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dezembro 13, 2005

Também, quem é que queria um lago natural no meio da cidade?

Havia um tipo, que dava pelo nome de Zé Tuga, que era tão desajeitado que em coisa onde punha as mãos estragava. Dizem que andava sempre com um plaina gigante atrás, à qual chamava carinhosamente ‘progresso’, e era vê-lo abarbatado sobre ela a cortar tudo a eito.

 

Pç. Marquês de Pombal - anos 30  (?)
                 fonte desconhecida

Publicado por Eufigénio Lagoa às dezembro 13, 2005 09:55 AM

Comentários

Esta fotografia não tem montagem? É impressionante observar as diferenças
(E sabia muito esse "Zé Tuga")

Publicado por: sofia em dezembro 13, 2005 11:36 AM

sabia ?

Publicado por: Eufigénio em dezembro 13, 2005 11:38 AM

Sofia, basta ouvir amiúde o Arq. Ribeiro Teles alertar para o facto de todo o marquês e a av. da liberdade serem atravessados por rias subterrâneas e do consequente problema que as obras do metro e viadutos aí levantam ao impedirem o seu curso, tornando-se autênticos diques que desviam o curso da àgua, para acreditar-mos que esta lagoa existia e terá necessariamente de existir ainda que escondida aos olhos de toda a gente.

Eu disto não percebo grande coisa, mas certo é que por vezes aparecem uns chochos no solo tão grandes que chegam a abocanhar autocarros inteiros, e pela av. da liberdade e baixa se vão abafando alertas de prédios a abrirem rachas enquanto noutro lado aparentemente distante se teima em drenar a àgua dos solos e caves.

Mas como digo, disto não sei nada. O que sei é o que vejo. E pelo que vejo que se via, este Zé Tuga fez (e continua a fazer) muita merda ... perdoe-se-me a expressão.

Publicado por: Eufigénio em dezembro 13, 2005 11:44 AM

Mas esse é um problema da construção actual e não da construção em estacas do tempo do Marquês.
O betão sim, cria diques e altera o curso desses leitos, enquanto que as estacas de madeira permitiam o fluir da água - era um método utilizado bem antes desta coisa da civilização - os índios ainda a utilizam
Para além de ainda hoje ser dada como uma das construções mais seguras relativamente a sismos (ainda estivessem essas estruturas submersas em água que é a única forma de se manterem)
E a orgânica e o planeamento a que sujeitou Lisboa? Quando é que se voltou a construir cidade com uma base tão lógica?
(Boa referencia essa que tomas, houvesse mais pessoas a ouvir o Arq. Ribeiro Teles)

Publicado por: sofia em dezembro 13, 2005 12:04 PM

São essas estruturas* que falas que estão hoje ameaçadas, nisso estamos de acordo. E a Lagoa, não seria tudo muito mais aprazível se a tivessem deixado existir, em vez de lhe construirem clubes de ténis em cima?

* de arquitectura conheço pouco, mas sei o que acontece a vigas de madeira quando submersas e depois trazidas a seco ....crackkkk

Publicado por: Eufigénio em dezembro 13, 2005 12:17 PM

Aliás, também as estruturas de betão, montadas em terrenos húmidos (alagados?) e por isso sujeitas a pressões hidrostáticas tenderão a afundar-se (ruir?) justamente por culpa da ausência dessa pressão sobre a qual foram construidas, quando se drenarem esses terrenos. E disto de pressões, as hidrostáticas e as outras, já percebo um pouco mais.

Publicado por: Eufigénio em dezembro 13, 2005 12:22 PM

Claro que a Lagoa seria muito mais aprazível que clubes de ténis, principalmente se a mantivessem limpa e com um parque natural à altura – a fruição seria mais saudável e chegaria certamente a mais pessoas (eu sou fã do parque da cidade do Porto e reconheço a importância destes espaços no interior das cidades)
Enquanto houver irresponsáveis a construir (e outros a ter ideias de grilo), o risco de colapso é grande….
Mas que fazer quando o subsolo deixa de ser um “corpo” estável?...
(e das pressões e as hidrostáticas já percebo bem menos ;))

Publicado por: sofia em dezembro 13, 2005 03:14 PM

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