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agosto 08, 2006

Sugiro cautelas: que hoje nem um isqueiro acendeis

Quem foi criado em bairro por trás da Refinaria de Lisboa sabe bem que este cheiro a couve que infesta o ar é o odor próprio do gás. Dantes libertava-se do emaranhado de enormes tubagens que lhe víamos ao longe e acompanhava-se de um silvar que nunca vim a saber se era aviso propositado ou se apenas provocado pelo passar estreito do escape. Depois tudo aquilo foi ficando ferrugento e hoje já nem há Sacor -  desses seus tempos esplenderosos a única coisa que lhe resta é uma torre deixada como curiosidade arqueológica no meio do parque Expo, por isso nem desconfio de onde vem agora este cheiro a couve. Mas insisto, hoje Lisboa parece uma horta.

(pode até nem atingir níveis tóxicos, mas agonia qualquer um ... e além disso leva a que concidadãos mais desconfiados se cruzem na rua insinuando fungadelas com olhar reprovador)

Publicado por Eufigénio Lagoa às agosto 8, 2006 09:50 AM