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maio 30, 2006
“As árvores e os livros”
Antes da súbita e desagradável interrupção originada pelos #$%& dos pombos, essa praga imbecil de reservatórios patogénicos (Google dixit) que dá pelo nome de Columba livia domestica e dos quais não se conhece qualquer outro ritual vital que não seja o defecar sobre poetas e estátuas, era mais ou menos isto que talvez quisesse dizer, (… caso, naturalmente, em mim de poeta houvesse mais que de estátua):
“As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas e recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.
E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.”
Jorge Sousa Braga (1957)
Publicado por Eufigénio Lagoa às maio 30, 2006 05:42 PM