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novembro 30, 2004

Estão explicados os 4 meses de atraso !

Já se sabe finalmente porque demorou o Sampaio tanto tempo a mandar o tipo da pulseirinha embora!!... Parece que esteve a construir uma máquina para fazer crescer tomates.
Ao que consta, para o caso, a máquina tinha de ser relativamente grande e deu um bocado de trabalho a construir.

grua5.jpg

Eis alguns números sobre o engenho que certamente dignificarão a história de Portugal:
- Mede 95 metros de altura
- Pesa 45.500 toneladas
- Tem 215 metros de comprimento (2,5 campos de futebol)
- Custou US$100 milhões
- Requer somente cinco pessoas para operá-la.
- Tem uma velocidade máxima de 10 metros por minuto

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:48 PM

novembro 29, 2004

Tenho de o dizer

Sou novinho aqui, como detentor de um blog, e isso desculpar-me-á de qualquer juízo despropositado que possa fazer aqui, espero. Acho que o que me trouxe até aqui foi a possibilidade de ser mais activo, numa blogoesfera que cada vez mais me agradava, pelos seus conteúdos, pelas suas ideias, pela sua forma, mas também pela sua ética.

Os conteúdos traziam-me os acontecimentos do mundo já depurados do superficial com que hoje tantas vezes somos encharcados por alguma comunicação social, e enriquecidos com o contraste de opiniões, o aprofundamento, as referências possíveis de obter na origem. Trazia-me ainda muitas outras coisas, como a opinião política sem constrangimentos, o acontecimento em domínios mais especializados, o extraordinário e criativo momento de humor quase impar nos dias que correm, trazia ainda autênticas pérolas literárias, de tantos e tão saborosos escritores anónimos que por aqui se encontram.

A forma trazia-me um formato especial de afixação, com invulgares características de interactividade entre o autor e o leitor, o que permitia prolongar, esclarecer, desenvolver, e contradizer o conteúdo original, por isso enriquecendo-o. Esse fenómeno é notório na ‘ripostagem’ dos comentários, ou no prolongamento da “discussão” em casa (blog) própria, num entrelaçado de ligações que permitiam não só absorver a opinião, mas também a forma como o seu autor a sentia, dentro do seu ‘espaço’. Já mais recentemente notei que esse efeito criava circulares de opiniões, as quais, quando tendencialmente convergentes, acabavam definindo micro comunidades. Aproximações entre diferentes domínios, interesses e opiniões, franco sinal de pluralidade, factor de ainda maior enriquecimento desta coisa que se chama de blogosfera.

E depois a Ética. Impar a forma como cada um dos blogs se entrelaçava com outros, se aproximava na opinião, criava sinais de intimidade que no mundo ‘convencional’ só são atingidos em casos muito especiais. Quando assim não era, não havia a anulação, mas sim a ripostagem, o desacordo, quase sempre sobre o conteúdo, quase sempre objectivo. As opiniões, legítimas, quando em desacordo, visavam o que foi escrito, o conteúdo, essencialmente, e não o seu autor, o homem. E essa é mais uma característica que aqui me agradou, pela sua raridade ética.

E agora, digo isto tudo porquê?
Tenho notado mais recentemente ( se calhar já o havia, imprecisões do homem novo por aqui que eu sou) o aparecimento de post’s que apenas avistam o blog, o homem. Nada do que ele tenha escrito em particular, nada que haja para contradizer, mas tão somente o autor. Depois do que já disse, compreenderão que não goste, como leitor, de ler coisas destas. E concretizo: Como leitor devo dizer que sou um fã do Afixe, e em particular do Monty, do seu humor cáustico e inteligente. Apenas o trago aqui como mais um exemplo daquilo que quero dizer, e tão somente isso. Mas Monty, não bastará apenas que a gente não leia aqueles que não gosta? É necessário que seja expresso, não o nosso desacordo quanto ao que foi lá escrito ( e ainda recentemente concordei com o teu ripostar a um dos que é mencionado nessa lista), mas a nossa opinião depreciativa de outros blogs, cada um deles com a sua própria identidade.

Como autor de um blog, espero que isso não me coloque numa outra lista, com nome a definir ainda. Aliás, tenho a certeza que não. Ou melhor, que se assim for, seja colocado enquanto a minha opinião, e não enquanto blog ou autor.
Até porque ainda estou para receber uma bicicleta por causa de uma história qualquer de um sapo !!:)

Escrito á pressa, por um noviço, com o que lhe vai por dentro, sem tempo para revisões. Escrito na forma pretérita, apesar de o continuar a ler na forma presente, e assim o continuar a desejar.

E agora vou almoçar que já estou atrasado.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:13 PM | Comentários (4)

Uff.... voltei a poder ter comentários

Por momentos andei desligado do Mundo!

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:14 AM | Comentários (6)

novembro 28, 2004

Estou francamente decepcionado com os leitores

No post anterior tentei algo de semelhante ao outdoor do Audi. Em minha opinião uma excelente ideia.

Escrevi então um ‘post’ com limão (lembram-se deste velho truque?), na esperança de que o visitante mais perspicaz o pudesse descobrir. Bastaria passar com o isqueiro pelo ecrã do computador e logo se faria notar o meu ‘post’ escondido: as letras pintadas a limão começariam então a revelar-se assim …

limao.JPG

Nem admiti que alguém o não viesse a descobrir. Afinal era só queimar um bocadinho o monitor e já estava. Esperava mais dos argutos visitantes deste blog !! Agora desiludiram-me pá.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:00 PM | Comentários (1)

Aquela coisa do Outdoor deu-me uma ideia

[descubram-na]

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:00 PM

"All alluminium Audi A2"

Não, não se trata de publicidade. Ou melhor, até se trata. Este é para mim o melhor “Outdoor” de sempre!

Colocado na Dinamarca, deve ter levado muita criancinha a perguntar ao pai a caminho da escola “oh, pai, o que é aquilo?”. E muito pai a responder “ainda não é querida, devem vir depois cá pôr o cartaz”.

audia21.jpg

Espere, não se vá já embora ...

Mas ninguém foi pôr nada, porque já lá estava tudo. Apenas esperar que o tempo húmido da primavera nórdica começasse a fazer sentir os seus efeitos. Em apenas uma semana a ferrugem começou a revelar o anúncio, já que a parte da placa que não era feita de alumínio foi sendo corroída.

audia22.jpg

Ao fim de um mês, toda a placa já tinha sido atacada pela ferrugem e o anúncio ficou então visível: a Imagem do carro e o “slogan”

audia23.jpg

Uma ideia fantástica não? A mensagem bem focada para os clientes do norte da Europa, onde o frio e a neve, e o sal que põem nas estradas, fazem das suas aos chassis e carroçarias das viaturas. Depois deixar o tempo, a seu tempo, em processo real, mostrar o fenómeno, criando o suspense de quem o via e todos os dias se interrogava perante o anúncio.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:16 PM | Comentários (5)

novembro 27, 2004

Estou orgulhoso

Olho para as entradas escritas sobre as minhas tartarugas e constato que há muito tempo não escrevia tanto, e sobre um assunto tão sério !

Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:49 PM | Comentários (2)

Eu e as Tartarugas (2)

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II - TAMBEM JÁ TIVE UMA TARTARUGA NO ESGOTO

Ora bem, vínhamos da minha luta com estes repteis provocadores, creio. Ainda agora lhes oiço os arrepios riscados no tecto, e antevejo colónias de tartarugas mutantes a apoderaram-se do meu sótão, quiçá do mundo, enfim … Definitivamente a minha vida há-de ser amargurada por esta espécie de minerais amorfos (com o devido respeito aos minerais naturalmente) que dão pelo nome de tartarugas, e que viram a luz com o único fito de me desvairar.

Senão como se explica estatisticamente que algo de semelhante já me tivesse acontecido, a mim, ao mesmo homem? Esta outra situação desenrolou-se sensivelmente há 1 ano atrás. Na altura ainda não tínhamos uma colónia de carapaças, era apenas uma. Mas ainda que actuando sozinha, foi patente a mesma intenção de me dar cabo da vida, para o que pediu ajuda ao meu filho mais desastrado. Mas lá chegarei.

Aqueles bichos emporcalham-se muito, o que não deixa de me levantar fortes interrogações. Quando se corre muito sua-se, quando se come muito, enfim, percebem certamente. Mas aqueles animaizitos não fazem nada disso, e no entanto, fedem. Eles, a água, e tudo em redor. Impõe-se a higiene semanal. A mim coube-me comprá-las e fazer-lhes um trabalhoso suporte de madeira, aos miúdos cabe dar-lhes de comer e mudar a água, ou seja, tê-las como suas.

Esta operação passava (até então) por despejar a água pútrida na sanita. Com aquelas coisas de miúdos, capazes de encontrar no mais pequeno afazer um coliseu de brincadeiras, distraíam-se em ter a tartaruga naquele ponto de equilíbrio, balouçando-a na borda do ‘tartaruário’, inclinando-se na asneira, o desastre brincando suspenso, resistindo ao fluxo da água vertida. Naturalmente, foi apenas uma questão de segundos para que o inevitável acontecesse. Plofff, ela lá dentro. “Oh pai, oh pai”, nestas idades ainda julgam que nós cicatrizamos tudo o que não lhes agrada, e insistia “oh pai oh pai”, como se eu pudesse inverter o tempo, até à fase em que a tartaruga balouçava, numa réstia de hesitação, mesmo antes do limite do drama. Nada a fazer. E chorava.

A partir daqui inverosímeis situações se precipitaram, uma a seguir à outra, numa espiral de acontecimentos tão diabólica que nem o mais são dos homens lhe resistiria. Por uma tarde inteira, o mundo resumiu-se a mim, à tartaruga, e a um acaso que decidiu andar a brincar ao gato e ao rato comigo.

Ao princípio, apesar de a coisa já não estar para brincadeiras, ainda tentei uma abordagem convencional. Arregacei a manga, voluntarioso, mas enquanto me encorajava para mergulhar o braço, o raio do bicho decidiu-se esgueirar pelo sifão adentro. Deixei de o ver e de lhe chegar. Impossível acompanhar a curva do sifão com a dobra do pulso, para além de repugnante. Ainda me armei em inteligente com os miúdos: “vão ver que com comida aqui à tona da água a gulosa volta para cá”, mas apenas os consegui desesperar mais a eles. E a mim.

Sentíamo-nos fortemente desapontados, para ali sentados os três, ouvindo-a esgatanhar no interior da retrete. Eles receavam pelo bicho, eu receava o pedreiro, o pó, as idas e vindas dos banhos em casa das avós, a viagenzita que ficaria para outras núpcias. Mas adiante, já conhecem a minha falta de sangue frio para com estas ignaras carcaças fossilizadas.

A coisa complicava-se, complicou-se. O que de seguida aconteceu foi de si tão estrambólico, que mais uma vez só com um boneco o conseguirei explicar (e isso deve dar-me um bónus para aí de umas 1000 palavras)
tartaruga421.JPG
Pois bem, tínhamos o bicho esgatanhando em cima da curva interior do sifão (ver refª1 do esquema), provavelmente num equilíbrio tão precário que eu nem me atrevia a antecipar. Que fazer ? que fariam ? A decisão difícil, porque inevitável, acabou por começar a ser considerada. Nesta altura já estava de caixa de ferramentas na mão. Tinha visto uns meses antes um pedreiro de volta com aquilo, a tentar o encaixe da sanita no sítio certo, durante uma tarde inteira. Depois voltar no dia seguinte, repetindo o trabalho, repetindo as horas, simplesmente porque o encaixe não se queria dar. E pensava que eu nunca tinha tentado tal coisa, nem me parecia encontrar em mim convicção suficiente para me acreditar mais bem sucedido que um suposto profissional.

Pus-me ao trabalho, de chave de bocas na mão, ajoelhado, com a cabeça por entre o bidé e a sanita, naqueles sítios onde se escondem os panos e os produtos amoniacais, quais subúrbios desta assoalhada. Tomei então em mãos a sanita e fui levantando-a suavemente, tendo sempre presente que com ela traria empoleirado o desastrado animal. Tinha-a agora a uns 20 cm de altura, e começava a desviá-la para o lado , para a poisar. Packcc … Packcc ? olho por cima dela, para a zona do tubo de descarga e que vejo? Lá estava, balanceando-se no excêntrico (*) conforme representa a Refª 2 do esquema.

(*) peça cuja designação aprendi mais tarde. Já durante a noite, após a segunda ou terceira tentativa de acoplamento da sanita, descobri também porque é esta o terror dos pedreiros. Mas isso são outras histórias.

Tratava-se agora de pousar aquela coisa pesada que tinha entre mãos, ao mesmo tempo que mantinha os olhos fixos no bicho e ainda ia respondendo ao “olha que me molhas o chão todo” com um agora isso não tem importância que depois logo se limpa. Pedi silêncio, tive-o. Pedi que o tempo se suspendesse por alguns segundos, e aí não fui tão bem sucedido. Próximo de a agarrar, Zapppp. Não queria acreditar. A burra da tartaruga tinha mergulhado pelo tubo. A cada tentativa para a agarrar, mais ela se embrenhava pelas entranhas da casa, até deixar de a ver de todo.

Desespero total. A família inteira calada, suspensa. Apenas aquele esgatanhar por baixo dos nossos pés, (ver Refª 3 do esquema acima) de novo o esgatanhar. Um metro mais e a parva da tartaruga iria encontrar uma caixa de ligação, aqui, mais do que simbolicamente, representando o desfecho deste infortúnio. Os miúdos choramingavam de nervos, eu ainda não.

Mas a adrenalina tem destas coisas - faz-nos parecer mais rápidos que o tempo. Ocorreu-me de repente uma ideia louca, mas provavelmente a única que ainda assim era plausível …o meu ego de pai voltou a encher-se. Lá fui correndo, a buscar …

Nota de Interrupção:

E por aqui me suspendo. Relembro o leitor que o meu encargo ainda é tirar as tartarugas que, lampeiras, continuam o regabofe mesmo por cima da minha cabeça (vide “eu e as tartarugas(1)”). Não é por antipática vontade que aqui me interrompo, mas apenas porque viso repor a ordem dos acontecimentos narrados. Quando tiver por resolvido o problema que hoje tanto me apoquenta, certamente não esquecerei de vir aqui colocar um fim, e um ponto final, numa história que como verão acabou em bem. Já agora alguém quer dar palpites?

Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:11 PM | Comentários (5)

Mas esta gente não dorme ?

Acho pornográfico que alguém coloque um post às 7h da manhã de sábado!!!

Que não me levem a mal os madrugadores, mas tenho um sincero receio que isso possa dessacralizar o descanso.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:00 AM | Comentários (3)

novembro 26, 2004

Eu e as Tartarugas (1)

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Nota Prévia: Gostaria de começar por dizer que este não é um post humorístico. Nem tão pouco é o manifesto de um zoófobo. É apenas um apelo sincero de um homem desesperado. Neste momento tenho a família inteira a vasculhar o sótão. Dividimos tarefas; eu propus-me ficar aqui com o megafone clamando por ajuda.

I- SOCORRO TENHO 3 TARTARUGAS A ANDAR PELO TECTO

Ontem, enquanto o dia se vencia com aceitável naturalidade, ainda tinha 3 tartarugas no quintal. É certo que não se espera destes bichos zoólitos (*), de comportamentos petrificados, mais do que estar ali, cumprindo com a sua presença ornamental. Nisso não se vê grandes males, nem grandes vantagens, e até à data tem servido para suprir a falta de um gato, ou de um cão, ou de qualquer outro dos 200 animais que os miúdos entendem deveriam por aqui viver.

(*) A minha sinceridade, ou talvez a consciência de que a erudição do termo imediatamente levantaria suspeitas no léxico vulgar que é utilizado neste blog, sugere-me que refira ter rebuscado este termo do dicionário. Segundo definição encontrada, resume um “animal fóssil”.

Apesar daquele ar de rocha, acabamos por constatar que são animais maricas - ao primeiro friozinho metem-se lá para dentro, alheios ao resto da invernia. Nestas alturas, quando calha passarmos por perto, agarramos naquelas cascas e trazemo-las para lugar mais recôndito, normalmente dentro de casa. Ontem, alguém se lembrou de as colocar no sótão. A sugestão teve acolhimento geral (ai se eu me lembrasse de quem a deu), já que, se fugidas de nós, longe da nossa vista também. Supostamente lá para a primavera, alguém se recordaria delas, a tempo. Pois. E agora tenho 3 tartarugas loucas, em orgias e correrias olímpicas por cima da minha cabeça!!!

Hoje de manhã, mal acordaram, os miúdos quiseram ir vê-las. Mas não as viram. Reboliço completo. Os bichos tinham decidido saltar fora da coisa, e pufff, desapareceram. Mas de manhã há a pressa, as escolas, as arrelias do acordar e o vamos embora que já estamos atrasados. Deixámos aquela preocupação com a casa. A ela voltaríamos quando chegássemos com um vamos lá ver esta coisa. Acabámos de chegar. E neste momento invade-me tal pânico que apenas me ocorreu passar esta minha inquietação para fora, querendo acreditar que isso possa trazer alguma terapia, à custa de se desgastar no escrever. E além disso há o estimado leitor, de quem não escondo naturalmente, e reforço, uma grande expectativa de ajuda.

Estarão a pensar, “agora é que o gajo está mesmo a exagerar. procura-as e volta a pô-las lá fora”, não é isso? Isso queria eu. O sótão de que falamos é um sótão estafado, usado à maneira antiga (pelo menos enquanto não tivermos condições para fazer dele a nossa suite de 80m2 com janela para a lua …ui, ui), isto é, com o uso e desprezo que antigamente lhes davam. Aos poucos, descuidadamente foi-se transformando numa desprezada arrecadação. Pelo meio daquele madeirame todo que lhe escora o telhado, e daqueles buracos que lhe flúem pelo soalho, foram-se juntando caixotes, tábuas, radiadores velhos, enfim, todas as traquitanas que o nosso lado coleccionista resolve guardar. É absolutamente impossível encontrar por aqui aqueles 3 bichos.

Mas afinal enganei-me. Depressa soube onde estavam estes irrequietos exemplares dos quelónios (*). Aqui o(a) amigo(a) leitor(a) conclui precipitadamente com um simpatizante “ora vês, tudo se resolve. Não é preciso exagerar”. Calma, calma, eu disse que sabia onde as bichas estavam, não disse que as tinha aqui, à minha frente. E neste caso, para agravo meu, isso define uma intransponível diferença.

(*) aqui talvez esteja a exagerar um pouco, mas já que estava com o dicionário ainda aberto …

“Então que se lixem as tartarugas, elas são bichos sobreviventes, hão-de safar-se por lá”, estarão agora a pensar. Quase concordaria convosco se, neste preciso momento em que ainda tento manter a consciência instruída para acabar esta m****, sem me deixar consumir pela irritação do raio que a parta, estou a ouvir um exasperante crzzzzchhhh-crzzzzccchhhh. Oiço-o agora com tanta clareza quanto a convicção que tenho de que assim não conseguirei dormir, nem hoje, nem amanhã e enquanto não resolver isto. Ainda não me tinha posto a reflectir porque tinham aqueles bichos garras, já que sempre os vi ociosamente parados, as presas escusadas portanto. Soube agora, com aqueles riscos de arrepios sobre o gesso do pladur, a explicarem-me que as garras estiverem ali durante milénios de anos, desde eras ainda anteriores ao homem, com o único propósito de hoje me poderem atormentar.

Investiguei. A situação é grave. Os desastrados répteis deixaram-se cair por um buraco do solho, e habitam agora por cima do tecto falso deste (até à data prazenteiro) lar. Pelo barulho que fazem diria que já a consideram a sua ‘mezanine’. Vejo-me perante um problema tão complexo, que a sua própria explicação me é difícil. Desisto-me de o tentar descrever, aqui vai o boneco:

tartaruga3.JPG

Já não receio apenas pela guerra de nervos que vou travar (e quem já teve ratos no sótão a acelerar de um lado para o outro durante a noite saberá reconhecer o trauma), mas também pelas inumeráveis visões que este meu cérebro, já descontrolado, vai antecipando.

Em uma delas, vejo a cara de um bombeiro. Ao fundo, por detrás dele, os restos da casa, fumegando ainda. Ele atónito, esforçando a escuta ao que eu lhe dizia: “Foram as tartarugas!! Foram as tartarugas!!”. Atenção, não são apenas variações de pavor que me levam até aqui, creio mesmo que há alguma base científica naquilo que agora digo. Notem, todo o tecto se faz atravessar em direcções cruzadas de cablagens eléctricas. Por entre a bicharada, o pó, e sei lá o que mais será alimento daqueles percalços pré-históricos , não me esforço nada em aceitar que aquelas mandíbulas córneas cortantes irão mais tarde ou mais cedo entreter-se com os fios eléctricos, até ao curto-circuito fatal. Assim, o meu futuro próximo construir-se-á em cima de insónias forçadas, e de tiros frustrados de carabina, até ao dia em que finalmente tudo acabará em escombros.

Desespero. Sinceramente! Por favor, alguém me dê uma ajuda, uma sugestão, uma ideia por mais louca que seja, um aparelho qualquer que tenha sido inventado em Taiwan para tirar tartarugas do sótão, qualquer coisa !!! Estou em inanidade absoluta. Entretanto, para me abstrair tanto quanto possível daquelas riscadelas zombeteiras, por cima da minha cabeça, vou preparar uma outra história, igualmente verdadeira, que me aconteceu, adivinhem com que bichos? Pois, pois, e depois digam que sou paranóico, que sou um zoófobo (acho que era assim que se escrevia), e coiso e tal.

(portanto, continua)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 08:33 PM | Comentários (6)

E hoje faz anos ...

... o amigo Alexandre ! A ele sinceros parabéns, pela forma como liga as palavras com as imagens, pela delicadeza com que o faz, pela resistência, pelo blog ... "apenas mais um" dos que tenho à cabeceira.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:00 AM | Comentários (4)

Ai, ai ... tinha de ser

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"Os sintomas são muito intensos e incapacitantes... Febre elevada, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e tosse seca são frequentes ...A temperatura eleva-se rapidamente nas primeiras horas e pode chegar a durar uma semana...As dores musculares podem atingir qualquer parte do corpo, mas são mais comuns nas pernas, coxas e região lombar. São frequentes dores articulares. (Nada de novo. A essas já as tinha todas antes) Pode haver também intolerância à luz, com sensação de ardor nos olhos. (Há intolerância de um modo geral. Isso quererá dizer que já terei nascido gripado?)Numa minoria das pessoas, os sintomas de fraqueza e cansaço intensos podem persistir durante várias semanas, tornando difícil o regresso à vida quotidiana normal e ao trabalho"

[Pronto, já está. Telefonadela amanhã de manhã. Blog de molho. Livrinho na cama]

Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:11 AM | Comentários (5)

novembro 25, 2004

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Olha, puseram qualquer coisa pregada na porta por onde entro todos os dias aqui!

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:17 PM | Comentários (3)

Viva !! Ganhámos a Taça Ibérica !!!

Como ? Não de facto não foi em seniores. Mas foi em juvenis !
Como ? Não, não foram os lampiões nem os lagartos, foi o ‘Técnico’
Como ? Não, não é um clube de futebol, é um clube de rugby
Porquê ? Olhe porque é o clube onde andam os meus filhos
Porquê ? Olhe porque me interessa a mim
Porquê ? Olhe, estou já tão irritado que juro, mas juro mesmo, que vou criar o post mais longo deste blog, sobre o verdadeiro desporto, sublinho, o desporto.
Porquê ? Olhe, para lhe enfiar com ele pela garganta abaixo!
Como ? Claro que pode, a seguir pode continuar a ler o ‘record’

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Não ligues Francisco, são conversas de adultos

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:29 AM | Comentários (6)

Creio que ...

... terei de ser mais atento, e talvez, mais comedido.
Dirias assim também ?

(Não, não é uma remissão em praça pública. Falo de nós, em geral)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:26 AM | Comentários (2)

novembro 24, 2004

A Europa de Noite

Tenho esta coisa aqui guardada há uma porção de tempo, e nunca tinha olhado para ela numa perspectiva interrogativa. De facto, quando olhamos para as coisas com olhos de ver sobram sempre conclusões importantes a retirar:

europa noite1.bmp

 Alguma coisa haveríamos de ter a mais que os Espanhóis. Podemos ser mais enfadonhos, mas somos mais brilhantes, toma !
 Os Alemães deviam pagar taxa de electricidade ao resto da Europa. E em vez de andaram a mandar postas de pescada para os friorentos parceiros deviam era baixar um bocadinho o termostato !
 A cidade-luz afinal é Moscovo, (não se vê no mapa mas garanto que a bolinha amarela é maior do que a de Paris!!)
 Confirma-se que os Italianos querem é praia, mesmo que seja de noite ...
 O Nilo é mesmo um rio místico! Aquilo tem luz própria ou andam á lula ?

Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:24 PM | Comentários (8)

Deprimente

Cada vez vejo menos Televisão. Provavelmente a última vez que tinha olhado para ela foi há uma semana. Ontem, lá me tentei.

E ali, estava ele, de pulseirinha no pulso (!), o meu (ai, isto doi) Primeiro-Ministro a dizer "Oh Judite, Eu amo a Democracia".

Olha, sempre foi um bom motivo para me ir deitar cedo (outra coisa que já não fazia há muito tempo). E dizem que é uma boa cura para a depressão.

[Nota da Redacção: Avisa-se que não se aceitam comentários de natureza política, que isto aqui não é o Barnabé. Estão em questão apenas a depressão e o efeito terapêutico do sono.]

Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:16 PM | Comentários (6)

novembro 23, 2004

O que hoje ficou por dizer ao Auditor

(ele - o Burocrata) - Então diga lá que projectos técnicos desenvolveu este ano?

(eu - o Iludido) - Foi um ano excelente. Olhe, investimos imenso na área da organização, da rede interna … também implementámos soluções de “groupware”, obtivemos francas melhorias no sector de fresagem …

(ele - o Burocrata) - Não é isso, isso não é importante para agora. O que eu quero saber é onde estão esses projectos registados ?

(eu - O Corroborativo) - Ah bom, ainda bem que pergunta. Na verdade nós temos uma ficha de acompanhamento muito detalhada, como pode ver aqui. Sabe, por vezes gastamos horas e horas a desenvolver as coisas e depois esquecemos a sua implementação, por isso aqui …

(ele - o Burocrata) - Não me fiz entender. Eu quero ver a evidência da actividade realizada. Os resultados não são para aqui chamados !

(eu - o Desavisado) - Os resultados não são para aqui chamados ?? E além disso acabei de lhe entregar quatro dossiers ! Quanto a mim até são demais. Já viu quantas horas de desenvolvimento técnico sacrificamos só para …

(ele - o Burocrata) - Desculpe mas estamos a desviar-nos. Há que cumprir os aspectos normativos …

(eu - o começo a passar-me) - Espere lá, diga-me lá para que é que existem as normas …

(ele - o Burocrata) - … E ainda os aspectos legislativos ! Voltando à questão de relevo, mostre-me lá as evidências.

(eu - o Esgazeado) - Mostro o quê ?!! As evidências ??! Eu até lhe mostro o produto final !!! Prefere levar com ele no toutiço ou nos tomates ???

[e o que mais me irrita é que ainda por cima somos nós que pagamos o almocinho a estes gajos]

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:47 PM | Comentários (10)

novembro 22, 2004

O pensamento lateral segundo Ed. De Bono ….. Atchimm

Edward de Bono, grande mestre do “pensamento lateral” e uma autoridade do pensamento criativo, diz que o ponto de partida para uma solução inovadora é começar por bloquear o raciocínio que estamos treinados a ter. A partir daqui sugere vários métodos entusiasmantes, que não vou aqui referir, uma vez que os mesmos podem ser facilmente investigados na ‘net’. Tentando-me a resumi-los diria que se pretende estimular novas posturas interrogativas, variantes a partir das quais chegaremos a soluções que nunca seriam equacionadas se fossem seguidos os algoritmos de decisão mais conservadores. Algumas dessas hipóteses serão seguramente absurdas, mas outras viabilizarão novas e criativas soluções. Agradou-me o conceito, achei-o potenciador de grande criatividade. Admito mesmo que se aplicado com propriedade ao nível da gestão, pode ser uma excelente ferramenta de decisão.

Acabei por andar durante alguns dias estudando a sua teoria, de cada vez mais entusiasmado. Hoje decidi que deveria pô-la à prova, e aventurar-me no domínio da experimentação. Devo dizer que começou por não ser fácil. Nada me ocorria que se pudesse transformar num problema. Comecei então por aplicar as próprias técnicas à equação do problema, ou seja, travar-me no que quer que estivesse a fazer, obstar-me de o continuar a fazer da maneira que se esperava que o fizesse. Extraordinária esta primeira aplicação do método - como estava de saída, de imediato me impedi de continuar a vestir o casaco, do que resultou o problema: como sair de casa sem vestir qualquer tipo de agasalho?!

Não foi fácil, estavam 8ºC lá fora, hoje de manhã. Aos poucos comecei a concentrar-me na questão, disciplinadamente. Nada me ocorria. A ansiedade de me sentir já atrasado para os compromissos da manhã gerava-se a si própria. Começava a estar ansioso por me sentir ansioso, e tudo isso me ia toldando a aplicação científica do método. A solução acabou por me chegar por falta de alternativas. Confesso que depois de tomar a decisão, esta até me parecia óbvia e - com alguma vaidade o reconheço - plena de criatividade: sairia lá para fora sem casaco, e seria já em plena rua que encontraria a solução. Esta hipótese era suficientemente absurda para não me parecer digna de um pensamento lateral. Quando saí fi-lo então convicta e desaforadamente, embora já tremelicando um pouco de frio.

É de facto surpreendente poder constatar a aplicação desta teoria. É impressionante como este tipo de abordagem pode trazer novas e inesperadas soluções. Não escondo algum orgulho em afirmar que me prestei como excelente intérprete desta teoria do Professor De Bono. Com efeito, o facto de ter tido uma abordagem diferente na rotina de todos os dias, neste caso o sair de casa, transformou radicalmente o meu dia de amanhã. Aquilo que era um futuro previsível, alterou-se numa nova e inesperada variante:

Em vez de ir trabalhar amanhã, vou ficar em casa ... Attchimmmm!!!

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:35 PM | Comentários (7)

O velho e o novo

Às vezes dou por mim embasbacado com estas coisas,
e lá vou pensando ...

IMAG0028a.jpg

Fosse tão fácil harmonizar gentes de diferentes paralelos,
como tão bem uns sabem fazer com os ‘tijolos’,
e o mundo seria (todo) tão bonito quanto Roma.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:14 PM | Comentários (11)

novembro 21, 2004

Boa noite

A lareira borrifada, os cinzeiros despejados, o inevitável trago final no resto do vinho. Olho em volta para fechar a noite.
Naqueles momentos que já são calados, de imprevisto, dou por mim a achar que ele ia agora entrar por aquela porta. Quase me levantei para o acolher.
Mas não, não poderia ser.
A esta hora, deve ter sido apenas algum barulho que ele fez 'cá dentro', a ajeitar a cama talvez.
Boa noite, eu também me vou deitar.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:57 PM

"Os pequenos vagabundos"

Hoje não havia nos Olivais Shp Center,
mas amanhã vou comprá-lo à FNAC

5602193321761.jpg


E já agora ...
Sente-se nostálgico ?
Tem idade próxima dos 40’s ?
Faça AQUI um exercício revivalista !
Não se esqueça de ler os comentários,
que aquilo é tudo gente documentada.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:32 PM | Comentários (9)

as minhas voltas.jpg

A todos os que estavam nos meus links, e aos que ainda lá não estavam, considerem isto a minha mais sincera forma de respeito.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 09:47 PM | Comentários (5)

novembro 20, 2004

A menina da caixa, o “ferrador” e os sacos de plástico

A menina da Caixa (hoje, no Supermercado)

- Vou ter de ficar a dever-lhe 2 Cêntimos.
- Não.
- Como não ?
- Não quero que me fique a dever 2 Cents
- Mas eu não tenho 2 Cents para lhe dar !
- Nesse caso fico eu a dever-lhe 3 Cents.
- Ai desculpe, mas …
- Terá de resolver o problema como entender.
- Humm... então vai ter de esperar
...
- Olhe, ainda aqui estou
- A minha colega já aí vem
...
- Pronto, aqui tem os seus 2 Cents.
- Obrigado. Passe um bom dia.
- Hummm

Pois tenho, pois tenho, tenho mau feitio!

- //-

A culpa é do “Ferrador” que nos educou mal (há uma data de anos)

Pois, é provavelmente por culpa dele que me saí hoje tão despropositado. Quem não se lembra do famoso slogan “corra Portugal de lés a lés, com meias Ferrador nos pés”. Uma verdadeira rede de lojas, antecipando-se ao modelo de negócio que hoje prolifera - méritos não reconhecidos em outros tempos.

Outros tempos sim. As moedas a chocalharem no caminho para o recado, esperando-se troco ainda. Pois aí, nessa digna loja, por entre as nuances de cheiros a sabonete, a cordel e a lençóis, havia sempre alguém de imaculada bata cinzenta, que respeitosamente me atendia, apesar de fedelho.

Pois bem, naquela retrosaria apostava-se uma estratégia comercial muito agressiva, hoje sem significado, porque se baseava nos tostões e terminações, para os quais hoje já não olhamos. Todos os preços acabavam sem arredondamento, nos 9 Centavos. As famosas peúgas por exemplo, poderiam custar 2$99. O cliente assim nem achava caro, achavam eles.

Mas quando íamos a contas ninguém ficava a dever nada a ninguém. Nem que o trocado viesse em rebuçados ou molas da roupa, para o efeito ali ajeitados em cestinhos de verga ao lado da máquina registradora. Mas era conta que acertava sempre. Ninguém ficava a dever nada a ninguém.

Outros tempos. Deve ser daí que veio o meu mau feitio com a menina da caixa”.

-//-

Os sacos de plástico (de um tempo que já não era o meu)

Claro que já não sou do tempo da minha avó, fui apenas vítima disso. Passava-se bastante mais tarde, na fase em que hibernava por lá, por sua casa, numa tentativa desesperada de recompor um semestre desastroso no Técnico. No meio daqueles mimos todos, sobrava-me a parte das compras domésticas. Nessas alturas ela estendia-me os 4 sacos de plástico e eu, não disfarçando o embaraço, lá os ajeitava no bolso. Entendia ela que assim é que era, porque era assim que sempre fora.

Era no mínimo uma situação invulgar para uma época em que a economia já engolira os tostões, e já havia passado uma adolescência inteira desde os rebuçados do “Ferrador”. Mas obviamente não a contrariava. E lá me via, encavacadíssimo, a desemaranhar os saquinhos, sob os olhares cómicos da fila do supermercado. E se a situação não é de todo invulgar, quando muito susceptível, naquela altura parecia-me definitivamente desajustada - um atentado grave contra as minhas hormonas de rapazola, e tudo por causa de uns míseros 2$50.

De outras vezes ainda pensei deixá-los, aos sacos, esquecidos no bolso. Mas acabava por me sentir sempre fortemente revoltado comigo mesmo. Não me peçam para explicar porquê. Sabia apenas que as avós são só avós, não têm idiossincrasias, e portanto, nós também não.

-//-

É por isso que tenho mau feitio

Enfim, mas o tempo da minha avó era outro tempo. Um tempo que já não se encaixava no meu. Provavelmente como o meu já não se encaixa no tempo da “menina da caixa”.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:49 PM | Comentários (12)

E pronto, já está

Decidi-me a escrever-lhes esta cartinha

E sou eu, que sou um g'anda avarento!
Eii, há por aí alguém que … ? Se quiserem posso emprestar a minuta.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:26 PM | Comentários (4)

Eu ainda vou no problema 282

Eu sei que não nos é permitido andar a resolver problemas num sábado de manhã, mas há uns que até dá gosto.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:11 PM

novembro 19, 2004

O Sr. João tem um Blog

Na tasquinha onde engano o almoço com uma sopa e uma tosta, dou por mim a olhar para uma toalha de papel, ali afixada mesmo por trás do balcão. Um belo exemplar desses típicos ‘posters’ diga-se, destacado por grandes garatujos a azul com as perninhas cuidadosamente volteadas, e ali uma frase realçada com extremoso sublinhado a vermelho. Nem as gralhazinhas faltavam.

€uroMilhões
INVESTIMENTO GARANTIDO !
€ 32.000.000,00 !!!!
Porque o deicha para os outros ?

A mesma vontade de comunicar, a exclamação de um raciocínio, os retoques decorativos, a questão final a convidar ao comentário. Penso cá para mim:
“Olha, o Sr. João também tem um Blog”

Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:22 PM | Comentários (5)

Comecemos pelo Léxico

- Professor, quando é que começa a aula ? Os alunos já cá estão todos.
- Não é professor que se diz, é formador ! E não é aula, é sessão ! Também não são alunos, são formandos !

Xiça, estou farto de aprender coisas neste curso de Formação Pedagógica

Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:09 PM

Fazia-me espécie

... Fazia-me espécie? Fazia-me espécie?

Olha, a mim também me faz espécie as expressões das quais não consigo tirar nenhum sentido. Sinto-me um verdadeiro ignorante ao ver toda a gente a 'espeçar' e eu aqui, sózinho, sem espécie alguma.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:49 PM

O efeito “caramelo” nas estradas portuguesas

Com as auto-estradas nota-se menos, mas ainda assim o fenómeno mantém-se. Era mais visível de facto na antiga Estrada Nacional para o Algarve. Fatalmente, fosse lá que dia fosse, um tipo iria esbarrar com uma procissão de carros. Sem alarido, lá me punha no meu compasso. Primeiro um, depois mais 2 ou 3 carros, por vezes o braço levantado agradecendo a entrada na fila, fingindo-me daquela calma exasperante com que o ritmo seguia, depois de novo, até deixar para trás o chefe de fila dos empandeirados automobilistas. Depois era só seguir, estrada aberta até ao Algarve.

Mas eles não, eles por lá se mantinham. O primeiro nem tentava a ultrapassagem, o segundo hesitava pois era-lhe exigido mais arrojo, e o terceiro, como os restantes, remetia-se à sua vez, que nunca aconteceria.

Ao princípio ainda estranhava aquelas histórias tão dissonantes do “que raio de trânsito hoje apanhei para o Algarve, foi um stress”. Confirmava mesmo que se tratava da mesma hora em que nós seguíamos, da qual aliás a única coisa que nos lembrávamos era a mancha de calor transparente, boiando sobre o alcatrão, que os meus filhos ainda insistem ser miragens. Mais tarde acabei por assumir, para não causar polémica, que apesar de todos chegarmos ao mesmo sítio, não vínhamos certamente pelo mesmo caminho.

Agora o que eu não percebo é como ainda hoje, numa auto-estrada, vou constatando o mesmo fenómeno. Mais encorpados, com a formação espraiando-se já por duas faixas, eles lá seguem, angustiados, uns sobre os outros, até ao destino final.

E não me venham chamar de “acelera inconsciente” e coiso e tal. Porque o que eu de facto tenho medo, e nem sei mesmo se alguma vez ousarei, é fazer uma viagem inteira no meio daquele “ encaramelanço”.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:51 AM | Comentários (7)

novembro 18, 2004

Socorro !!!

Tenho este trambolho de m... a azucrinar-me o juízo!!

De cada vez que abro uma página lá vem mais um, é matemático. Agora estão a ver o que isso significa nas blogadas deambulações, não é ? Quando dou por mim tenho o IE empastado com 15 coisas destas.

Não quero celulares !! Não quero violões eléctricos !!! Não quero impressoras !!!! Não quero ténis !!!!! E já agora, antes de fazerem o upgrade dessa caixa de m... vou avisando já que também não quero bonecas suecas!!!!!! Quero é que me deixem em paz ouviram ?!!! ai se eu lhes encontro o mail …

Pleaaaseee, alguém que me ajude !?

Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:41 PM | Comentários (15)

novembro 17, 2004

… estou só a pôr a escrita em dia

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:33 PM | Comentários (3)

Que diferença …

… entre um “já vou” e um “vou já” !

Eis como dois monossílabos, comutados entre si, podem designar dois opostos. Nalguns casos, pode mesmo representar a diferença entre o desconsolo e o orgulho de um pai.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:19 PM | Comentários (2)

Obrigado Puto

Aqui entre nós ... embora ninguém o comente, digo-o eu, este é o melhor post do Blog! Claro que não me fica bem a mim elegê-lo, mas faço-o porque falo dos subtis 'bonecos' com que lhe deste expressão.
E volto a dizer, assim vestido é o melhor.
Manda mais ! Manda mais!

Publicado por Eufigénio Lagoa às 08:03 PM | Comentários (5)

Errata ao Post de ontem

Hoje está complicado STOP
Não tenho tempo OUTRA VEZ STOP
As condições técnicas são deficientes STOP FINAL PARÁGRAFO
Estou num Blog EMENDAR E REESCREVER
Estou num Seminário STOP PEQUENINO PORQUE É COMO SE FOSSE UMA VÍRGULA
A ver uns Post’s de uns tipos EMENDAR DE NOVO COM LETRAS A BOLD PARA PARECER IRRITAÇÃO
Queria dizer, a ouvir umas intervenções de uns tipos STOP
E não posso usar o GPRS porque faz muito barulho STOP

Mas a vontade de fazer uma confissão pública é grande STOP
Irrita-me esta incontinência que me leva a mandar para aqui post’s sem sequer os deixar fermentar STOP
Escrevo-os julgando-os com um sentido e depois quando os releio, encontro outro completamente diferente STOP DE EXCLAMAÇÃO
Percebem como isso me deixa constrangido certamente. Mesmo que inocentemente, acabo por deixar uma imagem alterada do eu que o escreve STOP E FAZER UMA PAUSA COM QUEM HESITA SE DEVE APAGAR ESTA PARTE
No caso presente falo daquele post (não faço links porque tenho receio que com as falhas desta ligação estes possam ir parar ali ao powerpoint daquele tipo que à meia hora não tem já nada para nos dizer) AQUI DEVIA HAVER UM STOP PARA DAR MAIS RITMO AO TEXTO MAS NÃO SEI BEM ONDE O PÔR que pus ali em baixo, sobre a “formação desportiva dos putos”, e que só não o tiro porque ouvi dizer que por estas bandas isso não parece bem STOP TIPO DOIS PONTOS
Nesses escritos, aí (ir)reflectidos, queria eu fazer passar a ideia de que começava a apreciar aquela coisa de nada fazer TALVEZ UM STOP DE PONTO E VÍRGULA que lhe tinha saudades, e que me propunha mesmo propiciá-la ainda de uma forma mais ampla, mesmo que à custa do caparro dos miúdos STOP E REVER PARA GARANTIR QUE O SENTIDO É ESSE
Hoje, quando o releio, fico com a sensação de que é um pai esmerado, católico praticante, particularmente preocupado com o desenvolvimento desportivo dos seus filhos, e pronto a qualquer sacrifício para essa causa que o escreve STOP COM 3 PONTINHOS
Percebem a minha irritação STOP DE INTERROGAÇÃO Isto é quase como um gajo escolher um casaco antes de sair de casa e, quando a ela volta no fim do dia, descobrir que afinal tinha andado o dia todo com ele vestido do avesso STOP; BAIXAR-ME PARA FINGIR QUE ESTOU A APANHAR UMA CANETA; NÃO TINHA REPARADO QUE JÁ TODOS TINHAM SAÍDO.

STOP DOS STOP’S E REVER TUDO PARA VER SE NÃO É NECESSÁRIO ESCREVER UM NOVO POST A EXPLICAR O POST QUE AGORA ESCREVO PARA EXPLICAR O OUTRO POST DEBAIXO.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:42 PM | Comentários (3)

Eu bem que me parecia

Que esta coisa tinha de ter um fim.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:19 AM | Comentários (3)

novembro 16, 2004

A formação desportiva dos putos é muito importante.

Dou por mim a pensar que a única altura em que não tenho positivamente nada para fazer durante duas horas, é justamente esta, enquanto espero que acabe o treino de rugby dos putos. É também a única ocasião que me consegue desentrançar de qualquer compromisso que na altura se me atravesse. Eles não faltam, aqui não falho.

Enfim, há que esperar. E espero, ociosamente, desfiando pensamentos inócuos, com vagar. É neles que descubro que há muito tempo que não tenho tempo para matar o tempo a pensar assim, à deriva, sem utilidade, se é que me compreendem … Quatro horas por semana então, é um montão de tempo, ali, para gastar … Um desperdício enorme diria, imoral até.

Bem, desperdício não será, senão, no fim, não sentiria como se os meus neurónios tivessem acabado de sair da sauna, de poros abertos e de toalha ao pescoço a pedirem um sumo de laranja. Mas seja como for é um excesso. Há o trabalho que ficou a meio, o jantar por fazer, e a gente não se sente bem assim, pronto.

Mas está tudo controlado. Não há a mínima hipótese de me voltar a viciar nesta coisa de estar por estar, a pensar por pensar, ou mesmo nem pensar … E ainda por cima dizem que as recaídas são mais fortes … Para já contabilizo pouco mais de 3% da semana com esse ‘não fazer’… Schtth, tudo controlado, tudo controlado.

… É um dever, isso, um dever. Cabe-me a mim, lá em casa, essa função de lhes ir desamarrando o físico. O desporto, os estímulos viris, são obrigações de pai, ora. E a essas faço questão de me dedicar com a disponibilidade e sacrifício que forem necessários. Não estão aqui em causa argumentos sobre o desperdício de tempo, ou sobre o sinistro prazer que ando a tirar disso. Não, nada. Trata-se de ter uma postura estimuladora do espírito desportivo apenas. Pois

… aliás, estou neste preciso momento – ena como o tempo passou, eles aí estão - a pensar que umas aulinhas de natação lhes fariam bem. E aquilo é muito agradável lá no Campo Grande - têm uma bancada confortável, um ambiente amornado dos vapores cálidos da piscina, não seria mau sítio. Bem, diria que talvez umas 3 ou 4 horas por semana sejam suficientes… E se fosse todos os dias até nem lhes faria mal, acho. A formação desportiva dos putos é muito importante.
A mim resta-me o sacrifício de ficar à espera.
Que chatice, mais tempo ‘perdido’.
Pois.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:56 PM | Comentários (3)

Isto hoje não começou nada bem

Está um gajo aqui à minha frente com ar embasbacado, a dizer que "não deu", porque lhe falta uma DLL qualquer.
Apetece-me é ligá-lo a uma ADSL e mandá-lo por DHL para um sítio onde só existam máquinas de escrever com teclas de baquelite, para bater minutas de contratos ALD.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:28 AM | Comentários (6)

novembro 15, 2004

Vou indo bem obrigado

Tenho em casa esta gente para me pôr quentinho, e lá fora um pátio florido, e tenho aqui perto esta lareira para pôr a minha gente quentinha enquanto olhamos lá para fora, e gostamos de ver o frio, no pátio florido. Lá mais longe, já para além do pátio, há ainda o meu trabalho, motiva-me, faz-me sentir outras partes boas em mim, e depois tenho ainda este blog, para o interromper, para me interromper, para me fazer ser mais coisas. E tenho-os a eles claro, quentinhos. E pronto, acho que não me falta mais nada.

Rectificação: Este post era para sair ontem, (domingo). Hoje (2ª feira) não me sinto assim. Alguém que perceba disto que me diga se não se pode colocar um post retroactivamente, assim como quem muda de disposição?

Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:08 PM | Comentários (15)

Eu não dizia ...

... ali atrás,
que este homem coiso e tal ?!
Mas acho que esta nomeação para autor do mês não é justa,
devia ter sido para autor do ano !

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:23 AM

novembro 14, 2004

Também ninguem explica ohh

- Aehhh ... o que é que estás a fazer ?
- ‘stou a lavá a boca
- Mas... A boca ?! mas , mas ... Eu estava a dizer por fora !!!

[O Zoick teve a sinceridade para dizer nos comentários a este post que não tinha percebido nada. Culpa dele não será certamente (não, não estás a ficar loiro… rs). Para que nada vá para arquivo sem sentido, anexo em jeito de legenda o seguinte:
Este post é uma fotografia - não lhe pus nem tirei nada à situação que descreve, e basicamente representa um diálogo de uma mãe com a sua cria, quando a encontra em bicos de pés à beira do lavatório, uma mão esticando a língua, a outra passando-a pela água.]

Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:05 PM | Comentários (4)

Juro que é o último post sobre a maquineta …

… e sobre os trocadilhos do Diogo.

E já prometi a mim mesmo que eles não voltam a passar outro fim de semana assim, a divert ... assim alienados, pois. Mas há que perceber, estava frio, e além disso lá fomos conversando todos.

- Já sei o que quero pelo Natal.
- Humm, então? …
- Quero um Playboy.
- Cofff….cof… um quê ?
- Um playboy, um jogo para a Playstation. Que tem um coelhinho. Conhece ?
- Ahhh. Não, não. Esse ainda não vi …


Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:41 PM | Comentários (2)

Sabem o que é a Mary Card ?

- É aquela caixinha preta oh pai a que se põe à frente para gravar os jogos ...
- Ahh, a memory card! seu trapalhão
- Não pai, a Mary Card … oh pai parece que não sabe o que é ?!!

Hãh??? Bem vou é dormir caraças

Publicado por Eufigénio Lagoa às 12:14 AM | Comentários (3)

novembro 13, 2004

E eu, e eu ?? Agora sou eu !

Tínhamos combinado quando comprámos a PS2 que aquilo era a "miélas". Pois, estava-se a ver, naif eu. Agora só posso jogar o 'Colin McRae' até às 8h da matina, nem mais uma horinha. Acordam e tenho logo os gajos em cima, ainda de pijama e ramelas, com um "agora é a nossa vez!".
Cambada de agarrados estes putos !! Não sei mesmo onde vai parar esta geração!

Bem ... já que estou sem nada para fazer (por causa destes déspotas) acho que vou dormir um pouco ... logo lhes apago os recordes.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 05:49 PM | Comentários (2)

E já lá vai um mesito !

Eu como não posso assinalar os recordes estatísticos, vou fazendo por aqui a festa celebrando a enorme longevidade deste blog. Já lá vai um mês que comecei acidentalmente isto (esta coisa de ir carregando no “yes” é o que dá).

Aproveito a ocasião para dizer que tem sido uma experiência inesquecível. Tenho-me sentido mudar, tenho-me sentido diferente. Desde então deixei de ter tempo para o que quer que fosse. As minhas olheiras descaíram quase até meio das bochechas. Os miúdos andam a dar-me uns beijos rebuscados de saudades sem que eu perceba porquê. Tenho também notado que ultimamente me olham de modo estranhado, particularmente naqueles momentos em que me desato a rir sozinho ou me encosto no vidro da tabacaria para escrevinhar as costas de um recibo de Multibanco. E ainda ontem ouvi um desconcertante “e tu por onde tens andado?”

Enfim, vamos lá ver se ainda me consigo sentir melhor quando chegar aos dois meses.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:55 PM | Comentários (11)

novembro 12, 2004

Ok, no more links for today

Até porque enquanto olho diligente para o montinho de folhas aqui ao lado, vou cuidando que não me apetece passar mais um outro sábado a ‘trabuquir’

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:08 AM | Comentários (1)

Estou orgulhoso mas …

Olha ?! ... descobri no meu blog favorito que, apesar de neófito, já sou tido como um mau exemplo.
Até aqui tudo bem, o que já não me parece bem é dividir essa “honra” com um tal de PQ. Mas afinal quem é esse gajo?

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:59 AM | Comentários (4)

A Contenda

Eu não sou muito de adivinhas, mas esta parecia-me fácil. Depois foi apenas esta absurda mania de reclamar pelo que tenho direito, no caso uma ‘chicleta (quero lá saber dos ‘ses’ antes) que me alongou por lá. Entretanto apareceu lá um (Zoick) que até parece que é saltitão, mas que mesmo assim não fez mais do que apropriar-se do meu génio matemático, mas com esse acerto contas depois. Entretanto o Sapo já apodreceu no fundo do poço, e nada. Esta artimanha para atrair leitores já me levou a apresentar 9 teorias diferentes, e nada. Agradeço assim a v. solidariedade para junto da organização do concurso, se manifestarem a favor da minha causa.

Enfim, resta-me a consolação de, enquanto reclamo o que me é devido, poder assim ir desfrutando das outras coisas, menos importantes naturalmente, que por lá aparecem.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:33 AM | Comentários (7)

E agora um sincero elogio antes de me deitar

Acabou no domingo, com este post, uma das histórias mais deliciosas que li aqui na blogosfera, pela mão do João Pedro da Costa. Sugiro veementemente que quando puderem passem por lá e a saboreiem desde o princípio. Mas vão com tempo, não é coisa para visitas corridas. É mais para degustar.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:43 AM | Comentários (3)

Isso arranja-se

- … ?? Como é que arrancaste os dois puxadores da porta da carrinha???
- Ohhh, foi a ultrapassar um camião … Mas não estraguei o carro!!
- Não, não pode ser possível. Como é que …
- Pronto, lá estás tu sempre a pôr em causa tudo o que digo.
- Mas, e o espelho ? Como é que ainda lá está ? Mas para além disso, como …
- Vês ? Eu não digo ? Que tem de mais ? Ele tinha uns ganchos saídos e apanhou os fechos. Foi tudo.
- Mas tu já viste se …
- Olha, não percebo para quê tanta coisa. Amanhã de manhã passo no Sr.Brás e pronto.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 01:34 AM

novembro 10, 2004

Só por hoje

A última vez que ouvi falar deste texto, ele estava pendurado no espelho da casa de banho de um homem que travava uma luta solitária consigo mesmo, dia após dia, hora após hora, minuto após minuto. Homem enorme, digo-o eu por entre as miúdas contrariedades da vida. E disse-lho também. Agora gostava de estender aqui a minha admiração a todos aqueles que todos os dias se levantam para guerrearem o “bicho”. E esses sabem bem este texto de cor.

" 1- Só por hoje, vou procurar viver unicamente o dia presente, sem tentar resolver de uma vez só todos os problemas da minha vida. Durante 12 horas posso fazer qualquer coisa que me assustaria se eu pensasse que tinha de a fazer por uma vida inteira.

2- Só por hoje vou estar feliz. A maior parte das pessoas é tão feliz quanto se dispõe a sê-lo.

3- Só por hoje, vou tentar ajustar-me à realidade e não tentar adaptar tudo aos meus próprios desejos. Vou aceitar a minha sorte como ela vier e vou moldar-me a ela.

4- Só por hoje, vou tentar fortalecer o meu espírito. Estudarei e vou aprender alguma coisa útil. Não vou manter o meu espírito ocioso. Vou ler alguma coisa que exija esforço, pensamento e concentração.

5- Só por hoje, vou exercitar a minha alma de três maneiras: vou fazer um favor a alguém sem que se note e, se alguém se aperceber disso, esse facto não conta; vou fazer pelo menos duas coisas que não me apetece só por exercício; não vou mostrar a ninguém os meus sentimentos de dor, poderei estar magoado mas não revelarei a minha dor.

6- Só por hoje, vou ser agradável. Vou apresentar-me aos outros da melhor maneira possível: vou vestir-me bem, falar baixo, agir delicadamente, não farei críticas, não vou ter nada de negativo que dizer aos outros, não vou tentar melhorar nem controlar ninguém, excepto a mim próprio.

7- Só por hoje, vou ter um programa. Pode ser que eu não o siga a rigor, mas vou tentar. Vou evitar duas pragas: a pressa e a indecisão.

8- Só por hoje, vou ter uma meia hora tranquila só para mim e descansar. Durante essa meia hora, em determinado momento, vou procurar ter uma melhor perspectiva da minha vida.

9- Só por hoje não vou ter medo. Muito em especial não vou ter medo de apreciar a beleza e de acreditar que aquilo que eu der ao mundo, o mundo me devolverá.

Concedei-me Senhor serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar aquelas que posso, e sabedoria para distinguir umas das outras."

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:19 AM | Comentários (11)

Eles é que sabiam

Voltinha de Verão. Eu embasbacado na varanda do palácio do Alhambra com aquela vista linda que todos conhecemos. Por trás, na parede encarniçada, escreveu em tempos um árabe com devida oportunidade, mais tarde convenientemente traduzido para espanhol:

Pior que ser mulher, é ser cego em Granada

Outros tempos, hoje já não se escr… perdão, já não se fazem palácios assim.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:17 AM | Comentários (2)

novembro 09, 2004

Quer bem ou mal passado ?

O "Encarte" não é aquilo que nos levam á mesa para escolhermos o que queremos enfiar pela goela abaixo, não ? ... Ãhhh ? ... Ah isso é "la Carte"... tá bem, prontos !

(Bolas, eu tinha-me prometido ! Juro que é a primeira e a ùltima vez que ponho um post de referências políticas, por mais vagas que sejam, mas estava a comentar lá no afixe, e achei que aquilo tinha saído bem ... e acabei trazendo a merendinha cá para casa)

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:56 PM | Comentários (2)

Estes rapazes têm futuro !!

Já noite, a conversa desfiando à mesa:
- Olha, olha, e a ti chamam-te mãos-de-manteiga ! Ahahhhh
- Oh Francisco ! És mesmo bera com ele. Se ainda agora começaram a treinar, esperavas o quê?! Tu quando começaste nas futeboladas já sabias dar pontapés na bola ?
(…)
- E além disso, pelo que vejo nos treinos do rugby, escusas de te armar, porque a ti devem-te chamar o mesmo ?!
- Nãoo … a mim?...
- … a mim chamam-me tosco.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:02 PM

Solicita-se aconselhamento urgente

Alguém pode dizer aqui a este tosco porque é que os post's mais antigos continuam visíveis, numa verve que me começa a preocupar?
Não era suposto eles irem para o escaparate ali ao lado, pelo qual o leitor mais iludido, se e apenas se o quisesse, lhes poderia deitar a mão?

Antecipadamente grato

Publicado por Eufigénio Lagoa às 02:24 PM | Comentários (5)

Já o desenhei

Amanhã há hora do almoço vou comprar as madeiras
Sexta a ver se não me esqueço de encomendar a palamenta toda
Este fim de semana vou construí-lo
... Lá para terça-feira parto!

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:55 AM | Comentários (7)

novembro 08, 2004

Re: Re: Mensagens de amor

Também te amo.

Beijos

PS: Não podemos esquecer a consulta do Francisco

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:50 AM | Comentários (2)

Re: Mensagens de amor

Bom dia!!!

Então é assim:
* Pão
* Pão Pro Korn
* Leite do dia
* Batatas congeladas
* Fruta
* Saladas
* Cereais Cola Cao
* Cereais Golden Graham
* Cervejas
* Água
* Rolos de Cozinha
* Pasta de dentes

E que me lembre não é mais nada.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:47 AM

Mensagens de amor

"Kidinha,

Manda-me uma lista de supermercado, ainda de manhã, que eu tentarei lá ir à hora do almoço.

Beijos"

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:45 AM

novembro 07, 2004

Para ti tenho cá muitas mais BD’s

Hoje meti nas mãos do Diogo, por mera sugestão, o “Astérix e o Caldeirão”. Lá se ficou, desapercebido, o dedo derrapando sobre as pranchas, encorajando o caminho esforçado da leitura.

Só me voltei a lembrar dele quando veio ter comigo, meio encavacadamente, dizendo que não percebia bem o que o pirata negro estava a dizer de dentro de um caldeirão a escaldar, na altura em que o Óbelix o destapava com ar de curiosidade. Li então a passagem em voz alta, com os mesmos tiques do personagem: “Nãoo !! aqui só há pu’e’ de castanhas !”. Foi-se embora a rir desalmadamente. Que riso tão sincero! Ainda agora o oiço a rir lá ao fundo.

Acho que nesta casa já há mais um adepto da BD.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:57 PM | Comentários (1)

novembro 06, 2004

Vou para os copos !!!

Há 16 dias que trabalho ininterruptamente. Vãaoo-se Lixar !!!!

Publicado por Eufigénio Lagoa às 08:34 PM | Comentários (2)

novembro 05, 2004

Posso só espreitar antes que seja tarde ?

Este serão andei no vasculhanço e acabei por encontrar prosa antiga, muito antiga. Papéis amarelados, briosamente matraqueados por teclas mecânicas, com cuidadoso corrector passado sobre as hesitações, enfim, clamando de importância. Mas papéis tão cheios de coisas mal escritas, tão semeados de significados antagónicos, tão pomposamente decorados com rimas forçadas que … súbito os voltei a sepultar, lá bem no fundo da gaveta onde os encontrei, sem coragem para os destruir, mas acabrunhado, enrubescido até.

Fiquei matutando. As comparações apareceram depois naturalmente. Será que daqui a 20 anos, remexendo nas tralhas que juntei, acabarei por encontrar este Blog ? Será que daqui a duas décadas, relendo-o, também a ele o acabarei por engavetar envergonhadamente, lá bem no fundo da net ?

Apoquento-me. Será que alguém me deixa ir lá á frente, só para espreitar, só para ver como me escrevo, antes que seja tarde ?

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:30 PM | Comentários (7)

novembro 04, 2004

Que manchinha é aquela ?

Estive aqui (*) a pintar o mundo por onde já andei


Apesar do colorido resultado me revelar como um europeu razoavelmente viajado, parece que me esqueci de alguns destinos ("visited 21 countries (9%)”).
Amigos e família emigrados, espero convites!!

(*) Link sonegado ao Pandeiro quadrado de origem àrabe , que por sua vez ...

Publicado por Eufigénio Lagoa às 04:43 PM | Comentários (6)

(Só para eu não esquecer)

Este Blog ...

... é o sítio de quem nunca saberá escrever um livro,
de quem se horroriza de pensar num diário,
de quem se esquece da poesia embrulhada no bolso,
e no entanto se enfeitiça no escrever.
Antes não tinha onde as guardar, às palavras;
agora sim, sei sempre onde as poderei apagar.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 03:12 PM | Comentários (4)

Isto sim, é grave !!!

Correu fugaz e desinteressada a notícia na Antena 1. Tão "de rodapé" que nem sequer a consegui confirmar depois nas minhas pesquisas na net. Ao que parece não era intenção do caçador, mas este terá argumentado que tinha sido atacado. E acabámos de exterminar o Urso dos Pirinéus!!!

Excesso de dramatismo o meu, afinal é apenas menos um na lista de 12.000 espécies em riscos de extinção deste ano. Bem sei que estes senhores vão ter de refazer as suas listas, e que irá provavelmente haver por aí muita gente preocupada em actualizar os seus folhetos turísticos.

Eu apenas terei de me preparar para tentar explicar logo à noite àqueles dois lá em casa, como é que um tiro fortuito acabou com mais uma espécie deste planeta. Vou tentar documentar-me sobre este “Urso Pardo dos Pirinéus”, não há-de ser difícil

... pior vai ser conseguir documentar-me sobre o Homem que o exterminou.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:45 AM

novembro 03, 2004

A propósito das notícias que me chegam

'Tou cansado, não me apetece saber disso, mas vou inevitavelmente lendo e ouvindo os comentários ao desenlace das eleições americanas. Um porque coiso e tal, outro do mais o menos, nós porque sim, os outros nem sabem que ...

Baaahh, nestas alturas penso sempre que haverão no universo outros sítios para onde possa partir ... por exemplo, “Sedna”.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 07:02 PM | Comentários (1)

“Sedna”, o último planeta

Interrogo-me se, - com aquela luminescência, aquela suspensão, aquele sereno distanciamento - não terão por acidente descoberto a bolinha onde estão dormitando as nossas almas ?

Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:56 PM

As nossas crianças

"Esta juventude está estragada até o fundo do coração. Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Eles jamais serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura."

Citação descoberta recentemente sobre um vaso de argila, nas ruínas da Babilónia, com mais de 4000 anos de existência.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 06:33 PM | Comentários (4)

novembro 02, 2004

Leram os últimos post‘s ? Agora façam o favor de usar ali à direita o “scroll” e vão até lá abaixo, ao primeiro post. Depois voltem …

… é inevitável pensar como em 20 dias um blog mudou tanto não é?

Acho que já estou a perceber qual é o próximo post

Publicado por Eufigénio Lagoa às 11:30 PM | Comentários (1)

Hoje estou a ressacar do trabalho de ontem

Mas era só para dizer que Isto(!) é absolutamente e completamente bem merecido.

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:56 PM

novembro 01, 2004

Hoje só mesmo uma voltinha rápida

E lá encontro o suficiente:

Esta porque me pôs um sorriso na boca, a desafiar mais um feriado esbanjado a trabalhar.

E a do negão porque ... porque ...

Publicado por Eufigénio Lagoa às 10:42 AM | Comentários (2)