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abril 12, 2006
Por acaso agora até me ocorreu qualquer coisita
E foi logo sobre poesia. Já percebi porque (em geral) não gosto dela: é um exercício fátuo. Raramente se conclui, raramente conclui. Usa a forma, e só isso, sons, às vezes ritmos, rimas, nada mais que pretensiosas piruetas com as palavras, como se elas só por si, na forma como se agrupam, pudessem ser algo - coisa balofa, pura maquilhagem das letras. E devo dizer que me ofende que alguém me dê algo sem significados, sem intenção, como um presente enlaçado em caixa vazada, a fazer de mim enganado no desamarrar de coisa que não existe. Não falo de ti JGF, nem de ti FP, nem daqueles que a usam porque com ela transpõem supérfluos e constroem significados com uma vírgula, um impasse ou uma interrogação. Não. Falo justamente do oposto, da poesia que é usada quando nada se tem para dizer. Da poesia feita de cortinados sem janelas.
Dantes ainda se guardavam envergonhadamente nas gavetas, mas agora … os blogs … que seca!
O nu é bonito, se não se for gordo. Ofendo? Emagreçam.
Publicado por Eufigénio Lagoa às abril 12, 2006 02:39 PM