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fevereiro 26, 2005

Estes torneios de sábado de manhã que tão bem fazem à saúde (deles) e ao (nosso) humor

Já num torneio de rugby anterior me tinha deliciado com isto. Hoje foi uma interjeição irritada de um “bambi” – mocito para 8 anos portanto.

Numa jogada casual, resultado de um pontapé de ressalto, um dos miúdos leva uma bolada em cheio no nariz. Pelo estouro e reacção dele nem tive duvidas que foi daquelas que nos metem a cana do nariz a furar em direcção ao cérebro, e nos injectam os olhos com lágrimas. O rapazito cai no chão, e o jogo é interrompido. Alguma preocupação amontoa-se em seu redor. Pouco depois levanta-se chorando do impacto, chorando da dor, e chorando da raiva com que recalcitrou irritado:

- Eu não disse? Eu não disse? Se houvessem boqueiras (*) para o nariz isto não tinha acontecido.

Remédio santo, tudo a rir. Ele ainda desagradado mas a ter de acatar, vítima do reparo de que afinal era autor. O apito a assinalar o recomeço.

Estas manhãs de sábado, apesar de tudo, lá vão compensando. Hoje foram as improváveis “narigueiras” que aquele miúdo quase ia inventando. E o mais curioso é que, tanto quanto sei, elas até existem, mas ali foram apenas pretexto para alívio.


(*) Para quem está menos por dentro, a boqueira é uma peça de borracha como esta aqui em baixo, que se coloca envolvendo os dentes para os proteger das pancadas, a eles e aos lábios.

fevereiro 2004 014.jpg

Publicado por Eufigénio Lagoa às fevereiro 26, 2005 08:42 PM

Comentários

O que eu me ri Eg...e agora voltei a gargalhar. Agora tu não me digas que las há?

Publicado por: Luna em fevereiro 26, 2005 10:24 PM

:)))
Se não me engano são aqueles capacetes à normando que têm a protecção para o nariz, não é?

Publicado por: cap em fevereiro 26, 2005 10:54 PM

Até que é uma óptima ideia. Tanto para o desporto como para o frio. Nestes últimos tempos cheios de frio, em que caminho de luvas e de chapéu, o que eu não suspiro por uma «narigueira» que me tape o nariz para não ter de usar a mão em concha sobre o dito.

Publicado por: maria arvore em fevereiro 26, 2005 11:07 PM

Inicialmente, julguei que te referias a um qualquer torneio de futebol afinal, era rugby. Fez-me lembrar os meus tempos de meninice no Belenenses. Todos os meninos meus amigos, jogavam rugby. Hoje, os filhos deles.
Há tradições que, ainda são o que eram.

Publicado por: Karla em fevereiro 27, 2005 10:53 AM

Já tinha saudades das histórias dos putos. Um beijinho aos putos putos e a todos os que são eternamente putos, felizmente!

Publicado por: madalena em fevereiro 27, 2005 12:10 PM

Luna,
Aquilo Sábado de manhã custa um pouco, mas depois a gente até se dá por compensado, não é? Gostei de saber que optaste por pôr aquecimento central lá no L&N, agora só precisas de pôr um agasalhado quando fores dar as tuas voltas. ;)

Não Cap,
Os “capacetes” a que te referes são gorros almofadados que servem para proteger as orelhas, especialmente nas “melés”. Como equipamento comum no rugby para protecção do nariz não conheço de facto nenhum, nem creio que se use algum. Mas lembro-me de umas placas que já vi serem usadas pelos jogadores de futebol que são usadas depois destes partirem o nariz por protecção.

Publicado por: Eufigénio em fevereiro 27, 2005 02:18 PM

Concordo contigo Mª Arvore
Tenho pena não existam de facto. Eu tenho o nariz partido em dois sítios por falta destas protecções, devido a “hand-off”s do rugby. Sou por isso muito solidário com a dor do puto, apesar de ter achado graça ao seu desfecho.

Por aqui passa-se o mesmo Karla,
Só que eu jogava no CDUL e os meus filhos jogam no Técnico. Quem sabe se não foi um dos teus amigos que me partiu o nariz? :)

Madalena,
E eu já tinha saudades dos teus comentários

Publicado por: Eufigénio em fevereiro 27, 2005 02:22 PM