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maio 19, 2006
Daqui do meu sofá
Acho que foi o Arrigo Sachi, na altura seleccionador da “squadra azzurra”, que disse sobre a nossa selecção de então: “Portugal é como o Futre, é capaz de fintar 11 suíços dentro de uma cabine telefónica e depois não dar com a saída”.
Hoje leio de todas as latitudes justamente o contrário (*), que Scolari não gosta do futebol-espectáculo, da arte latina com que tratávamos a redondinha, e que não basta só a eficácia, o saber ganhar, numa nação como esta que sabe jogar tão bonito e gosta de o ver fazer assim. Quando eram artistas eram uns inconsequentes brinca-na-areia, agora que jogam para ganhar já não há futebol-espectáculo.
Lá está. A selecção mudou. Nós, esta nação de treinadores de bancada, de críticos desconfiados, é que ainda não. Pelo menos que o mundial seja menos monótono que as críticas que o antecedem.
(*) quase sempre a propósito do Quaresma, um tipo que ao que parece andou a fazer anúncios de televisão como integrando a selecção, que é como quem diz, eu já cá estou e portanto ... será que nessa troca de argumentos do puto das trivelas dever ou não dever jogar na selecção não se poderão admitir justificações extra-desportivas, designadamente este tipo de abusos de imagem, que qualquer organização não admitiria?
Publicado por Eufigénio Lagoa às maio 19, 2006 11:24 AM