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novembro 22, 2004
O velho e o novo
Às vezes dou por mim embasbacado com estas coisas,
e lá vou pensando ...

Fosse tão fácil harmonizar gentes de diferentes paralelos,
como tão bem uns sabem fazer com os ‘tijolos’,
e o mundo seria (todo) tão bonito quanto Roma.
Publicado por Eufigénio Lagoa às novembro 22, 2004 04:14 PM
Comentários
Eu quero lá saber que ninguém o comente, o meu problema é outro:
Este post fica tão bem aqui na entrada, confere uma estética tão suave ao Blog, um tal equilíbrio de tons, que acabo temendo pôr mais algum post, não vá ele empurrar lá para baixo esta magnífica combinação.
Eu sei que não me fica bem tal alarde sobre coisa por mim postada, mas compreenderão que este matizado não é coisa que um engenheiro obtenha todos os dias.
Publicado por: Eufigénio em novembro 22, 2004 08:27 PM
A fotografia é tirada por ti, Eu (nickname for Eufigénio)? Linda. Como Roma.
Quanto ao resto, quanto às pessoas serem combináveis... até são e a beleza do mundo começa precisamente com este tipo de pensamentos, com este género de intenções.
Publicado por: madalena em novembro 22, 2004 08:36 PM
Hum! Outro post bolha de ar?
Se alterares a data de publicação para 22-11-2005, garanto-te que o vais ter aí a encimar este teu castelo durante um ano. :)
E sim! É mais fácil harmonizar tijolos que pessoas, infelizmente.
Publicado por: cap em novembro 22, 2004 09:58 PM
Ufff, finalmente dois comentários. Obrigado Madalena, obrigado CAP, mais uma vez. Estava mesmo a pensar pôr aqui outros comentários com outros nicknames para o fotógrafo não se sentir desmerecido. Nem sabem o quanto estou agradecido, por finalmente poder pôr outro post (nada de bolhas de ar, este já teve finalmente o seu momento de glória).
Agora vamos às retribuições:
Madalena,
Sim, a fotografia é tirada por mim. Imensa arte a carregar lá no click não achas ? :) Quanto ao "Eu", não, não é o nick de "Eufigénio". É o "eufigénio" que é o nick do eu.
CAP,
Infelizmente ambos concordamos nisso. Mas há que encarar isto de forma filosófica. É quase certo que, apesar de tudo, há por aí mais tijolos que cabeças chochas.
Publicado por: Eufigénio em novembro 22, 2004 10:10 PM
As gentes são bem mais dificeis de harmonizar que os edificios. Gostei da ideia.
Abraço
Publicado por: Alexandre em novembro 23, 2004 10:34 AM
Não serão os edificios, como involucros, como contentores de vivências, espelhos dessas gentes, as gentes que os fazem, as gentes que os são livres de os fazer?
Publicado por: Bro em novembro 23, 2004 10:44 PM
Mas essas coisas belas, casas, livros, poemas, são feitas por homens, não nascem do chão :)
E por vezes é mais fácil criar entendimento com o belo material que com um homem/mulher de carne e sangue, emoções e contradições.
O q não quer dizer q o mais fácil seja sempre o melhor caminho a seguir ;)
Publicado por: vague em novembro 24, 2004 07:30 AM
Oops, isto era só uma fotografia. Mas mesmo assim arrisco: Alexandre, Bro, Vague - as coisas belas nascem então da contradição dos homens? Não o podem ser se corolário da harmonia entre eles?
Publicado por: Eufigénio em novembro 24, 2004 10:47 AM
A frase preferida do grande arquitecto Mies van der Rohe, que parece que não era dele mas de Santo Agostinho e que agora tb é a minha era a seguinte: "a verdade é aquilo que liga coisas diferentes".
Esta frase é para mim magica porque simplificou-me profundamente a visão que eu tenho do mundo. Pois não será esta frase tb a definição de inteligencia, harmonia e para os religiosos do paraiso ou de Deus?
Resumindo, penso que quando há muitas cabeças a pensar as coisas resultam melhor e é isto o que acontece na verdadeira democracia ou na arquitectura popular.
(desculpem o esticanço):)
Publicado por: Bro em novembro 24, 2004 08:19 PM
Bro,
Com esse esticanço todo quase que arrisco sugerir um blog? ein? tinhas já dois leitores :)
Publicado por: Eufigénio em novembro 24, 2004 09:50 PM
Podem ser amnbas as coisas, resultado da contradição interior ou c/ os outros. Nietzsche tem uma frase q a m/ memória teve a honra de não esquecer desde q a li:
"One must feel the chaos within to give birth to a dancing star".
No entanto, é apenas uma das ideias, pois a harmonia interior, a beleza, o entendimento tb geram perfeição.
E sim, a arte pode ser o corolário, é-o tantas vezes. Talvez no resultado da obra, se sinta o feeling do autor na altura da criação.
Digo eu ;)
E é uma foto só, a m/ imaginação é q acorda desvairada e madrugadora sempre ;)
Publicado por: vague em novembro 25, 2004 08:04 AM