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maio 13, 2005
A pior maneira de chegar a casa é quando o fazemos já tão tarde e tão cansados que já nada trazemos de nós. Os beijos neles adormecidos, a conversa que não se chega a fazer, assim, sem nós, sem eles, tudo parece ter sido (ainda mais) em vão.
Publicado por Eufigénio Lagoa às maio 13, 2005 01:23 AM
Comentários
Desses dias, não ficará a história.
Publicado por: cap em maio 13, 2005 01:39 AM
suspiro... como parece ser em vão por vezes
Publicado por: joao em maio 13, 2005 02:21 AM
é dificil não deixar que esses dias se repitam...beijos Eg
Publicado por: Luna em maio 13, 2005 08:58 AM
Ninguém tem de ser o super-homem ou a super-mulher. Há momentos que valem por todos os outros em que já temos para dar.
Publicado por: maria árvore em maio 13, 2005 10:17 AM
É por isso que não devemos desperdiçar estes dias M. Árvore, justamente porque não somos super-homens e precisamos deles.
(a todos, a dizer que não há aqui lamentação, apenas constatações do ante-sono)
Publicado por: Eufigénio em maio 13, 2005 10:25 AM
E pensar que para muitos, esse é o dia-a-dia...
Publicado por: Karla em maio 13, 2005 12:01 PM
Não fica a vida vazia apenas só por falta de horas Karla, mas pelo facto de talvez não as querermos/sabermos ter. (soou muito reaccionário?)
Publicado por: Eufigénio em maio 13, 2005 12:27 PM
Nada reaccionário, Eufigénio.
Sabermos ter/viver horas, é um desafio da era moderna.
Publicado por: Karla em maio 13, 2005 02:13 PM
Mas estava a pensar que para essa era moderna muitos há que vivem na idade média (olha isto a transformar-se num comentário político) que nem tempo têm para estas considerações filosóficas, que nem forças têm ao fim do dia para abrir a boca, e que o resto da vida já enxotaram com tantas dificuldades com que se atravessam pelos dias fora. E aí, para esses, o que é isso de aproveitar as horas?
(reformulo a pergunta: lá em cima, soou muito reaccionário?)
Publicado por: Eufigénio em maio 13, 2005 03:28 PM
Não é em vão. Pode ser um beijinho cansado, mas é um beijinho. :)
Publicado por: Angela em maio 13, 2005 04:02 PM
Continuo a achar que não soou nada reaccionário. Falas no plural, logo é uma reflexação/preocupação com o colectivo, embora baseado na tua experiencia pessoal. Certo?
Publicado por: Karla em maio 13, 2005 04:22 PM
Eufigenio:
é reaccionário preocuparmo-nos com o facto das classes oprimidas serem de tal forma exploradas pelas classes detentoras do capital que nem lhes sobra tempo para momentos de qualidade de vida?...
A solidariedade não é caridedazinha. ;)
Publicado por: maria arvore em maio 13, 2005 07:13 PM
Oh gente, isto já está mas é a virar trotskita ... Mas claro que tens razão M. Arvore. (e tu tambem Karla). Acho que era isso que queria dizer (sem tanto esplendor político) :)
Angela, os beijinhos não chegam, acho, nem todas as outras coisas que hoje em dia usamos para substituir o que por vezes falta, melhor dito, para compensá-los. Não concordas?
Publicado por: Eufigénio em maio 13, 2005 08:35 PM