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dezembro 15, 2004

Isso é que era bom ... ter-me lá mais do que cá!!!

Na segunda, já nem me lembro, foi definitivamente o pior dia. Aquilo mais parecia a desaustinada agenda de um mês, num compacto de 24 horas.

Na terça fui para os lados das Caldas da Rainha. Afastar-me dos problemas? antes fosse. Pelo meio “cracharam” os servidores todos (foi a explicação mais técnica que obtive até agora), e aqui a rede ficou tipo jogo de mikado. Os telefones pareciam as luzinhas da árvore de natal que o Diogo montou. De um lado respondo-lhes com a minha melhor voz de gravata, do outro vejo ali os verdadeiros artistas do método de “tentativa e erro” a esbodegarem aquilo tudo pela noite dentro. Solidário, lá os acompanho, quase ligando a noite à alvorada. Depois, zarpar outra vez, agora para os lados de Leiria, ensinar a outros coisas que afinal, conclui recentemente, não sei.

Amanhã é a vez de madrugar a caminho de Oliveira de Azeméis, mais outro destino ‘exótico’, destes que só a mim. Este para uma reunião de coordenação, a agenda pendente do telemóvel, o improviso já a sorrir de mim. Que se lixe.

Na sexta é melhor, tenho apenas para concluir um projecto que era suposto ter sido feito ao longo de toda a semana. Com isso posso eu bem. Ou antes, poderia, se pelo meio não tivesse de intervalar com aquele tipo de imbecis que por esta altura se põem a pedir coisas descabidas, como se assim visassem alterar à última hora a estatística anual do seu granjeado nível de incompetência.

E há do mais refinado por aqui. Ainda hoje me andei desperdiçando com um tipo que insistia que eu lhe devia mandar um fax em vez de um mail, que tinha grande urgência naquilo e assim também me daria menos trabalho. E eu a explicar que não, polidamente, que não daria trabalho nenhum por mail, que já a inversa me ocuparia pelo menos com 3 actividades administrativas. Mas ele contradizendo, cheio de salamaleques, esticando-me o tempo e a paciência, e insistindo pois que por mail me daria muito trabalho. E eu a concluir, pedagógico, o quão burro ele era.

Súbito, no meio desta ‘desprodução’ toda, acontece recordar-me de uma conversa interrompida. Nem sei já situar, mas sei que algures num destes dias o Francisco me disse que queria falar comigo. E o excesso no piscar de olhos não me deixou dúvidas ser sobre algum prodígio académico, coisa para ser acarinhada. Lá lhe disse que depois falávamos, que aquilo seria melhor contado ao calor do jantar, dando-lhe o destaque, dando-lhe a importância certamente merecida. E lá me fui submergir de novo no que aqui conto arremessando-o para longe, a novidade adiada, ele desconsolado. Não sei em que dia desta semana isso foi já, mas até hoje praticamente não o vi mais.

Isso fazer-se-me lembrado bastou: vim embora de imediato. Amanhã logo volto. Mas agora vou ficar por aqui à espera deles, e dela. Amanhã logo volto. E para já vou tirar este fato de desgraçadinho antes que eles entrem por aí. Amanhã logo volto. E ao jantar hei-de inventar tantos “incidentes” para nós resolvermos, quanto aqueles que esta semana perversa engendrou para mim.

Isso é que era bom, era só o que faltava ... ter-me lá mais do que cá!!!

Publicado por Eufigénio Lagoa às dezembro 15, 2004 07:15 PM

Comentários

Há dias assim, mais de lá... mas não os podemos deixar ganhar, não é? ;)

Publicado por: cap em dezembro 15, 2004 11:52 PM