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agosto 09, 2006

Esta é uma retractação pública, risível, mas sincera

Considerando que o uso da peúga branca é um direito que assiste a todos, e que denegrir ou escarnecer por alguma forma quem opta por essa tão, hummm, conspícua forma de calçar, por mais que esta possa parecer ridícula, por mais hilariantes momentos que essa visão nos possa propiciar, e por mais justificáveis que sejam os estados de irritabilidade que nos levam a transportar tais situações para o cómico do domínio público, nada pode despenalizar ou mesmo aligeirar a forma ‘escarnosa’ e acintosa como foi aqui a mesma referenciada, atitude aliás que muitas vezes e de forma assaz enérgica, tem aqui sido condenada e combatida quando observada em outros paralelos da blogosfera. Até porque - e agora sobre o busílis da questão -  o termo “esposa”, podendo ainda assim ser classificado com algum paralelismo, revela contudo uma maior delicadeza e aplicabilidade social que a expressão “a minha patroa”, essa sim, verdadeiramente aborígene. Mas o que importa é que cada um chamará portanto a sua  … como muito bem entender, e sugira esse tratamento um grau de possessão, uma insinuação de submissão ou simplesmente um chamamento piroso, o mesmo não compete a este espaço público (epá, fico todo inchado ao dizer estas coisas) aquilatar, nem tão-pouco arriscar a zombaria sobre o mesmo. Por estas explicitadas razões vem então o corpo editorial deste espaço (e éramos tantos que alguns até tiveram de ficar lá fora, na parte de trás do blog, ao pé dos bidons de html’s velhos), assim como a família mais chegada (que só não está aqui comigo porque foram a banhos pró Algarve, mas mandaram dizer que também eles estão muito afligidos com toda a situação ou lá o que é), lamentar o sucedido e manifestar o seu sincero arrependimento e profunda consternação com o provável impacto que as jocosas observações proferidas sobre as peúgas possam ter nas relações matrimoniais dos portugueses.

Apesar da irreversibilidade desta acção, reconhecendo-se que nada trará a remissão de tão lamentável lapso, mas ainda assim, e numa decisão inédita nos últimos meses, decidiu o corpo redactorial (lá está, aquela malta toda lá atrás a fumar uma cigarrada, (?) pelo menos parece, ao pé dos bidons dos fundos) disponibilizar aqui a sua caixa de reclamações comentários para assim se sujeitar ao apedrejamento com vitupérios e outro tipo de arremessos linguísticos que o estimado leitor, em particular o de peúga branca, entender. (Catarina, eu estou a fiar-me em ti, tu vê lá mas é se afinal aqui os comentos funcionam! Isso é que era uma granda bronca pá)

 

(e agora vou ver se preparo aquele post enorme para aqui pôr a seguir ao almoço e empurrar esta mania de armar ao Egas Moniz lá para baixo)

Publicado por Eufigénio Lagoa às agosto 9, 2006 11:19 AM

Comentários

Não podes ver nada! Eu não digo que nunca funcionam, eu digo que não são de fiar. Claro, agora vai entrar este comento todo direitinho só para me lixar.

Quanto à esposa, há pessoas que acham que chamar 'mulher' à legítima é falta de respeito. Olha...e eu não desligo o telefone a dizer 'com licença' e provavelmente chamar-me-ão grande mal educada. É o multiculturalismo, pá!

Publicado por: catarina em agosto 9, 2006 11:48 AM

a minha mulher
(olha eles a entrarem tão bem, ora vês, quais halocoisos qual quê)

a minha senhora
a minha esposa
a minha companheira
a minha patroa

qualquer uma traz embaraços conforme a situação. curiosamente, acho que o que nos faz estar menos à vontade por vezes nem é o termo que escolhemos, é mesmo o "minha". mas pronto, aqui até te concedo razão mas, e a peúga branca mesmo?

Publicado por: Eufigénio em agosto 9, 2006 12:12 PM


A analogia é brilhante.

É minha, ou meu, porque não é de mais ninguém (pelo menos, assim o julgamos).
A esposa do senhor de peúga branca, provavelmente dirá toda feliz, "o meu homem".

Publicado por: karla em agosto 9, 2006 12:38 PM

É por essas e por outras que há um certo respirar de alívio ao sair de um casamento.

A peúga branca? A peúga branca acaba por ser irrelevante no meio disto tudo, diz lá a essa malta toda do corpo editorial para ir mas é para a praia, que o que incomoda mesmo é o "minha" se pronunciado com os pressupostos errados - e há gente com peúgas de todas as cores a fazê-lo.

(só para chatear vais ver que este comentário também vai entrar)

Publicado por: Jill em agosto 9, 2006 01:04 PM

Só a ver os comentários a entrarem todos, eheheheh!!!
Vamos cá por partes: chamar 'meu' ou 'minha' é uma questão gramatical, olhem lá!!! Refere-se á mulher ou ao marido, portanto meu marido ou minha mulher. Também digo o meu filho e o meu pai. Claro que «esposa» ou «patroa», com o correspondente «esposo» ou «patrão», é... enfim... é... de peúga branca como bem disseste.
Adora já agora o que me deixa com pele de galinha é referirem-se ao dito «cônjuge» ( e esta, heim? É bem melhor) pelo apelido. Eu aí fico arrepiada, quando oiço - "O Rodrigues não gosta de sopa de cenoura". Ou então "o Antunes disse-me que vai chegar mais tarde".
Fico agoniada, com sinceridde.

Publicado por: Emiéle em agosto 9, 2006 05:13 PM

(Ai, Emiéle, que mais agonia me faz ver uma família a tratar-se toda por você; até ao desgraçado com cinco dias de vida...)

Olha, Eufigénio, o weblog acha sempre que eu sou spam; só vim cá experimentar a coisa. A ver...

E olha que à peúga branca podes sempre juntar as alças dos soutiens que é suposto serem invisíveis mas que nos agridem os olhos em diferentes formatos e feitios, quase sempre pouco recomendáveis, por entre pregas de carne sobresselente...


Publicado por: Hipatia em agosto 9, 2006 08:34 PM

olha...comentários..

é assim...eu também acho q é do multiculturalismo (oquéissocatarina????)
as peugas...eu acho que é melhor nao usar!
E agora nós Sr. Eufibocas....pois mudo, pois apago, pois....mas agora definitivamente(nao te rias) voltei ao Loucura e Nata, mas noutro....comoéquesedizestamerda? ....no blogspot.com, pronto!

Publicado por: Luna em agosto 9, 2006 10:18 PM

queres lume?

Publicado por: jpt em agosto 12, 2006 10:15 PM

desculpa...tens lume?

Publicado por: jpt em agosto 13, 2006 09:32 PM

(...)

Publicado por: Eufigénio em agosto 13, 2006 09:45 PM

(já t'atendo. vai lá ver se o "espaço dorme")

Publicado por: Eufigénio em agosto 13, 2006 09:47 PM

Posso deixar só um sorriso?
Não gosto de peúgas brancas e não sou tratada por «a mulher de alguém» ou «esposa» ou «companheira». E também não preciso de lume, obrigada.
Mas sorriso quero deixar.

E depois, leio alguns dos teus textos, assim de uma assentada só, e acabo sempre por ficar algo melancólica. Vá-se lá saber porquê! :-(

Bj doce :-)

Publicado por: Sutra em agosto 14, 2006 10:34 PM

ef, podes passar-me o cinzeiro?

Publicado por: jpt em agosto 15, 2006 06:30 PM

efg, falando sério, e porque acho que o teu blog perde muito sem comentários: passa-me aí lume, sff

Publicado por: jpt em agosto 16, 2006 03:53 PM

efg, falando sério, e porque acho que o teu blog perde muito sem comentários: passa-me aí lume, sff

Publicado por: jpt em agosto 16, 2006 04:02 PM

tens cigarros?

Publicado por: jpt em agosto 17, 2006 02:26 PM

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