Comentários (8)
fevereiro 18, 2005
Um “blogue” escrito a 3 mãos
Mar, desculpa-me que aproveite o facto de teres publicado o meu comentário. E também o abuso para reclamar os respectivos comentários para provar que há de facto “blogues dentro dos blogues”
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:38 PM | Comentários (4)
fevereiro 17, 2005
Quem escreve assim escreve muito bem
Mas já que aqui os trago - e agora num registo mais sério - é devido que refira que este Terceiro Anel é para mim a melhor fonte de informação desportiva. É a perspectiva honesta de quem sabe ver futebol, e o escreve com elegância. Ficam os humildes parabéns deste leitor
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:07 PM
fevereiro 14, 2005
Ufff
Para quem se fez prometer ser mais comedido nas postaduras não está mal não! Um padre que afinal é o pai de todos os lusitanos, uma descarada declaração de amor, uma história de incendios e bolos de bolacha, e uma pataruére para guardar o aparelho dos dentes. Não está mal não senhor! O autocontrolo a passear pela junqueira, e eu aqui sozinho a dar-me para a verborreia.
(embora lá editar isto antes que caia na estatística dos post's de amanhã. Ainda assim, mancha por mancha, antes manche tudo hoje do que esborratar o amor próprio de amanhã)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:45 PM
fevereiro 12, 2005
Há Homens que sustêm arribas
Porque … para aqui translado o comentário que deixei nas “Azenhas do Mar”
"Amigo Azenhas, Pedro se posso
Primeiro que tudo dizer-te que estou profundamente solidário contigo , e sem jeito, ou com jeito de filosofia barata, dizer que se estas coisas nos acontecem é para mostrarem um qualquer significado, do qual aliás nem nos lembraremos uns anos depois.
Depois para te dizer ainda que um homem que faz de um quixotesco apelo (não te ofendas, é um elogio) uma causa vencedora, é um homem de fé, daqueles que erguem arribas ou pelo menos não as deixam cair, de quem se confia ter as rédeas do destino,
e a quem deixo a minha sincera admiração."
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:50 AM | Comentários (3)
fevereiro 09, 2005
Afinal parece que o alter-ego já por cá anda
Na “casa das máquinas” deste blogue vejo assim:
Será a “tinta” arranjando caneta para se escrever sozinha?
Ou será que é já o tipo que me vem substituir?
…
Seja quem for será “apenas mais um” !
Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:37 PM | Comentários (17)
Desacelerando ...
Provavelmente isso quererá dizer que
aqui virei postar quando sentir necessidade disso,
e já não por sentir a necessidade de aqui vir postar.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:36 AM | Comentários (9)
fevereiro 07, 2005
Para quem tem tido a indiscrição de seguir a baiana
… E o trabalhão que me deu pôr-lhe os óculos !!!
(aproveito para encaminhar desculpas a quem lá ficou com os seus comentários descontextualizados, mas aquilo é um post transformer … Carnaval , via-se logo)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:00 PM
fevereiro 04, 2005
Esse Spam já me começa a irritar
Afinal parece que era aí um tipo, um tal "Spam" que andava a chafurdar nisto tudo. Mas esse gajo não tem mais nada para fazer?
Bem, parece que os comentários voltaram à normalidade!
(Oops, tirar daqui debaixo o boneco da diva, rapidinho ...)
15 min depois: que saudades já tinha de comentar neste blog. É quase como um gajo chegar a casa esticar as pernas e servir-se de um copo de visky
Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:15 PM | Comentários (3)
Isto está pior que nunca
O estado em que anda este lado da blogosfera atingiu o caos. Simpatizo com a hospedagem, compreendo as causas tecnológicas, mas por favor, tanto tempo, tanto “desfuncionamento”, é demais!
Ontem nem conseguia aqui chegar, hoje não se consegue comentar. E isto só para dizer aos estimados comentadores que se o tentarem e receberem com esta barragem “You don't have permission to access /privado/comenta.cgi on this server.”
... isso não é, obviamente, nada de pessoal, que aqui não há censura nem ninguém que a mereça.
Olhem, talvez possa sugerir uma cartinha, nos CTT mais próximos de si.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:40 AM | Comentários (1)
janeiro 31, 2005
Ui que até me vieram as lágrimas aos olhos
Dá cá um abração Zézé!!!
Nunca ninguém me tinha dado um bibelot assim tão belo pá:

E prometo já, doravante não haverá mais caneladas
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:14 AM | Comentários (8)
janeiro 28, 2005
Querendo aprender os adornos da ‘postagem’
Há os blog’s machões, tonitruantes, bastando-se pelo que dizem apenas, sem mais nada, e que arreiam postas à esquerda e à direita (normalmente mais à direita), sem rodeios e serpentinas. Ora, dar voz às letras e bastar-se pelos conteúdos que estas escrevem, é coisa de vocações, não se aprende, apenas se melhora, quando se tem.
Depois há os outros, mais efeminados, pois que não tendo a mesma arte para se valer apenas pelo arremesso das palavras, se tentam no repenico do ‘decord’, no laivozinho de perfume, enfim, velando-se na imagem que lhes possa esconder outras faltas. Por outras palavras, vão-se enchendo de mariquices.
Para os primeiros falta-me a verve, a inclinação. Já nos segundos confio que seja questão de técnica, de aprendizagem portanto. Eis então por onde me devo investir, e se bem que continue teimando em me servir da palavra - até porque é essa o meu gosto, começo a olhar com interesse e curiosidade para o adorno. Na técnica de maquilhagem que o possa gerar, e porque apreensível, já centro com mais confiança as minhas aspirações.
Eis-me chegado então ao apelo, ao aconselhamento técnico. Reconhecendo-me eu num nível muito primário da manipulação deste HTML ou o que quer que isto seja, levanto de seguida um conjunto de questões técnicas, (os primeiros tópicos desta minha aprendizagem). E listam-se as questões:
Nota: naturalmente, as 3 questões de cima são aqui utilizadas por forma a representarem graficamente o que se pretende. E se isso é aqui possível é porque se trata de uma imagem e não da geração através do editor de texto deste blog.
Agradecimentos antecipados a todos os especialistas que nos comentários queiram fazer o favor de trazer os seus conselhos.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:41 AM | Comentários (12)
janeiro 27, 2005
Portal de Futebol (olhó benficóo-sportéem)
Um homem vem à pressa colher a opinião dos outros e zarpa por aí à procura de relatos e críticas à jogatana. Não necessáriamente para as ler, mas para as comentar, e se possível ( mas isso já é muita sorte) poder aí contradizer, abespinhar, enfim tratar esta sua raiva, alguma azia também decerto.
Depois de tanto, e como já nada tenho a acrescentar sobre aquele fabuloso jogo de péssima digestão, deixo por aqui o meu traçado da matina. Poderá assim o leitor escusar-se a tropeções pela blogosfera, sobre questões de somenos importância, que esta do futebol. Eis então alguns resumos linkados:
- No 3º Anel naturalmente, a reportagem na hora, o rigor jornalístico
- Já o Planeta Reboque dispensa a sua homenagem a um grande e promissor interprete desta arte
- Este jogo ficará certamente para ser revivido na nossa Memória virtual
- E se alguem teve o miserável azar de lá não ter estado ou visto, eis um relato estrondoso do Sharkinho, aqui afixado
- Mas para mim a crítica mais especializada e devotada é seguramente a de quem à Beira mar plantada viu o jogo com atenção merecida
- A verdade é que no fim, purgado dos pormenores das jogadas e do resultado, para mim continua a subsistir esta quase adivinha do Cap
E agora o desafio aos leitores:
Se tiverem a bondade de usar a caixa dos comentários para acrescentar novos ecos sobre este encontro dos titãs da 2ª circular, eu com muito gosto actualizarei este post'al de informação .... olhó benficóóó-spoortéeeemmm
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:46 AM | Comentários (5)
janeiro 26, 2005
O peso da Arte final
Desde que pus a bonecada aqui no blog que isto quase parece o Maschamba a abrir. Por falar nisso oh JPT, já estamos na transcultura da horta ou ainda vamos ficando nos "downgrades" da coisa?
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:39 AM | Comentários (2)
janeiro 23, 2005
100nada a dizer
A Catarina ontem lá foi avisando que iria retirar os comentários. Sobressaltei-me. Afinal é o blog onde mais escrevo, a seguir a este, e só isso já diz tudo. Ainda eu montava alegação, e já ela passara à acção. E com aquele seu jeito especial de saber dizer as coisas …
“Mas com o som desligado, talvez seja possível ouvir o que (eu eu eu) quero realmente escrever.”
… há lá argumentação que se arranje. Posso ser teimoso, mas obtuso não. O meu respeito pela decisão Catarina!!!
Mas vou já avisando que se quer aí um balde bem grande, para ir apanhando os pingos de tantos “trackbacks”. Pois, … que eu agora comento daqui … ou julgas que eu era capaz de ficar caladinho … tipo a rir para dentro, baixinho? Era só o que faltava!!!
PS: E só para que o saibas, quando por lá ouvires um arrastar de cadeira, sou eu a mudar de posição. (Se for exageradamente alto, então deve ser o meu espanto, coitado, ainda não habituado, a querer-se escrever.)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:46 PM | Comentários (9)
janeiro 20, 2005
O Afixe, perdão … a blogosfera em 2006

Não levem a mal excelsos Afixadores … mas ao saber desse fabuloso reforço de hoje, ainda assim, não deixava de me rir a pensar nisto: "por este andar qualquer dia não têm visitantes ... que os que havia, serão já por lá autores"
Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:43 PM | Comentários (16)
janeiro 19, 2005
Essas modernices de servidores que nem deixam a terra estar em poisio
Finalmente !!! Venha de lá essa nova geração de servidores e tal que isto aqui já não se pode. Já divido as lides domésticas por entre cada clique tal é o tempo de folga. Agora, eu sei é de uma horta que se vai ter de plantar de novo. Oh compadre JPT precisa aí de uma mãozinha? (pffuuushh ...eu já a cuspir para as mãos)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:56 PM | Comentários (16)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:06 PM | Comentários (9)
janeiro 18, 2005
Desabafo de um tosco
Porque serei o único gajo da blogosfera que não consegue ter ali o mapa-mundo da direita a funcionar?
Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:08 PM | Comentários (38)
janeiro 17, 2005
Os “bibelots” deste blog e a minha irritação da manhã
De manhã acordo sempre mais sisudo, diria mesmo, irritadiço, ou melhor, quem o diz são eles lá em casa. Há mesmo alguns anónimos, com quem me cruzo de na fila de trânsito do ir-e-voltar, que fazem questão de corroborar quem melhor me conhece. Ora deve ser por isso que ao visitar-me aqui de manhã há sempre algo que me irrita. Hoje noto-me ainda está mais atiçado, e apetece-me dar um toque “simplificador” a tudo isto. Deixar só texto, e mesmo esse, destilado.
Então ali a estante da direita é coisa com que me inflamo mesmo. A prateleira do "quantos são" que primeiro me enchia isto de popups e depois se deu ares de importante, julgando-se mais do que o tapete, já foi - os “on-lines” passaram a “down-lines”. Mas agora irrita-me aquele paleio todo a justificar o abate. E agrava o facto de não o conseguir substituir por aquele mapinha, este versão tecnologicamente mais avançada que toda a gente tem à porta de casa, e que só eu, verdadeiro tosco, não sei colocar.
Mais abaixo vem outra prateleira, esta decorativa, esta evocando “citações” ( e ressalvo a generosidade de quem me disponibilizou o “bibelot” que por lá deixei) para de vez a vez me contradizer, com o peso que as aspas lhe dão, e eu sem controlo sobre ela. Outras vezes fazendo-se ler com pensamentos desamparados, apesar de ufana se escrever a bold. Outras simplesmente com ar solene bajulando-se com o comum, o desinteressante. É um implante que não controlo, uma segunda voz que fala sozinha neste meu blog. Uma desconsideração que eu, senhorio, não só tolero como destaco.
Mas mais grave é que também olho para as palavras, essas sim, a parte funcional desta oficina, e melhor não fico. Vejo-me planear que ao fim do dia, já com mais calma, com tempo, vou dar um jeito a tudo isto, deixar aqui uma higiénica página em branco. E depois recomeçar, com o que de facto devo escrever, bolinando sob uma linha editorial rígida e bem determinada, enfim, fazendo-me empenhado. Mas ao fim do dia já não estou tão irritado, e contradizendo a manhã, lá vou enchendo isto de berloques e palavrinhas. Quando me lembro de novo é o ciclo que se repete, eu irritado, fazendo-me prometer de novo.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:23 AM | Comentários (11)
janeiro 09, 2005
Chapinhar pelo Charco
Antes de partir em expedição de 3 dias para o Norte, não posso deixar aqui de fazer esta referência que já há dias se faz atrasada.
Há algum tempo comentava com um tubarão, algures aí para baixo que 186 comentários eram obra. Ao que ele retorquia, em tom de brincadeira: “Eh, que exagero!”. Na altura até era, hoje conto lá … 443 comentários!!! Diz ele que, porque fala de amor. Desculpemos-lhe a modéstia pois todos sabemos que, se bem que "o que se escreve" nos possa trazer de visita, já o que nos leva a comentar se tem no "como se escreve" (lê).
Mas para que ele não inche já, logo vou avançando dizer que …
… também não acredito neste fenómeno porque devido apenas ao post. Horror seria ter 443 comentários bajuladores da sua estética, ou do seu conteúdo. Não, seguramente tantos não são apenas pelo post.
Mas para isso terei de ir um pouco mais longe, para eu próprio me perceber. Os comentários são a meu ver, geralmente, um prolongamento do post, e não ele em si mesmo. É isso que enriquece o que foi escrito e normalmente gosta ao seu autor. E se é verdade que alguns, por cortesia ou espanto, apenas por lá aplaudem, a maior parte fá-lo para o complementar, para o partilhar, para fazer dele um pouco de seu também. E já lá para trás ficou o título, talvez até o tema, que agora, no rol de comentários, é o autor e os outros que se prolongam. O autor e o post, os comentários e os leitores, tudo assim faz parte de um desenrolar que, a partir daí, dá identidade própria e diferente às palavras que no princípio se postaram.
E aqui já nem é do post que falamos, nem sequer dos comentários que o prolongam. Aqui falamos do que está para além do post, quem sabe se não mesmo para além do blog, pois que quando assim comentamos, é ao homem que os escreve que apontamos. Reunir um número quase impar de comentários, como o Sharquinho aqui o fez, não tem só a ver com o post, nem com o amor que neste caso por lá lhe dá tema, tem sim a ver com o prazer de ali estarmos, com a forma como somos recebidos, e com o deleite por ali (n)os partilhar(mos).
443 comentários não constituirá certamente um record, mas neste caso, quando os vemos irem para além do post que os segura, e notamos que quem por ali está os escreve para alem do que se escreve, começamos a achar que ali, na casa que os recebe deverá haver alguma característica invulgar. Já vi centenas de comentários em outros post’s, mas em geral comentando, comentando-se, fazendo espirais que apenas multiplicam o tema original, ou nem tanto. Agora quando vejo um post destes, que arrasta centenas de comentários de gente que ali está como se à beira de uma mesa trocando conversas com os outros comensais, e deixando-se ir ficando … então isso, essa coisa que nos leva já em delongas de serão, isso sim é um facto muito especial!!
Finalmente, e esta para ele, caso por aqui se esteja a babar: gosto de te saber agora a afixar, assim como gosto de te ver alternar, mas naturalmente conto com a pujança do tubarão para me continuar a deixar fazer o que desde criança se me revela uma atracção: chapinhar no charco!
E agora vou-me, que tenho os despojos de um almoço de família (maldito o dia em que negociei os arte dos tachos pela de arrumador de pratos) e uma mala para fazer.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:35 PM | Comentários (5)
Cenas de sexo e gajas boas … (afinal aqui nem por isso)
No ano passado, há 9 dias exactamente, interrogava-me sobre os verdadeiros motivos com que os novos viajantes deste barco aqui aportavam, a que tipo de destinos afinal pretendiam ser conduzidos. Céptico por natureza, acreditava então que esta embarcação era “apenas mais um” resultado casual da diletância da Internet. Acreditava eu que, se excluídos os habituais passadiços desta carreira marítima, todos os restantes lugares eram ocupados por turistas anónimos, ávidos de outras paragens, estas impúdicas senão mesmo obscenas, fáceis, e encobertas, pois que indetermináveis no enorme oceano da internet.
Iniciei então através deste post a minha intenção de apurar audiências. Disposto a acomodar-me perante as expectativas encontradas, embora renitente quanto à minha capacidade de o saber fazer. Como prometido, aqui trago as conclusões, aquelas que o citado post permitiu colher dos motores de pesquisa:
Escusado evocar o orgulho com que este comandante afirma que, mais do que cenas de sexo, por aqui se anseiam mensagens de amor, mais do que gajas boas, aqui se vislumbram mulheres bonitas !
Certamente que isto deve revelar haver aqui espessura naquilo que se escreve, digamos, uma outra dimensão para além do fácil táctil. Mas confesso que espero também que isso não signifique outro nada, e quero eu que não me traduza sisudo. Pois, que lá para os lados mais vivos da libido, não o ser também não é boa causa.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:32 AM | Comentários (6)
janeiro 06, 2005
Terei então de começar a rever com mais atenção os meus comentários
Ao comentar um belíssimo post do Alexandre - aliás na linha de todos aqueles que entre as palavras e as imagens, com enorme sensibilidade, nos vão trazendo prisioneiros lá no seu Eelko Van Mulder, - acabei por articular com base no seu poema, algumas palavras de retribuição.
Ainda assim, este meu vizinho do rio de Lisboa, sobrevaloriza-as, e quase me eleva à condição de poeta com mordomia de destaque. Aqui ficam os meus agradecimentos, por tão agigantada referência.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:59 AM | Comentários (21)
janeiro 05, 2005
Algo se passa com os comentários aqui
Este zingromé aqui não anda bem !!!
Tirem-me os post's (os dedos) mas deixem-me os comentários (anéis) por favor
Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:46 PM | Comentários (5)
dezembro 30, 2004
Cenas de sexo e gajas boas
... ou a outra forma de se pesquisar:
"mensagens de amor e mulheres bonitas"
Calma, calma, eu explico a patranha. E não, nem uma fotozinha arranjei.
Hoje fui até à casa das máquinas aqui desta embarcação. É lá que fico observando o radar, o scanner de profundidade, o GPS, o plotchart, e toda a restante instrumentação que esta embarcação dispõe. É aqui que traço as minhas cartas marítimas, e é assim maior a confiança com que ponho as mãos no leme. Luzinhas de todas as cores, bips incansáveis e mais uma tralha de electrónicas permitem-me perceber em que fundos navego, que mares atravesso, ou o estado de agitação das suas águas.
Mas como este é um barco especial, também tenho por lá, outros aparelhómetros sofisticados. Há um por exemplo em que me é permitido saber sobre as expectativas de viagem, os destinos pretendidos, de alguns dos meus passageiros.
Não falo daqueles que aqui chegam com a curiosidade de quem visita uma nova casa, por link do oceano blogosférico, e que mesmo antes de o verem, ao blog, já têm uma razoável noção do que os espera. Trazem apenas a expectativa de saber como se navega por aqui. Para este tipo de passageiros não é particularmente importante o destino em si, mas a forma como até ele se chega. Vão apreciando o serviço, ou se descontentes, despedindo-se dele para sempre, retornando para os barcos que os costumam ter como viajantes. Mas trazem sempre uma ideia mais ou menos clara do tipo de navio que é, até porque eles, provavelmente, terão um outro do mesmo género.
Destes excluo ainda aqueles que são já embarcados habituais destas travessias, e que conhecem tão bem esta traineira quanto eu. Por cá vão passando, espreitam para além das clarabóias a linha da costa que se vai alterando, e vão perscrutando a paisagem. Alguns, mais expansivos fazem até o favor de preencher o nosso livro de bordo. Outros, mais introvertidos, apenas se sentam na sua cadeira habitual e lá vão desfrutando do serviço que espero que lhes agrade. A estes visitantes habituais, este barco já não traz surpresas. É apenas um sítio onde se acomodam e cada um, à sua maneira, acaba por desfrutar das silhuetas que a linha da costa lhes vai revelando.
Os visitantes de que falo, e dos quais posso constatar quais as perspectivas da viagem, não vêm atentos à embarcação, nem ao nível do serviço - hoje apanham esta embarcação, amanhã aquela - pois apenas visam o destino a que pretendem ser levados. São a parte errática das minhas visitas, embora possa admitir que um escasso número se torne cliente desta singela embarcação. Vêm das funduras revoltas da net, à procura de um destino (tema), provavelmente sem mesmo saber que este o trará a um blog. Provavelmente sem saberem que um blog é um barquinho pequeno, meio artesanal, não muito confortável, mas com um atendimento mais personalizado que o distingue dos grandes transatlânticos. Coisa para travessias curtas e rápidas portanto.
São estes que ao subirem o passadiço deixam então ficar rastreado o destino pretendido, quando adquirem o seu título de transporte (search string) no guichet de viagens (motor de busca).
E de vez a vez lá estou, consultando o livro de viagens, que me revela os destinos (palavras-chave) que até aqui os trouxeram. Aqui o têm:
E é aqui que eu, puritano capitão desta embarcação, sublinho com orgulho os destinos dos meus passadiços. Nada de procuras obscenas, dessas infelizmente cada vez mais comuns neste mar lascivo da Internet. Não, aqui só coisas recatadas e românticas. Queiram pois notar que:
Quase 50% das buscas visam “mensagens de amor” – haverá expressão mais edílica?
As 6 referências seguintes falam-nos de “mulheres bonitas” – numa perspectiva esteta claro, e repare-se que a forma correcta e elegante como estas aqui são procuradas, afasta qualquer expectativa mais libidinosa
Depois seguem-se em menor escala as referências literárias e culturais, o que me deixa assaz orgulhoso de tão elevado público.
Este é então, há semelhança do seu autor, um blog recatado, que fala de amor e mulheres bonitas, e que se adorna até com algumas referências literárias. Casa decente e de grande elevação, justo pouso para os seus visitantes românticos, apreciadores do bom género, mas dentro dos limites da conveniência.
Mas um homem deve saber questionar-se sempre, mesmo quando as conclusões que tira lhe parecem tão peremptórias. E um bom capitão deve ter a preocupação de saber se os seus passageiros estão de facto satisfeitos com o traçado das cartas marítimas, ou se contrariados por aqui vão na esperança de se verem passar perto de outros destinos, para os quais, em momento oportuno, se irão esgueirar. Dei comigo a pensar então se estas “search strings” eram as próprias e prioritárias de quem por pesquisa aqui chegou, ou se seriam já um subterfúgio, um segundo arremesso em fase de desespero, de quem procuraria outras coisas mais óbvias.
Propus-me então ajustar as “pesquisas” feitas, utilizando expressões mais comuns na Internet, extrapolando-as dos resultados de pesquisa que aqui podemos notar. Vamos lá ver o que isto dá:
Mensagens (=cenas) de amor (=sexo)
Mulheres (=gajas) bonitas (=boas)
Está assim justificado aqui o título do Post: "Cenas de sexo e gajas boas"
(ou a outra forma de se escrever na net “mensagens de amor e mulheres bonitas”)
Aos passadiços deste bote, que me têm acompanhado nesta navegação, fica a promessa de que daqui a uns tempos vos trarei os resultados desta experiência. Aí iremos ver se estamos a falar de cauta embarcação, que liga destinos românticos, ou se falamos de uma traineira, de pouco interessada no conforto, que apenas se usa para chegar aos desígnios da libido.
Ao visitante acidental, que aqui chegou vítima desta minha tese, as minhas sinceras desculpas por esta pequena malandrice. Mas pelo menos queiram notar que ninguém aqui irá pedir o número do cartão de crédito e que também não se irão abrir cascatas de pop-up’s sobre viagras. Infelizmente não tenho aqui fotos próprias do título deste post, e que possam assim compensar de alguma forma o meu abuso. O máximo que vos posso retribuir, é este pequeno link para um excelente stripoker (sim, também eu tenho os meus momentos de fraqueza), sugerindo-vos que comecem por jogar com a Raylene, cujo nível de skill é apenas médio e cujas “boobs” estão referenciadas como “baloons”.
Que me seja ainda assim permitido desejar uma excelente entrada em 2005.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:32 PM | Comentários (9)
dezembro 22, 2004
Vou de Férias ... e até pr'ó ano
Vou de férias. Não que vá para muito longe, aliás, nem vou sair do mesmo sítio. Também não me parece que vá fazer outras coisas. Para ser franco e objectivo, tenho de dizer que irei continuar a fazer as mesmas coisas, estas talvez de forma diferente. Mas vou de férias, e férias são férias.
Transformando isto numa espécie de redacção da escola primária, teimo em continuar a falar das férias. Sabemos que estamos em férias quando: nos vemos em locais diferentes, a fazer coisas diferentes, e finalmente, porque estamos com quem queremos estar. Na minha opinião, basta um destes factores para que eu possa decretar-me em férias, e para o efeito basta-me este último. Vou de férias, portanto.
Estas são merecidas, ai se são. Nos últimos tempos têm aparecido aqueles picos disparatados de trabalho, (e pelo que já tenho programado é coisa para mais um mês), que surgem sempre em circunstâncias imprevistas e estranhas, do que resulta ficarmos momentaneamente com as nossas prioridades todas baralhadas. Damos por nós a queimar horas, como se aquela noitada fosse a coisa mais importante do mundo e julgando que a negociamos com a absolvição de um beijo lá em casa, mesmo que com eles todos já dormindo.
São estas, vicissitudes das nossas responsabilidades profissionais, diria eu se montado em cima de oleados carris. Mas hoje “descarrilei”. Acho que foi o Pai Natal que apareceu por aqui (não esquecer de tirar o post debaixo). Subitamente, via-me do lado de fora, a meia distância de tudo. Olhava para um lado e lá estava eu, a estrebuchar trabalho, olhava para o outro, e lá estavam eles, onde eu não estava e devia estar. Olhava já mais longe no dia, e eu já folgado do trabalho, já perto deles, mas olhava melhor, e lá estavam eles, onde eu também estava e contudo não estava. Escusado dizer o quanto isso me indignou.
Determinei então que iria de férias. Que roubaria todos os minutos possíveis que sobrassem do dia normal, que os juntaria com rigor, para depois os ir esbanjar para o pé deles. Afinal, ter férias resulta de um exercício simples de disponibilidade, e esta não é nos relógios que vive.
Foi por aí que descobri que não bastava apenas gerir de forma somítica o meu tempo de trabalho, que era também preciso saber alongar o resto do tempo, centrá-lo em nós. Foi assim, que dei de súbito aqui comigo, escrevendo, deduzindo que o deveria parar de fazer por uns tempos, que também este blogue deveria esperar, pois que eu vou de férias.
A primeira coisa que procurei saber era se lá para “onde” vamos, haveria a possibilidade de vir até aqui, ao blogue, onde normalmente arrumo as minhas “fotografias”. Fui terminantemente impedido de expor essa hipótese sequer. Que não, que estas férias eram para ser gozadas como deviam ser e não serem como se numa excursão de japoneses, vistas pela mira da máquina fotográfica.
Ainda assim, lá me foi concedido que por aqui andasse, isso parte das minhas férias também, o poder ver as “fotos” que outros vão tirando, retribuir um comentário até. Por cá voltearei também nestas minhas férias, mas sem post’s obviamente.
E por isso, tenho aqui a última oportunidade para vos poder desejar a todo(a)s umas óptimas festas e melhores entradas ainda em 2005!!!
“ ´Tá bem já vou ! "
Olha, estão a chamar por mim. Até pró ano !
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:23 AM | Comentários (32)
dezembro 17, 2004
Finalmente mais um prémio para mim !!!
O estimado(a) Leitor(a) sabe da minha sinceridade, por isso decerto compreenderá o descaramento desta confissão. Tenho andado triste (não, não é por causa das festas com que me revolvem aqui o estabelecimento aproveitando a minha ausência, a essas já nem ligo). Tem tudo a ver com a forma abandonada com que me tenho sentido tratado.
No princípio a coisa até correu de feição. Descobri da melhor forma esta prática de final de ano aqui na aldeia, ao ver ser-me atribuído um "Gandula", pelo Ma-Schamba (pese embora não me conforme por ter sido desqualificado para a medalha de bronze já na parte final do período de atribuições). Tal distinção, e o facto de notar que outras iniciativas idênticas proliferavam por toda a blogosfera, fizeram elevar as minhas expectativas nesta matéria, legitimamente. Afinal, o JPT era dos primeiros a arriscar-se nas nomeações, e eu logo lá, certamente bem colocado para somar mais, e assim constituir um digno acervo de medalhas.
Entretanto, continuei a testemunhar o fenómeno um pouco por todo o lado, com crescente ansiedade, enquanto percorria os dedos pelas prolíficas nomeações. Nada. E cada vez mais pódios, e nada. O gesto foi-se reproduzindo de tal maneira que quase eram tantos os premiados como os que os elegiam. Um verdadeiro rodopio, ainda um júri acabava de citar os premiados na sua casa e logo corria atrasado, agora para agradecer ter sido distinguido com igual mérito no blog ao lado. É evidente que com tanta nomeação a convicção de que atingiria outro galardão continuou a aumentar. Afinal, era só esperar que se esgotassem os nomeados e que ainda assim houvessem medalhas para distribuir. Alguém se haveria então de lembrar de mim, quando reclamasse que precisava de "apenas mais um" blog, e assim, quase por engano, me veria a ser chamado.
Cá fiquei á espera, a angústia mordendo um pouco por dentro. Ainda nada. Comecei a esmorecer. Saltava de blog em blog, de árvore de natal em árvore de natal, sempre testemunhando o tumulto das eleições que em cada um se fazia sentir, mas eu nada. Ainda assim continuava a aspirar a uma segunda distinção. E por aí continuei, espreitando por todos os pódios, agora já na esperança que algum júri mais distraído, não obstante ter-me nomeado, se tivesse esquecido de me linkar, hipótese a que cada vez mais me agarrava com fervor. Já nem entrava, espreitava só, constatava, e lá partia não me escondendo de encolerizado, estrondeando a porta.
Mas, finalmente vi-me bem sucedido! Bem sei que vindo o prémio do simpático Zoick esta referência teria algo de muito relativo, mas isso eram coisas que ao meu ego pouco interessavam. Um prémio é um prémio. Assim me ajanotei todo orgulhoso, já mais abrandado, para lá o ir reivindicar. Engano meu, este blog era apenas a casa citada onde “vivia” o premiado. E nem o facto de ter este sido o “Bro”, e nem o reconhecimento de também eu concordar que o post eleito tem um dos melhores trabalhos gráficos que por aqui vi, nada disso pôde esconder a minha decepção. Mas enfim, isso é coisa que já lá vai. Sem ressentimentos, sem ressentimentos.
E lá continuei, saltaricando de casa em casa, pensando já a forma da minha carta de despedida, o texto que tentaria esconder a minha profunda frustração e desagrado para com toda a blogoesfera. Mas este desespero de me rever em mais um pódio, ouvindo aclamações com uma lágrima despregada ao canto do olho, fez-me continuar a louca demanda, por mais uma vez. Quem já experimentou a glória de ter sido nomeado, como eu, embora apenas por uma vez, sabe que este é ópio que se nos entranha. Abençoada persistência, venturosa vaidade que não me deixaste esmorecer. Lá o encontrei ao estrelato, lá o revivi. Recebi mais um prémio !!!! Este o de melhor comentador de toda a blogosfera , este ainda por cima atribuído pela encantadora Catarina, o que só constata da difícil competição em que me vi distinguido.
Bem sei que este prémio foi atribuído exaequo com mais 12999 adversários, mas em meu entender isso não lhe tira em nada o mérito desta distinção! Comovido, aqui deixo o meu Obrigado.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 08:10 PM | Comentários (10)
dezembro 15, 2004
Agora é que deixei mesmo ligar a isso
Eu já o tinha achado aqui, mas agora é que me convenci em absoluto que as estatísticas estão completamente distorcidas. Ainda agora, quando fui ao top dos weblogs mais comentados, só para ver onde 'estava a dar', e dou com este "ApenasNada" enfiado no meio do meu-mais-que-todos Maschamba e do fabuloso Ruínas Circulares, só me deu para rir. Acreditem-me, sem pretensão, falo a sério!!
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:41 PM | Comentários (49)
dezembro 13, 2004
Um ano na horta moçambicana
Já o disse, volto a dizê-lo: Foi por ele que entrei na blogosfera, e é por ele que continuo a entrar todos os dias. Hoje encontrei lá este postezinho.
Sei lá que te deseje Zéze!? Olha, que as dobradiças dessa porta continuem bem untadas seu maschambeiro!(já viste a bronca que seria aqui, com este portátil a guinchar a toda a hora?)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:39 PM | Comentários (9)
dezembro 11, 2004
Eu sei, sou um indeciso, pois sou
Lá-rá-lá-lá-lá ... Como ? estão ali os links outra vez? Olha pois estão, nem tinha reparado!
Já há imenso tempo (isto passa-se no longínquo mês de Novembro de 2004, já nem me lembrava …cof, cof…) decidi acabar com as “minhas voltas” que linkavam os blogs da minha preferência. Fiz até questão então de assumir que era demasiado preguiçoso para andar constantemente a actualizar aquilo. Que tinha a barra dos favoritos do IE para os manter actualizados e blá, blá, blá.
Pois cheguei agora à conclusão que sou demasiado desleixado para os ter por lá, pois que aquilo já nem se arruma. E cá voltam eles de novo, mais reforçados, mais ampliados, na medida das minhas digressões - vamos lá ver se é desta que me fico por aqui. Agora não me peçam é para a dividir por categorias, já assim a ordená-la toda bonita por ordem alfabética me deu um trabalhão !!
(“Bro”, pus-te mesmo por cima do Abrupto, espero que não te importes. Sei que a distância devia ser maior, que assim não representa a ordem de importância, mas essas são prerrogativas do alfabeto entendes? E quando cá vens para se pôr isso com ar de casa de gente?)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:17 PM | Comentários (5)
O melhor mesmo é estar calado
Há coisas ‘mui’ peculiares nesta blogosfera! No Weblog percorro a lista dos blogs mais visitados e encontro lá este “Som do Silêncio” , bem destacado (15º), contando 1127 visitas só ontem, dia 10 de Dezembro. Com curiosidade (sempre ela no click não é verdade) lá vou eu. Pasmo!!!!!
(bom, certo é que ele(a) conseguiu de facto "fazer algo diferente")
Já agora haverá por aí algum blog que se chame prái “chover no molhado” para eu dar aqui que fazer ao dedo também?
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:56 PM | Comentários (2)
dezembro 10, 2004
Ena, que Gandulagem
O Ma-Schamba propôs-se num gesto olímpico (não sei bem o que isso quer dizer aqui neste contexto, mas gosto da adjectivação) criar os Prémios Gandula. Devo enaltecer os critérios objectivos e rigorosos que se lhe notam por trás. E escusado será dizer que, embora por razões desportivas o autor do blog o omita, estes são nomeados de cima para baixo por ordem de importância e honorabilidade.
Sou pois um ganda Gandulo!
Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:16 AM | Comentários (26)
dezembro 09, 2004
A volta ao mundo em 10 minutos
(click) Lindo este soneto
(click) Este gajo e os seus arrotos políticos
(click) Ego … ego
(click) Que bela foto. O diabo é isto a abrir
(click) Olha este!
(click) Ena, linkou-me
(click) Naaa, por aí não vou. Já sei que fico com 40 IE’s abertos
(click) Outra vez esta porra dos popups
(click) Eheheh…Ela tem definitivamente um humor do caraças
(click) Não me posso esquecer de pôr este mapa-mundo de visitas
(click) Bem me parecia que ir ao Colombo nesta altura podia dar nisto
(click) Diários. Difícil, vou pôr ali para ver depois
(click) Sempre igual a si mesmo :)
(click) Que bela árvore de natal
(click) …
(click) ...
(click) Já voltei?? Outra vez ???
Bem, acho que dei a volta ao mundo já.
Onde estávamos ? Ah… despachar facturas para pagamento … ora vamos lá …
Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:32 PM | Comentários (14)
dezembro 05, 2004
Gosto ... e pronto
Vejo por aí tanta gente falar da blogosfera, das suas diferentes direcções, links e mais links contrariando, expondo, rechaçando pontos de vista, e no fim o seu. Vejo por aí tanto blog achar que, depois justificar, e sublinhar até, fazendo-nos saltar de post em post, todos conduzindo-nos ao mesmo, ao que se acha de si. Escuso de dizer que acho isso uma naturalidade, nada que critique. Apenas constato.
Enfim, eu apenas digo que gosto do meu blog. ‘Parece-se-me’. Nesse aspecto é até pornográfico, apesar de pretensamente anónimo. E vai-me dando um enorme gozo!
(fica muito mal dizer isto?)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:59 PM | Comentários (14)
novembro 29, 2004
Tenho de o dizer
Sou novinho aqui, como detentor de um blog, e isso desculpar-me-á de qualquer juízo despropositado que possa fazer aqui, espero. Acho que o que me trouxe até aqui foi a possibilidade de ser mais activo, numa blogoesfera que cada vez mais me agradava, pelos seus conteúdos, pelas suas ideias, pela sua forma, mas também pela sua ética.
Os conteúdos traziam-me os acontecimentos do mundo já depurados do superficial com que hoje tantas vezes somos encharcados por alguma comunicação social, e enriquecidos com o contraste de opiniões, o aprofundamento, as referências possíveis de obter na origem. Trazia-me ainda muitas outras coisas, como a opinião política sem constrangimentos, o acontecimento em domínios mais especializados, o extraordinário e criativo momento de humor quase impar nos dias que correm, trazia ainda autênticas pérolas literárias, de tantos e tão saborosos escritores anónimos que por aqui se encontram.
A forma trazia-me um formato especial de afixação, com invulgares características de interactividade entre o autor e o leitor, o que permitia prolongar, esclarecer, desenvolver, e contradizer o conteúdo original, por isso enriquecendo-o. Esse fenómeno é notório na ‘ripostagem’ dos comentários, ou no prolongamento da “discussão” em casa (blog) própria, num entrelaçado de ligações que permitiam não só absorver a opinião, mas também a forma como o seu autor a sentia, dentro do seu ‘espaço’. Já mais recentemente notei que esse efeito criava circulares de opiniões, as quais, quando tendencialmente convergentes, acabavam definindo micro comunidades. Aproximações entre diferentes domínios, interesses e opiniões, franco sinal de pluralidade, factor de ainda maior enriquecimento desta coisa que se chama de blogosfera.
E depois a Ética. Impar a forma como cada um dos blogs se entrelaçava com outros, se aproximava na opinião, criava sinais de intimidade que no mundo ‘convencional’ só são atingidos em casos muito especiais. Quando assim não era, não havia a anulação, mas sim a ripostagem, o desacordo, quase sempre sobre o conteúdo, quase sempre objectivo. As opiniões, legítimas, quando em desacordo, visavam o que foi escrito, o conteúdo, essencialmente, e não o seu autor, o homem. E essa é mais uma característica que aqui me agradou, pela sua raridade ética.
E agora, digo isto tudo porquê?
Tenho notado mais recentemente ( se calhar já o havia, imprecisões do homem novo por aqui que eu sou) o aparecimento de post’s que apenas avistam o blog, o homem. Nada do que ele tenha escrito em particular, nada que haja para contradizer, mas tão somente o autor. Depois do que já disse, compreenderão que não goste, como leitor, de ler coisas destas. E concretizo: Como leitor devo dizer que sou um fã do Afixe, e em particular do Monty, do seu humor cáustico e inteligente. Apenas o trago aqui como mais um exemplo daquilo que quero dizer, e tão somente isso. Mas Monty, não bastará apenas que a gente não leia aqueles que não gosta? É necessário que seja expresso, não o nosso desacordo quanto ao que foi lá escrito ( e ainda recentemente concordei com o teu ripostar a um dos que é mencionado nessa lista), mas a nossa opinião depreciativa de outros blogs, cada um deles com a sua própria identidade.
Como autor de um blog, espero que isso não me coloque numa outra lista, com nome a definir ainda. Aliás, tenho a certeza que não. Ou melhor, que se assim for, seja colocado enquanto a minha opinião, e não enquanto blog ou autor.
Até porque ainda estou para receber uma bicicleta por causa de uma história qualquer de um sapo !!:)
Escrito á pressa, por um noviço, com o que lhe vai por dentro, sem tempo para revisões. Escrito na forma pretérita, apesar de o continuar a ler na forma presente, e assim o continuar a desejar.
E agora vou almoçar que já estou atrasado.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:13 PM | Comentários (4)
novembro 27, 2004
Mas esta gente não dorme ?
Acho pornográfico que alguém coloque um post às 7h da manhã de sábado!!!
Que não me levem a mal os madrugadores, mas tenho um sincero receio que isso possa dessacralizar o descanso.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:00 AM | Comentários (3)
novembro 26, 2004
E hoje faz anos ...
... o amigo Alexandre ! A ele sinceros parabéns, pela forma como liga as palavras com as imagens, pela delicadeza com que o faz, pela resistência, pelo blog ... "apenas mais um" dos que tenho à cabeceira.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:00 AM | Comentários (4)
novembro 25, 2004
Olha, puseram qualquer coisa pregada na porta por onde entro todos os dias aqui!
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:17 PM | Comentários (3)
novembro 21, 2004

A todos os que estavam nos meus links, e aos que ainda lá não estavam, considerem isto a minha mais sincera forma de respeito.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:47 PM | Comentários (5)
novembro 20, 2004
E pronto, já está
Decidi-me a escrever-lhes esta cartinha
E sou eu, que sou um g'anda avarento!
Eii, há por aí alguém que … ? Se quiserem posso emprestar a minuta.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:26 PM | Comentários (4)
Eu ainda vou no problema 282
Eu sei que não nos é permitido andar a resolver problemas num sábado de manhã, mas há uns que até dá gosto.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:11 PM
novembro 15, 2004
Eu não dizia ...
... ali atrás,
que este homem coiso e tal ?!
Mas acho que esta nomeação para autor do mês não é justa,
devia ter sido para autor do ano !
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:23 AM
novembro 13, 2004
E já lá vai um mesito !
Eu como não posso assinalar os recordes estatísticos, vou fazendo por aqui a festa celebrando a enorme longevidade deste blog. Já lá vai um mês que comecei acidentalmente isto (esta coisa de ir carregando no “yes” é o que dá).
Aproveito a ocasião para dizer que tem sido uma experiência inesquecível. Tenho-me sentido mudar, tenho-me sentido diferente. Desde então deixei de ter tempo para o que quer que fosse. As minhas olheiras descaíram quase até meio das bochechas. Os miúdos andam a dar-me uns beijos rebuscados de saudades sem que eu perceba porquê. Tenho também notado que ultimamente me olham de modo estranhado, particularmente naqueles momentos em que me desato a rir sozinho ou me encosto no vidro da tabacaria para escrevinhar as costas de um recibo de Multibanco. E ainda ontem ouvi um desconcertante “e tu por onde tens andado?”
Enfim, vamos lá ver se ainda me consigo sentir melhor quando chegar aos dois meses.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:55 PM | Comentários (11)
novembro 12, 2004
Estou orgulhoso mas …
Olha ?! ... descobri no meu blog favorito que, apesar de neófito, já sou tido como um mau exemplo.
Até aqui tudo bem, o que já não me parece bem é dividir essa “honra” com um tal de PQ. Mas afinal quem é esse gajo?
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:59 AM | Comentários (4)
A Contenda
Eu não sou muito de adivinhas, mas esta parecia-me fácil. Depois foi apenas esta absurda mania de reclamar pelo que tenho direito, no caso uma ‘chicleta (quero lá saber dos ‘ses’ antes) que me alongou por lá. Entretanto apareceu lá um (Zoick) que até parece que é saltitão, mas que mesmo assim não fez mais do que apropriar-se do meu génio matemático, mas com esse acerto contas depois. Entretanto o Sapo já apodreceu no fundo do poço, e nada. Esta artimanha para atrair leitores já me levou a apresentar 9 teorias diferentes, e nada. Agradeço assim a v. solidariedade para junto da organização do concurso, se manifestarem a favor da minha causa.
Enfim, resta-me a consolação de, enquanto reclamo o que me é devido, poder assim ir desfrutando das outras coisas, menos importantes naturalmente, que por lá aparecem.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:33 AM | Comentários (7)
E agora um sincero elogio antes de me deitar
Acabou no domingo, com este post, uma das histórias mais deliciosas que li aqui na blogosfera, pela mão do João Pedro da Costa. Sugiro veementemente que quando puderem passem por lá e a saboreiem desde o princípio. Mas vão com tempo, não é coisa para visitas corridas. É mais para degustar.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:43 AM | Comentários (3)
novembro 09, 2004
Solicita-se aconselhamento urgente
Alguém pode dizer aqui a este tosco porque é que os post's mais antigos continuam visíveis, numa verve que me começa a preocupar?
Não era suposto eles irem para o escaparate ali ao lado, pelo qual o leitor mais iludido, se e apenas se o quisesse, lhes poderia deitar a mão?
Antecipadamente grato
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:24 PM | Comentários (5)
novembro 02, 2004
Hoje estou a ressacar do trabalho de ontem
Mas era só para dizer que Isto(!) é absolutamente e completamente bem merecido.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:56 PM
outubro 30, 2004
Humm …
Em conversa de serão, eu entusiasmado a explicar esta minha nova experiência:
- Mas diz-me, para além do ego, que outras motivações há por detrás do blog ?
Eu naturalmente respondi:
- …
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:01 PM | Comentários (3)
O(s) meu(s) Link(s)
Hoje inaugurei mais uma funcionalidade (começo a ficar um expert). É suposto aí estarem presentes diversos links para outros blogs. Eu apenas pus um: O Maschamba.
Foi ele quem me trouxe a este blogomundo. Foi ele quem me viciou aqui. É a ele que todos os dias acorro antes de tudo o mais, para acompanhar o cafezinho do despertar.
Acintosamente, não poderia deixar de o colocar em primeiro lugar, e deixá-lo lá sozinho, como que fazendo o tempo a marcar a distinção. Depois certamente outros virão. Mas compreenderão que neste momento, escalonando “as minhas voltas”, e embora com modesto significado, não poderia deixar de o colocar lá, durante uns momentos, apenas a ele.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:55 PM | Comentários (5)
outubro 25, 2004
A Estatística e o Ego
Primeiro criei o blog, em jeito de brincadeira, e acabei viciado em visitá-lo (pena que ninguém o possa escrever fingindo-se de mim). Depois encontrei o “sitemeter” e vi-me fanático das estatísticas. Esta disfunção enquanto autor do blog, leva-me a um ponto tão exacerbado que deixam de me ser relevante as visitas, mas tão somente o contador que elas acrescentam, sendo este permanentemente monitorizado por mim (estou até a pensar tirar férias para o poder observar em tempo real).
Noto-lhe um comportamento sinusoidal (á curva de visitas), apesar de ainda imaturo. Constato-lhe de 3 em e dias um ciclo máximo, a que se sucede uma queda acentuada para o número de visitas mínimo, e depois upa, volta a subir numa derivada bem acentuada. O último mínimo foi de 6 visitas, o de hoje apenas alcança as 3. Dado que os valores máximos se equivalem, isto significa uma curva mediana, atenuada, que apresenta uma tangente negativa, do que resulta uma convergência para 0 (visitas) – por inépcia e receio ainda não extrapolei essa fatídica data..
Venho assim solicitar-vos (neste caso agradecer pois como é óbvio já lêem este post na condição de visitantes) o favor da vossa visita, por forma a inverter a tendência dramática da curva de visitas.
Espero sinceramente que não se sintam melindrados, ou alvos de um embuste, pois reafirmo que este pedido se deveu apenas a um interesse de ajustamento estatístico. Em jeito de desculpa relevo que este post me exigiu muito mais do que a simples colocação de fotos, links, tiradas literárias ou anedotas.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:26 PM | Comentários (12)
outubro 21, 2004
Afinal que estou eu aqui a fazer ?
Acabrunho-me de não ser capaz de comentar a política. E não o sou porque não tenho paciência nem disposição para acompanhar diariamente os seus episódios novelescos. Nem vejo qualquer interesse nisso. E não sou porque de há anos que estou suficientemente desencantado com os (actores deste) mundo para a querer criticar numa perspectiva mais elevada, quase arrisco dizer, mais filosófica. À “acção” política constato-a da comunicação social e nada mais. À “ideia” política apraz-me discuti-la por entre um copo digestivo, depois de um bom almoço, com um amigo inteligente … mas nada mais.
Mas ainda tenho o futebol. O futebol ? Mas eu recuso simplesmente divagar pelo futebol causídico, o futebol que se escreve. Apenas o consigo ver, ao futebol. Sou absolutamente inapto nos seus círculos de discussão, sou até incapaz de defender o golo que “foi mas não foi” contra o meu clube. Gosto apenas de apreciar a sua acção desportiva, e quando muito discutir um lance de contra-ataque, um passe de magia, uma jogada de génio, e vá lá, a injustiça do resultado. Mas nada mais também. Pior que isso, apenas me consigo entusiasmar moderadamente, nada que vá para além dos momentos seguintes. Nunca me senti intelectualmente apetrechado para argumentar tecnicamente, ou recorrer a factos históricos, nem tão pouco concebo a utilidade disso enquanto espectador.
…
Divago pelos Blogs, uso até das listas do “weblog” para me orientar para as útlimas novidades, e invisto sobre os blogs que aí são apontados (poupo-vos aos links). Entro e saio, entro e saio e … acabo perguntando-me (eu que ainda agora "aqui" cheguei): Afinal, que estou eu aqui a fazer ?
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:25 PM | Comentários (3)
outubro 20, 2004
Curioso ...
Este Blog que começa assim:
“Não sei que espaço é este e ocupo-o sem nenhum anseio particular de esclarecer a questão. Imagino que passarei a vir aqui com frequência. Não porque se trate de um diário. Apenas porque tenho um certo hábito de escrita. Nunca escrevi diários e não sei para que poderia servir-me um. Mas escrevo. Não desta forma, ou pelo menos, não aqui. Por razões que não vêm ao caso, preciso de me transferir do papel para cá. Talvez porque precise de convocar a escrita a um só e mesmo lugar. Eu não sei. Sei que passei a vir escrever para aqui. Despejo coisas escritas.... agora... antes....há tempos atrás... Algumas dessas coisas sei quando foram escritas, outras nem por isso. Mudei-me para cá e não penso sequer que rumo dar a este espaço. Sei só que me agrada tê-lo. Saber dele. Saber onde está. Saber onde fica quando o deixo. Mais nada! Pelo menos agora. Pelo menos para já. “
Tão nascido da mesma forma que me apetecia apropriar do seu post.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:15 PM

