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julho 29, 2006

Bye Miss Vitriolica, Hello Blogzira

Aqui, neste universo volátil, já pouco me importam os nomes e os locais. Do que gosto, basta-me que não perca o seu endereço na Internet. Como é agora o caso: actualizando caminhos daqui para aqui, e lá sigo a saborear coisas assim como esta:

 

Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:53 PM

51 dias e ainda assim

É primeira coisa que desejo todos os dias quando abro os olhos
E a ultima coisa por que anseio antes de os fechar à noite
É sempre a mesma

51 dias e ainda assim

Continuo a viver como se pairasse no intervalo de duas baforadas de fumo
dos cigarros que todos os dias acabo por não fumar, e tantos dias
E sempre o mesmo

51 dias e ainda assim

O cabrão do vício continua sem se despegar, alapado na minha vontade
sem me deixar ter o meu orgulho por inteiro - e eu a adulá-lo, dia após dia,
para ainda ser o mesmo de ontem

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:21 AM

julho 26, 2006

O mundo visto pelo lado do mais novo

Mallorca, 26 de Junho, pés em terra para jantar numa esplanada de Pollensa. Enquanto aguardamos pelos solomillos de ternera e pelos invariáveis spaghettis dos miúdos vamo-nos distraindo com o alvoroço em toda a volta. É terra de veraneio e àquela hora enchem-se as ruas de gente. Por trás de nós um bando de garotos, mais novos que os nossos, embrulham-se uns com os outros, nas típicas bulhas do fim do dia em que cada um veste a pele do seu herói. Alguém assinala isso, e a forma brincalhona como cada um se envolve na briga. Comenta então o Diogo:

- É como eu e o Francisco, lá em casa (pausa) Só que ele diverte-se e eu não.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:36 PM

Uffff (as plantas já estão regadas e os peixes com comida)

Um post sobre mergulhos e vaidades (1), e um outro sobre as costumeiras mas inatacáveis trapalhices do Diogo e os nossos momentos de ócio (2), depois um outro sobre literatura e aqui a arriscar-me em terrenos que não são os próprios deste blog (3), e por ultimo a opinar sobre isto de blogo-escrever e as ansiedades que atravessa um dos seus ícones(4), e agora até este, a sumariar. Bem sei que a nenhum dispensei a atenção suficiente para poder ser agradavelmente 'audível', mas ainda assim, face a tanta variedade, acho que deve chegar para nova pausa. A ver se para mais uma semana.

(1)   realmente, quem é o gajo que não teve já aquele sonho de ser o maior da praia a mergulhar e a sair da água com o novo record do mundo perante a admiração e júbilo de todos os veraneantes que, claro, com excepção dos familiares a quem fica sempre bem impressionar, no resto são esculturais mulheres fascinadas com o feito?
(2)   Ainda não percebi se há realmente nele um problema de audição, mas o que é certo é que as confusões de fonética, nele, fazem sempre todo o sentido. Se este miúdo um dia escrever, acho que irá ser bem no género do Luandino
(3)   Mas a citação, isso do “Ele conhece os factos, o que ele não conhece é esta versão dos factos” que é afinal a razão de tudo, dos conflitos e dos pactos, da admiração e do horror, do admirável antagonismo humano
(4)   Sobre isto é melhor não falar mais, não vá ser envolvido em alguma acusação pública sobre blogs fantasmas e tal

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:52 PM

Disto que afinal não somos nós

Tudo hoje é tão descaradamente on-line. Escreve-se arrebatadamente como se o que assim confidenciamos afinal não tivesse valor específico nem intimidade. Como se não nos importássemos com a pigmentação das nossas emoções assim entornadas num abstracto, ainda que coisa pública. Como se estas, assim transpostas em códigos ASCII, não fossem mais do que montículos de caracteres sem identidade, bastardos de nós, palavras volúveis vogando pela net sem origem própria.

E é tal a ilusão dessa distância que julgamos aqui intrometer, que só acabamos por nos surpreender quando súbita e imprevisivelmente testemunhamos trechos de quase angústia, um até estertor nervoso, nas palavras dos olímpicos destas andanças. Como se, subitamente, essa regra do distanciamento se quebrasse, e a solidariedade passasse a ser afinal um termo virtualmente plausível. Como se afinal isto pudesse ser como outro lugar qualquer, onde por vezes temos de falar uns com os outros, e para isso olhar-nos nos olhos.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:26 PM

Leitura de Férias

(prometo que não volto a fazer mais alusões ou citações literárias - até porque os livros se estragam com a areia da praia)

Recomendo veementemente este Bill Bryson e a sua “breve história de quase tudo”, sobretudo para aqueles que se sentem mais confortáveis se tiverem diante de si uma explicação mecânica e indesfocável para quase tudo - Ou seja, que tal como eu acreditam que tudo o que está por trás do (véu da realidade) que vemos é um intrincado de roldanas, moitões, manilhas e cabos que esticam ora daqui ou dali, para que assim se evite que o mundo, por alguma vez, corra o risco de ficar desembrulhado. Além disso, este livro, tem uma introdução fabulosa. E é nele, a abrir, ainda antes da dita introdução, que encontro esta citação:

O físico Leo Szilard anunciou certa vez ao seu amigo Hans Bethe a sua intenção de começar a escrever um diário.
- Não tenho qualquer interesse em publicá-lo. Vou apenas registar os factos para informação de Deus.
- Não te parece que Deus já sabe quais são os factos? – respondeu Bethe.
- Sim – disse Szilard, e prosseguiu - Ele conhece os factos, o que ele não conhece é esta versão dos factos.”

Hans Christian von Baeyer, Taming the Atom

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:21 PM

Especionando (as palavras)

Mallorca, 23 de Junho de 2006, fundeados na Cala Deya. A água invariavelmente nos 28ºC a fazer inventar os mais diversos pretextos para mais um mergulho. Avança o Diogo para o painel da popa. Entretanto interrompe-se para se manifestar:
- Vou especionar o fundo do mar
- Diogo – lança reparo a tia, fazendo-o interromper de novo, agora no balanço que já tomava – não é especionar que se deve dizer.
- Ai não? Mas a M. também disse …
- Não. A M. disse inspeccionar, de inspector, percebes?
- Eu acho que a tia está enganada. Eu não vou inspeccionar o mar.
- Não? Então o que vais tu fazer?
- Vou ver as espécies de peixes que ele tem. Vou especionar .

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:52 PM

Profundidamente

Um.
Ainda agora comecei. Calma
Dois.
Devia ter enchido mais os pulmões
Talvez aí uns três.
Sinto-me bem.
Quatro.
Os ouvidos. Espera. Aperta o nariz.
Cinco.
Nunca tinha passado daqui … Isto assusta, continuar assim na direcção do escuro
Seis, será?
Sinto-me com pulmões … Mas o frio, ui.
Sete.
Esta coisa do deixar de fumar… Sou o super-homem. Agora ninguém me pára.
Oito.
Brrr, que frio. E já vejo qualquer coisa. Mas tão longe ainda.
Nove.
Não dá, não dá mais. Vou voltar
Oito.
Alto! Já faltava pouco, e eu posso ir mais lá. Só preciso guardar no fim um pouco. Ter de voltar.
Dez.
Ugh. Como isto se aperta cá dentro. O ter de voltar. Não esquecer. Voltar no fim.
Dez e meiooo.
Penso? Ainda penso? Miúdos? Ãh, que miúdos? Ter de voltar. Guardar um pouco.
Onzeeee.
Que silêncio. Este frio faz medo. E eu, que faço aqui? Olhar para trás, há luz. Para onde devo ir
Onze e meiooooo.
Rebento, assim rebento! E há que voltar! Voltar? Está tudo tão longe!
Dozeeeeeeeee.
Já devia ter tocado em algo. Que pressão, caramba. Mas só estranho a pressão. Não sinto falta de ar, nem sinto sequer a necessidade de respirar. E como é doce este silêncio frio à minha volta.
Doze e meioooooooo.
Agora não desisto. Agora não. E estou tão calmo. Sinto que podia ficar aqui por muito mais tempo. É quase um não-ficar. E estou tão longe.
Doze e … Oopsss, já está.
Uma mão de areia, outra de algas, e voltar. Voltar


Voltar.


Voltar!!


Voltar!!! …


Ena!!! Clap Clap Clap …. Quase 13 metros marca aqui no barco! G'anda pai !!!! 13 metros ...


(Devo andar a bater mal! Se não era mais fácil comprar-lhes um PC, em vez de andar a apostar o ego com os miúdos. Além disso eles ficariam seguramente mais contentes; menos orgulhosos mas bem mais contentes. Esta agora que me deu para pastar vaidades nos fundos das baleares…)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:23 PM

julho 14, 2006

A estação das morenas

(e das louras, de algumas louras; pronto, a estação das mulheres, fica assim)

Depois há a questão do calor. E as mulheres. As duas questões estão muito interligadas. Aliás, são uma e a mesma questão: a questão do desejo. Mas para isso o calor tem de ser tórrido e as mulheres de morenas formas, trigueiras … ou não

(depois continuo … que já tinha ido de férias … esta canícula que não se pode … ai)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:23 PM

julho 13, 2006

Ahhhhhhh pois

Este estabelecimento encerra durante a próxima semana por motivos de força maior (*).

 

(*) tenho uma forte expectativa de voltar curado - para ser franco já começo a ficar farto de tanto betadine e de tão mau feitio - pode ser que quando voltar já me possa sentar outra vez bem e talvez até voltar a merecer a família que tenho.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:43 PM

Da distância da morte

São mais cavadas as saudades daqueles a quem já não podemos tocar mais, (mesmo que ainda ontem o tenhamos feito), do que as saudades que sentimos por aqueles que sabemos poder sempre um dia voltar a ver, (mesmo que isso nunca venha a acontecer).

O que torna a ausência mais difícil de suportar não é a distância que a afasta, nem o tempo em que perdura, mas sim o sabê-la insuperável.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:50 PM

julho 10, 2006

Et voilá: a prova

E pronto. E não vale a pena denegrir a minha capacidade de observação dizendo que aquilo ali é um pequeno defeito de imagem, porque eu posso garantir que durante todo o tempo que durou a cena da expulsão aquela mosca esteve pousada na careca dele.

E porque é isso assim tão relevante, perguntarão? Ora suponham que estão a ver a final e que (pelo menos em termos futebolísticos) ‘gostam’ tanto dos franceses como eu, e de repente ali, aquela coisinha preta, olha lá aquilo não é uma mosca que ele tem na cabeça? uma mosca? mas tu estás parvo? mas olha que é. e é mesmo. já visto isto de um gajo ter todo o mundo a olhar para ele e ter uma mosca a pastar na cabeça. e não vês que ela nem se mexe. pois não. e até irrita então ele nem a enxota dali. tal os nervos, até o arbitro deve estar com vontade de a tirar. será que ela é a primeira? a mais destemida? ela quem, a mosca? a primeira do quê? a primeira de muitas. mas a primeira de muitas moscas para quê? para ele se encher de moscas, ao vivo e em directo e para todo o mundo … ahahah

Ok, admito que possa ser um momento de humor falhado, mas na altura pareceu-me a penalidade mais justa para aquela marrada e afinal foi a única coisa que me fez chorar a rir até ao apito final deste mundial.

 

(Agradeço a todos os prestimosos leitores deste blog (ainda os há?) que me fizeram chegar várias possibilidades de provas fotográficas ou hiperligações para sites de fotos, como este aqui, recomendado pelo autodesalojado JPT)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:25 PM

[ Já vais ver se eu estava a gozar ]

Preciso de fotografia do Zidane, na final de ontem, no preciso instante em que este vê o cartão vermelho - de preferência captada pelo lado direito, e numa perspectiva a três/quartos; outras do mesmo desde que na altura pretendida também servem.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:33 PM

Pensamento político do dia

E assim sobre futebol não tenho mais nada a dizer. Ora vamos lá agora ver isso dos fogos.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:02 PM

E a mosca !?

Apita-se no Itália-França. A interrupção tem motivos dramáticos. É impressionante a forma declaradamente homicida como o Zidane se atira contra o Materrazi. A marrada é tal que o outro, apesar dos seus quase dois metros, é catapultado para trás, num voo rasante que nem as fitas do Cristiano Ronaldo seriam capazes de simular. Violência pura. Depois, o rescaldo, o mundo suspende-se, o árbitro em frente ao francês, as câmaras mostram então um grande plano do seu olhar esgazeado, e durante todo este tempo eu não consigo deixar de fixar aquele pontinho preto na careca dele. Imperturbável a todo este alvoroço, a mosca lambia-lhe o suor, em directo e para todo o mundo, sem qualquer sentido de oportunidade justiça.  

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:58 PM

É o Futebol, pois claro

Um dia depois do mundo inteiro ter testemunhado uma tentativa raivosa de assassinato, o homem que a prepetrou é condecorado como o melhor jogador do torneio.

(Entretanto o puto não foi eleito o jovem revelação porque se diz que se atirava para a piscina - isto sim um caso grave de falta de desportivismo. Agora uma ou outra cenazita de violência, uma marradazita no tórax ou mesmo um pontapé na boca, não é isso que tira o valor a um jogador)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:50 PM

julho 07, 2006

Dá-te folga pá, nem que seja por uns dias

e seria aqui, como sempre

Que ideia desvairada esta de querer resolver todos os males ao mesmo tempo. Como se um homem de repente pudesse entrar em obras. Tenho sido muito desajeitado comigo mesmo. Acho que o que agora precisava mesmo era de fazer férias desta obstinação violenta que não me larga. Que cansaço. Pstttt, oh ego que andas por aí, estou farto de ti. E olha que se eu rebentar, tu, pfffffff, dissolves-te na atmosfera e já não servirás para nada.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:58 AM

julho 06, 2006

Ai é assim, então toma lá com o “Priberam

Ainda há pouco, num blog cujo anonimato pretendo respeitar, disseram de mim que teria debilidades hermenêuticas. Na altura confesso que me engasguei um pouco, pois já se vê, a palavra não é simpática de resolver para um homem de cultura humilde como eu, e ainda para mais aplicada num contexto descontraído de caixa de comentários (espaço do qual aliás sou cada vez menos frequentador). Porém, depois de meditar sobre o assunto, e para que não se venham a alvitrar mais tarde qualquer tipo de reservas sobre o meu bom nome, venho agora afirmar, contrapor, e aqui o faço publicamente, que acho essa expressão uma desproporcionada, maliciosa e negligente exegese. Pronto, tenho dito.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:14 PM

Do meu sofá
(afinal, quando me ia levantar, alguém mudou de canal e fui ficando mais um pouco)

Por favor, façam-me o obséquio de não estragar tudo agora. Esta coisa de sermos muitos a pertencer ao mesmo clube é giro e tal e os jornais oferecem bandeiras do nosso clube e tudo e somos os maiores e essa é que é essa, e viva o BES (é o BES não é, que ajuda o pessoal?). A verdade é que bastaram 11 jogadores e mais uns suplentes para pôr aqui a malta toda eufórica e que ninguém diga que não somos os maiores, ganda clube Caneco! Viva Portugal, viva o futebol, e o próximo campeonato já é nosso! Viva o puto, viva o Ronaldo. S.C. Portugal, aiiii S.L.Portugal, oopss, então F.C.Portugal, tanto faz Viva, viva, viva!!!!

Eu até compreendo que se confunda a nação com este enorme clube verde e encarnado, e que é agradável por uma vez na vida eu estar do mesmo lado e folgar das arrelias com o Sousa lá do serviço e que ontem até vinha com um cachecol igual ao meu e afinal é cá dos nossos mas, por favor, não estraguem tudo agora com essa coisa bacoca do “Pfffiiiiii, fora o árbitro!!! E é só porque somos pequeninos e vai tu e… ”. Eu acho porreiro isto do olé, olé, (e se lhe quiserem chamar patriotismo por mim é como for) mas olhem que nesse clube do “fora o árbitro”, isso assim já tão sério, nisso é que já ninguém me apanha!!

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Sobre isto das emoções deste "nosso clube": duas vítimas de ataque cardíaco, mortal, ontem, ao ver o jogo. Gente semi-conhecida; dois homens da minha idade. Dá que pensar, justifica-se tanto?, vale a pena? Bom, pelo menos disso estou livre ... nunca terei imaginação para nisso da bola ver tanta aflição. Não será seguramente num jogo, entre anúncios televisivos, que algum dia perderei a vergonha, ou um amigo, e muito menos a vida

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:06 PM

julho 05, 2006

Do meu sofá (o suspiro final)

Bahhhhh

há coisas muito mais importantes que isso!

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:26 PM

Fatalismo o tanas, que eu é que sei

Um homem tenta deixar de fumar e arrisca-se a perder a família. Depois vai tirar um quisto e corre sérios riscos de perder o emprego. Hoje estava a pensar ir ao barbeiro mas, assim, já desisti. Nem quero pensar na hipótese de a casa ruir com o crédito ainda todo por pagar.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:21 PM

Ai que eu começo mesmo a ficar fartinho desta merda toda (*)

Quatro semanas, (faz amanhã), sem o cabrão do vício, e eis que volta a grande constatação desta nova vida: os cheiros! E não é que descobri que …. (como é que eu vou dizer isto sem me desmerecer muito) … não é que descobri que …

… cheiro mal!

(*) quero lá saber do jogo da selecção e dessas porras sem importância nenhuma. Eu nem sequer conheço o Figo de lado nenhum nem tão pouco tenho conta no BES !

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:01 PM

Do meu sofá

Medindo, comparando e conjecturando

Zidane – Figo, ok !

Vieira – Maniche?

Makelele – Costinha?

Henry– Pauleta ?

Gallas – Meira?

Thuran – Carvalho ?

 

Aiii,

Bahh

Que importa isso dos currículo nestas coisas dos jogos de azar

Força Portugal!!

 

(aiii)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:56 PM

julho 04, 2006

Questões de mau humor e eu já outro homem (e se me estranho)

Esquecer a hipótese de algum dia, mesmo num caso de maior sufoco, poder vir a ser um jornalista desportivo. Ninguém está interessado em saber que o Obikwelu bateu a marca dos 100 metros deste ano (10,03s salvo erro) na véspera das meias-finais de um mundial. Para se escrever, até sobre desporto, é preciso ter algum sentido de oportunidade

Tenho um penso para mudar 3 vezes por dia, todos os dias, durante sei lá, talvez um mês. A dose desagradável dos quiproquo (é assim que se escreve? bah, nem sequer era isso que queria escrever, que se lixe, a seguir escreve-se alguma coisa sobre o deixar de fumar e a relação directa com o mau-feitio e está a andar) da vida de mulher, eu já a tive que chegue. Poupem-me, quero voltar a só ter de fazer a barba todos os dias e juro que não volto a comprar o record.

Fumar é um acto brutal. Não percebem? O que é que não percebem? Experimentem deixar de o fazer, deixem que o bicho saia cá para fora e depois digam-me o que não percebem. Fumar é um acto brutal. A menos que o sangue que todos os dias lavo dos nós dos dedos não seja meu.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:45 PM

Do meu sofá

Que raio de mundo este em que os alemães deslumbram com a bola e os portugueses alcançam desempenhos efectivos

Nunca pensei chegar até este dia em que assistiria a um mundial onde há duas selecções do sul da Europa, e outra quase a caminho disso (a ideia de considerar a França no nosso paralelo mediterrânico desagrada-me profundamente mas é aqui ‘assularizada’ só para reforçar o pretendido), e afinal constatar que a única equipa semifinalista, capaz de algum encanto futebolístico, e quase aqui e ali chegar a deslumbrar, capaz de algum ritmo mais imprevisível, e até arriscar certos toques bem esgalhados, a única selecção capaz de momentaneamente se esquecer em campo do resultado para se divertir com alguma fantasia mais distraída é, calcule-se, a tipicamente “dura de rins” selecção alemã. Tantas trocas, tantos enxertos, tantos compromissos andámos a impingir por este mundo fora, que já nem com a redondinha se pode esperar o mesmo de sempre dos homens. Hoje torcerei pela Alemanha, se bem que no meu íntimo continue a preferir a final latina Portugal-Itália. Seria lamentável se tivesse de gramar refastelado no meu sofá com esta espécie de alternativa Paris-Bona.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:26 PM

julho 02, 2006

Do meu sofá

Não tem sido um mundial fácil para ninguém

Cada lance é disputado com enorme paixão, e no limite de todas as forças. O que este campeonato tem perdido em beleza ganha na demonstração do sacrifício e entrega com que se desenha cada jogada. Veja-se o caso da Itália por exemplo, nos quartos de final, onde apesar do desnivelamento do resultado na vitória conseguida sobre a Ucrania, só Deus sabe o quanto sofreu

Imagem transferida d'aqui,
 fonte: soccergirlz











[ na Foto é visível a expressão de esforço do abnegado Luca Toni enquanto é abusad... rasteirado, abusadamente rasteirado  ]

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:49 PM

Do meu sofá

D'até aqui:

Vá lá. Antes extasiávamos o planeta futebolístico com os nossos toques e berloques e depois lá vínhamos embora, sem trofeú nem estima. Agora, somos a selecção que menos jogou das semi-finalistas, mas pelo menos estamos lá. Com tal desplante, há-de haver qualquer ascendência tedesca nessa tal senhora do caravaggio. 

Daqui até :

Não sei se contra a França será melhor que contra o Brasil. Mas há nisso seguramente uma enorme vantagem: o árbitro nunca poderá ser francês!

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:26 PM