agosto 09, 2007
psttt
e achas que lá o pessoal, se der por nós, nos irá obrigar a pagar uma nova anuidade? só por dois postitos deste tamanho?
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:13 AM | Comentários (1) | TrackBack
e claro que os comentários continuam sem funcionar
Os meus comentos aqui nem sequer abrem, e os teus estão lá com ar todo sorridente mas quando vamos fazer publish vai tudo com os porcos. Olha, vai por aqui a resposta...
Não faço a minima ideia se a coisa se apaga ou não! hoje passei num blog que justificava assim um post desgarrado para que não lhe fechassem o blog, e como não custa nada e um gajo até já faz isto com uma mão atrás das costas, olha, pimba. (e já me rio só de pensar que a esta hora deve haver já por aí um ror de gente a empurrar as portas enferrujadas dos velhos blogs e a tirar as teias de aranha dos posts só para não deixarem que lhes levem a mobília toda. ahahah)
Mas olha que se estava mesmo bem nesse teu 100nada ainda agora. Sabes, eu nunca o quis confessar mas gosto mais deste nosso velho quarteirão do que aqueles bairros todos pomposos para onde me mudei. Tu ainda foste para a baixa, agora eu, naquele condomínio fechado de novos ricos em que um gajo nem pode mudar a cor das paredes, bahhh
Olha, e termino só para dizer que aqui se recebeu-se o teu post em boas condições, e que gostei muito de emitir daqui para aí, assim coisa a fazer lembrar já as velhas galenas
Beijos, volto para o pé dos patos bravos. ai, queria dizer, para o pé dos meus novos colegas de blog.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:05 AM | Comentários (0) | TrackBack
agosto 08, 2007
manutenção preventiva
Alguém sabe se é preciso de vez em vez vir aqui 'dar de comer ao bicho' para não me desactivarem o blog, ou se posso deixá-lo em paz para todo o sempre? é que receio que me o levem daqui um dia, e há para cima de 1000 textos aqui que nunca tive nem terei paciência e engenho para levar para outro lado qualquer.
E pronto. Era só isto.
clanncck
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:03 PM | Comentários (0) | TrackBack
novembro 29, 2006
da vanglória, ainda que defunta
Bem sei que isto está encerrado mas, nenhum empertigado autor de blogue (no activo ou não) poderia impedir este estertor da sua própria natureza vaidosa. Há efemérides que não podem passar ao lado. Para quem expõe aos outros a sua escrita, o exercício da quantificação dos leitores que já se debruçaram sobre as suas palavras é uma deliciosa carícia que, ainda que falsamente negada, nunca poderá ser deixada incógnita ao ego carente.
E este
é um n.º redondo como qualquer outro, mas é enorme.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:33 PM | Comentários (0)
outubro 30, 2006
(mas afinal quem é que anda a tirar este post sempre daqui? mau, mau)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:46 AM
setembro 29, 2006
Emissão simultânea
Isto de andar a mudar de plataformas de blogues faz-me lembrar as bichas na estrada: A nossa é sempre a mais lenta. A não ser que mudemos para a faixa do lado pois nesse caso passará a ser essa, a nossa, a mais lenta de todas.
Assim sigo agora, mas ocupando as duas faixas de rodagem.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:38 PM | Comentários (5)
setembro 18, 2006
o ultimo post para reprodução do ultimo comentário deste blog
"Seja como for, vou deixá-los aqui, aos textos. Não me apetece levá-los comigo, tipo armazem de palavras (...) Entretanto espero que o weblog, quem dele trata agora, conceda que este espaço assim fique, apenas visitável. É (já só) o minimo que espero."
Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:54 AM
setembro 15, 2006
Quem me ajuda a trasladar as ossadas por favor
Este blog acaba aqui.
E eu confesso-me aborrecido por não poder ter ficado pela pompa daquelas 4 palavras. É bonito aquilo do “este blog acaba aqui” - tem um ar rijo e marcial, como quem procura esconder com coragem a dor de anunciar a sua partida. Eu gosto, e sempre o tive guardado para este momento - se bem que seja a forma mais recorrente na blogosfera para anunciar o fim de um blog, mas nestas alturas as frases escolhem-se mais como quem escolhe se “o caixão vai ser em pinho ou em carvalho”. Mas se ainda balbucio alguma coisa agora, estragando e estalando a solenidade do tal (este) momento, em vez de simplesmente apagar a luz e fechar a porta, é pelas razões que a seguir explico.
Para se ter um blog é preciso que aconteçam duas condições: que o blog funcione, e que se tenha algo para escrever. Acontece que nenhuma delas se verifica presentemente. Quanto ao que escrevo, do impulso que me falta, que me tem faltado, dou-me bem com isso - assim ausente nem sinto a falta dele, e depois um dia voltará, e então hei-de precisar de um espaço para o escrever, um canto de uma folha ou um bocado de html, o que for - são já muitos anos neste ciclo que se interrompe permanentemente, e é assim que existe a minha necessidade de escrever, essa que nem me importa sequer compreender mas tão somente frui-la. Agora quanto à plataforma onde guardo este blog, já passei todos os limites da minha tolerância; pagar por um blog onde tudo funciona mal e empasteladamente não é algo que pretenda continuar a fazer. Aliás, nem de graça. Portanto, do escrever hei-de voltar, deste blog parto já.
Já ainda não… que chatice, esqueci-me mais uma vez das ossadas. Aliás é esta mesma a razão porque aqui me estendo com os tropeções contradizentes do costume. Tenho um problema técnico, e é aqui que preciso da vossa ajuda, em particular dos que são meus colegas na blogosfera e que disto certamente perceberão mais que eu. Tudo o que aqui deixei - e são mais de 1000 textos - nunca foi salvo. E se é verdade que nalguns casos tenho versões primitivas dos textos que escrevi, na maior parte dos casos isso não se verifica dado que os escrevi directamente em cima da plataforma e depois já na sua versão publica e editada, ainda aí os fui corrigindo e melhorando, como agora mesmo acabei de fazer (alguns leitores terão certamente reparado nisso e muitas vezes dei comigo a matutar que achariam nisso uma falta de ética; certo é que isto para mim foi acima de tudo um caderno de apontamentos onde as coisas que se escreviam ficavam com um ar mais bonito e arrumadinho).
Mas gostaria de os guardar, aos textos que aqui deixei, até porque penso que alguns deles serão um dia apreciados pelos meus filhos, para os quais e sobre os quais aqui fui deixando pedaços da nossa vida, vista por mim, o que no futuro provavelmente lhes trará algum contento de ler. Outros pouco me importam, são mais coisas minhas, ímpetos que logo ali se esgotaram, e essas bem podem ficar por aqui soterradas.
Mas vamos então à identificação do problema que suscita tantas palavras quando eu deveria estar a obituar-me silenciosamente: Não sei fazer backups deste blog; sei que há uma solução para isso, um botão de ‘Import/Export’ parece, que até já experimentei, mas daí obtenho um ficheiro txt muito pouco simpático e nada compatível com as definições e formatações originais. Haverá alguma outra forma alternativa, ou algum tratamento posterior sobre o ficheiro de texto, que volte a deixar aquilo com aspecto menos cifrado e mais próximo de parecer um texto?
Fico antecipadamente grato pelas vossas dicas nos comentários ou por mail.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:09 PM | Comentários (17)
setembro 12, 2006
Até já ia lá ao fundo, mas ainda assim voltei atrás
... só para deixar a porta entre-aberta. Pois, que de momento não faz nenhum sentido que aqui não exista a tal da caixa de comentários. Este blog é todo vosso (mas spam é que não, isso tenham lá paciência ó viagras)Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:27 PM | Comentários (5)
setembro 07, 2006
Disso das salsichas, cada um que trate da sua
[ Favor não ligar. Eu não tenho aqui comentários e o destinatário desta pequena missiva também os tirou, por isso faz de conta que isto é uma conversa de natureza privada, devendo como tal ser ignorada pelos desprevenidos visitantes que deverão tomar em consideração a asserção (lindo! asserção) publicada antes deste
postepilarete.]
Há dois o quê? Olha lá, se te queres também finar então trata de arranjar uma salsicha só para ti, ai o … (lá dizia o Joaquim Pessoa)
E pronto, com esses abusos já estragaste a solenidade do meu desaparecimento. Assim como vou eu acreditar que de facto já não existo?
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:59 PM
agosto 09, 2006
Esta é uma retractação pública, risível, mas sincera
Considerando que o uso da peúga branca é um direito que assiste a todos, e que denegrir ou escarnecer por alguma forma quem opta por essa tão, hummm, conspícua forma de calçar, por mais que esta possa parecer ridícula, por mais hilariantes momentos que essa visão nos possa propiciar, e por mais justificáveis que sejam os estados de irritabilidade que nos levam a transportar tais situações para o cómico do domínio público, nada pode despenalizar ou mesmo aligeirar a forma ‘escarnosa’ e acintosa como foi aqui a mesma referenciada, atitude aliás que muitas vezes e de forma assaz enérgica, tem aqui sido condenada e combatida quando observada em outros paralelos da blogosfera. Até porque - e agora sobre o busílis da questão - o termo “esposa”, podendo ainda assim ser classificado com algum paralelismo, revela contudo uma maior delicadeza e aplicabilidade social que a expressão “a minha patroa”, essa sim, verdadeiramente aborígene. Mas o que importa é que cada um chamará portanto a sua … como muito bem entender, e sugira esse tratamento um grau de possessão, uma insinuação de submissão ou simplesmente um chamamento piroso, o mesmo não compete a este espaço público (epá, fico todo inchado ao dizer estas coisas) aquilatar, nem tão-pouco arriscar a zombaria sobre o mesmo. Por estas explicitadas razões vem então o corpo editorial deste espaço (e éramos tantos que alguns até tiveram de ficar lá fora, na parte de trás do blog, ao pé dos bidons de html’s velhos), assim como a família mais chegada (que só não está aqui comigo porque foram a banhos pró Algarve, mas mandaram dizer que também eles estão muito afligidos com toda a situação ou lá o que é), lamentar o sucedido e manifestar o seu sincero arrependimento e profunda consternação com o provável impacto que as jocosas observações proferidas sobre as peúgas possam ter nas relações matrimoniais dos portugueses.
Apesar da irreversibilidade desta acção, reconhecendo-se que nada trará a remissão de tão lamentável lapso, mas ainda assim, e numa decisão inédita nos últimos meses, decidiu o corpo redactorial (lá está, aquela malta toda lá atrás a fumar uma cigarrada, (?) pelo menos parece, ao pé dos bidons dos fundos) disponibilizar aqui a sua caixa de reclamações comentários para assim se sujeitar ao apedrejamento com vitupérios e outro tipo de arremessos linguísticos que o estimado leitor, em particular o de peúga branca, entender. (Catarina, eu estou a fiar-me em ti, tu vê lá mas é se afinal aqui os comentos funcionam! Isso é que era uma granda bronca pá)
(e agora vou ver se preparo aquele post enorme para aqui pôr a seguir ao almoço e empurrar esta mania de armar ao Egas Moniz lá para baixo)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:19 AM | Comentários (16)
agosto 08, 2006
Isto é que é uma chatice ein. Nunca mais volto a tentar o humor negro
Mic, mic to all: Segue desmentido público - Era tanga pá! Insisto, era tudo tanga! Allô, allô, repito, eu nunca quis suicidar-me!
(Até porque, como diz o meu irmão: a vida são só dois dias, por isso nem vale a pena.)
Pese embora já o tenha esclarecido anteriormente, mas face às condoídas e atormentadas manifestações de carinho que continuam incessantemente a chegar, e pelo apreço que estas me merecem e que muito sensibilizadamente tenho recebido, e sobretudo por isso, é curial que não infunda falsas informações sobre os destinos pretendidos pelo homem por trás do Eufigénio. Por isso aqui afirmo, de forma veemente, na plena posse das minhas capacidades, e com a pujança física que os médicos, as entorses, os quistos, os enfizemas e demais maleitas ainda me deixaram ficar, repito, aqui afirmo, que não é nem nunca foi minha intenção por termo à minha existência carnal (a espiritual, essa já tem longevidade assegurada através deste blog, e só não arrisco falar da suprema eternidade porque receio, pelo andar da carruagem, que a plataforma weblog não se aguente até lá). E mais declaro, para maior sossego de todos, que em meu redor as únicas armas de aspecto mais letal que vislumbro são as duas canadianas que agora me acompanham para todo o lado mas que não constituem perigo, uma vez que se o pretendesse (atenção, eu disse se, eu disse se) nunca escolheria suicidar-me à bengalada, por se tratar de uma forma demorada, desgastante e dolorosa de o fazer.
Posto isto, e sobretudo àqueles que se sentiram ultrajados pela mentira que aqui fiz passar no blog, quero apresentar as minhas sinceras e arrependidas desculpas, dizendo ainda o seguinte: por favor, acreditem apenas no que o v. bom senso vos sugerir, e lembrem-se, aqui, onde me escrevo, vale tudo, e tudo vale o que vale. Mas aprendi a lição: afinal num blog pode-se falar sobre quase tudo, sendo que este quase faz toda a diferença. Do quase deve ser intuído como excepção o suicídio, mesmo que este assente numa tétrica experiência literária. Desse não se deve falar, e sobretudo se for o nosso. [Ah e também não se deve falar do problema da falsa réplica que ainda afronta o Pacheco Pereira e o seu Abrupto. Parece que com isso (porque dizem, é política) também não se pode brincar]. No resto, já se sabe, vale (quase) tudo.
(Uffffff, onde eu me fui meter)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:01 PM
Neurótico e mal-criado
Já teve melhores dias este blog
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:12 AM
Não sei. Mas não soa bem, pronto
Nunca mais lá volto! “A minha esposa”? Já ouvi-lo faz doer os ouvidos, mas alguém é obrigado a escrever “a minha esposa”? Não. Há limites para tudo, e havendo tantos, nem sequer sou obrigado a ler blogues de peúga branca.
(Mau-feitio? Arrogante e afectado? Olá, sou eu sim)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:27 AM
agosto 07, 2006
O cheiro da desgraça
É curioso. Um tipo inventa as mais diversas tolices que depois aqui edita. Reacção natural, amena, aparentemente sem se importar com os aspectos da credibilidade. Depois, numa outra variante, debita quase todas as dimensões e cores das suas emoções, e ao longo de vários meses destapa os mais diversos pormenores da sua intimidade, assim se deixando espalhar, às suas entranhas, pelos sete ventos da blogosfera. Recolhe apenas alguns comentários, mais até sobre a forma, a estética, que sobre o conteúdo, e vai anotando que também aqui o juízo sobre a veracidade do que escreve continua a não relevar nas diversas apreciações. Um dia, hoje, subitamente, num momento de fantasia mais idiota, revela então que se vai suicidar ao fim da tarde, pese embora ainda sem hora marcada. Os comentários estão inibidos mas apesar disso as ‘vozes saltam a cerca’, e quase de imediato, chovem mails (*) profundamente consternados, outros, repletos de humanidade, lançando apelos, e coragem incitam quase todos, solidários.
O tétrico, pois.
(*) esta parte dos mails é inventada também. Na verdade não recebi nenhum mail, mas faz parte da fantasia julgar que sim. Fazei o favor portanto de acreditar nisso também para que este post, mesmo que baseado numa verdade inventada, possa ter algum fundamento
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:55 PM
Dúvida ontológica
Pode-se falar aqui destas coisas de suicídios e tal, não se pode?
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:10 PM
agosto 01, 2006
Em compensação
Há tipos que me põem a rir desbragadamente em cada linha que leio escrita por eles. Não só pelo que escrevem, mas pela forma como põem a ridículo o sisudismo, a soberba, aquela coisa da superioridade intelectual que habita no lado mais poeirento desta blogosfera. Isto sim é blogar. É que eu também gosto muito de cinema mas levar com Ingmares Bergmanes todos os dias, Deus me livre. Viva a blogosfera dos tiros em carros às cambalhotas, dos cowboys, dos filmes pornográficos, dos monty-phytons, e dessas coisas assim com que tanto se exalta este meu espírito simples e plebeu … que se para autor já pouco dou, pelo menos como leitor disto, por cá me vou assim deixando ficar.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 08:44 PM
Frente-e-verso (auto-colisão)
Como pode alguém manter um blog se cada linha que lê escrita por si o enfastia?
Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:45 PM
julho 29, 2006
Bye Miss Vitriolica, Hello Blogzira
Aqui, neste universo volátil, já pouco me importam os nomes e os locais. Do que gosto, basta-me que não perca o seu endereço na Internet. Como é agora o caso: actualizando caminhos daqui para aqui, e lá sigo a saborear coisas assim como esta:

Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:53 PM
julho 26, 2006
Uffff (as plantas já estão regadas e os peixes com comida)
Um post sobre mergulhos e vaidades (1), e um outro sobre as costumeiras mas inatacáveis trapalhices do Diogo e os nossos momentos de ócio (2), depois um outro sobre literatura e aqui a arriscar-me em terrenos que não são os próprios deste blog (3), e por ultimo a opinar sobre isto de blogo-escrever e as ansiedades que atravessa um dos seus ícones(4), e agora até este, a sumariar. Bem sei que a nenhum dispensei a atenção suficiente para poder ser agradavelmente 'audível', mas ainda assim, face a tanta variedade, acho que deve chegar para nova pausa. A ver se para mais uma semana.
(1) realmente, quem é o gajo que não teve já aquele sonho de ser o maior da praia a mergulhar e a sair da água com o novo record do mundo perante a admiração e júbilo de todos os veraneantes que, claro, com excepção dos familiares a quem fica sempre bem impressionar, no resto são esculturais mulheres fascinadas com o feito?
(2) Ainda não percebi se há realmente nele um problema de audição, mas o que é certo é que as confusões de fonética, nele, fazem sempre todo o sentido. Se este miúdo um dia escrever, acho que irá ser bem no género do Luandino
(3) Mas a citação, isso do “Ele conhece os factos, o que ele não conhece é esta versão dos factos” que é afinal a razão de tudo, dos conflitos e dos pactos, da admiração e do horror, do admirável antagonismo humano
(4) Sobre isto é melhor não falar mais, não vá ser envolvido em alguma acusação pública sobre blogs fantasmas e tal
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:52 PM
Disto que afinal não somos nós
Tudo hoje é tão descaradamente on-line. Escreve-se arrebatadamente como se o que assim confidenciamos afinal não tivesse valor específico nem intimidade. Como se não nos importássemos com a pigmentação das nossas emoções assim entornadas num abstracto, ainda que coisa pública. Como se estas, assim transpostas em códigos ASCII, não fossem mais do que montículos de caracteres sem identidade, bastardos de nós, palavras volúveis vogando pela net sem origem própria.
E é tal a ilusão dessa distância que julgamos aqui intrometer, que só acabamos por nos surpreender quando súbita e imprevisivelmente testemunhamos trechos de quase angústia, um até estertor nervoso, nas palavras dos olímpicos destas andanças. Como se, subitamente, essa regra do distanciamento se quebrasse, e a solidariedade passasse a ser afinal um termo virtualmente plausível. Como se afinal isto pudesse ser como outro lugar qualquer, onde por vezes temos de falar uns com os outros, e para isso olhar-nos nos olhos.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:26 PM
junho 30, 2006
Desta vez interrompo a pausa
Apenas para vos recomendar, caso também tenham este hábito de um textito com o café da manhã, que hoje o tomem aqui. Delicioso!
… sem mais palavras
Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:12 AM
junho 08, 2006
Arranjem definitivamente esta treta !!!
Há outra coisa contra a qual as palavras nada podem: uma plataforma de blog que não as deixa editarem-se!!!
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:23 AM
Quando as palavras são catapultas da coragem que não temos
Não é preciso ser um bom homem para se escrever um bom texto, mas é certo que os maus homens só produzem maus textos. Escrevendo pode-se quase tudo, mas, se há coisa a que as palavras não resistem é ao cheiro a fel.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:15 AM
Blogambulando
Da cidade, ao fundo, só lá vou a compras de tempos a tempos, ou para assistir a um espectáculo, ou então para comprar jornais. Para passear prefiro aqui a rua, não mais de dez/doze casas por onde gosto de passar. Agora, até já me atrevo a alargar o raio de acção dos meus passeios. Volto a deambular pelo bairro e constato que já há persianas subidas e quintais de novo arranjados. Aos poucos a minha blogosfera vai voltando.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:08 AM
junho 05, 2006
Do que escrevo que digo quando digo o que escrevo
Confesso que acabo sempre por estranhar quando me dizem que escrevo com humor. Sinceramente. Eu olho para o que escrevo e o que vejo é nostálgico, arrependido, de um estilo confessionário até um pouco depressivo. Claro que nos intervalos tento o exercício de me trazer à superfície. Mas chamar humor a essas braçadas de sobrevivência?
Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:48 PM
Blogambulando
Caramba, não me conformo, fica sempre a faltar qualquer coisa nas minhas voltas oh seu grande mau feitio | Felizmente ainda há super-produções destas, senão já nem saía de casa | Ter um blog há três anos já não espanta, (embora ultrapasse já o prazo de validade normal), o que verdadeiramente espanta é ‘blogar’ e saber ‘blogar’ assim há 3 anos | Ah, nem sei com que propósito, mas lembrei-me agora: gosto do branco sujo. Fica aqui a nota pessoal
Acrescento: Vá lá, um belo acaso! Ao menos tu ainda consegues ser mais desobituada que eu.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:35 PM
junho 02, 2006
Passo a imodéstia
Mas confesso que estou a obituar-me muito bem aqui. Sem textos grandes (demoram muito a escrever) e já poucas interioridades (demoram muito a pensar) é verdade, as caseirices (demoram muito a fotografar) são cada vez mais raras, e as nautiquices (demoram muito a descrever) nunca chegaram a ser. Em obituação é certo, mas ainda assim com todas as vírgulas e muito garbo.
(Pode não parecer, mas há modéstia num texto curto.)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:18 PM
Da presunção de Aladino
Tinha coisas tão importantes para escrever ... desculpem, hoje não vos posso deixar nada. Mas estejam atentos.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:21 AM
Dos absurdos do vício
Vim só aqui dizer que agora não posso vir aqui. Estou cheio de pressa
(profusa prática bloguista)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:19 AM
maio 31, 2006
Decanos
Interessante e louvável este trabalho do apdeites:
Daqui da minha adolescência cansada, a vénia aos quase-eternos
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:39 AM
maio 30, 2006
Bilhetes para

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Dia 4 de Junho
vende-se |
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ou troca-se, sei lá, qualquer coisa o assunto é sério - está em causa a expropriação da minha paternidade ... |
| Dia 3 de Junho compra-se |
Red Hot quê ?? ah não sei de nada.
Para pormenores da agenda falar com Francisco Lagoa
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:09 PM
maio 26, 2006
Pré-aviso da obituação
Acabei de perceber que não tenho, nem nunca irei ter, uma cópia dos textos que aqui escrevi. Sou incapaz de os desenraizar deste espaço, vá-se lá saber porquê. Talvez porque recuse admitir que haja vida nas palavras, que isso seria presumir que nelas houvesse óbito. Ambos os casos, já se vê, são imagens aterrorizantes. Acontece que de alguma forma isso sobrevaloriza o fim do blog, pois faz com que a perda se torne ainda mais fúnebre. Deixar ficar por aqui, e com ele extinguir-se, tudo o que nele deixei, nutrirá, lamentavelmente, toda a ocasião, de maior solenidade. Já me estou a ver com declarações amarrotadas do nervoso em papéis na algibeira, e de fato e gravata … e com este calor que se avizinha ...
Não me parece por isso que lhe cometa o suicídio tão brevemente, pelo menos nesta estação canicular. Ou se o decidir não o hei-de anunciar a mim próprio. É provável que, abrandecido, se vá vestindo cada vez mais com espaços em branco, até um dia alcançar um estado comatoso, depois a morte súbita, sem pré-aviso, sem deixar vestígios. Provavelmente faltará saldar uma anuidade, uma qualquer imponderável falha interbancária, quem sabe. Será um óbito determinado por razões de natureza administrativa – assim, deixando-se apagar, será mais uma espécie de obituação. Nesse fim não terá então de haver uma vontade declarada - tal como no seu início não houve - e eu terei justificadas razões para não estar presente.
[ E um dia, à pergunta recorrente, já poderei retorquir: fechou? Olha, não faço ideia. Eu cá fui-me obituando e por isso já nem reparei ... ]
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:06 AM
maio 24, 2006
Impressos personalizados
Gosto de ler. Mas gosto sobretudo de o poder fazer. Gosto de escrever. Mas não gosto de ter de o fazer.
… e convém que não insista nesta compulsiva mania de “ter de o fazer”. Começo a ficar farto de ler esta série de panfletos de mim. Tanta definição, tanto gesto administrativo, tanta repetição pateta nesta obsessão que me impele a produzir sem fim esta espécie de impressos comprovativos da minha existência.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:04 AM
maio 19, 2006
três...entos Anos
Mesmo que aí os estores estejam agora corridos e as portas trancadas, deixo debaixo da porta os meus …
… Parabéns e agradecimentos pelo prodigioso tempo e modo da tua escrita
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:57 AM
maio 16, 2006
Obituação
(in 'Dicionário Inventalhado' - Aut: Tal de Lagoa)
do Lat. obituationev. tr.,
perder o hábito de existir;
realiviar-se; póscomatar-se;
exercitar o desaparecimento;
anunciar oficiosamente o seu falecimento;
partir dengosamente e sem estrilho;
falecer de forma inconspícua;
processo de habituação prévia ao óbito;
v. refl.,
amolecer-se;
desaparecer-se;
s. f.,
acção de obituar ou obituar-se;
Psic.,
desaparecimento progressivo de uma resposta a um estímulo repetido regularmente;
Sex.,
cessação de processo masturbatório de forma cautelosa visando a não estimulação de impactos psicológicos negativos;
Med.,
aumento gradual da resistência aos efeitos de determinada droga administrada durante longos períodos (observada tipicamente com substâncias que originam dependência- vd blogs).Casos patológicos registados =»
Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:00 PM
Circunflexões de mim
Aqui, ainda antes de agarrar no trabalho de novo, e a pensar:
quantas vezes usei eu as palavras “minhas”, “tenho”, “sou” e outros derivados do “eu”? Acho que mais que eu, na blogosfera, só mesmo aqui.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:55 PM
O estrelato internacional ... ok, ibérico, pronto
Incontido orgulho este de ver “obra” minha a emoldurar um post espanhol. E depois um outro, ainda de terras vizinhas, agora com foto das minhas “nautiquices”. Sou além do mais um artista polivalente. (isto já para não falar dos irrepreensíveis decalques da minha personalidade que a sr.ª directora continua a ensaiar)
Ai, soubessem eles do que escrevo …
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:41 PM
maio 15, 2006
Blogambulando
“O fim-de-semana
Uma ilha rodeada de tempo por todos os lados
Onde dá à praia o náufrago dos dias inúteis”
In “A Memória Inventada”
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:58 PM
maio 13, 2006
Sem comentários
Pouco me importa neste momento a forma da escrita, ou que desta transpareça uma permanente hesitação (tira-não-tira-comentários). Para o caso em nada me interessa agora a ortografia e as questões da minha personalidade instável. A verdade é que os textos que escrevo e os comentários que os sucedem, (a eles associados ou não), são duas formas distintas de me relacionar com (n)este espaço. E estas duas ligações que estabeleço são tão distintas entre si que chegam a tornar-se antagónicas. A primeira liga-me à minha escrita, a mim, seja lá o que isso for. A segunda … bem, prefiro a primeira. É por essa que (ainda) aqui estou. Não me levem a mal por favor.
[Zezé e Catarina, (sem links, que já não têm onde pousar) - prometi a mim mesmo não aludir nestas justificações ao outro elemento de ligação com tudo isto. O que se estabelece com o lado de fora de mim: O prazer da leitura, que agora, em boa parte, e de forma insubstituível, acabei de perder ]
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:03 AM
maio 11, 2006
Olha,
Se vais deixar de fumar também eu deixo. Um compromisso mútuo tem sempre mais força.
(Curioso. Hesitei na categoria onde deveria associar este post. Ainda agora estou na dúvida se nas "bloguices", se nas "proximidades", se nas "irritadices".)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:29 PM | Comentários (14)
maio 09, 2006
Vaidade e desconforto
Este blog atingiu as 150.000 visitas, tantas quanto os sócios do Benfica, só que não precisei de andar por terras de Cabo Verde e do Canadá para isso, nem do Simão. Viva a Internet … viva o Google, vivam os postes/chamariz de “gajas nuas”! E obrigado aos 5 visitantes que me têm acompanhado com os seus ‘clics’. De entre estes, um beijinho especial para si avó.
(os comentários voltam. o silêncio é higiénico mas faz muito barulho)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:54 AM | Comentários (33)
maio 04, 2006
Não há paciência, é que não há mesmo paciência
Há blogs que não leio há meses. Por vezes esqueço-me, e lá me reclino na sua direcção. Depois …
Façam favor, tirem lá os penduricalhos e mais as odes e os bonequinhos que dançam e riem, só para ver se por uma ou outra vez eu ainda vou sabendo o que por aí se escreve. Já agora, escreve-se?
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ADENDA (de remissão):Admito que me terei excedido neste post, sobretudo pelo tom, o que só posso justificar por uma momentânea irritação ou talvez um mais permanente (e arreliante) estado de irritabilidade. Manda a ética, assim, depois de tais agravos, que exponha o flanco e assim me sujeite à vossa justa indignação. Para tanto aqui (me) disponibilizo o acesso aos comentários. Mandai de v. justiça … se e no que vos aprouver.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:33 PM | Comentários (20)
Aviso (ok, é só para mim; lembrete então)
O d’antes, esse estado mental lastimoso, também aqui se vai esparramando. No dia em que forem mais os blogs listados na coluna da direita com o [!] (simbologia que assinala o seu estado defunto), do que os que o não têm, fecho a loja. Que aqui escreva o que normalmente calo, ou mesmo que me cale, daí nada interpreto; talvez lassidão, impedimento, não-vontade, nada, espera. Agora a última coisa que pretendo que isto pareça é a casa de um zombie - género fúnebre de gente que se ancora no que já foi - navegando por mares esvaziados.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:25 AM
maio 03, 2006
Mais um para «as minhas voltas»
Trago e destaco: Uma bela causa, com temas pertinentes e palavras acertadas
Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:22 PM
maio 02, 2006
Blogambulando ... ou mais que isso
Fecha-se um blog com um dos registos mais originais que aqui descobri. Também aqui os tempos são cada vez mais de normalidade Maria Árvore, mesmo para os indefectíveis como tu.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:06 PM
abril 28, 2006
(mais um) Andarilho
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:45 AM
abril 18, 2006
Interrompo a interrupção?
Mas uma interrupção destas poderá interromper a interrupção? Coisas destas não interrompem, ou melhor, interrompem. É por isso que nunca interrompem. Ah, e devem ser apanhadas de preferência logo que nos aparecem pela frente - porque as interrupções nascem sempre numa altura certa e podem perder qualidades se adiadas. Agradecendo essa tua breve interrupção Catarina, volto agora para a minha interrupção.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:21 AM
março 23, 2006
“Um jogo de bola é só um jogo de bola. O futebol não é importante” (*)
Pronto, o homem perdeu definitivamente as estribeiras. Fica-me a memória dos tempos sãos, da fortuna em ter privado na amizade com ele (amigo de quem ainda sou, que o serei para o resto da vida, entenda-se), da sua eloquência (que ainda a tem) mas sobretudo do seu discernimento. Que grande homem, que grande homem que era!
… dizem que foi por causa de uma benquerença(**) qualquer, calcule-se.
(*) sic Maschamba
(*) benquerença: afeição, amizade, amor, benevolência, estima, cordialidade, simpatia – de acordo com o dicionário de sinónimos do “Word 2003”, service pack 2
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:03 PM
março 21, 2006
Blogambulando
[e para acabar de vez com (a história) dos comentários]
Afinal os trackback’s funcionam JPT; toma lá um tu agora. E sobre o tema com que me linkas, perdão, queria dizer elas (elas?), porque haveria eu de ter os comentários abertos, e assim obrigar-me a essa etiqueta do comentarismo com que ambos concordamos, se tu com muito mais propriedade que eu, fazes o obséquio de atender aos mesmos. Eis a forma ociosa de comentar: sobre este post, o que eu poderia desenvolver nos comentários, está aqui. E sublinho, reforço, o que tu sublinhaste e reforçaste, a propósito do uso dos telemóveis; acho mesmo que devemos insistir nisto juntos, aqui já entrelaçados neste ping-pong de hiperligações: façamos disto uma cruzada como aquela que a Catarina quer empreender contra a caca dos donos dos cães da caca.
Mas já que estamos nos comentários, permito-me responder também a ti Jorge Morais (um tipo quase te perde o rasto, assim sempre a saltar de casa, não te cansas de tanto mudar a mobília?). Pois quanto à razão da inibição dos comentários deixa-me esclarecer-te que não há melindre nem constrangimento por trás. Não arranjei nenhuma má empatia com a blogosfera nem muito menos com os meus sempre simpáticos comentadores. Aliás, orgulho-me de aqui guardar comentários que são verdadeiras pérolas. A decisão trata apenas de encontrar um modo mais ocioso de me relacionar com este espaço, mais próprio à minha disponibilidade, talvez até mais identificado com o exercício que quero dele tirar. Hoje, mais ligeiro nisto de vir aqui, uso d’um toca-e-foge que não seria possível se, abertos os comentários, me sentisse na obrigação de os receber e retribuir. Lá está a tal etiqueta. Mas adiantas: “Porque acho que o teu blog é um blog de discurso directo, onde há alguma interacção entre ti e as pessoas que te lêem.” Pois, talvez, talvez seja esse o único modo da escrita que consigo experimentar, e sairá assim, para alguém no lado de lá. Mas eu sou mau conversador Jorge Morais, são demasiadas as vezes em que faço perguntas das quais não espero respostas, e outras tantas em que me pergunto porque espero respostas.
E nada disto afinal é assim tão importante. Escreve-se, tira-se disso prazer, e tudo o resto, os templates, as hiperligações, os comentários e as estatísticas, são apenas invólucro para a razão elementar de ter um blog. Hoje assim, amanhã de outra forma, as regras mudando, a incongruência a ressaltar em cada post, até ao dia em que se deixará de ter prazer em aqui escrever, e se o fará provavelmente noutro sítio qualquer. O resto, o que rodeia isso, é acessório. O próprio blogocírculo de onde nos dependuramos é algo suplementar, um espaço onde, se o quisermos, não temos de nos obrigar abrigar. Quando tacteio por entre blog’s (já menos, agora) leio coisas fabulosas, e outras que são completamente inócuas e gratuitamente agressivas (às vezes até muito bem escritas), na maior parte das vezes por culpa daquilo que assim tão bem descreve com a argúcia a que nos habituou a Mª Marques do Azul Cobalto: “Piu piu & cia: A blogosfera contribui, de forma exemplar, para a validação das teorias pavlovianas. Ainda que a campainha toque por acaso. “
Nuns desejo poder afirmar a minha admiração, nos outros sinto uma quase irresistível vontade de mandar o seu autor às urtigas. Não o fazendo, em nada se reduz o efeito dessa escrita. Ou seja, ter e não ter comentários, nada disso é afinal importante no prazer do que se escreve, e do que se lê.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:36 PM
março 15, 2006
Obras
Trincou-se o lábio, mudaram-se agulhas, e tiraram-se os comentários deste blog. Agora foram o grafismo e as cores. Gestos mais adestrados e um novo fato de fina talha.
E dá-lhe um ar mais intelectual … pode ser que agora até aprenda a escrever, e me deixe em paz.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:19 PM
março 13, 2006
A verdadeira noção do valor literário de um blog ocorre …
... quando o seu autor descobre que o post mais lido de todos, aquele que ainda hoje atrai a grande maioria dos seus leitores, e por uma margem avassaladora, é este!
E posto isto,
Sexo na mata
Gajas (morenas, loiras, carecas, …) mas nuas
Descubra como aumentar seu pénis sem dor (crédito Bes)
Cunilingus (nunca percebi a parte do “cu”)
A minha fantasia sexual com uma ovelha
Mamas (garantia de 3 anos para atmosferas de 1 bar)
Cavaco (esta também deve dar qualquer coisinha nos próximos quinze dias)
Sexo anal e vegetal
Pamela Anderson (faltam-me nomes … faltam-me nomes) Catarina Furtado (antes de estar grávida)
semeemos a ilusão.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:57 PM
março 10, 2006
7 - 5
... 7 - 6, com este.
(hoje estou convicto de que postarei mais que tu!)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:44 PM
Escrever é um acto solitário
(sobretudo quando se inibem os comentários)Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:42 PM
março 04, 2006
Blogambulando
Os parabéns. São 3 anos que se celebram num dos melhores espaços da blogosfera (antecipados, porque estarei por longe nesse dia – e aqui junto-me ao próprio autor desta memória inventada, o Vasco Barreto, já que é ele quem começa por cometer a heresia de anunciar antecipadamente o seu aniversário). Incontornável, mesmo sem a “bola nos olivais” …
A vergonha. Repito, a vergonha. A evidência de que este mundo virtual está longe de ter regras. A voracidade com que se alapam na caixa de comentários de um blog que se interrompeu pela razão mais dramática de todas, para ejacularem gracinhas e discorrimentos palermas. Tanta falta de discernimento, de sensibilidade, tanta vaidade e brutalidade. E não há ninguém que acabe com isto!?
O feminino. Sim, reconsidero, há escrita feminina. Nada dessa que resvala na fanática obrigação de se diferenciar, e na compulsiva necessidade de reclamar ao sexo feminino a superioridade, aqui vítima das suas próprias grilhetas, nas palavras que escrevem queixumes. Falo da escrita das palavras aveludadas, dos sentidos insinuados, dos ritmos da respiração que só das mãos de uma mulher podem brotar. Ela sendo no “como” diz, nisso mais que dizendo!
O espanto. Foram ultrapassadas há uns dias as 100.000 visitas (de acordo com o contador mais exigente). Talvez no mês passado, nem o terei notado. Aliás, faço gala nisso de não querer ligar a audiências, de não engalanar essa vaidade que contradiz os propósitos que tão insistente e excessivamente tenho aqui apregoado sobre o que me leva a escrever em público. Mas que diabo, 100.000? É um púlpito demasiado alto para as costumices que aqui se jorram. E assim quantificado, leva-me a pensar que sou muito mais desavergonhado do que alguma vez me julguei!
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:33 PM
fevereiro 18, 2006
- // -
Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:20 PM | Comentários (19)
fevereiro 16, 2006
À minha atenção:
Um belo conto,
e para os ensimesmados, também,
um belo conselho.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:51 PM | Comentários (4)
fevereiro 14, 2006
Pronto, agora é que está tudo estragado
Projectos profissionais, jornalismo on-line, receitas de culinária até consultas de astrologia, há espaço para tudo e para todos, embora eu (com este mau feitio que Deus me deu), já andasse de pé atrás quanto às tendências editoriais desta blogosfera. Mas agora “lojas de moda”! (*)
Francamente, já me chegava ter uma casa por cima de um restaurante pois agora tenho de ter um blogue ao lado de uma loja de roupa e 'pochettes'? Oh SaDona Gracinda peça aí aos senhores directores desta coisa para arranjarem condomínio mais digno para tal negócio, que isto aqui é bairro de habitação, e modesto. Olhe que aqui ninguém compra nada, é só mesmo para a palheta.
Vou mas é almoçar, (e vai ser a cantarolar Xutos):
“As saudades que eu já tinha
Da minha alegre casinha
Tão modesta quanto eu
Meu Deus como é bom morar
Num modesto primeiro andar
A contar vindo do céu”
(*) sempre gostava de ver agora soar as definições de blog que tantas linhas ocupam por essa net fora - isso de ser imprensa ou opinião pessoal, de ser lúdico e não negócio, e blá blá blá ...
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:53 PM | Comentários (6)
fevereiro 07, 2006
Vá lá
Na downtown da blogosfera, onde vão proliferando os arranha-céus que já confessei (e expliquei) na maior parte das vezes não me agradar ver germinar, afinal, também aparecem uns belos edifícios!
Já na cidade antiga, onde ainda existem as aprazíveis casinhas de um só inquilino, e por onde mais me apraz passear, constato que há casas que eram incontornáveis nas minhas voltas que se recuperam e se reabitam de novo: Esta por exemplo. E de que maneira!
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:16 PM | Comentários (3)
fevereiro 02, 2006
Aos três,
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:30 AM | Comentários (0)
fevereiro 01, 2006
O blog lá se vai mantendo
… só o título anda sobressaltado à procura de casaco que lhe sirva
Na sua presente versão ainda a dúvida, o desconforto dos últimos tempos:
Apenas (e só) um … blog deste autor?
Apenas (e só) um … autor deste blog?
E à medida que se interiorizam, a aumentar a complexidade das suas pendências:
Apenas (e só) um … blog neste blog?
Apenas (e só) um … autor neste autor?
E o tempo que passa. Já 13:09 p.m.
tosta mista?
bacalhau com grão?
(caramba, um homem também tem de saber interrogar-se de coisas plausíveis)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:09 PM | Comentários (5)
janeiro 14, 2006
BnO
Ontem acabou a série de post’s que mais me arrebatou nesta minha experiência da leitura blogosférica. Por isso aproveito para deixar aqui o melhor conselho que já foi arriscado neste sítio (em particular para a rapaziada): Leiam-na toda !
Ao autor, obrigado Vasco Barreto ... E agora vou ficando para o resto.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:43 AM | Comentários (0)
janeiro 10, 2006
Hoje andei a leste
Este humor eslovaco …
Drubrigadnia
(Diálogo)
- Bragandis gravafa zurpreke frasap!
(- Vou arrancar a faca do teu olho!)
- Bradav Izurk!
(- Uma parte corporal da senhora de reputação duvidosa tua ascendente directa!)
- Brasdig framat?
(- Mas porque não?)
- Izub gravafa serpt bragantis prozien, isdig forkuk gravafa!
(- Se me arrancas a faca do meu olho, fico sem olho!)
- Gravafa brik dev sirt!
(- O olho já está furado!)
- Brud ivare zorba.
(- Deixa-me reflectir primeiro.)… é de arromba. E vai já ali para os links !
Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:05 PM | Comentários (4)
Ainda o Miguel StrogonofStroganoff e a sua Natasha tradutora
Afinal parece que não passou tudo de um mal-entendido, com desculpas já trocadas.
E mais, aqui está a prova de que um bom insulto, mesmo que devido à ininterpretabilidade (traduz lá isto Pavlov) da gíria, pode levar-nos até um bom espaço de humor. Ora vejam lá o primor disto.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:16 PM | Comentários (8)
janeiro 09, 2006
Olha o novo DN !!! Olhá bela capinha do DN!
Ao ver o destaque que merece a nova maquilhagem do DN - e de como esse pormenor (que diria ser de pouco relevo mesmo para um leitor de jornais) é transversal e comum a quase toda a blogosfera desta manhã - compreendo melhor como eu, cidadão comum e aprendiz de trovador nos tempos livres, pouco tenho a ver com isto. É cada vez mais evidente, pelos temas das discussões entre blogues, pelo conteúdo quase comum (e às vezes tão enfastiadamente repetido), pela verve, pelos códigos, pelas encrespações, pelo estilo profissional da escrita dos seus autores, que esta blogosfera, pelo menos a mais conspícua, tem as suas raízes e interesses na comunicação social e na política.
É também por isso que me rio quando dizem que este é um formato próprio dos espaços individuais, habitado por escritores amadores que com a sua escrita caseira, (quase sempre pretensiosa), versam conteúdos intimistas. Talvez já tenha sido, talvez. Que gente dessa, diletante, desinteressada, tirando o prazer da ilusão que a escrita só por si lhe dá, inventando assuntos sem lhe ocorrer falar na notícia da manhã ou no candidato da noite passada, gente dessa já só vive nas longínquas margens anónimas deste espaço, que é cada vez mais a versão alternativa da comunicação social e da política on-line.
Ver a lista dos post’s do dia faz-me recordar quando em miúdo ouvia os ardinas no sinal luminoso da Av. de Roma, apregoando a primeira página do jornal ainda fresquinho da manhã.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:30 PM | Comentários (16)
[ Não sei se posso dizer que tenho um blog favorito, tal como seria difícil eleger “o” autor da minha preferência … mas sei é que há uns onde passei mais tempo do que em qualquer outro ]
"Vou indo
O meu texto favorito:
mas que raio é que estou eu aqui a fazer?Por aqui, leia-se Nova Zelândia, claro. Já cheguei.
Tá imenso calor e há imensos cangurus e também uns ursos brancos polares sentados em cima de uns glaciares. Os cangurus vêm comer à mão, vendem-se uns saquinhos de pipocas especiais para cangurus, com molho de atum e natas. Os ursos têm uns chapéus, são panamás, e na fita está escrito dont feed the bear, mate, oh-i!. Há umas barraquinhas giras onde se vendem bebidas geladas com palhinhas, creio que têm vodka dentro, mas não tenho a certeza. O homem que me atendeu era albanês e não falava inglês, mas tinha tatuada no braço a seguinte frase: ou me pagas ou levas nos cornos. Em português, donde concluí que é bem capaz de ter percebido quando lhe perguntei ó meu cabrão onde é que se pode mijar aqui? (era a frase que vinha no livro O Tuga em Férias, cortesia do suplemento de um jornal que li no avião, pensei que seria uma boa primeira abordagem às nuances da cultura maori, se o português faz parte do plano de estudos e essas coisas), porque iria jurar que me respondeu minha ganda cabra vai mijar para a puta que te pariu, mas foi entredentes e nessa altura, quando vi brilhar aquela boca dourada (ai Corto, a faltinha que me fazes, desde que partiste no teu veleiro branco pelo mar pintaste a minha vida de transparente...) percebi que era albanês. Estendeu-me um copo de plástico transparente e apontou para um placard pendurado na barraquinha, ao lado dos crocodilos de borracha e eu paguei o dólar que me pedia. A palhinha era azul escura (como o mar que nos separa, ai Corto, a faltinha que me fazes...) e a bebida transparente (como a vida), donde seria vodka, pois de gin não se tratava por não cheirar a perfume barato de galdérias suburbanas. Afastei-me, porque estavam a chegar dois dos ursos e, pelo ar sedento e transpirado, creio que a barraquinha terá fechado cedo.
Dei umas voltas pelas outras barraquinhas, mas tirando os dentes dos atendedores, era tudo mais ou menos o mesmo e aproveitei para comprar uns recuerdos. Mas não me recordo do que eram e perdi o saco quando virei a esquina e tropecei no coral reef. Não sabia que começava logo ali, à saída da rua das barraquinhas depois do aeroporto. Mas quando me voltei, a esquina tinha desaparecido e, no lugar dela, estava um hangar com uma porta aberta. Lá dentro, pilhas e pilhas de folhas brancas (ai Corto, tão pálidas como as velas do teu veleiro, esse que vi partir, embrulhada no xaile roxo das viúvas das marés...), perguntei a um canguru para que serviam, mas ele não me disse nada, ninguém me liga nenhuma desde que fiquei transparente...mas depois percebi quando vi os tucanos a dobrarem as folhas com os bicos. Em duas, depois em quatro, depois um chapéu e depois é só puxar as pontas...
Havia barquinhos com um toldo de um lado, ou com dois, um de cada lado. Escolhi um só com um toldo, pois não quero apanhar sol na cabeça. Visto que sou transparente no resto não faz mal. Agora vou navegar até ao fim do coral, depois lá diante mando outro postal.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:11 AM | Comentários (2)
janeiro 02, 2006
Os meus (já não) “links”
Há outras vias, mas os links que registo neste blog são os que mais uso para navegar nas minhas leituras. Coloco-os aqui quando prevejo que sejam pouso regular, galhos de uma gigantesca árvore por onde gosto de ‘passarar’. Ás vezes faço-o com alguma leviandade é certo, digamos que são sítios que coloco sob observação, mas outras é já pela utilidade (consagrada) que refiro acima.
Já quando os retiro ajo com muito mais fundamentação, e há até alguma solenidade nessa decisão. Sei exactamente que esses são sítios que não quero continuar a frequentar. Raramente isso acontece por perda de qualidade (literária ou outra). É quase sempre pelo mesmo motivo: são blogs que caíram nas trevas, no negrume da maledicência persistente, a viciosa necessidade de criticar de forma permanente e exclusiva os outros, sem espaço para mais nada. Mas não é só porque me sinto traído e irritado de cada vez que acorro a um novo post, é apenas porque nada justifica que perca o meu tempo a ler coisas intelectualmente empobrecidas e de onde não devo esperar nada de original, independentemente de estarem bem escritas. (Lamentavelmente, algumas dessas verborreias vêm de gente que escreve muito bem na blogosfera - um profundo desperdício de talento é o que é!)
O que traz fiabilidade e coerência à minha lista de links enquanto road map dos meus devaneios de leitura não são os que lá estão (e que estão lá muito bem), nem os que ainda não estão mas virão a estar … são os que de lá saíram.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:22 PM | Comentários (7)
dezembro 23, 2005
O Natal é bom porque ...
Ainda bem que chegou o Natal. Caso contrário, já sem debates na TV, desaparecida a oportunidade de os comentar, e a blogosfera pararia. Viva o Natal!Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:31 PM | Comentários (3)
dezembro 21, 2005
Afinal o que é um blog ?
– um pequeno e útil apontamento sobre a sua estrutura e processos de leitura
1) Para os mais neófitos importa começar por dizer que um blog se deve ler de cima para baixo (correspondendo o “cima” ao seu “fim” e o “baixo” ao seu “princípio", não sei se me fiz entender). É aliás provavelmente o único suporte de texto que se lê ao contrário da sequência natural da sua escrita. (Admito que possa haver uma excepção com os blog’s árabes, esses sim, deverão ler-se debaixo para cima, para seguirem a mesma lógica).
Alguns documentos históricos justificam isso pelo facto de os seus autores estarem compulsivamente a arrepender-se do que escrevem, e assim o poderem justificar, logo na entrada, ao desprevenido leitor.
2) Se procura uma escrita corrida e entrosada, perca as ilusões. Num blog não se devem escrever romances, porque ninguém gosta de saber o final da história antes de a ler primeiro. Enfim, se for um blog policial pode conceder-se isso, afinal não há ninguém que resista a ir vasculhar quem foi o assassino ou qual o móbil do crime.
Mas na generalidade um blog é constituído por pequenas manchas de texto (há quem lhes chame bolsados do ego, outros preferem o mais isento anglicismo de post’s que numa tradução liberal pode ser entendido como postas de pescada) e que raramente são conexas entre si. O seu conteúdo depende do estatuto e da imaginação do seu autor. Assim, é normal encontrar num blogger de menor notoriedade alguns recursos imaginativos, em texto ou imagem. Já nos bloggers mais famosos e obviamente mais enfadonhos é comum encontrar textos mais alongados, que reproduzem notícias da actualidade política sobre as quais normalmente opinam copiosamente (o termo aqui a significar abundantemente e não o censurável acto do plágio). Quando nada se passa no panorama noticioso, (o que pode ocorrer na época em que não há debates televisivos) podem-se também encontrar alguns textos explicativos, por exemplo, da estrutura e processos de leitura de um blog (não clique, não clique, era só para dar um exemplo)
3) Muitos têm sido aqueles que têm tentado ler um blog do princípio para o fim, sem contudo terem tido muito sucesso. Uma das técnicas mais ensaiadas baseia-se em virar o PC ao contrário aplicando depois sobre o seu ecrã um mecanismo previamente construído com um conjunto de três espelhos, através dos quais se procura obter um adequado sistema de refracção e inversão da imagem.
Contudo, caso pretenda arriscar-se nesta experiência, tenha presente alguns conselhos de ordem prática. Evite usar o espelho da casa de banho a menos que o lavatório onde terá de se anichar em posição fetal esteja convenientemente enxuto. Evite também usar como segundo espelho a parte de dentro da caixinha do que elas chamam a “máscara facial”; além de estar cheio daquele pó que faz espirrar, aquilo quando voa não se aproveita nada e evitará deixá-lo corado das coisas que ouvirá a seguir. Finalmente recomendamos que só extraia o mecanismo reflex do telescópio dos miúdos se tiver as instruções de montagem.
E pronto, estamos em crer que sobre blog’s não há assim mais nada de importante que importe saber para melhor os compreender.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:00 PM | Comentários (11)
Finalmente, a mim o que me é devido
Prémio gandula 2005: Análise Política
troféu orgulhosamente exposto (só) em 22.12.2005 devido a atraso nos correios, justificável face à azáfama própria desta quadra natalícia mas também ao longo transporte intercontinental a que teve de ser sujeito
Ainda há quem ouse afrontar os lobbies políticos da blogosfera. Obrigado JPT, pela ousada distinção que me concedes, e parabéns pela tua lucidez.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:00 PM | Comentários (13)
dezembro 19, 2005
Pronto, estava mesmo a ver-se …
Não me interessa, não devolvo e pronto! Seja Óscar ou Vitor, ou lá como ele se chama já daqui não sai! Está dado, está dado!
E depois dão-me em troca o título de Melhor blog Intimista ! Mas o que é isso? É para me calar, é? Intimista de sossegadinho, de não estrilhes muito, de olha lá fala baixinho, é? E agora com que cara eu vou encarar os meus visitantes? E ainda por cima Sectorial, já nem sequer é da parte toda … Bahh
Isto é uma afronta! Estimado JPP, acautele-se - há um processo de desacreditação para connosco, os blogs de conteúdo político de maior relevo. Hoje fui eu mas olhe que amanhã há-de chegar aí!
E caro Patrick Blese, era só o que faltava ainda ter de o ir lá levar; se o querem lá no Insurgente que o venham cá buscar! (já que são tantos há-de haver alguém que possa passar por aqui, que eu é que não vou lá, ora essa)
E o pessoal aí em baixo não se esteja a rir que eu estou a ver ein!!
Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:52 PM | Comentários (11)
Melhor Blog de Reflexão e Análise Política (ah pois, qual é o espanto?)
Informo que doravante só serão autorizados comentários que sejam considerados contributos ponderados e pertinentes no que concerne exclusivamente à questão política nacional. Todos os restantes comentários, de natureza lúdica, brejeira ou circunstancial, ou cujo conteúdo e forma possa deslustrar o estatuto deste blogue no âmbito da Reflexão e Análise Política serão liminarmente suprimidos. Mais informo que não permitirei a utilização de vernáculos e/ou o uso de tratamento abusivamente familiar para com o autor deste blog: Eu, o galardoado. Sim, eu.

E agora vou usufruir de mais esta reluzente estatueta enquanto no Anjos e Demónios não se dá pelo lapso
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:26 AM | Comentários (31)
dezembro 18, 2005
Comunicado editorial: aos maiores accionistas deste blog
Aproveitando a pausa dominical dos trabalhos redactoriais a gestão desta chafarica vem agora e por este meio agradecer publicamente aos 3 portais que mais têm contribuído com visitas a este humilde blog, conforme se pode confirmar da nossa lista de “agradecimentos”, no canto inferior direito desta página, e que para aqui transpomos para o merecido destaque:
Ao Google … a quem aproveitamos para manifestar a nossa estranheza por aí constarmos como referência de pesquisa para imagens de gajas boas; contudo, e para que os decepcionados leitores não se sintam mais intrujados devido a esta questão a que somos absolutamente alheios, comprometemo-nos doravante a criar um clima de teor mais lúbrico neste blog;
Ao Frescos … definitivamente a melhor lista de actualizações de blogs – pelo menos funciona, já que o mesmo não é possível assegurar de quase todos os outros telescópios da blogosfera;
E finalmente ao…
Blo.gs favorites for … 100Nada !!! este surpreendente veículo de visitantes, que tem por timoneiro a Catarina, e quiçá talvez um dos maiores portais de navegação da blogosfera !
Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:55 PM | Comentários (8)
dezembro 16, 2005
Finalmente,
ao fim de pouco mais de um ano, a glória, a fama, o reconhecimento!!
"Melhor Blogue de Um Pai de Família"
Neste momento especial, e tendo presente o carácter do prémio, quero aqui publicamente dividir este mérito com os meus filhos, Francisco e Diogo, que muito têm contribuído para a causa deste blogue e também com a doce Eufigénia, que se tem sabido manter resignadamente calada apesar das mentiras atrozes que aqui se insinuam, e com os gatos, e as tartarugas, e o peixe que tinha problemas, e o lobo afilhado do Francisco, e o tigre que o Diogo então também queria apadrinhar mas não houve nenhuma alma caridosa que fosse capaz de se chegar à frente, e aos simpáticos comentadores que têm sabido demonstrar …. e não poderia ainda deixar de registar a isenção com que o JN distinguiu este blog e … este é um momento muito grato para mim … emociono-me … com licença
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:11 AM | Comentários (9)
dezembro 15, 2005
Finalmente …
… ascendes a blog colectivo !!
Cumpre-se a tua tão declamada aspiração, e logo com presença feminina, que isso tem os seus frutos no que toca a ter a casa mais composta. E aqui me trago compadecido, e (arrisco confessar) algo cobiçoso, desse novel estado da horta moçambicana, que assim mais apregoa o degredo da minha involuntária condição eremita, quase monja até.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:13 PM | Comentários (2)
dezembro 13, 2005
E crucifixos ...
( não me posso esquecer também de editar um post sobre crucifixos ! )
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:19 AM | Comentários (4)
Que belo debate, o desta noite
Quando parecia que um ia cilindrar o outro eis que este se alenta com novos argumentos. Mas depois dei pelo adiantado das horas e foi com muita pena minha que tive de os interromper para os mandar para a cama. Amanhã há escola cedo.
(este é um blog alinhado com as tendências mais audíveis da blogosfera, e se é de debates que se fala, falemos então de debates até ao fastio total ... blerckkk)
Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:14 AM | Comentários (0)
dezembro 12, 2005
Como criar um blog de sucesso
Reavendo uma rubrica antiga deste blog, vamos hoje tratar de mais uma disciplina da bricolagem, esta com particular utilidade para a construção de uma identidade digital, tão imprescindível nos dias que correm. O leitor será assim convidado a seguir alguns passos que o levarão ao âmago de uma actividade bloguista de sucesso.
1.Comece por criar o blog
clic clic
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Mau, já voltou? Isso quer dizer que não estará a seguir com rigor estas recomendações. Tudo bem, sente-se então confortavelmente e aproveite o melhor possível as restantes indicações que se seguem.
2. O título e o nickname, dois atributos fundamentais
Procure adoptar um nome atraente e que possa despertar um verdadeiro interesse intelectual aos seus futuros fãs. Poderíamos sugerir-lhe a título de exemplo a passarola, a pombinha ou qualquer outro nome assim mais chamativo, mas corre o risco de os ver a todos já escolhidos. Use da sua imaginação, mas não muito, porque ainda vai precisar do que lhe sobrar para os conteúdos (essa é a maior maçada) que vai ter que criar regularmente.
Se pretender ser um pouco mais arisco(a) – sobre o feminino ou o masculino do seu pseudónimo recomendamos desde já que escolha o primeiro, pois está provado que os homens são mais sensíveis ao sentido apelativo dos projectos femininos do que as mulheres no caso contrário; a verdade é que os homens se sentem mais atraídos por conteúdos íntimos criados por mulheres, e as mulheres também. A bisbilhotice aqui não escolhe sexos; aproveite os dois, e o sexo também - verá o quão valioso lhe será este tema. Mesmo que tratado superficialmente, ele tornar-se-á um recorrente termo de busca que levará (na intimidade dos seus PC's) os mais relutantes puritanos da Internet até ao seu blog, pese embora o possam vir a desmentir recorrentemente.
Mas dizíamos nós que se pretender soar de forma mais arisca, deve procurar um nome para o blogue que não seja demasiado evidente: luxúria em brasa, abraça-me toda, ou mesmo um já mais arriscado adoro pirilaus, são hipóteses já um pouco mais explícitas mas que ainda assim não hipotecam o carácter intelectual que possa querer associar ao seu projecto.
3. Não deixe de colocar a sua foto
Claro que o texto pode ser importante num blog, mas não exageremos. Para arrebatar uma babada exigente audiência será seguramente mais importante a imagem que possa sugerir. É fundamental criar um emblema de proximidade, sobre o qual os seus visitantes possam sempre projectar as suas fantasias. Não se esqueça por isso de colocar a sua foto, mesmo que não seja sua. Isso é absolutamente indiferente para os propósitos que levarão até si os visitantes - os internautas têm uma fabulosa capacidade de confundir o virtual com o real, pelo que para eles lhes é indiferente se a foto é verdadeiramente sua. Sobre esta: o tom de cabelo, a postura, o tamanho e forma dos seios, tudo isso são pormenores que ligarão esse caracter com a imagem literária que pretende adoptar. E seja sóbria: evite colocar uma foto de nu integral, ou qualquer outra que possa induzir um ar demasiado lascivo ao seu blog. Não se esqueça que se pretende criar um espaço de interesse intelectual e com claras aspirações literárias. A título de exemplo aqui deixamos esta hipótese:

Repare na preocupação em não apresentar nunca o gratuito das formas femininas, repare também no sorriso reservado, prenunciador de alguma seriedade, evitando que os embasbacados selectivos visitantes confundam o seu blog com outros de menos dignificantes propósitos. Mas isso não deve significar que não possa insinuar ligeiramente alguma exultação e desprendimento, que aqui ninguém está para coisas muito sérias e austeras. Os subentendidos são um excelente exercício de retórica e podem até fazer valer junto das suas alegres visitas mais do que aquilo que vc pode e consegue significar. Deixe correr meias palavras e meias imagens que eles tratam do resto. E sobretudo, nunca os desdiga, ou esclareça, verá como o vazio que lhe é familiar se tornará alvo das maiores fantasias.
4. Traga toda a blogosfera até junto de si
Como?, perguntará agora quando ainda nem sequer editou um único post. Ora, fazendo-se anunciar. A quem? A todos! Não vale a pena estar a linkar este ou aquele blog que provavelmente nem se dará ao trabalho de a visitar. Além disso, se ainda insistisse em estabelecer critérios de linkagem isso significaria que teria de visitar antes cada um dos potenciais blog’s e, mais grave, exercer o seu sentido crítico (que chatice que isso seria já viu). Linque toda a blogosfera! Ok, deixe de fora os blogs estrangeiros, linque só toda a blogosfera nacional. Dará um certo trabalho ao princípio é verdade, mas repare que há um bip bip que vai soar em casa de todos os felizardos que linkou, e que curiosos (estamos sempre a falar das coisas do ego aqui na blogosfera e não há quem resista a visitar quem o assinala) irão certamente retribuir-lhe a visita.
Agora é só esperar que eles cheguem, prepare-se. Oh … ainda não, ainda não! faltam os conteúdos (uma maçada, mas essenciais). Vamos então ver como.
5. Está na hora dos conteúdos
Esta é a parte mais complicada, naturalmente, pois exige ao estimado blogger que empreste o suficiente da sua qualidade literária e, mais grave, que empreste à blogosfera os seus saberes ortográficos (embaraçoso isso, bem sabemos, mas olhe, experimente usar os k's e os X's do telemóvel que assim ninguém repara). Porque esta é uma etapa de grande delicadeza, aqui optaremos por prescindir de expor as nossas recomendações de forma abstracta, para seguirmos algumas boas práticas que poderão por aí ser testemunhadas. De forma a não ferir susceptibilidades (eis outro aspecto que merece a maior atenção mas que só exploraremos no curso avançado de nível 2) iremos trazer um caso anónimo. Saliente-se que continuamos a alvejar um tipo de blog que vai recolhendo um absoluto sucesso por estas lides, como o comprova a forte adesão que todos os dias traz mais devotos e embalsamados entusiasmados admiradores:
E deste exemplo retiremos as excelentes ilações sobre uma prática de sucesso !!
6. Seja sempre cordial e não abuse nos conteúdos exageradamente intelectuais
Comecemos então por analisar a perícia que está por detrás do caso trazido. Irá o estimado leitor reparar como o post usa de uma linguagem simples para que todos o compreendam, e procura abordar assuntos comuns e de interesse generalizado, e como a autora suaviza a sua mais que provável vocação intelectual.
Repare agora como a autora, exímia protagonista deste tipo de blog, procura entrar em discurso directo com os seus fãs, através do género interrogativo que adopta no post, mote este de que se serve para convidar habilmente os seus adeptos a partilharem das suas dúvidas e convicções através da caixa de comentários. É fundamental que o/a blogger evite o pedestal em que os seus babados visitantes a pretendem colocar. Isso poderá manifestar-se uma tarefa árdua devido à libidinosa infinita admiração que os seus visitantes manifestam por si, mas é essencial para que estes possam alimentar a fantasia de um dia poderem até, numa oportunidade de felicidade suprema, vir a tocá-la, virtualmente, claro.
7. Entre sempre em discurso directo com os seus fãs
Repare na forma airosa como a blogger é capaz aqui de se misturar com os seus comentadores, onde há claramente um notório défice cultural. Ainda assim mantém a compostura, tratando o mesmo (na caixa de comentários) com elogiável elegância, e procurando cuidadosamente elucidá-lo sobre a personalidade a que se refere, evitando expô-lo ao lapso.
Numa curta troca de palavras é notória a preocupação da autora em não menosprezar os visitantes mais enfadonhos e que manifestam uma fraca bagagem intelectual. Quem assim actua sabe perfeitamente que o seu blog é algo de significativamente exigente para o comum dos mortais, e por isso manifesta a devida complacência para com as calinadas que lamentavelmente tem de suportar nos seus comentários.
8. Envolva a sua prole de admiradores nos seus dilemas e apoquentações
Claro que será pouco provável que alguém tenha algo a dizer contra este seu projecto cultural, mas o desdém e a cobiça existem por todo o lado não é verdade? Mas caso venha a ser vítima dessas invectivas maldosas não hesite em partilhar a sua indignação com a sua entusiasmada audiência, como é mais uma vez supremo exemplo o caso que aqui trazemos:
Repare então nas felicíssimas expressões utilizadas, no tratamento “mal criadinho” que não sendo ofensivo mantém (até com algum carinho) as distâncias, e isto apesar do execrável e gratuito insulto de que a autora fora alvo. Aqui a blogger terá talvez exagerado um pouco em utilizar palavras complexas como “hemisférico”, mas repare na elegância com que depois até se apresta a explicar a mesma, sem contudo se elevar na sua superior esfera de conhecimentos.
Caso duvide do sucesso deste género de técnica veja como desde logo a autora recolheu a complacência de um seu acólito.
9. Seja exigente consigo mesmo
Não deixe nunca de escrever o que lhe vier à cabeça. Mantenha sempre uma linha editorial consistente e conteúdos de elevada qualidade, e sobretudo não caia em futilidades. Que para desgraça de tão acarinháveis leitores já chegam esses blogs mortiços que por aí proliferam que só sabem falar das mãos a tremelicar do Cavaco, mais a postura olhos-nos-olhos do Louçã ou ainda lançar mera insinuação sobre a atitude menos democrática do Soares, quando não se põem a comentar a cor da gravata operária do Jerónimo, e outras mundanices assim.
E agora não se esqueça de ir por aí visitando todos os blogs que puder e de deixar comentários simpáticos. Bastará um “gosto muito do seu blog, venha conhecer o meu”. Vai ver que como essa simpatia lhe será rapidamente retribuída.
Votos de um grande e longo sucesso, e desforre-se da falta de popularidade que a vida real ainda não lhe quis reconhecer !
Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:32 PM | Comentários (38)
Esta postagem foi removida pelo autor
Acabou de ser banido um post daqui, porque ...
... desta àgua não beberei! ... ou assim coisa que o valha.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:40 PM | Comentários (13)
dezembro 09, 2005
Oferece-se / Procura-se
Que isto de emitir neste éter digital é quase auto-anúncio. São águas passadas, aspirações por cumprir, são gentes que já não víamos faz anos e outros que nunca chegámos a encontrar. A fantasia que se mistura com a realidade, e o de dentro com o de fora. Tudo aqui, mesmo o desconhecido, ganha foros familiares e nostalgicamente remotos. E mesmo quando só o parece, por vezes é !
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:10 PM | Comentários (4)
dezembro 05, 2005
Vitriolica Webb’s Ite
Este blog onde por vezes me refugio para desfrutar de traços como este,
é o vasto e admirável mundo da criatividade da Madge
e é,
justamente,
candidato a melhor blog europeu do ano.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:41 PM | Comentários (3)
Retractação
Caros leitores e comentadores (os poucos que restam …rs):
O post debaixo não pretendia ser um descarado convite aos v. comentários. Até porque para os mesmos, mandam as regras da minha boa educação …cof, cof … terei de ter a disponibilidade de retribuir, o que nos tempos de azáfama que por aqui correm é deveras um impeditivo de ordem prática.
Era apenas um daqueles bocejos de trabalho que por vezes se largam aqui, que aliviam mas que, não poucas vezes, trazem agarrados à escrita embaraçosos pensamentos. Não que os pensamentos sejam embaraçosos, entenda-se, só o são quando os formalizamos sem o menor cuidado na interpretação que outros deles fazem.
E prosseguindo dentro desta linha de raciocínio aloirado devo até acrescentar que, aqui onde me sento, e tendo presente as continuadas críticas que tenho tratado provindas do lado direito, os comentários que me chegam pela frente, e as observações que me alcançam do lado esquerdo, e já que nem sou capaz de imaginar o que se comenta por trás, considero até que este blog está um sítio muito sossegado e aprazível, assim descomentado como tem andado.
Fica então feito o reparo editorial
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:45 PM | Comentários (4)
Algumas anotações sobre (a falta de) comentários
A produção de comentários está directa e proporcionalmente associada às cavalgadas de que deixamos rasto em outros blog’s. É afinal e acima de tudo mera transacção de simpatias entre blog’s.
Bem, excepção talvez aos blogochats, ou aos blog’s onde costumo ler grandes textos, mas nesses normalmente não são permitidos comentários. Ok, eu redijo de novo, os comentários que recebemos aqui têm a ver directamente com o número de comentários que deixamos algures. A não ser que se trate de um bom blog.
Isso não devia importar a quem escreve um blog que se arregimenta em pensamentos pessoais, distorções da escrita e episódios caseiros. Neste blog tenho dito que é o escrever que me apraz. Mas importa.
Ver a caixa vazia após um post faz-me sentir como naquelas situações em que vou à conversa com alguém pelo passeio, e acabo de dizer algo que me parece interessante. Olho então, disfarçando algum orgulho nisso, para o meu companheiro do lado, e descubro que este ficou lá atrás a apertar o sapato.
Ao princípio julguei que conviveria mal com os comentários, agora vejo que convivo mal sem eles. Será que deixei de ser o autor de um blog centrado na escrita, para me tornar um ‘balconista’ sedento de vender rifinhas?
Já pensei em comentar como anónimo aqui neste blog. Deixava passar uns tempos até me esquecer disso, e depois já poderia responder com o entusiasmo que isso me daria. Mas receio que possa enquanto comentador ser demasiado agreste.
É lamentável como nos habituamos a só fitar a superfície das coisas. Este blog tem algumas centenas de visitas por dia (outra ilusão). A maior parte dos seus leitores não comenta nem nunca comentou. Contudo, o facto de agora ter menos comentários, afinal a manifestação (ou falta dela) de uma pequena minoria dos seus leitores, traz-me a distorcida sensação de não ser lido.
Por outro lado o facto de não ter comentários dá-nos uma sensação de impunidade, de invisibilidade, que é bom recato para se poder escrever levianamente todos os disparates que nos ocorrem, como estes aqui por exemplo.
E pronto, assim sobre experiências importantes e umbilicais não me ocorre mais nada para dizer agora.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:00 PM | Comentários (21)
novembro 29, 2005
PoisPublicado por Eufigénio Lagoa às 02:29 PM | Comentários (1)
novembro 25, 2005
A propósito de alguns blog’s onde vou assistindo ao seu encerramento
A qualidade é vaidosa.
Parte assim que se vê entre más companhias.
Uma lástima.
Mas ainda cá fico. Levantando pontas de textos.
Ainda há alguma, ainda há alguns,
E quem sabe não andem outros por aí mais distraídos.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:30 AM | Comentários (3)
novembro 17, 2005
Eu que tenho por profissão apertar parafusos,
cada vez me sinto mais deslocado nesta blogosfera, onde metade é juiz, quase outros tantos serão jornalistas, e pelas minhas contas sobrarão ainda uns 10% que não são nem uma coisa nem outra mas escrevem muito melhor do que eu. *
Nem uma chave de grifes por aí - só notícias, juízos e belos textos. Ao todo 90% de coisas que para nada me servem.
* ignoro propositadamente os blogs que escrevem sobre os blogs pois
nósesses são efeitos de réplica que como tal não relevam para contagens estatísticas
Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:15 PM | Comentários (13)
novembro 14, 2005
A Memória (re)Inventada
Isto sim, é um regresso que se saúda efusivamente
Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:14 AM | Comentários (0)
novembro 10, 2005
Um blogue é isto
Longe de tudo, imune a todos, e tão próximo do que queremos realmente escrever.
Longe de todos, imune ao que realmente queremos escrever, e tão próximo de tudo.
Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:00 AM
novembro 07, 2005
Já que aqui se trata de amor sexo,
e assumido que está o risco deste blog se fazer avançar para tão polémico tema, recomendo vivamente este hilariante diálogo, o qual retrata a liberalização do discurso sobre a sexualidade, sentado na mesa de um ‘comum’ serão familiar.
(que aqui transcrevo na íntegra para a posteridade)
“Pais e filhos devem conversar abertamente sobre sexo?
Nada mais apavorante do que essa estória de que os pais devem conversar abertamente sobre sexo com seus filhos. Só de começar a pensar no assunto, sinto meus cabelos arrepiarem.
O que os pedagogos, os psicólogos, médicos, jornalistas, ou seja lá quem for que diz isso, querem dizer? Aonde o mundo vai parar?
Querem que conversem abertamente sobre sexo. Então vamos lá:
É de manhã, a família está à mesa. Todos estão comendo. O pai, enquanto passa a manteiga no pão, pergunta à sua filha:
- Chegou tarde ontem minha filha, você sab
