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maio 03, 2006

De como uns restinhos de tecidos embrionários podem formar uma tumescência qualquer só para que me arrastarem o nome na lama

Venho de um fim-de-semana grande em estado lamentável. Sou obrigado a trabalhar de pé o dia inteiro por culpa de uma coisa esquisitóide qualquer que nem percebi o nome mas que, “ah tem de ser mesmo com anestesia geral … e sabe, o pós-operatório não é fácil, mas tem de ser”. A talhante bem me avisou. De momento - e assim será enquanto tiver de me arrastar por mais uns penosos dias - vejo-me incessantemente observado. Os risos quase impossíveis de se esconderem ao olharem para mim e a verem-me naquele estar ao balcão, de portátil em cima da estante.

Mas o que mais me irrita nisto nem é o raio da operação, nem tão pouco o incómodo que agora sinto, mas sim presumir o que aquela gente andará a pensar que terei eu feito no fim de semana para andar assim sem me conseguir sentar! Tantos anos … e num instante se me vão os pêlos do peito.

Publicado por Eufigénio Lagoa às maio 3, 2006 12:13 PM