« Divulgando | Entrada | A minha pretensa imunidade aos “chain-post’s”
(que aqui não há livros, nem filmes, nem as músicas que certamente aí virão) »

maio 13, 2005

Nem mais!

“… E ao fim são pouquíssimas as coisas
que em nossa vida a sério nos importam:
poder amar alguém, sermos amados
e não morrer depois dos nossos filhos.”

de Amalia Bautista

[Acabei de o ler no Murcon, e antes de fugir da caixa de comentários ainda tive tempo de lhe passar o ‘mouse’ por cima. Sei que não fica bem usar o génio alheio, e por isso tento sempre impedir-me de ‘repostar’ os outros, (embora aqui tambem se 'retextando' no post de origem). Mas quando leio coisas ditas assim, desta forma simples, com uma tão sublime eloquência, fico incapaz de lhes resistir.]

Publicado por Eufigénio Lagoa às maio 13, 2005 12:19 PM

Comentários

É mesmo assim. Especialmente a segunda parte: a verdade é que termos filhos é também termos a espada de damocles permanentemente erguida sobre a nossa cabeça (se tenho uma angústia é essa, a de sobreviver aos meus filhos).

Publicado por: susana em maio 13, 2005 12:47 PM

Susana,
Partilho absolutamente dessa angústia. Aliás, essa é certamente a maior angústia de todos os pais. A segunda é curiosamente a negação da primeira, o saber que lhes posso faltar.

Publicado por: Eufigénio em maio 13, 2005 12:56 PM

Como se consegue dizer tanto com poucas palavras...
Brilhante!

Saudações

PS - Caro Eufigénio, tive a ousadia de te desafiar para uma daquelas correntes... penitencio-me, desde já! ;)

Publicado por: Carriço em maio 13, 2005 12:58 PM

PS - Ai amigo Carriço, que essa me deixa ...

Publicado por: Eufigénio em maio 13, 2005 02:09 PM

E ainda bem que lhe passaste o rato por cima, porque fica aqui mesmo bem. :)

Publicado por: Angela em maio 13, 2005 04:01 PM

Uma das coisas boas de envelhecer é seleccionar o que é mesmo importante.

Só acho que falta uma coisita: sentirmo-nos realizados.

(eu sei que para isso contribui muito o amar e sermos amados mas julgo que todos precisamos de mais alguma coisa, nem que seja dedicarmo-nos à pesca)

Publicado por: maria arvore em maio 13, 2005 07:27 PM

Percebo Karla, mas quanto a mim a realização já não é um sentimento "primário", tem muito a ver com o outro lado da nossa vida de hoje. Eu também sinto isso, mas como homem, se me descontextualizar dos tempos em que vivemos, acho que essa realização se pode obter apenas do gosto de viver (e não com o que hoje se confunde com a - indispensavel quanto a mim - satisfação profissional)

Publicado por: Eufigénio em maio 13, 2005 08:38 PM

Eufigénio, penso que querias responder à Maria. :)
Eu nem comentei ainda este post... estou aqui às voltas com a última frase, sentindo que será um abuso dizer qualquer coisa, quando nem sequer tenho filhos. Mas, sendo filha e à luz da frase de cima, consigo entender a de baixo.
Claro que para mim, as prioridades são outras.

Publicado por: Karla em maio 13, 2005 08:57 PM

Se calhar sou muito «deste tempo» mas não concebo o gosto de viver sem criar qualquer coisa (que não tem de ser profissional).

(e eu chamo-me Maria :) )

Publicado por: maria arvore em maio 13, 2005 08:59 PM

Oh caneco, até já lhes troco o nome. Vinha de lá de baixo a responder ora-uma-ora-outra e pronto, deu impar, eras tu. Com licença ....zckkk... e desculpa .... Maria, oi, agarra... pronto já está. Tudo como deve ser, cada comentário a seu dono.

Publicado por: Eufigénio em maio 13, 2005 09:01 PM

Olá Maria,
Eu chamo Eufigénio, e tambem gosto muito de trabalhar.

(que lhe terá passado pela cabeça?)
:)

Publicado por: Eufigénio em maio 13, 2005 09:03 PM

Mas hoje estás cansado do trabalho, como eu.
Até comeste as letritas do «-me». :)

Publicado por: maria arvore em maio 13, 2005 09:55 PM