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agosto 08, 2006
Isto é que é uma chatice ein. Nunca mais volto a tentar o humor negro
Mic, mic to all: Segue desmentido público - Era tanga pá! Insisto, era tudo tanga! Allô, allô, repito, eu nunca quis suicidar-me!
(Até porque, como diz o meu irmão: a vida são só dois dias, por isso nem vale a pena.)
Pese embora já o tenha esclarecido anteriormente, mas face às condoídas e atormentadas manifestações de carinho que continuam incessantemente a chegar, e pelo apreço que estas me merecem e que muito sensibilizadamente tenho recebido, e sobretudo por isso, é curial que não infunda falsas informações sobre os destinos pretendidos pelo homem por trás do Eufigénio. Por isso aqui afirmo, de forma veemente, na plena posse das minhas capacidades, e com a pujança física que os médicos, as entorses, os quistos, os enfizemas e demais maleitas ainda me deixaram ficar, repito, aqui afirmo, que não é nem nunca foi minha intenção por termo à minha existência carnal (a espiritual, essa já tem longevidade assegurada através deste blog, e só não arrisco falar da suprema eternidade porque receio, pelo andar da carruagem, que a plataforma weblog não se aguente até lá). E mais declaro, para maior sossego de todos, que em meu redor as únicas armas de aspecto mais letal que vislumbro são as duas canadianas que agora me acompanham para todo o lado mas que não constituem perigo, uma vez que se o pretendesse (atenção, eu disse se, eu disse se) nunca escolheria suicidar-me à bengalada, por se tratar de uma forma demorada, desgastante e dolorosa de o fazer.
Posto isto, e sobretudo àqueles que se sentiram ultrajados pela mentira que aqui fiz passar no blog, quero apresentar as minhas sinceras e arrependidas desculpas, dizendo ainda o seguinte: por favor, acreditem apenas no que o v. bom senso vos sugerir, e lembrem-se, aqui, onde me escrevo, vale tudo, e tudo vale o que vale. Mas aprendi a lição: afinal num blog pode-se falar sobre quase tudo, sendo que este quase faz toda a diferença. Do quase deve ser intuído como excepção o suicídio, mesmo que este assente numa tétrica experiência literária. Desse não se deve falar, e sobretudo se for o nosso. [Ah e também não se deve falar do problema da falsa réplica que ainda afronta o Pacheco Pereira e o seu Abrupto. Parece que com isso (porque dizem, é política) também não se pode brincar]. No resto, já se sabe, vale (quase) tudo.
(Uffffff, onde eu me fui meter)
Publicado por Eufigénio Lagoa às agosto 8, 2006 05:01 PM