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janeiro 07, 2006

Marés

Na enseada de S. José o Sol filtra-se com uma suavidade de calor manso. Por vezes, a sua cava do meio enche-se subitamente de uma água cálida, e tudo ali se torna um sítio aprazível onde veraneiam as memórias, por breves instantes. Umas nadam, outras divertem-se na linha d’água, outras simplesmente se deixam ficar indolentemente deitadas sobre as pequenas dunas que formam o seu bordo.

 

 

 

 

Depois, abruptamente, tudo se enxuga, e as memórias, apressadamente e em magote, voltam para dentro. É assim que se fazem as marés na enseada de S. José, súbitas, inesperadas e irrefreáveis.

Publicado por Eufigénio Lagoa às janeiro 7, 2006 01:25 PM

Comentários

Se aquilo que li foi o que entendi, adorei a Maré de S.José, tão idêntica a outras marés de outros Santos. Beijos ó pá!

Publicado por: Luna em janeiro 7, 2006 06:01 PM

Eufigénio, às vezes deixa-me aqui a ler e a reler... e depois a ler e a reler outra vez... etc... porque é tão bonito, e de cada vez que leio parece que descubro mais qualquer coisa (as palavras podem ler-se de tantas formas, e querer dizer tantas coisas, e associar-se a tantas outras coisas, não é?), que nem sei que lhe diga - obrigada!

Publicado por: Jill em janeiro 7, 2006 08:27 PM

Beijos para ti tb pá

É por isso que às vezes faz falta uma imagem Jill, para que nessas hipóteses todas que nós somos uma sobressaia com o que mais somos/fomos.

Publicado por: Eufigénio em janeiro 7, 2006 08:31 PM

Tão bonita a imagem como o texto.
Um lindo post, Eufigénio.

Publicado por: ML em janeiro 7, 2006 08:58 PM

Sim, e acho que esta foi muito bem conseguida.

Publicado por: Jill em janeiro 8, 2006 12:34 PM

uau!

Publicado por: josé quintas em janeiro 8, 2006 01:03 PM

mas é uma bela lagoa não é ?

Publicado por: Eufigénio em janeiro 8, 2006 05:06 PM

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