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maio 29, 2006
Ainda sinto o fedor baço
Desse fel dos dias em que não gosto de mim e faço tudo para que os outros comigo concordem. Explosões que vou espoletando à minha volta, na esperança que algum estilhaço me acerte. Depois olho esse lastro das minhas vítimas, e elas a interrogarem-me com olhos caídos, como se a minha amargura alguma vez lhes pudesse dar respostas. Que se apartem para longe de mim, deste cheiro a carne arrependida, também ela a gritar, tardia, detonações de remorso.
É medonho viver comigo assim, nestes dias em que não quero viver com ninguém.
Publicado por Eufigénio Lagoa às maio 29, 2006 06:13 PM